Perguntas do paciente (70)

  • Como o psiquiatra diferencia ansiedade do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) de Transtorno

    Como o psiquiatra diferencia ansiedade do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    Diferença entre ansiedade no TAG e no TPB

    No TAG, a ansiedade é mais constante e generalizada. A pessoa se preocupa com várias áreas da vida: trabalho, saúde, família, futuro e dinheiro.

    No TPB, a ansiedade costuma aparecer ligada a emoções intensas, medo de rejeição, abandono, conflitos e instabilidade nos relacionamentos.

    TAG: “Minha cabeça não para, penso em tudo que pode dar errado.”

    TPB: “Quando me sinto rejeitada ou abandonada, entro em desespero.”

    O psiquiatra diferencia observando o padrão ao longo da vida, os gatilhos e se existem impulsividade, vazio, instabilidade emocional e medo intenso de abandono.


  • Como a psiquiatria integra psicoterapia e farmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    Como a psiquiatria integra psicoterapia e farmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a psicoterapia é o tratamento principal, pois ajuda a desenvolver regulação emocional, relacionamentos mais saudáveis e estratégias para lidar com crises.

    As medicações não tratam o transtorno em si, mas podem ajudar a controlar sintomas específicos, como ansiedade, depressão, impulsividade, insônia ou instabilidade emocional.

    O psiquiatra acompanha a evolução do paciente, ajustando as medicações quando necessário e trabalhando em conjunto com a psicoterapia para promover maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Como a abordagem psiquiátrica evita reforçar comportamentos de autoagressão?

    Como a abordagem psiquiátrica evita reforçar comportamentos de autoagressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    A psiquiatria acolhe o sofrimento do paciente sem reforçar a autoagressão como forma de resolver problemas ou obter cuidado.

    O foco é compreender os gatilhos emocionais, avaliar o risco, oferecer suporte adequado e ensinar estratégias mais saudáveis para lidar com emoções intensas.

    O tratamento busca fortalecer habilidades de regulação emocional, resolução de conflitos e tolerância ao sofrimento, reduzindo a necessidade da autoagressão como mecanismo de enfrentamento.

    Ao mesmo tempo, o psiquiatra mantém uma postura empática e consistente, validando a dor do paciente, mas incentivando formas mais seguras e eficazes de buscar ajuda e expressar sofrimento


  • Como o psiquiatra avalia a capacidade de autocuidado no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Como o psiquiatra avalia a capacidade de autocuidado no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    O psiquiatra avalia como a pessoa consegue cuidar de si mesma no dia a dia, observando aspectos como:

    Higiene pessoal.
    Alimentação.
    Sono.
    Uso correto das medicações.
    Organização da rotina.
    Capacidade de buscar ajuda quando necessário.
    Segurança diante de comportamentos impulsivos ou autolesivos.

    Também é analisado se as oscilações emocionais estão prejudicando a capacidade de tomar decisões e manter cuidados básicos consigo mesma.

    A avaliação é feita de forma contínua, considerando períodos de estabilidade e de crise, já que a capacidade de autocuidado pode variar ao longo do tempo


  • Por que o psiquiatra precisa avaliar o padrão de relações interpessoais no Transtorno de Personalida

    Por que o psiquiatra precisa avaliar o padrão de relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    Porque as dificuldades nos relacionamentos são uma das características centrais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).

    O psiquiatra observa como a pessoa se relaciona com familiares, parceiros, amigos e colegas, identificando padrões como:

    Medo intenso de abandono.
    Relacionamentos instáveis.
    Oscilações entre idealização e desvalorização.
    Conflitos frequentes.
    Dependência emocional.
    Reações emocionais intensas diante de rejeições ou separações.

    Essa avaliação ajuda a compreender melhor o funcionamento emocional do paciente, diferenciar o TPB de outros transtornos e direcionar estratégias terapêuticas mais eficazes


  • Como o psiquiatra avalia o impacto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no comportamento

    Como o psiquiatra avalia o impacto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no comportamento sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    O psiquiatra avalia se as dificuldades emocionais e interpessoais estão influenciando a vida sexual e afetiva do paciente.

    São observados aspectos como:

    Impulsividade sexual.
    Busca de validação através de relacionamentos.
    Medo de abandono.
    Relacionamentos intensos e instáveis.
    Dificuldade em estabelecer limites.
    Comportamentos de risco.
    Sofrimento emocional relacionado à vida afetiva.

    A avaliação não tem caráter moral ou de julgamento. O objetivo é compreender como os padrões emocionais do TPB podem estar afetando a segurança, o bem-estar e a qualidade dos relacionamentos da pessoa.


  • Depois que tomei uma medicação nos dois glúteos Dicl9fenaco dipirona e tramodool Estou com tontur

    Depois que tomei uma medicação nos dois glúteos
    Dicl9fenaco dipirona e tramodool
    Estou com tontura e lingua pesada. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    Não é para considerar “normal”, especialmente língua pesada após medicação injetável.

    Pode ser efeito do tramadol — tontura, sonolência, boca/língua “pesada” — mas também pode indicar reação alérgica/neurológica e precisa de atenção.

    Procure atendimento agora/urgência se tiver qualquer um destes sinais:

    língua, boca, lábios ou rosto inchando;
    falta de ar, chiado, aperto na garganta;
    coceira, urticária, manchas no corpo;
    fala enrolada, fraqueza em um lado do corpo, confusão;
    desmaio, muita sonolência ou piora da tontura.

    Enquanto isso: não dirija, fique sentada/deitada, avise alguém perto de você e não tome mais nenhuma medicação agora sem avaliação.

    Pela combinação e pelo sintoma de língua pesada, eu iria ao pronto atendimento para checar pressão, alergia e estado neurológico.


  • Tomei Tylenol sinus , após quanto tempo posso tomar nimesulida?

    Tomei Tylenol sinus , após quanto tempo posso tomar nimesulida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    Depende da formulação do Tylenol Sinus que você tomou, mas, em geral:

    Tylenol Sinus contém paracetamol associado a descongestionantes.
    Nimesulida é um anti-inflamatório.

    Não existe uma interação importante que obrigue um intervalo longo entre eles. Em um adulto sem contraindicações, a nimesulida pode ser tomada mesmo no mesmo dia, desde que seja indicada para você e respeitando a dose prescrita.

    Se você acabou de tomar o Tylenol Sinus, costuma ser razoável aguardar algumas horas (cerca de 4 a 6 horas) para avaliar a resposta antes de adicionar outra medicação para dor ou sintomas.

    Atenção: evite nimesulida se você:

    está grávida;
    tem doença hepática;
    tem úlcera ou gastrite importante;
    tem insuficiência renal;
    já teve alergia a anti-inflamatórios.

    Para eu orientar melhor, me diga:

    Qual sua idade?
    Você tomou Tylenol Sinus para quê (dor de garganta, sinusite, febre, dor de cabeça)?
    Há quanto tempo tomou o Tylenol Sinus?


  • Pode tomar bactrin estando tomando divalcon? Existe interação medicamentosa entre eles?

    Pode tomar bactrin estando tomando divalcon?
    Existe interação medicamentosa entre eles?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    Pode tomar Bactrim com Divalcon, mas não é uma combinação “sem atenção”.

    Não há uma interação clássica forte como contraindicação absoluta, porém os dois podem aumentar risco de alterações hematológicas, principalmente queda de plaquetas. O divalproato pode causar trombocitopenia, e o sulfametoxazol/trimetoprim também pode, raramente, causar alterações sanguíneas importantes.

    Eu teria cautela se o paciente tiver:

    plaquetas baixas;
    uso de dose alta de divalproato;
    doença hepática;
    uso prolongado de Bactrim;
    sinais de sangramento, roxos, febre, manchas na pele, fraqueza intensa.

    Na prática: se for por poucos dias e bem indicado, geralmente é possível, mas ideal pedir/olhar hemograma com plaquetas se houver risco ou uso mais prolongado.

    Sinais para suspender e reavaliar rápido: rash, febre, falta de ar, manchas roxas, sangramento, confusão, sonolência excessiva ou piora importante do estado geral


  • Minha bb de 3 meses tomava nestogeno espessar por conta do refluxo, porém começou a regurgitar após

    Minha bb de 3 meses tomava nestogeno espessar por conta do refluxo, porém começou a regurgitar após todas as mamadas, troquei pelo aptamil 1 e as regurgitações pararam, mas ja faz dois dias que ela vem apresentando diarréia e assaduras..é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Mayara Mastrange

    Não é exatamente “normal”, mas pode acontecer após troca de fórmula, porque o intestino do bebê pode estranhar a mudança.

    Em bebê de 3 meses, diarréia por 2 dias + assadura precisa observar bem.

    Pode ser:

    adaptação intestinal à nova fórmula;
    preparo mais diluído/concentrado sem querer;
    virose;
    intolerância à fórmula;
    alergia à proteína do leite, principalmente se tiver muco, sangue, muita cólica ou piora importante.

    Atenção: procure atendimento hoje se tiver:

    sangue ou muco nas fezes;
    febre;
    vômitos repetidos;
    sonolência ou irritabilidade intensa;
    recusa mamadas;
    menos fraldas de xixi;
    boca seca/choro sem lágrima;
    diarréia muito líquida e frequente.

    Para a assadura: trocar fralda com frequência, lavar com água, secar bem e usar barreira grossa com óxido de zinco. Evite lenço umedecido por enquanto.

    Eu orientaria não ficar trocando fórmula várias vezes sem pediatra, porque isso pode piorar o intestino. Como ela é pequena e já está há 2 dias com diarréia, vale falar com o pediatra para decidir se mantém Aptamil, volta para fórmula AR/espessada ou investiga alergia/intolerância


Autor

Psiquiatra, Médico clínico geral, Pediatra

Perguntas frequentes

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