Perguntas do paciente (77)
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Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O videogame pode ser uma forma válida de lazer e descanso, especialmente quando a vida real está exigente ou pouco satisfatória. Porém, quando ele se torna a principal forma de escapar da realidade e a única fonte de prazer, pode ser um sinal de que algo não está bem.
No seu caso, a fobia social e o TEA nível 1 podem tornar as interações mais desgastantes, fazendo com que os jogos pareçam um ambiente mais previsível e confortável. O ponto de atenção é quando a vida fora do jogo começa a parecer vazia ou sem sentido.
Isso não significa que você precise abandonar os jogos, mas pode ser importante buscar ajuda psicológica para ampliar as fontes de satisfação, trabalhar o isolamento de forma gradual e construir uma rotina que faça mais sentido para você.
Muitas vezes, quando outras áreas da vida começam a melhorar, o jogo deixa de ser a única forma de bem-estar.
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Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo
Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível você se sentir confuso. Quando alguém passou por um relacionamento abusivo, pode realmente ficar com medo de se envolver novamente e ter dificuldade para confiar ou demonstrar sentimentos.
Ter paciência é importante, mas um relacionamento também precisa ter respeito, cuidado e reciprocidade. O fato de vocês estarem pensando em morar juntos torna ainda mais importante que exista clareza sobre o que cada um espera da relação.
Talvez o ponto principal seja refletir se essa relação está sendo saudável para você também, e não apenas esperar que as coisas mudem com o tempo.
A terapia pode te ajudar a organizar esses sentimentos e tomar uma decisão com mais segurança e tranquilidade. Buscar apoio profissional pode ser um passo importante nesse momento.
Se precisar de ajuda, pode contar comigo.
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Como lidar com o vazio existencial e a angústia? .
Como lidar com o vazio existencial e a angústia? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vazio existencial e a angústia geralmente aparecem quando a pessoa perde a conexão consigo mesma, com seus valores ou com o sentido da própria vida.
É importante entender o que este vazio, por vezes está tentando comunicar. Autoconhecimento, vínculos saudáveis, equilíbrio emocional e uma vida menos automática costumam ajudar muito nesse processo.
Quando essa sensação se torna constante e começa a afetar a rotina, a terapia pode ajudar a compreender as causas e reconstruir sentido emocional.
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Quais são os sintomas do paciente ansioso, depressivo e estressado?
Quais são os sintomas do paciente ansioso, depressivo e estressado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas, de forma geral:
• A ansiedade costuma aparecer como uma preocupação excessiva, pensamentos acelerados, tensão, irritabilidade, dificuldade para relaxar, insônia e sintomas físicos como coração acelerado, falta de ar e sudorese.
• A depressão geralmente envolve tristeza persistente, desânimo, perda de interesse pelas atividades que antes interessavam, cansaço frequente, alterações no sono e no apetite, sensação de vazio, culpa ou baixa autoestima.
• Já o estresse costuma gerar irritabilidade, sobrecarga mental, dificuldade de concentração, cansaço constante, dores no corpo, tensão muscular e sensação de estar “no limite”.
Muitas vezes, esses quadros podem se misturar, por isso a avaliação psicológica é importante para compreender cada caso de forma individualizada.
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A Logoterapia substitui outros tratamentos para transtorno de ansiedade por doença ?
A Logoterapia substitui outros tratamentos para transtorno de ansiedade por doença ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Logoterapia é uma abordagem interessante, principalmente por trabalhar a busca de sentido na vida, algo que pode ajudar bastante pessoas que estão sofrendo com ansiedade.
Mas ela não é, de forma geral, um substituto direto para outros tratamentos já com evidências comprovadas cientificamente, para transtornos de ansiedade, como a Terapia Cognitivo-Comportamental ou a Terapia de Aceitação e Compromisso. Em muitos casos, as abordagens podem inclusive se complementar. Mas, caso não sejam manejadas de forma adequada, podem até prejudicar o tratamento.
Na Terapia de Aceitação e Compromisso, que é a abordagem que utilizo em meus atendimentos, por exemplo, a gente também trabalha com a construção de uma vida com mais sentido — mas ao mesmo tempo ajuda a pessoa a desenvolver habilidades para lidar com pensamentos difíceis, sensações físicas da ansiedade e comportamentos de evitação.
Então, mais do que pensar qual a melhor abordagem, o mais importante é entender: o tratamento está te ajudando a lidar melhor com a ansiedade e a viver uma vida que faça sentido pra você?
Se sim, ele está no caminho certo. Se não, aí sim vale ajustar a estratégia junto com um profissional.
Espero ter te ajudado de alguma forma.
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Como o transtorno de ansiedade pode interferir nos relacionamentos interpessoais ?
Como o transtorno de ansiedade pode interferir nos relacionamentos interpessoais ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno de ansiedade pode impactar os relacionamentos de diferentes formas, principalmente por influenciar como a pessoa percebe, interpreta e responde às interações sociais.
Do ponto de vista científico, alguns padrões são comuns:
1. Evitação: a pessoa pode evitar conversas difíceis, exposição emocional ou situações sociais, o que reduz oportunidades de conexão e resolução de conflitos.
2. Busca excessiva de segurança: necessidade constante de validação (“você está bravo comigo?”, “está tudo bem?”), o que pode gerar desgaste na relação.
3. Hipervigilância: tendência a interpretar sinais neutros como negativos (ex.: achar que o outro está julgando ou rejeitando).
4. Dificuldade de comunicação: medo de desagradar, de ser rejeitado ou mal interpretado, levando a silenciamento ou comunicação pouco assertiva.
5. Irritabilidade e tensão: a ativação constante do sistema de ameaça pode deixar a pessoa mais reativa, o que afeta a qualidade das interações.
Com o tempo, esses padrões podem gerar um ciclo: a ansiedade leva a comportamentos que prejudicam a relação, e as dificuldades na relação aumentam ainda mais a ansiedade.
Pela perspectiva da ACT, que é a abordagem que utilizo com meus pacientes, o ponto central não é apenas a ansiedade em si, mas a relação que a pessoa estabelece com ela. Quando a vida passa a ser guiada pela tentativa de evitar desconforto (evitação experiencial), os relacionamentos tendem a ficar mais restritos e superficiais.
O trabalho terapêutico foca em desenvolver flexibilidade psicológica, ajudando a pessoa a entrar em contato com emoções difíceis sem precisar evitá-las, se comunicar de forma mais aberta e alinhada aos seus valores, construir vínculos mais autênticos, mesmo na presença de ansiedade.
Ou seja, a ansiedade pode interferir nos relacionamentos ao limitar a abertura, a comunicação e a conexão, mas com intervenção adequada, é possível construir relações mais saudáveis mesmo sem eliminar completamente os sintomas.
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Quais são as causas da ansiedade e do comportamento disruptivo?
Quais são as causas da ansiedade e do comportamento disruptivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade costuma estar relacionada a experiências estressantes, traumas, excesso de cobranças, inseguranças, padrões de pensamento negativos, histórico familiar e até alterações no estilo de vida, como privação de sono e sobrecarga constante.
O comportamento disruptivo (como impulsividade, explosões emocionais, agressividade ou dificuldade em seguir limites) pode estar ligado a dificuldades na regulação emocional, ambiente familiar conturbado, estresse crônico, experiências traumáticas, frustração intensa ou dificuldades no desenvolvimento emocional e social.
Em muitos casos, esses fatores se combinam, por isso é importante compreender a história e o contexto de cada pessoa de forma individualizada.
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Quando o comportamento disruptivo é considerado um problema sério?
Quando o comportamento disruptivo é considerado um problema sério?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O comportamento disruptivo passa a ser considerado um problema mais sério não apenas pelo tipo de comportamento em si, mas principalmente pelo impacto que ele tem na vida da pessoa.
Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que é a abordagem que utilizo em meus atendimentos, a gente olha para alguns pontos importantes:
Frequência e intensidade: acontece muitas vezes? é difícil de interromper?
Perda de controle: a pessoa sente que reage automaticamente, sem conseguir escolher como agir?
Prejuízo na vida: isso está afetando relacionamentos, trabalho ou decisões importantes?
Função do comportamento: ele está sendo usado para evitar ou aliviar emoções difíceis (como ansiedade, frustração, rejeição)?
Rigidez: a pessoa recorre sempre ao mesmo padrão, mesmo quando isso já trouxe consequências negativas
Um comportamento passa a ser mais preocupante quando ele deixa de ser uma resposta pontual e se torna um padrão rígido, que afasta a pessoa da vida que ela quer viver.
Ou seja, o problema não é ‘ser disruptivo’ em si — mas quando esse padrão começa a dominar as escolhas e reduzir a liberdade da pessoa.
O objetivo do trabalho não é simplesmente controlar ou eliminar o comportamento, mas ampliar a capacidade de escolha, mesmo diante de emoções difíceis.
Espero ter conseguido te ajudar de alguma forma.
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Como a ansiedade pode se relacionar com o comportamento disruptivo?
Como a ansiedade pode se relacionar com o comportamento disruptivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade e o comportamento disruptivo muitas vezes estão diretamente relacionados. Em muitos casos, o comportamento que parece ‘desproporcional’ ou impulsivo é, na verdade, uma tentativa da pessoa de lidar com um desconforto interno intenso.
Quando alguém está ansioso, o corpo entra em estado de alerta — com tensão, inquietação e pensamentos acelerados. O comportamento disruptivo pode surgir como uma forma de aliviar isso rapidamente. Pode ser, por exemplo, interromper, evitar situações, reagir de forma explosiva ou até se afastar completamente.
Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que é a abordagem que utilizo em meus atendimentos, a gente entende esse tipo de comportamento não como ‘erro’, mas como uma estratégia de regulação emocional — só que, muitas vezes, uma estratégia que funciona no curto prazo pode não funcionar no longo prazo.
O foco do trabalho não é simplesmente eliminar o comportamento, mas ajudar a pessoa a desenvolver mais flexibilidade: perceber a ansiedade sem precisar agir automaticamente a partir dela.
Ou seja, aprender a criar um espaço entre o que se sente e o que se faz.
A partir daí, a pessoa consegue escolher comportamentos que estejam mais alinhados com o que é importante pra ela, mesmo na presença da ansiedade.
Espero ter conseguido te ajudar de alguma forma.
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Por que o comportamento disruptivo está ligado à ansiedade?
Por que o comportamento disruptivo está ligado à ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja porque, muitas vezes, a pessoa não consegue regular adequadamente o que está sentindo internamente.
A ansiedade gera um estado constante de alerta, tensão e sobrecarga emocional, e isso pode aparecer externamente como irritabilidade, impulsividade, agressividade, explosões emocionais ou dificuldade em seguir regras e limites.
Em muitos casos, o comportamento que parece “desafiador” é, na verdade, uma tentativa desorganizada de lidar com um sofrimento interno que a pessoa ainda não sabe expressar de forma saudável.
Isso é muito comum em crianças e adolescentes, mas também pode acontecer em adultos, especialmente quando há dificuldade de tolerar frustrações, medo excessivo de julgamento, necessidade de controle ou sobrecarga emocional crônica.
Na TCC e em abordagens contextuais como a ACT, buscamos compreender não apenas o comportamento em si, mas a função dele para o paciente: o que essa pessoa está tentando evitar, controlar ou comunicar através dessa reação?
Quando esses padrões começam a impactar relacionamentos, trabalho ou qualidade de vida, a psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de regulação emocional e maior flexibilidade psicológica.
Fico à disposição.
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Como a ansiedade se relaciona com comportamento disruptivo ?
Como a ansiedade se relaciona com comportamento disruptivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade e o comportamento disruptivo muitas vezes estão diretamente relacionados. Em muitos casos, o comportamento que parece ‘desproporcional’ ou impulsivo é, na verdade, uma tentativa da pessoa de lidar com um desconforto interno intenso.
Quando alguém está ansioso, o corpo entra em estado de alerta — com tensão, inquietação e pensamentos acelerados. O comportamento disruptivo pode surgir como uma forma de aliviar isso rapidamente. Pode ser, por exemplo, interromper, evitar situações, reagir de forma explosiva ou até se afastar completamente.
Na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que é a abordagem que utilizo em meus atendimentos, a gente entende esse tipo de comportamento não como ‘erro’, mas como uma estratégia de regulação emocional — só que, muitas vezes, uma estratégia que funciona no curto prazo talvez não funcione no longo prazo.
O foco do trabalho não é simplesmente eliminar o comportamento, mas ajudar a pessoa a desenvolver mais flexibilidade: perceber a ansiedade sem precisar agir automaticamente a partir dela.
Ou seja, aprender a criar um espaço entre o que se sente e o que se faz.
A partir daí, a pessoa consegue escolher comportamentos que estejam mais alinhados com o que é importante pra ela, mesmo na presença da ansiedade.
Espero ter conseguido te ajudar de alguma forma.
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Quais são os benefícios gerais da terapia de exposição para a ansiedade?
Quais são os benefícios gerais da terapia de exposição para a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia de exposição ajuda a pessoa a perceber, aos poucos, que aquilo que gera tanto medo ou ansiedade nem sempre representa um perigo real. Em vez de fugir da situação, o paciente aprende, de forma gradual e segura, junto com um profissional que lhe traga esse ambiente seguro e a confiança necessário, a enfrentar a situação com mais consciência e controle emocional.
Com o tempo, isso costuma diminuir a intensidade da ansiedade, reduzir a evitação e aumentar a sensação de confiança e autonomia. Muitas pessoas relatam que começam a se sentir “menos reféns” do próprio medo e conseguem retomar atividades que antes evitavam e atrapalhavam muito para o seu próprio crescimento.
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Quais são os componentes do Protocolo para Ansiedade na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?
Quais são os componentes do Protocolo para Ansiedade na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O protocolo para ansiedade na TCC funciona como um conjunto de estratégias que ajudam o paciente a entender e modificar os padrões que mantêm o ciclo ansioso. Normalmente, o processo começa pela compreensão de como a ansiedade funciona no corpo, nos pensamentos e nos comportamentos, porque muitas pessoas passam a ter medo não apenas das situações, mas também das próprias sensações da ansiedade.
Ao longo da terapia, o paciente aprende a identificar pensamentos automáticos negativos, interpretações catastróficas e comportamentos de evitação que acabam reforçando o sofrimento. A partir disso, são trabalhadas formas mais flexíveis e realistas de lidar com essas experiências internas.
Outro ponto importante é a exposição gradual ao que foi sendo evitado. Isso porque, embora a evitação traga alívio imediato, ela costuma fortalecer a ansiedade no longo prazo. Além disso, técnicas de regulação emocional, respiração, mindfulness e desenvolvimento de flexibilidade psicológica também podem fazer parte do tratamento, especialmente em abordagens contextuais como a ACT.
O mais importante é entender que a ansiedade não é apenas “excesso de preocupação”, mas um padrão complexo que envolve mente, corpo e comportamento. E cada protocolo precisa ser adaptado à história e às necessidades de cada paciente.
Quando a ansiedade começa a limitar a vida, os relacionamentos ou o bem-estar emocional, a psicoterapia pode ajudar a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com isso.
Fico à disposição.
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Quais são os protocolos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ansiedade?
Quais são os protocolos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental trabalha a ansiedade de forma bem prática. Em vez de focar só em conversar sobre o problema, ela ajuda você a entender e mudar três coisas principais: o que você pensa, o que você sente e o que você faz.
De forma geral, o tratamento costuma seguir alguns passos:
> Entender a ansiedade: você aprende como ela funciona no seu corpo e na sua mente
> Perceber os pensamentos: começa a identificar ideias que aumentam a ansiedade (como imaginar sempre o pior)
> Questionar esses pensamentos: aprende a ver se eles são totalmente verdadeiros ou se existem outras formas de enxergar a situação
> Enfrentar aos poucos o que te causa ansiedade: em vez de evitar, você vai lidando com isso de forma gradual e segura
> Desenvolver estratégias para lidar melhor com as emoções: como respiração, organização da rotina e outras ferramentas
O ponto mais importante é que você não fica só falando sobre a ansiedade — você aprende, na prática, a lidar com ela de forma diferente.
Com o tempo, isso ajuda a diminuir o medo, aumentar a confiança e fazer com que a ansiedade deixe de controlar suas decisões.
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O modelo transdiagnóstico é importante no tratamento da ansiedade?
O modelo transdiagnóstico é importante no tratamento da ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O modelo transdiagnóstico é bastante importante no tratamento da ansiedade porque parte da ideia de que muitos transtornos emocionais compartilham processos em comum — como evitação, preocupação excessiva, dificuldade em lidar com emoções e fusão com pensamentos.
Em vez de focar apenas no rótulo diagnóstico, esse modelo busca entender como esses processos estão funcionando na vida da pessoa.
Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental mais recente e a Terapia de Aceitação e Compromisso utilizam bastante essa lógica.
Na Terapia de Aceitação e Compromisso, por exemplo, o foco não é tanto ‘qual tipo de ansiedade você tem’, mas sim como você se relaciona com seus pensamentos, emoções e sensações — e o quanto isso tem limitado sua vida.
Isso permite trabalhar habilidades que servem para diferentes situações ao mesmo tempo, como:
aceitação de emoções difíceis
desfusão de pensamentos
contato com o momento presente
ações guiadas por valores
Ou seja, em vez de tratar sintomas isolados, o modelo transdiagnóstico ajuda a desenvolver flexibilidade psicológica, que é útil em várias áreas da vida.
Na prática, isso tende a tornar o tratamento mais amplo, mais aplicável e muitas vezes mais eficaz a longo prazo.
Esperto ter conseguido te ajudar de alguma forma.
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Como funciona o modelo transdiagnóstico da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) ?
Como funciona o modelo transdiagnóstico da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Obrigada por sua pergunta. Ela é bem relevante para muitos que tem a mesma dúvida.
O modelo transdiagnóstico parte da ideia de que muitos transtornos psicológicos compartilham processos emocionais e comportamentais em comum entre si. Neste caso, em vez de tratar apenas o “rótulo” do diagnóstico, a terapia busca compreender os padrões que mantêm o sofrimento da pessoa.
Por exemplo, ansiedade, depressão, TOC e transtornos alimentares podem envolver elementos (sintomas ou características) parecidas, como evitação, autocrítica intensa, dificuldade de regular emoções, pensamentos rígidos e medo de experiências internas desagradáveis.
Na prática, isso torna o tratamento mais flexível e profundo, porque o foco deixa de ser apenas o sintoma e passa a ser a forma como a pessoa se relaciona com seus pensamentos, emoções e comportamentos no dia a dia.
Abordagens contextuais da TCC, como a ACT, também trabalham muito essa perspectiva, ajudando a pessoa a desenvolver mais flexibilidade psicológica, em vez de viver tentando controlar tudo o que sente.
Se perceber que esses padrões emocionais têm afetado sua vida, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para compreender o que está mantendo esse sofrimento.
Fico à disposição.
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O que é "roupagem psíquica"? .
O que é "roupagem psíquica"? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Roupagem psíquica” é uma expressão usada para descrever os mecanismos emocionais e psicológicos que uma pessoa desenvolve para lidar com dores, inseguranças, medos e experiências da vida. É como uma “camada” construída ao longo da história pessoal para proteger o indivíduo emocionalmente.
Às vezes, essa roupagem aparece como excesso de racionalização, necessidade de controle, humor constante, frieza emocional, perfeccionismo ou até dificuldade de demonstrar vulnerabilidade.
Quando essas defesas se tornam muito frequentes, acaba se tornando um problema para a pessoa, pois ela começa a se afastar de si mesma e dos outros ao seu redor. Se isto acontece, é importante buscar auxílio terapêutico.
Na psicoterapia, o objetivo não é “arrancar” essas defesas de forma brusca, mas compreender por que elas surgiram e ajudar a pessoa a construir formas mais saudáveis e flexíveis de se relacionar com suas emoções e experiências internas.
Caso você perceba que isto tem acontecido com você, estou a disposição para agendarmos uma sessão para entendermos juntos o que pode ser melhor do que algumas dessas defesas.
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A disfunção executiva pode ser um sintoma de ansiedade ?
A disfunção executiva pode ser um sintoma de ansiedade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A ansiedade pode impactar diretamente funções executivas, como atenção, organização, memória, planejamento e tomada de decisão.
Quando a mente está em estado constante de alerta, preocupação ou sobrecarga, o cérebro tende a ter mais dificuldade para manter foco, priorizar tarefas e iniciar ou concluir atividades. Muitas pessoas ansiosas relatam sensação de “travamento”, procrastinação, esquecimentos frequentes e dificuldade de concentração.
Por isso, em alguns casos, a disfunção executiva pode aparecer como um sintoma associado à ansiedade, embora também possa estar presente em outros quadros, o que torna importante uma avaliação adequada.
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meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con
meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Peço lincença para tentar te auxiliar com meu ponto de vista.
Eu entendo como essa situação pode ter te deixado confusa e até insegura. Quando a gente percebe algo que parece incoerente com o que foi dito antes, é natural que a mente comece a tentar entender, buscar explicações e até imaginar cenários.
Mas, antes de tirar conclusões, é importante considerar que nem sempre um comportamento isolado (como um comentário ou uma reação em uma foto) significa algo mais profundo. Às vezes, pode estar relacionado apenas ao vínculo com o filho, e não necessariamente com a ex-parceira.
O que chama mais atenção aqui não é só o que ele fez, mas como isso te afetou — os pensamentos, as dúvidas e o desconforto que surgiram a partir disso.
Talvez o caminho mais saudável não seja tentar descobrir ‘o que isso significa’, mas sim olhar para:
> o que você sentiu nessa situação
> o que isso despertou em você
> e como vocês podem se comunicar de forma mais clara e tranquila sobre isso
Essas situações, quando não conversadas, tendem a crescer dentro da gente e tendem a atrapalhar a relação conjugal.
Se você sentir que isso está te gerando sofrimento ou insegurança com frequência, a terapia pode ser um espaço muito importante para te ajudar a organizar esses sentimentos, fortalecer sua segurança emocional e desenvolver formas mais leves e claras de lidar com esse tipo de situação — tanto internamente quanto no relacionamento.
Eu estou à disposição caso queira desenvolver uma pouco mais sobre esse assunto.
Espero tê-la ajudado de alguma forma.
Conte comigo.
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Como consigo controlar a minha ansiedade? .
Como consigo controlar a minha ansiedade? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Então... Tentar “controlar” a ansiedade no sentido de eliminá-la, geralmente não funciona e pode até piorar o ciclo.
O que as evidência mais recentes da ciência mostram, e a ACT (minha abordagem clínica) reforça, é que o mais eficaz é mudar a relação com a ansiedade:
1. Aceitar a presença dela, sem entrar em luta constante
2. Observar os pensamentos como eventos mentais, não como verdades
3. Reduzir a evitação, enfrentando aos poucos o que gera desconforto
4. Agir com base nas coisas que são mais importantes para você, mesmo com ansiedade presente
Além disso, cuidar do básico (sono, exercício, menos estimulantes) ajuda na regulação do corpo.
Sendo assim, não é sobre eliminar a ansiedade, mas sobre não deixar que ela determine suas escolhas.
Autor
Perguntas frequentes
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Estou usando Mesigyna mensal desde 08/07 (3ª aplicação prevista para 08/09). Tive um sangramento de
Sim. Alterações no padrão de sangramento são comuns nos primeiros meses de…