Perguntas do paciente (325)

  • Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacioname

    Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacionamento indo para frente no quesito casamento ! Porém depois de terminar ficamos 2 anos tendo recaídas , logo após os dois anos ela se afastou e disse que estava conhecendo outro pessoa , depois de saber disso eu fiquei extremamente chateado e comecei a fazer o que eu nunca achei que iria fazer , comecei a mandar mensagem implorando para voltar , prometi até casamento, como explicar esse sentimento de querer voltar para uma pessoa que lá no fundo eu não a amo ! Mas gostaria de tentar novamente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    O que você descreve é mais comum do que parece. Muitas vezes, o desejo de “voltar” não está ligado ao amor em si, mas à dificuldade em lidar com a perda, com o vazio emocional e com a ruptura do vínculo afetivo.
    Na prática clínica, vemos que o cérebro e o corpo passam por uma espécie de “síndrome de abstinência emocional”: há saudade da rotina, da presença e da segurança que o relacionamento oferecia — mesmo que ele já não fizesse sentido racionalmente.

    Prometer casamento ou tentar reatar pode ser uma tentativa inconsciente de recuperar o controle da situação e aliviar o desconforto da rejeição.
    Mas isso não significa que você realmente queira recomeçar — e sim que está tentando encerrar um ciclo interno que ainda dói.

    A psicoterapia pode te ajudar a entender o que exatamente você sente falta: da pessoa ou da sensação de pertencimento e segurança que o vínculo trazia.

    Nem sempre queremos a pessoa de volta — às vezes queremos de volta a versão de nós mesmos que existia quando ela estava por perto.


  • É normal se sentir estranho depois da terapia? As vezes me sinto assim

    É normal se sentir estranho depois da terapia? As vezes me sinto assim

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    Sim, é normal se sentir estranho depois da terapia. Esse desconforto momentâneo costuma acontecer porque o processo terapêutico desperta emoções, lembranças e reflexões profundas, e o cérebro precisa de um tempo para processar o que foi falado.

    Se o incômodo for muito intenso ou persistir, é importante conversar com o(a) terapeuta: juntos, vocês podem ajustar o ritmo das sessões e trabalhar estratégias de autocuidado após a terapia.

    Um abraço — sentir-se estranho também é sinal de que algo está se movendo dentro de você, e isso faz parte do processo de cura emocional.


  • Posso conversar sobre qualquer assunto na terapia?

    Posso conversar sobre qualquer assunto na terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    Sim, você pode conversar sobre qualquer assunto na terapia. A psicoterapia é um espaço seguro, sigiloso e livre de julgamentos, justamente criado para que a pessoa possa falar sobre tudo o que sente, pensa ou vivencia — inclusive temas delicados, dúvidas pessoais, crenças, sexualidade, conflitos familiares, questões profissionais ou emocionais.

    A relação terapêutica é um dos principais fatores que favorecem o progresso do tratamento. Falar abertamente permite que o psicólogo compreenda melhor sua realidade e ajude a identificar padrões, emoções e estratégias de enfrentamento de forma mais eficaz.

    Mesmo quando o tema parece “fora do foco inicial”, ele pode revelar aspectos importantes do funcionamento emocional. Por isso, nada é “irrelevante” na terapia — tudo pode ser conversado, respeitando sempre seu tempo e seu limite.

    Um grande abraço ! Espero ter ajudado — e lembre-se: quanto mais você se sentir à vontade para falar, mais a terapia poderá ajudá-lo.


  • É normal se sentir cansado emocionalmente mesmo sem grandes problemas?

    É normal se sentir cansado emocionalmente mesmo sem grandes problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Sim — e isso é mais comum do que parece.

    Mesmo quando não há grandes problemas acontecendo, o cansaço emocional pode surgir por sobrecarga interna: pensamentos constantes, autocobrança, preocupação com o futuro, comparação com os outros ou simplesmente por estar sempre “em alerta”.
    O corpo e a mente não se recuperam apenas na ausência de crises, mas também quando há espaço para pausa e cuidado.

    Esse tipo de esgotamento costuma indicar que você tem se exigido demais, mesmo que de forma sutil. O descanso emocional vem de pequenas práticas de autorregulação: respeitar seus limites, se permitir não render o tempo todo e buscar momentos que te reconectem com prazer e calma.

    Cuidar da mente não é só resolver problemas — é também aprender a desacelerar quando tudo parece “normal”, mas você não está bem.


  • Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u

    Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    O que você descreve — essa sensação de que “o mundo não é real” ou de estar “desconectada do próprio corpo” — é conhecida como despersonalização ou desrealização. Esses fenômenos podem ocorrer em quadros de ansiedade intensa ou prolongada, quando o cérebro entra em um estado de hipervigilância e esgotamento, tentando se proteger do excesso de estresse.

    Diferente das crises de pânico clássicas (que costumam vir acompanhadas de sintomas físicos como palpitações, falta de ar e tontura), esse tipo de resposta tem um caráter mais dissociativo, gerando uma sensação de estranhamento da realidade ou de si mesmo.

    Esses sintomas são manifestações do sistema nervoso em sobrecarga, e costumam melhorar com psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) e, quando indicado, tratamento medicamentoso. A TCC auxilia a regular o sistema de alerta, a reduzir pensamentos catastróficos e a reconstruir a sensação de segurança corporal e emocional.

    É muito positivo que você já esteja se cuidando, mantendo uma rotina saudável e buscando acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Com o tratamento adequado, os sintomas tendem a reduzir de forma significativa.

    Um grande abraço Espero ter ajudado — e parabéns por buscar ajuda e cuidar de si nesse processo.


  • Para quem está sofrendo disfunções sexuais, além do médico, qual tipo de profissional devo consultar

    Para quem está sofrendo disfunções sexuais, além do médico, qual tipo de profissional devo consultar? (psicólog, sexólogo, etc?).

    Motivo da pergunta: Tenho feito psicoterapia, mas acabei falando sobre um momento ruim que estou vivendo no meu relaciomaneto e tem me trazido muita frustração. Estou tendo dificuldades de me relacionar sexualmente e quando falei sobre isso na terapia minha psicóloga ficou um pouco sem graça e vi que desviou um pouco o assunto. Não sei se ela se sentiu constrangida, com vergonha ou com receio de tratar sobre o assunto por eu ser homem, mas acabei sentindo que havia um tabu sobre conversar sobre isso na consulta e não voltei mais no assunto. Mas apesar de não ter falado mais sobre isso, é um assunto que tenho precisado conversar com alguém mas não sei com quem ou com qual tipo de profissional. Vale destacar que minha psicóloga é excelente, mas não senti abertura para falar sobre isso e também não sei se devo perguntá-la se ela se sentiu incomodada sobre tratar o assunto

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    Em casos de disfunções sexuais, é importante uma avaliação multidisciplinar. Além do médico urologista, que investiga causas físicas e hormonais, o psicólogo(a) pode ajudar a compreender e trabalhar os fatores emocionais, relacionais e cognitivos envolvidos.

    A sexualidade é um aspecto natural da vida humana e pode ser impactada por estresse, ansiedade, conflitos de relacionamento, histórico de trauma ou crenças disfuncionais sobre o sexo. Nessas situações, a psicoterapia sexual ou a terapia cognitivo-comportamental (TCC) mostram evidências significativas de eficácia.

    No seu caso, é importante reconhecer o papel essencial do vínculo terapêutico. A percepção de que o tema causou desconforto na psicóloga pode ser apenas uma impressão, e conversar abertamente sobre isso pode fortalecer o vínculo e ampliar o espaço de confiança. A terapia é o lugar seguro justamente para falar sobre assuntos sensíveis — inclusive os que geram vergonha ou insegurança.

    Se ainda assim sentir necessidade, também é possível procurar um psicólogo especializado em sexualidade humana ou um sexólogo clínico, que possuem formação específica para abordar essas questões com naturalidade e técnica.


  • Tive um relacionamento a distancia a muitos anos atrás que durou de 2016 a 2019, ela foi uma das nam

    Tive um relacionamento a distancia a muitos anos atrás que durou de 2016 a 2019, ela foi uma das namoradas que mais marcou na minha vida e quem mais amei em outros relacionamentos nao consigui amar outras como a primeira os anos passaram e até hoje as vezes sinto saudade dela as chego a querer a chorar hoje ela vive uma vida tem uma filha mas nunca a esqueci o passado vive em mim e nao sei como lidar com ele é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    O que você está sentindo é compreensível e, de certa forma, comum. Relações que marcaram profundamente nossa história tendem a deixar memórias emocionais duradouras, especialmente quando houve vínculo afetivo intenso e forte idealização do relacionamento. Mesmo após o término, o cérebro pode manter conexões associadas à pessoa — e por isso, lembranças e saudades podem retornar, mesmo anos depois.

    Do ponto de vista psicológico, esse processo se relaciona à forma como lidamos com o apego e com o luto emocional. Algumas pessoas têm mais dificuldade em encerrar ciclos afetivos, especialmente quando não houve um fechamento claro da relação. Em casos assim, o passado pode permanecer “em aberto” internamente, trazendo sentimentos de saudade, tristeza e idealização.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e as abordagens focadas em aceitação e compaixão (ACT e CFT) têm mostrado bons resultados para auxiliar no processo de ressignificação emocional, ajudando a elaborar o vínculo de forma saudável e a construir novos significados para o que foi vivido.

    Sim, é possível que seja “normal” sentir saudades, mas quando o passado começa a impedir o avanço da vida emocional ou a formação de novos vínculos, é importante buscar acompanhamento psicológico para compreender as causas e trabalhar a aceitação.

    Um grande abraço! Espero ter ajudado — conte comigo caso queira compreender melhor esse processo e iniciar um caminho de cura emocional.


  • Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei

    Olá!
    Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, boa tarde.
    O que você descreve é mais comum do que parece. Em momentos de conflito, nosso cérebro pode interpretar a conversa como uma “ameaça”, ativando o sistema de defesa (resposta de luta, fuga ou congelamento). Quando isso acontece, é natural sentir o bloqueio emocional, chorar ou ter dificuldade em se expressar — especialmente em situações de pressão.

    Essas reações podem estar relacionadas a padrões de regulação emocional aprendidos na infância ou a experiências passadas de rejeição e crítica. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado em psicoterapia. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e as abordagens baseadas em habilidades da Terapia Dialética Comportamental (DBT) têm mostrado eficácia em ajudar pessoas a melhorar a comunicação emocional, reduzir reações defensivas e desenvolver estratégias de expressão assertiva.

    Um ponto importante é reconhecer os sinais fisiológicos antes de se sentir sobrecarregada — como respiração curta ou tensão muscular — e aprender técnicas de regulação emocional e comunicação consciente, que podem ser praticadas com o auxílio de um psicoterapeuta.

    Procure um profissional que trabalhe com psicoterapia baseada em evidências, especialmente TCC ou DBT. Esse processo pode ajudá-la a compreender a origem desses bloqueios, desenvolver segurança emocional e aprender a se expressar com mais clareza e calma nas conversas difíceis.

    Um grande abraço ! Espero ter ajudado, e conte comigo caso precise de orientação.


  • Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,

    Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    O que você descreve — essa sensação persistente de vazio, falta de brilho na vida e dificuldade em sentir prazer — pode estar relacionada a um quadro de humor depressivo ou a um início de transtorno depressivo, especialmente quando esses sentimentos se mantêm por um período prolongado, mesmo diante de momentos felizes.

    É importante compreender que a depressão nem sempre se manifesta com incapacidade total de realizar tarefas ou perda completa de energia. Em muitos casos, as pessoas continuam funcionando normalmente, mas sentem apatia, desânimo e desconexão emocional — o que chamamos de depressão subclínica ou distimia.

    O profissional mais indicado para iniciar essa avaliação é o psicólogo clínico, que poderá realizar uma avaliação psicológica baseada em evidências e, se necessário, encaminhar para um psiquiatra. O tratamento costuma envolver psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC), abordagem amplamente comprovada por revisões sistemáticase, em alguns casos, acompanhamento medicamentoso.

    Buscar ajuda não significa fraqueza — é um passo de autocuidado e maturidade emocional. Quanto antes esse processo começar, maiores as chances de recuperação e prevenção de agravamento do quadro.

    Um grande abraço Espero ter ajudado. Conte comigo caso precise de orientação sobre os próximos passos


  • Olá,comecei a trabalhar em uma empresa longe de minha casa 2 horas para ir e mais 2 para voltar, só

    Olá,comecei a trabalhar em uma empresa longe de minha casa 2 horas para ir e mais 2 para voltar, só que quando entrei no transporte 90% das pessoas eram de favelas com o linguajar agressivo e eu estou acoado pisando em ovos,minha saúde mental cada dia que passa está indo ao espaço tamanho medo e angústia que eu passo todo dia,eles começam a fazer burburinho eu já entro em parafuso pensando que querem me matar ou estão planejando algo contra mim,minha mente fica em alerta a viajem inteira,chego em casa exausto mentalmente...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    O que você está sentindo é compreensível diante de uma rotina tão estressante. Passar quatro horas por dia em deslocamento, em um ambiente que desperta medo e tensão, pode gerar hipervigilância, ou seja, um estado constante de alerta — como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento. Isso desgasta o corpo e a mente, provocando exaustão emocional e sintomas ansiosos intensos.

    Esse tipo de resposta é comum em pessoas que enfrentam estresse crônico ou experiências percebidas como ameaçadoras. O cérebro, ao tentar protegê-lo, ativa o sistema de defesa mesmo sem um perigo real imediato. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes para ajudar a regular a resposta de medo, reavaliar interpretações de ameaça e desenvolver estratégias de enfrentamento mais adaptativas.

    Enquanto isso, algumas medidas podem ajudar: praticar técnicas de respiração diafragmática durante o trajeto, usar fones de ouvido com músicas ou podcasts calmantes e, se possível, ajustar horários ou rotas para reduzir o desconforto.

    Procure um psicólogo clínico que trabalhe com TCC ou outras terapias baseadas em evidências. Com acompanhamento, é possível entender as origens dessa resposta de medo, fortalecer o senso de segurança e diminuir o impacto emocional do trajeto no seu dia a dia.

    Um grande abraço Espero ter ajudado


  • Quais são as estratégias para trabalhar a cognição social no Transtorno de Personalidade Borderline

    Quais são as estratégias para trabalhar a cognição social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem? Espero que sim.

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as dificuldades na cognição social — ou seja, na capacidade de compreender emoções, intenções e comportamentos das outras pessoas — estão frequentemente relacionadas a experiências precoces de trauma, insegurança de apego e desregulação emocional.

    O trabalho terapêutico voltado à cognição social busca melhorar a capacidade de mentalizar, isto é, entender tanto os próprios estados mentais quanto os dos outros, promovendo relacionamentos mais estáveis e empáticos.

    Entre as principais estratégias baseadas em evidências estão:

    Terapia Comportamental Dialética (DBT): auxilia na regulação emocional e na comunicação interpessoal assertiva, o que favorece a empatia e o entendimento social.

    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): trabalha crenças desadaptativas e vieses cognitivos que distorcem a percepção das relações.

    Treinamentos de habilidades sociais e de reconhecimento emocional, voltados ao aprimoramento da leitura de expressões faciais e da linguagem não verbal.

    Essas estratégias ajudam a fortalecer a empatia cognitiva e afetiva, melhorar o autocontrole e reduzir conflitos relacionais, promovendo maior estabilidade emocional e funcionalidade social.

    Um grande abraço, e conte comigo caso queira compreender melhor como desenvolver habilidades de cognição social no TPB de forma prática e baseada em evidências.


  • Qual é o Impacto dos maus-tratos e traumas na infância na empatia cognitiva no Transtorno de Persona

    Qual é o Impacto dos maus-tratos e traumas na infância na empatia cognitiva no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem? Espero que sim.

    Os maus-tratos e traumas na infância — como negligência emocional, abuso físico ou psicológico — exercem um impacto profundo no desenvolvimento da empatia cognitiva, que é a capacidade de compreender os estados mentais e emocionais de outras pessoas.

    Em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), estudos mostram que essas experiências precoces adversas estão associadas a alterações no funcionamento socioemocional e na teoria da mente, resultando em dificuldades para interpretar as intenções dos outros de forma precisa.

    Na prática, isso pode se manifestar como:

    Hiperinterpretação emocional — perceber rejeição onde não há;

    Oscilações entre idealização e desvalorização nas relações;

    Dificuldade em distinguir emoções próprias das emoções alheias, gerando reações impulsivas ou intensas;

    Empatia afetiva elevada, mas com empatia cognitiva instável, dificultando o equilíbrio nas relações interpessoais.

    O tratamento mais indicado é a Terapia Baseada em Mentalização (MBT) ou a Terapia Comportamental Dialética (DBT), ambas baseadas em evidências e eficazes em melhorar a empatia cognitiva, regular emoções e fortalecer o senso de identidade e confiança relacional (Bateman & Fonagy, 2019; Cochrane, 2022).

    Essas abordagens ajudam o paciente a desenvolver uma compreensão mais realista das intenções alheias, reduzindo conflitos interpessoais e sofrimento emocional.

    Um grande abraço, e conte comigo caso queira compreender melhor, de forma prática e baseada na ciência.


  • Como o ciúme de amizade se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o ciúme de amizade se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o ciúme — inclusive nas amizades — costuma estar relacionado a medos intensos de rejeição e abandono, que são características centrais do transtorno. Mesmo vínculos de amizade podem despertar uma preocupação constante em perder o afeto ou o lugar de importância na vida do outro, o que pode gerar comportamentos de comparação, insegurança, necessidade de reafirmação e até reações impulsivas quando há percepção (real ou imaginada) de exclusão.

    Estudos indicam que, no TPB, há uma hipersensibilidade emocional e uma tendência a interpretar sinais sociais de forma mais ameaçadora . Assim, situações simples — como o amigo conversar com outra pessoa — podem ser percebidas como rejeição, ativando um ciclo de ciúme, medo e tentativa de controle, seguidos de culpa e arrependimento.

    A Terapia Dialética Comportamental (DBT) e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são abordagens com forte evidência científica para o tratamento do TPB. Elas auxiliam no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional, tolerância ao desconforto e construção de relacionamentos mais estáveis e seguros.

    Com o acompanhamento psicoterapêutico, é possível aprender a reconhecer esses gatilhos, compreender sua origem e lidar de forma mais equilibrada com os sentimentos de ciúme e medo de perda.

    Um grande abraço. Espero ter ajudado — e conte comigo caso precise de orientação sobre o tratamento adequado.


  • Existe tratamento para o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Existe tratamento para o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá!

    Sim, existe tratamento para o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). O ciúme, nesse contexto, geralmente está associado a medos intensos de rejeição, sentimentos de insegurança e dificuldade de regulação emocional — aspectos centrais do transtorno.

    As abordagens com maior comprovação científica, segundo a American Psychological Association (APA, 2023) e revisões da Cochrane (2022), são a Terapia Dialética Comportamental (DBT) e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Essas terapias ajudam o paciente a:

    Reconhecer os gatilhos emocionais que despertam o ciúme;

    Trabalhar pensamentos automáticos distorcidos (como medo excessivo de abandono);

    Desenvolver habilidades de regulação emocional, tolerância à frustração e comunicação assertiva;

    Aprender a construir relacionamentos mais estáveis e seguros.

    Com o tempo e o acompanhamento adequado, é possível reduzir significativamente o impacto do ciúme, compreender suas origens e fortalecer a autoconfiança e o senso de segurança nos vínculos afetivos.

    Um grande abraço. Espero ter ajudado — e conte comigo caso precise de orientação sobre o tratamento mais indicado.


  • Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se afastar de repente, mesmo

    Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se afastar de repente, mesmo que a amizade seja intensa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem?




    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), os relacionamentos costumam ser intensos e instáveis, o que significa que as emoções e percepções sobre o outro podem mudar de forma muito rápida. Esse afastamento repentino, mesmo após uma amizade próxima ou vínculo intenso, está ligado a alguns fatores característicos do transtorno.

    Medo profundo de rejeição ou abandono: a pessoa pode interpretar sinais neutros como indícios de afastamento e, por medo de ser rejeitada, acaba se afastando primeiro.
    Oscilações emocionais e cognitivas: há uma tendência a alternar entre idealizar e desvalorizar o outro, o que pode gerar rupturas repentinas.
    Dificuldade em regular emoções intensas: sentimentos de raiva, vergonha ou vulnerabilidade podem se tornar insuportáveis, levando ao distanciamento como forma de autoproteção.
    Sensação de vazio e confusão sobre o próprio valor: o afastamento pode surgir como tentativa de aliviar uma dor emocional que parece sem causa aparente.



    A psicoterapia ajuda a desenvolver regulação emocional e fortalecer vínculos mais estáveis e seguros.




    Com tratamento, é possível que a pessoa aprenda a reconhecer esses padrões e se relacionar de forma mais consistente e equilibrada.




    Espero ter ajudado a esclarecer. Um grande abraço, e conte comigo caso queira entender mais sobre como o acompanhamento psicoterapêutico trabalha essas questões na prática.


  • Como o ciúme se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o ciúme se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem?




    O ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costuma estar relacionado a uma intensa insegurança emocional e medo de abandono, mais do que a situações reais de ameaça no relacionamento. Essas reações emocionais estão ligadas à hipersensibilidade a sinais de rejeição e à dificuldade em regular emoções negativas.




    Na prática, isso pode se manifestar por meio de:

    Preocupação constante em ser substituído ou rejeitado, mesmo sem motivos concretos.
    Verificações excessivas (mensagens, redes sociais, horários), buscando confirmar se o parceiro ainda está “presente”.
    Oscilações emocionais intensas, alternando entre idealizar e desvalorizar o parceiro.
    Comportamentos impulsivos ou reações desproporcionais, movidos pelo medo de perder o vínculo afetivo.

    O acompanhamento psicoterápico se faz necessário para reconhecer gatilhos emocionais, desenvolver regulação afetiva e construir relacionamentos mais estáveis e seguros. Deste modo, é possível aprender a lidar com o ciúme de forma mais equilibrada e fortalecer o senso de segurança emocional.




    Espero ter ajudado a esclarecer. Um grande abraço, e conte comigo caso queira entender melhor como esse processo é trabalhado na prática clínica.


  • Qual é a conexão e a confusão entre hiperfoco e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual é a conexão e a confusão entre hiperfoco e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, boa tarde.

    A confusão entre hiperfoco e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é comum, mas conceitualmente eles se referem a processos diferentes, embora possam se sobrepor na experiência clínica.

    O hiperfoco é mais bem descrito na literatura do TDAH e de alguns quadros do espectro neurodivergente. Trata-se de uma alocação intensa e prolongada de atenção em estímulos altamente reforçadores, com dificuldade de alternar o foco, mesmo quando há prejuízo funcional. É um fenômeno predominantemente atencional e motivacional.

    No TPB, o que pode parecer hiperfoco costuma estar ligado a hiperativação emocional e interpessoal, e não a um mecanismo atencional primário. A pessoa pode apresentar atenção estreitada em relações, sinais de rejeição, abandono ou validação, com dificuldade de flexibilidade cognitiva diante de ameaças percebidas ao vínculo. Esse foco intenso é reativo ao afeto, especialmente ao medo de abandono.

    A principal conexão está no fato de que ambos envolvem rigidez momentânea do foco, mas por razões distintas. No hiperfoco, o motor é o reforço e a dopamina. No TPB, o motor é a emoção intensa e a necessidade de regulação afetiva. Por isso, no TPB, o foco tende a oscilar rapidamente conforme o estado emocional e o contexto relacional, enquanto no hiperfoco atencional ele pode se manter estável por longos períodos.

    A confusão clínica aumenta quando há comorbidade entre TPB e TDAH, algo frequente segundo meta-análises. Nesses casos, a pessoa pode apresentar tanto hiperfoco atencional quanto fixação emocional, exigindo uma formulação de caso cuidadosa para não reduzir fenômenos distintos a um único rótulo.

    Do ponto de vista terapêutico, a TCC e as terapias contextuais focam em aumentar a flexibilidade cognitiva e emocional, ajudando o paciente a diferenciar estados internos, ampliar o campo atencional e responder de forma mais regulada, em vez de automática.

    Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.


  • Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode lidar com a montanha-russa emoci

    Como a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode lidar com a montanha-russa emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    A montanha-russa emocional é uma das experiências mais marcantes para quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). As emoções costumam ser intensas, rápidas e imprevisíveis, mudando de euforia para tristeza, ou de amor para raiva, em questão de minutos. Essa instabilidade emocional não é uma escolha — é resultado de uma dificuldade em regular emoções e de uma sensibilidade muito maior a rejeições, críticas e frustrações.

    Para lidar com isso, o primeiro passo é reconhecer e nomear o que está sentindo antes de agir. Técnicas de mindfulness (atenção plena) ajudam a observar a emoção sem se deixar dominar por ela. Outra estratégia é validar o próprio sentimento, lembrando-se de que sentir intensamente não significa ser “exagerado” é parte do funcionamento emocional do TPB.

    A Terapia Comportamental Dialética (DBT) é o tratamento mais indicado, pois ensina habilidades práticas para regular emoções, melhorar relacionamentos e agir com mais equilíbrio. Além disso, cuidar do sono, manter uma rotina e buscar apoio terapêutico constante são pilares importantes para reduzir a intensidade das crises emocionais.


  • Quais são os sinais de que alguém em um relacionamento pode ter o Transtorno de Personalidade Border

    Quais são os sinais de que alguém em um relacionamento pode ter o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem?

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se manifestar de forma intensa nos relacionamentos, gerando padrões que muitas vezes são confusos ou desgastantes para quem convive com a pessoa. Alguns sinais mais comuns, baseados em evidências clínicas e revisões sistemáticas, incluem:

    Medo intenso de abandono, real ou imaginário, que leva a comportamentos de apego ou afastamento.
    Oscilações emocionais rápidas, passando da euforia à raiva ou tristeza em pouco tempo.
    Idealização e desvalorização do parceiro, alternando entre ver a pessoa como perfeita e como totalmente falha.
    Impulsividade em áreas importantes da vida, como gastos, relacionamentos ou comportamento sexual.
    Dificuldade em manter limites e estabilidade nos relacionamentos, gerando conflitos frequentes.
    Sentimento crônico de vazio, que pode levar a buscar constantemente validação externa.
    Comportamentos autodestrutivos ou autoagressivos em momentos de crise emocional.

    É importante lembrar que apenas um psicoterapeuta treinado pode diagnosticar o TPB, e que cada pessoa apresenta um padrão único. Reconhecer esses sinais pode ajudar a buscar suporte profissional adequado, promovendo mudanças significativas na forma de se relacionar.

    Espero ter ajudado a esclarecer. Um grande abraço, e conte comigo caso queira saber mais sobre como a psicoterapia pode atuar nesse contexto.


  • Qual é o melhor tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como ele pode ajuda

    Qual é o melhor tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como ele pode ajudar os relacionamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem?

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma condição que envolve intensa instabilidade emocional, medo de abandono, impulsividade e dificuldade em manter relacionamentos estáveis. Nos últimos anos, diversos estudos clínicos e revisões sistemáticas têm demonstrado que o tratamento mais eficaz para o TPB é a Terapia Comportamental Dialética (DBT), uma abordagem derivada da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Ela ajuda o paciente a desenvolver habilidades fundamentais, como:

    Regulação emocional, para lidar melhor com emoções intensas;
    Tolerância ao estresse, para enfrentar crises sem recorrer a comportamentos autodestrutivos;
    Mindfulness, que promove maior consciência e equilíbrio;
    Eficácia interpessoal, que melhora a comunicação e fortalece vínculos afetivos.

    Essas habilidades têm impacto direto nos relacionamentos, pois reduzem reações impulsivas, sentimentos de vazio e medo de rejeição, promovendo vínculos mais seguros e funcionais.
    O tratamento é um processo contínuo e requer acompanhamento regular com um psicoterapeuta especializado. Com o tempo, é possível desenvolver maior estabilidade emocional e relações mais saudáveis.

    Espero ter ajudado com essas informações. Um grande abraço, e conte comigo caso queira entender melhor como essas abordagens funcionam na prática clínica.


Perguntas frequentes

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