Perguntas do paciente (325)
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Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e
Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
É muito nobre querer ajudar alguém próximo que está enfrentando depressão, mas é importante reconhecer que escutar e apoiar outras pessoas pode gerar impacto emocional em quem está oferecendo suporte, especialmente se isso acontece de forma intensa ou contínua.
Alguns pontos importantes:
Limites saudáveis são essenciais. Ajudar não significa se sobrecarregar. Você pode oferecer apoio sem assumir a responsabilidade total pelo bem-estar da outra pessoa.
Autocuidado é prioridade. Se perceber que escutar está afetando seu humor, causando choro frequente ou tristeza constante, é um sinal de que é hora de se proteger emocionalmente.
Encaminhamento profissional é fundamental. Uma pessoa com depressão precisa de acompanhamento de um psicólogo e também de uma avaliação do psiquiatra, e você pode incentivá-la a buscar ajuda sem se sobrecarregar.
Apoio estruturado: você pode ouvir de forma limitada, oferecendo empatia, mas evitando se envolver em situações que exigem intervenção profissional.
Práticas de regulação emocional, como técnicas de TCC (respiração, mindfulness, registro de pensamentos) ajudam a lidar com o impacto emocional de ouvir sobre sofrimento alheio.
Não é necessário “parar de ajudar”, mas sim definir limites claros e buscar proteção emocional. A ajuda mais efetiva muitas vezes é orientar a pessoa a procurar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental.
Espero ter ajudado a esclarecer. Um grande abraço, e conte comigo para entender estratégias de apoio sem se sobrecarregar.
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Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar
Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde,
O que você descreve é algo mais comum do que parece, especialmente em pessoas que viveram relacionamentos abusivos. O fato de sentir falta de quem trouxe dor pode estar ligado a mecanismos emocionais complexos, como a dependência emocional e o chamado vínculo traumático, em que o cérebro associa momentos de carinho ou atenção do parceiro abusivo com a esperança de mudança, dificultando o desligamento afetivo. Isso não significa que você esteja “errada” ou “anormal”, mas sim que sua mente e seu corpo ainda estão processando experiências dolorosas.
Nesse contexto, o profissional mais indicado para te ajudar é o psicólogo, em especial um que trabalhe com psicoterapia baseada em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A psicoterapia vai possibilitar compreender melhor esse padrão de relacionamentos, fortalecer sua autoestima, desenvolver habilidades de proteção e criar novas formas de se relacionar com mais segurança. Em alguns casos, quando há impacto muito intenso nos sintomas de ansiedade ou humor, pode ser importante também buscar avaliação com um psiquiatra, para investigar se existe a necessidade de apoio medicamentoso temporário.
O passo que você está dando ao reconhecer esse padrão já é parte do processo de recuperação. Com apoio especializado, é totalmente possível reconstruir a confiança em si mesma e em relacionamentos mais saudáveis.
Espero ter ajudado, um grande abraço.
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Estresse pós traumatico pode causar surto psicotico ou delírios?
Estresse pós traumatico pode causar surto psicotico ou delírios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde,
O Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) pode causar uma série de sintomas intensos relacionados à exposição a eventos traumáticos, como reviver a experiência repetidamente, hipervigilância, ansiedade, irritabilidade e alterações no sono. Em casos mais graves ou quando há grande sobrecarga emocional, algumas pessoas podem apresentar sintomas que lembram surtos psicóticos, como pensamentos desorganizados ou experiências perceptivas intensas. Entretanto, isso não é a regra, e a manifestação de delírios verdadeiros é menos comum.
O que costuma acontecer é que a intensa ansiedade, os flashbacks e o medo extremo podem gerar interpretações distorcidas da realidade, levando a sentimentos de perseguição ou desconfiança exagerada. Esses episódios podem se parecer com sintomas psicóticos, mas geralmente estão ligados à intensa resposta ao trauma, e não a um transtorno psicótico primário. O acompanhamento terapêutico é essencial nesses casos, pois permite trabalhar a regulação emocional, a interpretação das experiências traumáticas e a prevenção de situações de risco, ajudando a pessoa a recuperar controle e segurança no dia a dia.
Espero ter ajudado, um grande abraço.
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Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?
Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Espero que sim.
A síndrome de burnout é uma condição relacionada ao estresse crônico no trabalho, caracterizada por exaustão emocional, despersonalização (distanciamento ou frieza em relação às pessoas e tarefas) e redução da realização pessoal
O profissional mais indicado para iniciar o tratamento é o psicólogo clínico, especialmente com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou outras abordagens baseadas em evidências. Em alguns casos, pode ser importante também o acompanhamento de um psiquiatra, principalmente quando há sintomas depressivos, ansiedade intensa ou insônia persistente.
O tratamento envolve:
Psicoterapia, para aprender estratégias de regulação emocional, manejo de estresse e reconstrução do equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
Mudanças no estilo de vida, como sono adequado, pausas e atividades prazerosas;
Ajustes no ambiente de trabalho, quando possível, reduzindo sobrecarga e redefinindo limites;
Em casos mais graves, pode haver necessidade temporária de afastamento do trabalho para recuperação.
A boa notícia é que, com o tratamento adequado, é possível restabelecer energia, concentração e prazer pela vida, prevenindo recaídas.
Um grande abraço, e conte comigo caso queira compreender melhor como tratar o burnout de forma prática e cientificamente embasada.
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Como posso resolver uma compulsão sexual?
Como posso resolver uma compulsão sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
A compulsão sexual é caracterizada pelo impulso intenso e repetitivo de se envolver em comportamentos sexuais, mesmo quando isso causa sofrimento ou prejuízos na vida pessoal, social ou profissional. É importante entender que isso não é falta de força de vontade, mas sim um padrão comportamental que pode ser tratado com acompanhamento especializado.
Algumas estratégias baseadas em evidências científicas e diretrizes clínicas incluem:
Psicoterapia estruturada, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a identificar gatilhos, pensamentos disfuncionais e padrões de comportamento, substituindo-os por estratégias mais adaptativas.
Monitoramento e planejamento de situações de risco, evitando gatilhos conhecidos e desenvolvendo estratégias alternativas para lidar com impulsos.
Em alguns casos, o acompanhamento médico pode avaliar a necessidade de intervenção farmacológica, especialmente se houver comorbidades como ansiedade, depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo.
É fundamental buscar um psicoterapeuta. O tratamento é gradual, mas permite desenvolver maior controle sobre os impulsos, reduzir sofrimento e melhorar a qualidade de vida e os relacionamentos.
Espero ter ajudado a esclarecer. Um grande abraço, e conte comigo caso queira entender como o processo terapêutico pode ser conduzido de forma prática e segura.
Perguntas frequentes
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Eu já tomo duloxetina para fibromialgia.eu posso também tomar fluoxetina?
Olá, normalmente não é indicada e nem traz benefício adicional essa associação.…