Perguntas do paciente (355)
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O que fazer quando me sentir perdida na vida? .
O que fazer quando me sentir perdida na vida? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se perdida na vida é uma experiência mais comum do que parece e, muitas vezes, surge em momentos de transição ou quando antigos caminhos deixam de fazer sentido. Esse sentimento não deve ser visto apenas como um problema, mas também como um sinal de que algo dentro de você pede por escuta e elaboração.
Na psicanálise, entendemos que o “estar perdida” pode ser um convite para entrar em contato com seus desejos mais genuínos; aqueles que, por vezes, ficam encobertos pelas expectativas externas ou pelas exigências internas.
O caminho, portanto, não é encontrar respostas prontas, mas criar um espaço onde seja possível falar livremente, dar forma ao que ainda é confuso e, assim, abrir novas possibilidades de direção. A análise pode ajudar a transformar essa sensação de desorientação em oportunidade de autoconhecimento e reconstrução de sentido.
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Como é a dor do abandono? .
Como é a dor do abandono? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dor do abandono costuma ser vivida de maneira muito intensa, pois toca em nossas experiências mais primitivas de dependência e de necessidade de cuidado. Não se trata apenas da ausência do outro, mas da sensação de ficar sem referência, sem amparo e, muitas vezes, sem lugar.
Na psicanálise, entendemos que esse sentimento pode reativar memórias afetivas antigas, trazendo à tona angústias ligadas ao medo de não ser visto ou de não ser digno de amor. Por isso, a dor do abandono é tão difícil de suportar: ela atinge não só o presente, mas também marcas profundas da história de cada sujeito.
Embora dolorosa, essa experiência pode se tornar um ponto de partida para um processo de elaboração psíquica. Falar sobre essa dor, em análise, permite compreender o que ela significa para cada pessoa, ajudando a construir novas formas de se relacionar consigo mesma e com os outros.
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O que é necessário para desenvolver o autoconhecimento?
O que é necessário para desenvolver o autoconhecimento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O autoconhecimento não é algo que se conquista de uma vez por todas, mas um processo contínuo. Na psicanálise, esse caminho passa pelo contato com a própria fala, ou seja, pela possibilidade de escutar o que se repete em nós, nossos desejos, conflitos e fantasias inconscientes. O espaço analítico favorece justamente essa escuta, em que o sujeito pode se deparar com aspectos de si que, muitas vezes, permanecem ocultos ou recalcados.
Desenvolver o autoconhecimento, portanto, implica abertura para se questionar, disposição para sustentar dúvidas e para suportar verdades que nem sempre são fáceis. A análise auxilia a ampliar a consciência de si mesmo, mas também a reconhecer aquilo que escapa ao nosso controle, permitindo novas formas de lidar com a vida e com os outros.
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Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
Quero entender se existe uma duração comum de um processo psicanalítico.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma duração padrão para um processo psicanalítico. Cada análise é singular e seu tempo depende da história, das questões trazidas pelo paciente, dos objetivos do tratamento e da forma como cada pessoa elabora seus conflitos.
Na psicanálise, mais importante do que a duração é o percurso de autoconhecimento e transformação que se constrói ao longo do processo. Algumas pessoas buscam atendimento por uma questão específica, enquanto outras desejam um trabalho mais aprofundado de compreensão de si mesmas.
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Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira se
Olá! Gostaria de saber como se desenrola uma sessão de psicanálise? O que esperar de uma primeira sessão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Na psicanálise, cada pessoa traz sua própria história, e é a partir dela que o trabalho vai se construindo. A primeira sessão costuma ser um espaço de escuta, no qual você pode falar livremente sobre o que o trouxe à análise, suas questões, expectativas ou mesmo suas dúvidas sobre o processo.
O psicanalista escuta atentamente, acolhendo sem julgamentos, e pode fazer algumas perguntas para compreender melhor sua demanda. Diferente de outras abordagens, não existe um roteiro rígido: é a sua fala que orienta o caminho.
Ao longo das sessões, o espaço analítico se torna um lugar seguro para que você possa entrar em contato com pensamentos, sentimentos e conflitos muitas vezes inconscientes. O objetivo não é dar respostas prontas, mas ajudar você a se escutar de outra forma e encontrar novos sentidos para a sua experiência.
Cada análise é única, e o ritmo vai sendo construído entre paciente e analista.
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É necessário usar o divã no processo psicanalítico?
É necessário usar o divã no processo psicanalítico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. O divã é um recurso tradicional da psicanálise, mas não é uma exigência para que o processo analítico aconteça. Sua utilização depende do momento do tratamento, da abordagem do analista e das necessidades de cada pessoa.
O mais importante na psicanálise é a construção de um espaço de escuta e elaboração, no qual o paciente possa falar livremente sobre suas experiências, sentimentos e conflitos. Muitas análises acontecem inicialmente frente a frente, e o uso do divã pode ou não ser introduzido ao longo do processo.
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Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
Como a psicanálise compreende e trabalha com a ansiedade/angústia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, a angústia é compreendida não apenas como um sintoma a ser eliminado, mas como um sinal de algo importante que está em conflito na vida psíquica. Ela pode surgir quando nos deparamos com desejos, perdas, mudanças ou situações que desafiam nossos modos habituais de lidar com a realidade.
O trabalho analítico busca escutar e compreender o sentido singular dessa angústia, investigando sua história, suas manifestações e os conflitos inconscientes aos quais ela pode estar relacionada. Ao colocar em palavras aquilo que muitas vezes é vivido apenas como sofrimento, a pessoa pode construir novas formas de se relacionar com seus afetos e encontrar maior liberdade diante de suas experiências emocionais.
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O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?
O que é a psicanálise e como ela pode ajudar as pessoas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise é um processo de escuta e compreensão daquilo que muitas vezes não conseguimos explicar racionalmente, mas que se manifesta em emoções, pensamentos, conflitos e sofrimentos. A partir da fala e da construção do vínculo terapêutico, a pessoa pode entrar em contato com aspectos inconscientes da sua história, compreendendo padrões, dores e formas de se relacionar consigo mesma e com os outros. Esse processo pode ajudar no alívio do sofrimento emocional, no autoconhecimento e na construção de maneiras mais saudáveis de viver e lidar com os desafios da vida.
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Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto mu
Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto muito sozinha, até no meu relacionamento. Não acho ninguém interessante para conviver. Eu queria muito ter algum amigo, mas depois que você cresce é difícil. Geralmente, as pessoas que conheço da minha idade são infantis demais, e eu não quero contato.
Me sinto presa, sinto que deveria estar vivendo mais, mas tenho medo das pessoas na rua. Me sinto desprotegida e vulnerável. Queria correr livre, fazer as coisas que gosto, mas tenho medo de andar sozinha… e se aparecer alguém ruim no caminho, como vou me proteger?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por compartilhar seus sentimentos. É compreensível sentir-se sozinha, insegura e limitada, especialmente convivendo com bipolaridade, que pode tornar as experiências emocionais mais intensas. O desejo de liberdade e de conexão com pessoas significativas revela sua força interior.
Na psicanálise, buscamos compreender esses sentimentos e medos, suas origens e impactos, para que você possa viver com mais segurança e prazer, mesmo diante das dificuldades. Um espaço terapêutico pode ajudá-la a explorar esses desafios e a se reconectar consigo mesma e com os outros.
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meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con
meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigada por compartilhar sua situação. O que você relata toca em sentimentos de insegurança e dúvidas sobre os limites nos relacionamentos, especialmente quando há filhos envolvidos. É natural questionar a coerência entre atitudes e palavras do parceiro, e sentir-se confusa ou incomodada com interações que parecem contraditórias.
Na psicanálise, observamos que muitas vezes essas questões envolvem não apenas o comportamento do outro, mas também nossas próprias expectativas, medos e formas de se relacionar. Explorar esses sentimentos em um espaço terapêutico permite compreender melhor o que cada atitude desperta em você, e como lidar com eles sem prejudicar o vínculo com seu parceiro.
Trabalhar esses conflitos internamente ajuda a tomar decisões mais conscientes sobre limites, comunicação e confiança dentro do relacionamento.
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É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú
É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É bastante comum que pessoas que se saem muito bem em contextos estruturados, como no atendimento ao público, encontrem mais dificuldade em situações relacionais mais abertas e menos previsíveis, como no convívio familiar ou entre colegas. Isso acontece porque, no primeiro caso, há um roteiro e papéis mais definidos; no segundo, é necessário lidar com o inesperado, com o espaço do outro e com o próprio desconforto diante de não saber exatamente “o que dizer” ou “como se colocar”.
A psicanálise pode ser um caminho interessante justamente porque não oferece um manual de como agir, mas sim um espaço de escuta onde você pode falar livremente sobre suas experiências, sentimentos e inseguranças. Ao longo do processo, vai se tornando possível compreender de onde vem essa dificuldade, qual sentido ela tem na sua história e, a partir daí, criar novas formas de se relacionar com mais espontaneidade e menos cobrança interna.
Se você se sente tocada por essas questões, a busca pela terapia pode ser uma boa forma de iniciar um processo de autoconhecimento e elaboração. O mais importante é encontrar um espaço em que você se sinta à vontade para falar de si, sem pressa e sem julgamentos.
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Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e me
Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e mesmo assim ela chora muito ao vim embora da casa dele(ela presenciou violência dele comigo 2x)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a delicadeza da situação que você descreve. Para uma criança de 4 anos, a separação dos pais costuma ser algo difícil de compreender, e a intensidade dos sentimentos dela mostra justamente o quanto está tentando elaborar uma mudança que ainda não faz sentido para sua experiência. Além disso, ter presenciado cenas de violência pode gerar muita confusão emocional, já que a criança ama o pai, mas ao mesmo tempo percebeu que ele machucou a mãe.
Nesses casos, é importante acolher os sentimentos dela, deixando espaço para que chore, faça perguntas ou manifeste contradições, sem exigir que “entenda” tudo agora. Mais do que explicações racionais, o que ajuda é a consistência do seu cuidado, o limite claro sobre a separação e a possibilidade de falar do que aconteceu em uma linguagem acessível, sem expô-la a detalhes que não consegue elaborar.
A terapia pode ser um recurso valioso, tanto para você, que precisa de apoio para sustentar essa função de cuidado, quanto para sua filha, em um espaço onde ela possa brincar, simbolizar e começar a organizar suas vivências.
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Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para
Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o quanto essas crises podem ser angustiantes e desgastantes. Na psicanálise, observamos que a ansiedade pode se manifestar de diversas formas, não necessariamente com sintomas físicos evidentes como falta de ar ou taquicardia. Muitas vezes, ela se expressa predominantemente no campo emocional: angústia intensa, choro frequente, pensamentos recorrentes, medo e sensação de confusão mental, como você descreve.
Cada pessoa vivencia a ansiedade de maneira singular, e o corpo e a mente estão sempre em diálogo; às vezes, a manifestação se dá mais nas emoções e pensamentos, outras vezes no físico. O mais importante é compreender o que essas crises comunicam sobre a sua história, seus conflitos internos e suas vivências atuais.
Um acompanhamento psicoterapêutico pode ajudar a dar sentido a essas experiências, acolher a sua dor e construir formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade.
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Ultimamente meu cérebro anda criando pessoas que não existem e situações que são impossíveis de acon
Ultimamente meu cérebro anda criando pessoas que não existem e situações que são impossíveis de acontecer. Acontece do nada e tento me distrair com outras coisas. Funciona, mas volta. Acontece também às vezes antes de dormir. Eu fico triste, exausta e bem insegura, mesmo sabendo que aquilo não é real.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve, essas criações mentais, situações impossíveis, e o impacto emocional que elas geram, parece trazer grande sofrimento, especialmente por surgirem de forma inesperada e insistente. Mesmo que racionalmente você reconheça que não são reais, os sentimentos que elas provocam são, sim, muito reais.
Na psicanálise, procuramos escutar com atenção essas manifestações do inconsciente, pois elas podem estar expressando algo que ainda não encontrou outra forma de aparecer na sua vida consciente.
A terapia pode ser um espaço seguro para você compreender melhor a si mesma e encontrar alívio.
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É possível curar a desregulação emocional? .
É possível curar a desregulação emocional? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A desregulação emocional, na escuta psicanalítica, não é vista como algo a ser “curado” no sentido médico tradicional, mas como um sinal de que algo interno (muitas vezes inconsciente) está em conflito, buscando expressão.
Em vez de eliminar os sintomas rapidamente, a psicanálise propõe um trabalho de escuta profunda, para compreender as causas dessas oscilações emocionais: o que elas expressam, de onde vêm, e o que estão tentando comunicar sobre a sua história e seu modo de se relacionar consigo mesmo e com o outro.
Com o tempo, esse processo pode promover transformações significativas: mais estabilidade emocional, maior compreensão de si e a possibilidade de viver com menos sofrimento e mais liberdade.
A escuta analítica não oferece respostas prontas, mas cria um espaço onde suas emoções deixam de ser um problema a ser “consertado” e passam a ser acolhidas, compreendidas e elaboradas.
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O que posso fazer para parar de me irritar tão facilmente? Sinto que isso tem afetado grande parte d
O que posso fazer para parar de me irritar tão facilmente? Sinto que isso tem afetado grande parte da minha vida, como amizades, família, pessoas que nem conheço e eu mesmo. Quero começar a ser mais feliz e menos irritado com as coisas e tentar aproveitar a vida. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, não lidamos com a irritação apenas como algo a “controlar”, mas buscamos compreender de onde ela vem. Muitas vezes, a irritação frequente pode estar ligada a conflitos internos, frustrações não elaboradas ou dificuldades em lidar com limites; sejam os seus ou os do outro. Por isso, ela afeta os vínculos mais próximos e também seu bem-estar pessoal.
O que pode te ajudar não é reprimir esse sentimento, mas escutá-lo. Em análise, criamos um espaço para você investigar por que certas situações te afetam tanto, o que essa raiva pode estar encobrindo, e como você tem se colocado nas relações.
A proposta é abrir espaço para que você se conheça mais profundamente; e, com isso, possa fazer escolhas menos impulsivas, mais alinhadas com o que realmente deseja. Isso não é um processo instantâneo, mas pode te conduzir a uma vida mais leve e significativa.
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Muita coisa acontece na minha vida que me deixa com raiva, especialmente de pessoas que me causam do
Muita coisa acontece na minha vida que me deixa com raiva, especialmente de pessoas que me causam dor. Mas a raiva só me faz perder tempo. Como posso parar de sentir raiva o tempo todo (raiva do mundo)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A raiva, quando constante e voltada para “o mundo”, pode estar expressando algo mais profundo: uma sensação de injustiça, dor não reconhecida, ou experiências de frustração que se repetem e acumulam. Nessas situações, a raiva deixa de ser apenas uma emoção pontual: ela vira uma forma de se relacionar com a vida, consigo mesmo e com os outros.
Na psicanálise, não buscamos "parar de sentir raiva", mas entender o que ela representa para você. O que essa raiva está tentando dizer? Que dor está tentando esconder ou proteger? Quais histórias estão por trás desse sentimento?
Você menciona que a raiva te faz “perder tempo”. Talvez porque te paralisa, te distancia de quem você gostaria de ser, ou te impede de viver com mais leveza. Esses são sinais importantes, e merecem ser escutados com profundidade.
Um processo analítico pode te ajudar a elaborar essas vivências, reconhecer o que te afeta tanto, e construir outras formas de lidar com a dor e o conflito; menos reativas, mais conscientes.
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Me sinto culpada por uma vez ter o pensamento intrusivo sobre achar pessoas bonitas e trair meu namo
Me sinto culpada por uma vez ter o pensamento intrusivo sobre achar pessoas bonitas e trair meu namorado (sempre tenho pensamentos horriveis sobre meu namoro), meu amigo deu a ideia de testar, eu estava sem rumo e aceitei, ele flertou comigo de brincadeira e mandou fotos íntimas e eu infelizmente também, me sinto horrível por isso bloqueei esse amigo tambem. Eu amo muito meu namorado ele è incrível, me sinto uma pessima namorada, não senti prazer, nem vontade de fazer isso que pensei, nem atração, mas isso me machuca. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum se angustiar diante de pensamentos ou atitudes que parecem ir contra o que sentimos por alguém. Na psicanálise, buscamos compreender o sentido desses impulsos, sem reduzi-los a certo ou errado. Pensamentos intrusivos, fantasias e até atos impulsivos podem estar ligados a conflitos internos, culpas ou exigências inconscientes. O sofrimento que você sente pode estar relacionado não apenas ao ato em si, mas ao ideal de ser "uma boa namorada" ou à dificuldade em lidar com falhas e dúvidas. Mais do que apagar o que aconteceu, talvez seja hora de escutar o que isso veio dizer sobre você. Uma escuta analítica pode ajudar a transformar essa dor em compreensão.
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Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho
Boa noite, eu acho que devo iniciar terapia online, mais não sei se devo, talvez psicanalista, tenho timidez, já tive episódios de ansiedade e alguns problemas na área sentimental, estresse em relação ao trabalho, não sei como iniciar ou em que focar para tratar primeiro
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito compreensível. Começar um processo terapêutico, especialmente pela primeira vez, pode mesmo despertar inseguranças e incertezas sobre por onde começar ou o que priorizar. Na psicanálise, não é necessário ter tudo organizado antes de iniciar. O mais importante é justamente permitir-se falar, mesmo que de forma confusa, tímida ou hesitante. A escuta psicanalítica se propõe a acolher suas angústias (seja na área afetiva, profissional ou emocional) e aos poucos ajudar você a construir sentido para o que está vivendo. Não se preocupe em definir um foco único logo no início: o processo clínico se dá justamente a partir do que você traz, no seu tempo, com liberdade e sem julgamentos. Se sentir que é o momento de buscar ajuda, já é um passo importante.
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Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostav
Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostava de mim, foi bonito, no tempo não me causou nada, sempre achei mais bonito as declarações do meu namorado, mas agora fico lembrando dessa declaração dele, estou num período que meu namorado não se declara tanto assim (ja conversei com ele sobre).Me dói lembrar disso, eu ja o bloqueei pq até foto intima dele ele mandou, mas lembrar de tudo isso me deixa mal e infiel no relacionamento, mesmo não querendo essa pessoa, me ajudem, queria me sentir melhor. Eu amo muito meu namorado e ele é incrível, mas me sinto uma péssima namorada. Qual a melhor forma de lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão sensível. O que você relata aponta para um conflito interno que merece ser escutado com cuidado, sem julgamentos. A culpa, nesse contexto, pode estar ligada não apenas ao fato em si, mas ao que essa lembrança desperta em você: talvez um vazio, um desejo de ser reconhecida, de sentir-se amada; especialmente em um momento em que isso parece um pouco mais escasso na relação atual.
Na psicanálise, entendemos que nem tudo que sentimos está sob nosso controle consciente, e isso não nos torna “infieis” ou “más”. Pelo contrário: o sofrimento que você expressa mostra o quanto está implicada afetivamente na relação e o quanto deseja compreender o que se passa em si.
Mais do que tentar apagar esse pensamento, pode ser interessante se perguntar, com delicadeza: por que isso vem à tona agora? O que essa lembrança me toca, além da situação concreta? A escuta terapêutica pode ajudar muito nesse processo; para transformar a culpa em compreensão.
Se puder, considere procurar um espaço de escuta contínua. Seu sofrimento merece ser acolhido, não julgado.
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Perguntas frequentes
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Olá, pessoal! Tudo bem? Tenho 42 anos, testosterona basal de 420 e comecei a usar Nebido por orienta
Sim. Picos suprafisiológicos de testosterona, mesmo transitórios, podem oferecer…