Perguntas do paciente (77)
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A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige descoberta ou con
A reconstrução da identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige descoberta ou construção?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na prática clínica, essa não costuma ser uma escolha entre um ou outro — reconstruir a identidade no TPB envolve tanto descoberta quanto construção, mas não na mesma proporção para todas as pessoas.
Existe, sim, um movimento de descoberta onde o paciente em contato com experiências, preferências, valores e emoções que, muitas vezes, ficaram encobertos por anos de adaptação, invalidação ou relações instáveis. É como se partes da pessoa estivessem ali, mas pouco acessíveis ou pouco reconhecidas.
Ao mesmo tempo, há um aspecto fundamental de construção. Identidade não é algo pronto que simplesmente “espera para ser encontrado”. Ela também se organiza ao longo do tempo, a partir de escolhas, posicionamentos e da forma como a pessoa passa a dar sentido às próprias experiências.
No TPB, esse processo costuma precisar ser mais intencional, justamente porque houve falhas ou interrupções importantes nessa organização ao longo da vida.
Então, mais do que descobrir “quem eu realmente sou” como algo fixo, o trabalho é ajudar a pessoa a desenvolver um senso de si mais contínuo, coerente e flexível que consiga atravessar diferentes estados emocionais sem se desfazer completamente.
Normalmente percebo que quando o paciente traz essa pergunta, muitas vezes ela vem acompanhada de uma expectativa de encontrar uma resposta definitiva, estável, quase como um “núcleo verdadeiro” imutável. E, na prática, isso costuma gerar mais frustração do que clareza.
Identidade é menos sobre encontrar uma essência pronta e mais sobre sustentar, ao longo do tempo, uma narrativa que faça sentido, mesmo com mudanças, contradições e revisões. E é justamente essa capacidade que vai sendo fortalecida no processo terapêutico.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser visto como uma perturbação da identidade nar
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser visto como uma perturbação da identidade narrativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, obrigada por sua pergunta. Espero conseguir te ajudar de alguma forma.
Quando a gente fala de “identidade narrativa”, está falando da capacidade de construir uma história interna relativamente coerente sobre quem se é ao longo do tempo (com continuidade, sentido e alguma estabilidade). No TPB, o que costuma aparecer não é simplesmente uma “falta de identidade”, mas uma identidade que oscila, fragmenta e, muitas vezes, se reorganiza de acordo com o estado emocional que o paciente se encontra no momento presente.
Na prática, isso pode se manifestar como mudanças intensas na forma de se perceber, nos valores, nos objetivos e até na maneira como a pessoa interpreta suas próprias experiências. É como se a história de si mesmo fosse constantemente reescrita; não de forma integrada, mas reativa. E isso gera uma sensação de vazio, confusão interna e, muitas vezes, um sofrimento difícil de nomear.
Pensar o TPB por esse prisma ajuda a sair de uma visão mais reducionista e abre espaço para intervenções que focam não só na regulação emocional, mas também na construção de uma narrativa mais consistente, flexível e integrada ao longo do tempo.
Agora, tem um ponto bem importante que não pode ser deixado de lado: essa “perturbação” não surge do nada. Frequentemente, ela está associada a histórias de vida marcadas por invalidação emocional, inconsistência nas relações ou experiências que dificultaram o desenvolvimento de um senso de si mais estável.
Por isso, mais do que rotular, o foco clínico no tratamento de TPB precisa estar em ajudar a pessoa a construir, aos poucos, uma experiência interna mais coerente e que não dependa tanto das oscilações emocionais ou do olhar do outro para existir.
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Qual a diferença entre a "Identidade Camaleão" e a Flexibilidade Social?
Qual a diferença entre a "Identidade Camaleão" e a Flexibilidade Social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A chamada “identidade camaleão” costuma aparecer quando a pessoa adapta sua forma de pensar, sentir e agir de maneira intensa e recorrente para se ajustar ao ambiente ou às expectativas dos outros, mas às custas de um certo esvaziamento interno. Não é só uma adaptação comportamental, é como se o próprio senso de quem ela é ficasse instável, dependente do contexto ou da validação externa. Com o tempo, isso pode gerar confusão, sensação de falsidade e até um vazio difícil de sustentar (tanto para a própria pessoa quanto para os outros ao seu redor).
Já a flexibilidade social é algo saudável e esperado. Envolve a capacidade de ajustar comportamentos e formas de comunicação de acordo com o contexto; trabalho, família, amigos; sem perder um eixo interno relativamente estável. A pessoa sabe quem é, tem valores mais consolidados e consegue se adaptar sem precisar “se desmontar” a cada mudança de ambiente.
Em outras palavras, a diferença central não está na adaptação em si, mas no custo psicológico dessa adaptação.
Na flexibilidade social, a pessoa se ajusta e continua sendo ela mesma. Na identidade camaleão, a pessoa se ajusta e, aos poucos, deixa de saber quem é.
Em muitos casos, esse padrão mais camaleônico não surge por escolha, mas como uma forma de manter vínculos, evitar rejeição ou lidar com contextos onde ser autêntico não foi seguro. Por isso, o trabalho clínico não é “tirar” essa adaptação, mas ajudar a pessoa a construir uma base interna mais consistente para que ela possa se adaptar ao mundo sem precisar desaparecer dentro dele.
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que bom que você está se permitindo dar esse passo. Juntar coragem e dinheiro pra começar um tratamento já é, em si, um movimento de cuidado — e mostra que seu sistema nervoso está pedindo, há tempos, um espaço seguro pra processar tudo isso.
Vou te ajudar a entender as diferenças, porque a confusão entre os termos é super comum:
Psicólogo(a) é o profissional formado em Psicologia, registrado no Conselho Regional de Psicologia (CRP), habilitado a fazer psicoterapia. É quem vai te acompanhar no processo de entender os padrões que se formaram a partir das suas vivências — as fugas de realidade, a hipervigilância, o choro repentino, os medos que vêm de muito tempo. Verifique sempre o número de CRP antes de agendar.
"Terapeuta" é um termo mais amplo e sem regulamentação exclusiva — pode incluir psicólogos, mas também outras abordagens não regulamentadas e sem resultados comprovados cientificamente. Pra terapia com base científica e ética profissional garantida, o caminho mais seguro é buscar especificamente um(a) psicólogo(a) com CRP ativo.
Psiquiatra é uma pessoa formada em medicina, pode prescrever medicação e é fundamental quando o corpo está manifestando sofrimento de forma intensa — enxaqueca forte, vômito, refluxo em resposta ao estresse são sinais de que seu sistema nervoso está em um estado de ativação bem alto. Porém, a grande diferença entre psicólogo e psiquiatra é que o psiquiatra não faz encontros semanais para entender o seu problema de forma mais ampla e aprofundada. Nesses casos, muita gente se beneficia muito mais do acompanhamento psiquiátrico em paralelo à psicoterapia, especialmente enquanto o corpo aprende, aos poucos, a sair desse estado de alerta constante.
Pelo que você descreve — histórico de traumas de infância, crises de pânico, sintomas físicos intensos e um padrão antigo de desconfiança e insegurança — eu recomendaria começar por psicoterapia com um(a) psicólogo(a) que trabalhe com trauma, e considerar, junto com ele(a), se uma avaliação psiquiátrica também faz sentido pro seu caso. Muitas vezes os dois caminham juntos, e é o próprio processo terapêutico que vai te ajudar a mapear isso com mais clareza.
Você não precisa ter certeza de nada antes de começar. O processo é exatamente o espaço pra descobrir isso, com apoio.
Se quiser, posso conversar com você numa sessão inicial pra entendermos juntas o melhor caminho — sem pressa, no seu tempo.
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Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso
Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso apenas sonhando com isso. Recentemente consegui um emprego na minha área, tenho muito medo muito mesmo. Estou ha 3 dias sem dormir, sem comer, com ânsia de vomito e com o intestino desregulado. Não consigo me concentrar. Nem me sentir feliz. Não consigo pensar em mais nada, só sinto medo e passo mal e choro. Me dar falta de ar e piriri. Choro que falta o ar. Sinto angústia e me dói o peito. Me disseram que é frescura ou preguiça, mas não é. Eu sinto a mesma coisa quando penso que todo mundo consegue fazer coisas simples ou básicas (como arrumar um emprego) e eu não. E agora que consegui um emprego, me sinto ainda pior. Eu não sei o que fazer. Eu quero desistir e deixar o emprego, mas é muito difícil arrumar emprego na minha cidade e eu não cumpri nenhum dia de serviço ainda. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar a sua situação. A resposta pode ajudar muitos outros pacientes que passam pelo mesmo que você está passando.
O que você está sentindo é muito intenso e é real. Acontece com muito mais pessoas do que você pode imaginar. Não é frescura e nem preguiça. Seu corpo entrou em um estado de alerta muito intenso, e isso explica os sintomas físicos, o medo constante e a dificuldade de descansar.
Provavelmente o seu sistema está sobrecarregado.
De uma forma prática, aqui vão algumas dicas que podem te ajudar a melhorar:
1. Acalme o corpo primeiro: respiração lenta (4 segundos inspirando, 6 segundos soltando) por alguns minutos já ajuda a reduzir a falta de ar e a angústia.
2. Tente parar de lutar contra a ansiedade: em vez de “não posso sentir isso”, tente dizer para si mesmo(a) “estou ansioso(a) agora, e tudo bem dar um passo mesmo assim”.
3. Dê passos bem pequenos: não pense no emprego inteiro, só no primeiro momento, depois no próximo.
4. Evite decidir no pico do medo: a vontade de desistir é uma tentativa de alívio e de proteção do seu cérebro, não necessariamente o que você realmente quer.
E, sendo bem direta: pelo nível dos sintomas (dias sem dormir e comer), é muito importante buscar ajuda profissional. Isso tem tratamento e melhora muito com acompanhamento.
Você não precisa esperar a ansiedade ir embora para começar.
Estou aqui para te ajudar. Conte comigo.
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Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento
O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?
Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.
Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.
Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.
É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".
A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.
Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.
A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é um conflito completamente humano entre aquilo que você acredita (cognição / pensamento), aquilo que sente (corpo / físico) e aquilo que foi ensinado como “certo” para você (crenças). E sentir dúvida não te afasta da sua fé, faz parte de uma fé viva e em construção.
Na filosofia, isso não é novo. Kierkegaard, por exemplo, falava que a fé verdadeira não nasce da obediência cega, mas de um processo interno de questionamento e escolha. Para ele, a fé só se torna autêntica quando deixa de ser apenas algo herdado e passa a ser algo assumido individualmente.
Já Nietzsche provocava uma reflexão importante: até que ponto seguimos valores porque realmente acreditamos neles, e até que ponto seguimos por medo, culpa ou condicionamento?
Esses pontos ajudam a entender algo essencial: o conflito que você sente pode ser, na verdade, um sinal de amadurecimento — não de afastamento.
Pela ACT, a abordagem que utilizo nos meus atendimentos clínicos, o foco não é decidir rapidamente “seguir ou não seguir a regra”, mas se aproximar com honestidade do que realmente importa pra você. Se questionar sem restrição e sem julgamentos, deixando que você se expresse de forma bem verdadeira e sem medo.
Sua relação com a fé pode ser diferente de uma obediência automática.
A culpa pode estar presente sem precisar guiar suas escolhas e suas decisões podem ser construídas com base em valores, não apenas em medo.
Você não precisa resolver tudo agora. Pode sustentar essa pergunta por um tempo, com curiosidade em vez de julgamento.
No fundo, a questão não é só “seguir ou não a castidade”, mas: que tipo de relação você quer construir consigo mesma, com o outro e com a sua fé?
E uma reflexão final, bem honesta: se a culpa não estivesse presente, o que faria mais sentido pra você viver?
Conte comigo se precisar agendar uma sessão para aprofundarmos melhor nesse assunto.
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Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q
Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.
Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Eu quero começar te dizendo que o que você está descrevendo não é falta de capacidade, nem falta de clareza; é um padrão muito comum quando a ansiedade está alta.
Essa sensação de mente ‘nebulosa’, de não confiar no que sente e de ficar revisitando a decisão o tempo todo, costuma acontecer quando o cérebro entra em um modo de hipervigilância. Ele começa a tentar garantir que você não cometa nenhum erro… e, paradoxalmente, isso te trava.
Sobre a dúvida: ela não é o problema principal. O problema é a tentativa de eliminá-la antes de agir.
Na Terapia de Aceitação e Compromisso, abordagem que utilizo em meus atendimentos, a gente trabalha com a ideia de que a mente vai continuar produzindo pensamentos — inclusive dúvidas — especialmente em momentos importantes da vida. E isso não significa que a decisão está errada.
O que você descreve — essa necessidade de revisar, comparar, buscar o ‘caminho ideal’ — tem muito mais cara de ansiedade tentando te proteger do risco do que de um traço fixo da sua personalidade.
Perceba: você já tomou uma decisão baseada em valores e na sua realidade. Mas a sua mente continua tentando te puxar para um lugar de garantia absoluta — e isso não existe, feliz ou infelizmente.
Então, o caminho não é esperar a dúvida ir embora para seguir. É aprender a seguir com a dúvida presente.
Aqui vão alguns pontos que podem te ajudar nisso:
Dúvida não é sinal de erro, é sinal de que você está lidando com algo importante
Comparação deve servir como uma referência, mas não como um guia absolutamente confiável.
Sentir segurança constante não é um pré-requisito para agir. A segurança costuma vir depois do movimento, não antes.
Confiar na decisão não é sentir 100% de certeza. É escolher sustentá-la mesmo quando a mente questiona.
Talvez, em vez de perguntar: “Qual é a escolha perfeita?”; possa começar a se perguntar: “Qual escolha eu estou disposto a construir, mesmo com dúvida?”
Porque qualquer caminho vai ter momentos de incerteza. A diferença está em como você se posiciona diante disso.
Caso tenha feito sentido, podemos trabalhar juntos exatamente isso: te ajudar a sair desse ciclo de revisão mental e construir uma relação diferente com esses pensamentos — para que eles parem de comandar suas ações.
Você não precisa eliminar esse ‘ruído’ para conseguir viver. Você precisa aprender a não obedecer a ele o tempo todo.
Espero ter conseguido te ajudar de alguma forma.
Fico à disposição caso queira tirar mais dúvidas.
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua mãe. A perda de alguém tão importante, especialmente de forma repentina, costuma provocar um impacto profundo e muitas vezes desorganizador. O luto não segue um prazo fixo, nem acontece de forma linear — existem períodos em que a dor parece diminuir e outros em que ela volta com muita intensidade.
A saudade, a tristeza e até alguns sentimentos de culpa podem fazer parte do processo de luto. Porém, quando o sofrimento começa a trazer uma sensação persistente de vazio, perda de interesse pelas atividades que antes eram importantes, cansaço constante e dificuldade de retomar a rotina, pode ser um sinal de que esse luto está se tornando mais difícil de elaborar sozinho.
Isso não significa fraqueza nem que exista algo “errado” com você. Algumas perdas deixam marcas muito profundas e podem precisar de um espaço de cuidado mais estruturado para serem compreendidas e integradas à história de vida da pessoa.
A psicoterapia pode ajudar você a atravessar esse momento com mais apoio, acolher esses sentimentos de culpa, compreender o que está acontecendo emocionalmente e, aos poucos, reconstruir sentido e vitalidade, sem que isso signifique deixar de amar ou esquecer sua mãe.
Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para que você não precise enfrentar tudo isso sozinha.
Conte comigo para esse movimento. Estou por aqui.
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Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode acontecer quando a presença dessa pessoa ativa emoções muito intensas, como medo de rejeição, insegurança, expectativa ou até experiências passadas que ficaram marcadas. O corpo pode reagir com sintomas de ansiedade, como coração acelerado, falta de ar ou sensação de nervosismo. É isso que acontece com você?
Nem sempre isso significa algo negativo sobre o sentimento, mas pode indicar que essa situação está mobilizando algo importante emocionalmente para você.
Entender o que exatamente essa pessoa representa na sua história pode ajudar bastante a reduzir essa ansiedade e trazer mais clareza sobre o que você sente.
A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender essas reações e aprender formas mais tranquilas de lidar com essa situação. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a).
Estou aqui para o que precisar.
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Mantras como AUM tem poder de fazer relaxar profundamente o corpo mesmo sem sono e entrar em ondas c
Mantras como AUM tem poder de fazer relaxar profundamente o corpo mesmo sem sono e entrar em ondas cerebrais mais lentas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Algumas práticas como repetir mantras — como o AUM — podem sim ajudar o corpo a relaxar. Isso acontece porque a repetição rítmica, a respiração mais lenta e o foco da atenção tendem a ativar o sistema nervoso parassimpático, que está associado ao relaxamento.
Sobre ‘entrar em ondas cerebrais mais lentas’, isso é algo que a ciência ainda investiga, mas o mais importante talvez não seja exatamente o tipo de onda cerebral, e sim a experiência que você tem enquanto pratica.
Na ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), que é a abordagem que utilizo em meus atendimentos, a gente não foca tanto em saber se algo tem um ‘poder especial’, mas sim em observar: isso te ajuda a estar mais presente? Te ajuda a lidar melhor com seus pensamentos e emoções? Te aproxima da vida que você quer construir?
Se o uso do mantra te ajuda a desacelerar, a se conectar com o momento presente e a responder melhor ao que você sente, então ele pode ser uma ferramenta válida pra você. Mas não como uma forma de fugir do que sente, e sim como um recurso pra se relacionar de forma mais aberta com a sua experiência.
Espero ter ajudado de alguma forma.
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Olhar no espelho pode fazer acontecer um estado alterado de consciência? Mas só funciona no escuro c
Olhar no espelho pode fazer acontecer um estado alterado de consciência? Mas só funciona no escuro com luz fraca e leva as ondas Alpha e Theta? Os olhos vão parando de piscar e cada vez vai parando mais sem a pessoa precisar tentar? O cérebro paralisia os olhos Naturalmente a única coisa que deve fazer e olhar para o espelho e não tirar a vista dela fazendo isso o cérebro vai naturalmente paralisar os Olhos isso é mesmo verdade???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olhar fixamente para o espelho, especialmente em ambiente com pouca luz, pode sim gerar algumas experiências diferentes — como sensação de estranhamento, distorções na percepção do rosto ou até uma impressão de ‘despersonalização’. Isso já foi observado em estudos de percepção e atenção.
Isso não acontece exatamente por ‘ondas cerebrais específicas’ ou por um tipo de paralisia dos olhos, mas está mais associado a fatores como foco prolongado da atenção, redução de estímulos visuais e fadiga do sistema perceptivo. O cérebro começa a ‘preencher lacunas’ e a percepção pode ficar diferente do habitual.
Na ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), que é a abordagem que utilizo em meus atendimentos, mais do que entender se isso leva a um estado específico como Alpha ou Theta, a gente se interessa por outra coisa: o que você faz com essa experiência?
Se você observa essas mudanças com curiosidade, como alguém que está notando o funcionamento da própria mente, isso pode até ser um exercício de contato com o momento presente.
Mas se a ideia é buscar um ‘estado alterado’ ou tentar controlar o corpo (como parar de piscar ou ‘paralisar os olhos’), isso pode acabar virando um esforço de controle que te afasta da experiência natural e até gerar desconforto.
O ponto principal não é o fenômeno em si, mas a sua relação com ele. Você está tentando forçar algo? Fugir de algo? Ou apenas observar o que acontece, com abertura e sem luta?
Essa diferença é o que realmente importa pra sua saúde psicológica.
Espero ter te ajudado de alguma forma.
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Escrever a hora que quero acordar antes de dormir tem mais força que repetir mentalmente até adormec
Escrever a hora que quero acordar antes de dormir tem mais força que repetir mentalmente até adormecer? Ou também pra fazer perguntas ao Subconsciente tem mais força que repetição mental? A escrita ativa o visual no cérebro e motoras?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Escrever ou repetir mentalmente algo antes de dormir pode sim ter algum efeito — principalmente porque envolve foco da atenção, intenção e repetição. Isso pode influenciar hábitos, memória e até aumentar a chance de você acordar em determinado horário, por exemplo.
Mas não existe evidência de que escrever tenha ‘mais força’ do que pensar, ou que seja uma forma de acessar um ‘subconsciente’ que responde a comandos de maneira direta. O que a gente sabe é que diferentes formas de atenção (como escrever, falar ou imaginar) ativam áreas diferentes do cérebro, mas isso não significa necessariamente mais eficácia em controlar o que vai acontecer depois.
Na ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), que é a abordagem que utilizo em meus atendimentos, a gente olha pra isso por outro ângulo: o quanto essa tentativa de controlar pensamentos, sono ou respostas internas está te ajudando — ou te deixando mais tenso(a)?
Muitas vezes, quanto mais a gente tenta controlar processos naturais, como o sono ou o funcionamento da mente, mais difícil eles ficam. O sono, por exemplo, costuma vir melhor quando há menos esforço e mais abertura para a experiência.
Se escrever antes de dormir te ajuda a organizar a mente ou a desacelerar, isso pode ser útil. Mas não como uma forma de ‘programar’ o cérebro, e sim como um recurso pra se preparar para o descanso.
Mais importante do que a técnica em si é a sua relação com ela: você está usando isso como apoio ou como uma tentativa de controle rígido sobre algo que, por natureza, é espontâneo?
Espero ter te ajudado de alguma forma.
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Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou
Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por essa angústia. Relacionamentos realmente são um campo bem complexo mesmo e esse tipo de dúvida costuma ser muito sofrido, porque a pessoa quer viver um relacionamento saudável, mas acaba se sentindo tomada por medo, ansiedade e pensamentos que colocam tudo em risco.
Perceber esse padrão já mostra o quanto você se importa em construir uma relação verdadeira.
Muitas pessoas sentem algo parecido: quando o relacionamento é difícil, a atenção fica voltada para resolver problemas; mas quando existe carinho, estabilidade e reciprocidade, pode surgir o medo de não corresponder, de magoar o outro ou de ‘estragar tudo’. Esses pensamentos podem gerar muita ansiedade e dar a impressão de que existe algo errado com você — mas isso não significa que você seja incapaz de amar.
Geralmente, esses medos estão mais ligados à insegurança emocional, experiências passadas ou receio de se envolver profundamente do que à ausência real de sentimento.
Esse ciclo pode ser compreendido e trabalhado com cuidado, para que você consiga se sentir mais segura e viver seus relacionamentos com mais leveza, sem precisar se afastar quando algo bom começa a acontecer.
A psicoterapia é um espaço importante para entender a origem desses medos e desenvolver mais tranquilidade emocional para se relacionar de forma mais saudável. Buscar esse apoio pode te ajudar a quebrar esse padrão e construir vínculos com mais segurança.
Estou aqui para o que precisar.
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que bom que você trouxe isso aqui — o que você descreve tem uma explicação bem concreta, e não precisa continuar assim.
Mãos geladas, nervosismo constante, o corpo em alerta mesmo quando "não tem motivo aparente": isso é o seu sistema nervoso funcionando em modo de sobrevivência. Quando a infância vem carregada de situações difíceis, o cérebro aprende, ainda muito cedo, que o mundo pode ser perigoso — e o corpo passa a viver em um estado de vigilância constante, mesmo anos depois, mesmo em contextos seguros como a sua atuação na pastoral.
Não existe um "desbloqueio" único que resolve isso de uma vez — e eu entendo por que essa busca faz sentido, porque a vontade de finalmente se sentir "normal" é genuína e válida. O que existe é um processo: com acompanhamento psicoterapêutico, é possível ir, aos poucos, ensinando esse sistema nervoso que ele já não precisa estar em alerta o tempo todo. Isso envolve entender a origem desses padrões, processar o que ficou não resolvido do passado, e desenvolver novas formas do corpo e do cérebro responderem ao presente.
Como você já teve ansiedade e depressão antes, esse histórico é uma informação importante pra quem for te acompanhar — muitas vezes esses episódios têm raízes emocionais e traumas que se conectam entre si, e um trabalho terapêutico consistente ajuda a entender essa teia toda, não só o sintoma que aparece agora.
Você não está "estragada" nem precisa de um atalho mágico. Você está carregando, há muito tempo, coisas que nunca tiveram espaço pra serem processadas — e isso pode mudar, com tempo e o acompanhamento certo.
Se quiser, posso te ajudar a entender melhor como seria esse processo numa sessão inicial.
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A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de mais nada: que bom que você já deu esse passo de buscar ajuda antes, e está em tratamento. Isso já mostra uma força que talvez você nem esteja enxergando em si mesma agora.
O que você descreve faz muito sentido dentro de um padrão conhecido: viver um relacionamento em que o isolamento era exigido ensina o cérebro a associar proximidade social com risco, com conflito, com perda. Depois que esse vínculo termina, é comum o sistema nervoso continuar reagindo como se o perigo ainda estivesse ali — mesmo com os amigos que sobraram, mesmo em situações novas. Isso não é "estar quebrada" nem um defeito seu: é uma resposta aprendida, e o que se aprende pode ser reaprendido.
Sobre a vontade de enfrentar sem os remédios: entendo completamente o desejo de sentir que você mesma dá conta, sem depender de nada externo. Mas essa é uma decisão que precisa ser conversada com o psiquiatra que acompanha seu caso — reduzir ou suspender medicação por conta própria pode intensificar justamente os sintomas que você está tentando superar. O caminho mais seguro costuma ser: seguir a orientação médica enquanto o trabalho terapêutico avança, e revisar a necessidade da medicação junto com quem prescreveu, no tempo certo, com acompanhamento.
A psicoterapia é onde dá pra trabalhar diretamente essa ansiedade social — entender as situações específicas que disparam o desconforto, processar o que ficou daquele relacionamento, e ir, aos poucos, reconstruindo a confiança de que se aproximar de novo das pessoas não é perigoso. A solidão que você sente agora não precisa ser definitiva.
Se fizer sentido, posso te ajudar a dar esse próximo passo numa sessão inicial.
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Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po
Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por um momento tão difícil. Quando estamos emocionalmente sobrecarregados, especialmente com medo de perder alguém importante, é comum que a ansiedade aumente e a gente acabe se expondo mais do que gostaria.
O fato de você ter se aberto com a gerente parece ter acontecido em um momento de grande angústia, não necessariamente por intenção de quebrar a confiança dela. Ainda assim, é compreensível que sua namorada tenha se sentido desconfortável, principalmente porque o relacionamento não era público.
Para tentar reconstruir a confiança, geralmente é importante:
>reconhecer o que aconteceu com honestidade
>respeitar o tempo que ela pediu
>evitar pressão para uma resposta imediata
>demonstrar, com atitudes, que você compreende a importância da confiança
Neste momento, pode ser difícil ter certeza sobre o futuro do relacionamento, porque há muitos fatores emocionais envolvidos. O mais importante agora é cuidar da sua ansiedade e buscar mais estabilidade, para que suas decisões não sejam guiadas apenas pelo medo de perder.
A psicoterapia pode te ajudar a entender melhor suas emoções, lidar com a ansiedade e se posicionar com mais segurança nessa situação. Você não precisa enfrentar isso sozinho.
Se precisar de ajuda, estou por aqui.
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tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu co
tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu começo a chorar e simplesmente não consigo parar, por mais que eu queira. consigo falar sobre com qualquer pessoa menos com ele. sinto que cada vez mais isso vai ficando maior pois não consigo colocar pra fora na frente dele, tem algo que possa me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, parece que existe uma carga emocional muito grande ligada à relação com seu pai — e o fato de você começar a chorar e não conseguir parar não é sinal de fraqueza, mas de que esse tema toca em algo muito profundo para você.
Muitas vezes, quando tentamos conversar diretamente com alguém importante da nossa história, o corpo reage antes mesmo da gente conseguir organizar as palavras. É como se a emoção viesse “de uma vez só”.
O fato de você conseguir falar sobre isso com outras pessoas já mostra que você tem recursos — a dificuldade não é ‘falar’, e sim falar com ele, por tudo o que essa relação representa.
Algumas coisas podem te ajudar como primeiros passos:
> escrever o que você gostaria de dizer, sem filtro
> tentar organizar aos poucos o que você sente (sem a pressão de resolver tudo de uma vez)
> respeitar o seu tempo — nem sempre a conversa precisa acontecer imediatamente
Mas, principalmente, é importante olhar para isso com mais cuidado e profundidade. Quando existe esse nível de intensidade emocional, a terapia pode ser um espaço muito importante para te ajudar a entender o que está por trás dessas reações, elaborar esses sentimentos e, aos poucos, se sentir mais segura para se posicionar — se esse for o caminho que fizer sentido pra você.
Você não precisa lidar com isso sozinho(a).
Espero ter te ajudado de alguma forma e fico à disposição caso queira aprofundar mais nesse assunto em uma processo terapêutico.
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Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive
Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Passar por rejeição de alguém com quem tivemos vínculo realmente dói profundamente e eu sinto muito que esteja passando por isso, principalmente quando ainda existe sentimento e quando houve idas e vindas no relacionamento. Esse tipo de situação muitas vezes deixa uma sensação de dúvida interna, como se a mente ficasse revisitando o que poderia ter sido feito diferente. É isso que acontece com você?
Pelo que você relata, existiam diferenças importantes entre vocês sobre planos de vida, prioridades e forma de se relacionar, correto?
Quando um relacionamento exige que a pessoa abra mão de aspectos importantes para si mesma para ser aceita, isso costuma gerar muito sofrimento ao longo do tempo.
Mesmo sabendo racionalmente que a relação tinha dificuldades, emocionalmente pode ser difícil aceitar que o outro seguiu em frente. Essa sensação de angústia não significa que você tomou a decisão errada, mas mostra o quanto essa história foi significativa para você.
O processo de se recuperar de uma rejeição geralmente envolve tempo, cuidado consigo mesmo e espaço para reorganizar pensamentos e sentimentos, principalmente quando ainda existe convivência no trabalho e em outros ambientes.
A psicoterapia pode te ajudar a elaborar essa experiência, fortalecer sua autoestima e conseguir seguir em frente com mais clareza e tranquilidade, sem que essa dor continue ocupando tanto espaço na sua vida.
Estou aqui para o que você precisar. Conte comigo.
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Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacioname
Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacionamento indo para frente no quesito casamento ! Porém depois de terminar ficamos 2 anos tendo recaídas , logo após os dois anos ela se afastou e disse que estava conhecendo outro pessoa , depois de saber disso eu fiquei extremamente chateado e comecei a fazer o que eu nunca achei que iria fazer , comecei a mandar mensagem implorando para voltar , prometi até casamento, como explicar esse sentimento de querer voltar para uma pessoa que lá no fundo eu não a amo ! Mas gostaria de tentar novamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por partilhar algo tão pessoal. O que você está sentindo é muito comum.
Durante o namoro, você já percebia que não conseguia imaginar um futuro de casamento com ela. Porém, após o afastamento definitivo e a possibilidade real de perdê-la para outra pessoa, surgiram sentimentos intensos de urgência, saudade e até desespero. Isso costuma acontecer porque o término ativa fatores emocionais como:
Medo da perda definitiva
Dificuldade de lidar com a rejeição
Quebra de um vínculo de hábito e proximidade
Sensação de vazio ou solidão
Idealização da pessoa após o afastamento
Desejo de recuperar algo que parecia “garantido”
Muitas vezes, o sofrimento está mais relacionado à ruptura do vínculo e ao impacto emocional da perda do que ao desejo genuíno de construir um futuro com aquela pessoa.
O fato de você ter prometido casamento apenas depois de saber que ela poderia seguir em frente pode indicar uma tentativa de evitar a dor da perda, e não necessariamente uma mudança real no que você sente ou deseja para o futuro.
Uma reflexão importante é:
Você quer voltar porque realmente deseja construir uma vida com ela… ou porque está difícil lidar com a ideia de que essa história acabou?
Retomar um relacionamento apenas para aliviar a angústia do momento costuma trazer sofrimento novamente mais adiante, pois a dúvida inicial tende a reaparecer.
Um processo terapêutico pode ajudar a compreender melhor:
> o que esse vínculo representava para você
> o que fez você permanecer nas recaídas por tanto tempo
> o que exatamente está doendo agora
> se existe desejo real de construção ou apenas dificuldade de encerrar o ciclo
Entender a diferença entre carência, apego e amor costuma trazer mais clareza para tomar uma decisão que seja coerente com o que você realmente quer para sua vida.
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Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei
Olá!
Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é bastante comum quando a conversa envolve muita carga emocional.
Sob pressão, o corpo pode entrar em um estado de ansiedade e defesa, fazendo com que a mente fique acelerada, mas as palavras não saiam aí o choro surge como uma forma de liberar essa tensão.
Aqui vão algumas estratégias que podem te ajudar:
> Peça um tempo para organizar seus pensamentos antes da conversa.
> Escreva o que sente, para facilitar na hora de se expressar.
> Comece por frases simples, como: “Eu quero conversar, mas fico nervosa e me atrapalho quando me sinto pressionada.”
> Evite discutir no auge da emoção, pois isso dificulta a comunicação.
Esse é um padrão que pode ser trabalhado.
A psicoterapia ajuda a desenvolver mais segurança emocional e clareza para se posicionar, sem precisar fugir ou entrar na defensiva. Com apoio, essa dificuldade tende a melhorar bastante.
Conte comigo para o que precisar.
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Estou usando Mesigyna mensal desde 08/07 (3ª aplicação prevista para 08/09). Tive um sangramento de
Sim. Alterações no padrão de sangramento são comuns nos primeiros meses de…