Perguntas do paciente (355)

  • quem tem depressão ainda pode ter dias bons? eu me identifico com a maioria dos sintomas

    quem tem depressão ainda pode ter dias bons? eu me identifico com a maioria dos sintomas, mas não me sinto pronta para buscar um profissional porque tem dias que acordo funcional, mesmo procrastinando atividades eu ainda consigo seguir o dia normal e rir com as coisas. Muitas vezes sinto que só estou fingindo sintomas e querendo ser especial, mesmo que eu não fale sobre isso com ninguém.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na perspectiva psicanalítica, o sofrimento não se mede apenas pela capacidade de funcionar ou sorrir.

    Essa sensação de “estar fingindo” ou de querer ser especial também merece ser escutada, em vez de julgada. Mais importante do que saber se você “tem ou não depressão” é compreender o que está por trás desse sofrimento e do desejo de não procurar ajuda.

    Você não precisa estar no limite para buscar um profissional. A própria dúvida já pode ser um motivo para começar a falar sobre isso.


  • Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me o

    Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me olhando, mesmo sem eu ter qualquer interesse nele, fico com medo de estar fazendo algo errado. Às vezes sinto que até me preocupar com a opinião desse homem seria uma forma de traição ao meu namorado. Por que tenho essa sensação de culpa e esses pensamentos, mesmo sabendo racionalmente que não estou fazendo nada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na perspectiva psicanalítica, podemos pensar que existe uma diferença entre aquilo que você sabe racionalmente e aquilo que, inconscientemente, desperta culpa e ansiedade. Um pensamento ou a preocupação com o olhar de alguém não significa desejo ou traição.

    Talvez a questão esteja justamente nessa necessidade de controlar até aquilo que você pensa ou sente. A terapia pode ajudar a compreender de onde vem essa culpa e por que você se exige tanto, em vez de tentar controlar cada pensamento.


  • Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad

    Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Quando nossas percepções foram desacreditadas na infância, podemos aprender a desconfiar de nós mesmos. Na vida adulta, essa dúvida pode continuar mesmo quando já não corresponde à realidade.

    Na psicanálise, o objetivo não é simplesmente eliminar a dúvida, mas compreender sua origem e construir, gradualmente, uma relação mais segura com aquilo que você sente, pensa e deseja.


  • Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, enc

    Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, encontro indiferença. Tenho medo de que a terapia esteja criando uma expectativa que a realidade não sustenta.

    Porque o psicólogo me faz sentir acolhido e numa atmosfera e perspectiva de compreensão, reflexão, diálogo e atenção que não existe no mundo lá fora do consultório e das sessões? No mundo lá fora o que eu vejo são pessoas que não querem saber de mim e dos meus sentimentos. Sendo assim e isto constatado, porque o psicólogo faz parecer que o mundo é um lugar bom e fácil de encaixar e que é preciso ter amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O consultório oferece um espaço de escuta e acolhimento que nem sempre encontramos na vida cotidiana. Isso não significa que o psicólogo esteja dizendo que o mundo é bom ou fácil.

    Na perspectiva psicanalítica, talvez seja mais importante compreender o que essa experiência de ser escutado revela sobre suas necessidades e sobre aquilo que você busca nas relações fora da terapia.


  • Olá É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

    Olá
    É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    É possível que o psicólogo compartilhe algo pessoal durante a sessão, mas isso deve ter uma finalidade clínica e não substituir a escuta do paciente.

    Na psicanálise, o espaço de fala do paciente é fundamental. Se as interrupções são frequentes ou fazem você se sentir desconfortável, vale conversar com o profissional sobre isso.

    O mais importante é que você se sinta acolhido, escutado e respeitado durante o processo terapêutico.


  • É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c

    É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter?

    Ontem eu estava acordando, ainda com muito sono, em tinha aberto os olhos ainda, quando do nada me veio na cabeça um cara que um dia gostei e sorri. Assim que abri os olhos, pensei: “Ué, mas eu nem gosto mais dele. Essa pessoa me fez passar por coisas ruins, então por que eu tive essa reação?”

    Passei o dia remoendo isso e me sentindo culpada, porque eu sei que não gosto mais dele e não quero voltar a ficar com ele. Mas aquele momento me fez questionar se uma reação espontânea pode significar alguma coisa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Sim, é possível sentirmos algo que não desejamos conscientemente. Na perspectiva psicanalítica, nem tudo que surge em nossa mente está sob nosso controle. Um pensamento ou sorriso espontâneo não significa, necessariamente, que você ainda goste dessa pessoa ou queira voltar. Talvez o mais importante seja compreender por que essa reação despertou tanta culpa. Você não precisa se culpar pelo que sente, mas pode se permitir investigar os sentidos que essa experiência teve para você.


  • Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u

    Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Sua dificuldade em se priorizar pode estar relacionada às experiências emocionais vividas na família e à crença de que cuidar de si é egoísmo. Na psicanálise, investigamos como essas crenças foram construídas e como influenciam seus desejos e escolhas. Priorizar-se não é egoísmo, mas reconhecer que suas necessidades também têm valor. A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar essas questões e construir uma relação mais acolhedora consigo mesma.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você relata pode estar relacionado a uma forma de lidar com a ansiedade e com desejos ou pensamentos que acabam ganhando uma força maior do que você gostaria. Pela perspectiva psicanalítica, mais do que considerar se isso é “normal”, é importante compreender o que esses pensamentos e o impulso de anotá-los representam para você.

    Como isso está lhe causando ansiedade e interferindo no seu cotidiano, seria interessante investigar essas questões em um processo de psicoterapia, buscando compreender o que está por trás desses impulsos.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Pela perspectiva psicanalítica, talvez seja importante investigar menos as suas qualidades em si e mais o que representa, para você, ser visto pelo outro como alguém inteligente, dedicado, cuidadoso ou vaidoso.

    O medo da rejeição e da zombaria pode indicar que o olhar do outro ocupa um lugar importante na maneira como você se autoriza a ser. Assim, você pode acabar reprimindo ou diminuindo aspectos de si para preservar a aceitação.

    Na análise, seria possível investigar a origem desse receio, suas experiências anteriores e o significado que a rejeição assume para você. O objetivo não seria deixar de se importar com o outro, mas construir maior liberdade para sustentar quem você é sem precisar se esconder para ser aceito.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Pela psicanálise, ser interessante para si mesmo passa por descobrir e sustentar o próprio desejo, em vez de buscar constantemente corresponder ao olhar do outro.

    Quando você se permite investir no que genuinamente desperta sua curiosidade, prazer e desejo, sua singularidade tende a aparecer de forma mais espontânea. O ponto não é aprender a agradar mais, mas entender por que ser reconhecido pelo outro é tão necessário para que você se sinta interessante.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na Psicanálise, podemos investigar o que torna a incerteza tão angustiante e qual função o perfeccionismo exerce na sua vida.
    A suspeita de TOC surge quando pensamentos recorrentes e comportamentos compulsivos geram sofrimento significativo e necessidade de alívio constante. O perfeccionismo, por si só, não caracteriza TOC. Uma avaliação clínica pode ajudar a compreender melhor essa diferença.
    O que você sente que poderia acontecer se não tivesse certeza absoluta de algo?


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Pela perspectiva psicanalítica, não pensamos necessariamente em crenças como algo que simplesmente se apaga ou muda de forma definitiva. Algumas formas de pensar e de se relacionar consigo e com o outro podem estar profundamente ligadas à própria história e ao modo como o sujeito constituiu sua subjetividade.

    O processo terapêutico busca possibilitar uma elaboração dessas marcas, permitindo novas formas de significar e lidar com aquilo que antes produzia sofrimento. Em alguns momentos, antigos modos de funcionamento podem reaparecer, especialmente diante de situações de maior angústia. Isso não significa que todo o trabalho foi perdido ou que a mudança não foi possível, mas que o psiquismo é dinâmico e está em constante elaboração.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Pela perspectiva psicanalítica, esse sentimento de vazio, de estranhamento diante de momentos que foram felizes e a dificuldade de encontrar sentido ou desejo podem ser compreendidos como experiências que precisam ser escutadas e elaboradas, e não simplesmente afastadas. Seria importante investigar o que esse vazio representa para você e como ele se relaciona com sua história e com a maneira como você se coloca diante do futuro e dos próprios desejos.

    No entanto, diante dos pensamentos de acabar com tudo, é importante também buscar avaliação profissional o quanto antes, inclusive com um psicólogo ou psiquiatra. Se houver risco de você se machucar ou de agir contra si mesmo, procure imediatamente um serviço de emergência ou peça a alguém de confiança para permanecer com você.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    É compreensível querer se proteger das perdas tornando-se autossuficiente e desapegado. Mas, pela perspectiva psicanalítica, talvez seja importante perguntar: o que significa, para você, quando alguém vai embora?

    Os vínculos podem ter valor mesmo não sendo permanentes. Talvez a questão não seja evitar o outro para não sofrer, mas compreender o que você busca e teme nos vínculos que estabelece.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    É importante buscar um profissional que tenha uma escuta sem julgamentos e compreenda que diferentes formas de vínculo não são, por si só, um problema.

    Embora muitos terapeutas de casal estejam preparados para trabalhar com relacionamentos abertos, vale perguntar previamente sobre a experiência do profissional com não monogamia consensual. Mais importante do que o modelo da relação é encontrar alguém que consiga acolher a dinâmica de vocês e trabalhar os conflitos, acordos, limites e desejos do casal sem tentar impor um modelo de relacionamento.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você relata parece expressar uma ambivalência própria de um momento de grande transformação: ao mesmo tempo em que existe a possibilidade de construir um vínculo com o bebê, surge o medo de perder a própria identidade e de que sua vida passe a existir apenas em função dele.

    Em uma perspectiva psicanalítica, talvez seja importante escutar esses pensamentos não como verdades, mas como manifestações de angústias e desejos que precisam ser compreendidos. A gravidez pode ter tornado mais evidente uma questão anterior: o que você deseja para a sua própria vida?

    É possível amar um filho e, ao mesmo tempo, sentir medo, tristeza, ambivalência ou até ressentimento diante das mudanças. Tornar-se mãe não precisa significar deixar de ser você. A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar esses sentimentos, construir um lugar para a maternidade e, simultaneamente, encontrar espaço para seus próprios desejos, projetos e identidade.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O que você relata não caracteriza, por si só, uma traição. Pensamentos e preocupações sobre como alguém do passado irá enxergá-la não significam necessariamente desejo ou intenção de se envolver com essa pessoa.

    Pela perspectiva psicanalítica, mais importante do que julgar esses pensamentos é compreender o que eles representam para você. A necessidade de parecer bonita, interessante e mostrar que está bem pode apontar para uma busca de reconhecimento pelo olhar do outro, enquanto a culpa pode estar dando a esses pensamentos um peso maior do que eles realmente têm.

    Uma escuta clínica poderia ajudar a compreender o sentido desses pensamentos, a importância da validação externa e por que eles despertam tanta culpa.


  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O excesso de pesquisas sobre ansiedade pode intensificar a própria ansiedade, principalmente quando já existe uma preocupação presente. Ao buscar constantemente explicações e sinais, a pessoa pode ficar mais vigilante em relação a si mesma, transformando sensações comuns em motivos de preocupação.

    Pela perspectiva psicanalítica, mais importante do que apenas controlar o sintoma é compreender o que essa ansiedade está expressando e qual o sentido que ela passou a ter na sua vida. Um processo de análise pode ajudar justamente nessa investigação.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    É compreensível que, após alguns anos de relacionamento, a intensidade inicial se transforme. Isso não significa necessariamente que o amor tenha acabado.

    Talvez seja importante não se cobrar uma resposta imediata, mas compreender o que mudou em você e o que essa dúvida representa. A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar esses sentimentos, sem pressioná-la a terminar ou permanecer, para que possa fazer uma escolha mais consciente e tranquila.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na perspectiva psicanalítica, sua evolução não precisa ser medida pelo quanto você fala, mas pela liberdade que conquista para se relacionar sem ficar tão presa ao olhar e ao julgamento do outro. Esses comentários podem tocar marcas deixadas por experiências anteriores, como o bullying.

    Talvez o caminho não seja deixar de ser quieta, mas compreender o que esse olhar do outro desperta em você e construir uma relação mais segura com quem você é. A psicoterapia pode ajudar nesse processo de elaboração.


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Perguntas frequentes

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