Perguntas do paciente (104)
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Bom dia! Hoje estou há 21 dias tomando a sertralina de 50mg, melhorei alguns sintomas e piorei um p
Bom dia!
Hoje estou há 21 dias tomando a sertralina de 50mg, melhorei alguns sintomas e piorei um pouco a ansiedade isso é normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Bom dia! O que você está sentindo é algo relativamente comum. A sertralina costuma levar algumas semanas para mostrar todo o efeito, e no início pode acontecer justamente essa oscilação: alguns sintomas melhoram, enquanto a ansiedade pode parecer um pouco mais intensa. Isso não significa que o tratamento não está funcionando, mas sim que o organismo ainda está se ajustando.
Com o passar do tempo, a tendência é que a ansiedade vá se estabilizando e os benefícios se tornem mais claros. Técnicas de respiração lenta, meditação guiada, caminhadas leves e manter uma rotina de sono e alimentação equilibradas podem ajudar bastante nesse período de adaptação. Suplementos como magnésio glicina ou L-teanina também podem apoiar o equilíbrio do sistema nervoso, sempre com orientação profissional.
Fico à disposição para acompanhar você nesse processo. Um cuidado real precisa da integração entre ciência, escuta e afeto, sempre respeitando que a sua história é única.
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Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?
Qual o papel do livre-arbítrio na aceitação da vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. O livre-arbítrio tem um papel profundo na aceitação da vida, porque nos lembra que, mesmo diante de situações que não escolhemos, como sofrimentos, perdas ou limitações, ainda temos a liberdade de decidir a atitude que vamos adotar diante delas. Não se trata de negar a dor ou de ter controle absoluto sobre tudo, mas de reconhecer que existe sempre um espaço entre o que nos acontece e a forma como respondemos. É nesse espaço que mora o livre-arbítrio, e nele podemos escolher caminhos de aceitação, de aprendizado e de transformação do sofrimento em crescimento.
E depois do livre-arbítrio, existe também aquilo que muitos chamam de lei da Graça. Para quem acredita em Deus, esse é o momento em que, apesar de todas as dificuldades, se reconhece que há um infinito e um universo que não estão sob nosso controle. Conectar-se consigo mesmo e com a fé pode ser o suporte mais profundo, capaz de sustentar a alma diante da dor, oferecendo compreensão e consolo que não estão escritos em livros, mas que se revelam na experiência íntima de confiança e transcendência.
Fico à disposição para caminhar junto nessas reflexões. Um cuidado real precisa da integração entre ciência, escuta e afeto, sempre respeitando que a sua história é única.
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Tomo sertralina 50mg há 2 meses e sinto dor de cabeça n parte de trás o dia todo. É normal por.causa
Tomo sertralina 50mg há 2 meses e sinto dor de cabeça n parte de trás o dia todo. É normal por.causa da sertralina? Ou melhor procurar neurologista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. A dor de cabeça pode sim estar associada ao uso da sertralina, principalmente nos primeiros meses de tratamento, já que cefaleia é um efeito colateral relativamente comum. Em muitas pessoas ela melhora conforme o organismo se adapta, mas como você já está em uso há 2 meses e o sintoma continua diariamente, é importante conversar com o médico que prescreveu para avaliar se a dor está ligada ao medicamento ou se existe outra causa.
Se a dor de cabeça mudar de padrão, ficar muito intensa, vier acompanhada de visão turva, náuseas fortes, tontura ou outros sintomas neurológicos, a orientação é procurar atendimento mais rápido. Caso contrário, uma avaliação com o psiquiatra pode ser o primeiro passo e mais importante, e se necessário ele pode indicar o encaminhamento ao neurologista.
Enquanto isso, manter uma boa hidratação, sono regular, alimentação equilibrada, alongamentos para aliviar a tensão da nuca e técnicas de respiração podem ajudar a reduzir a dor. Suplementos como **magnésio glicina ou treonato também podem apoiar no alívio das cefaleias, sempre com orientação profissional.
Fico à disposição para cuidar desse processo junto com você. Um cuidado real precisa da integração entre ciência, escuta e afeto, sempre respeitando que a sua história é única.
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Fui diagnosticado com TOC. Me foi prescrito 100 mg de clomipramina associado à 50 mg de fluvoxamina.
Fui diagnosticado com TOC. Me foi prescrito 100 mg de clomipramina associado à 50 mg de fluvoxamina. Senti uma melhora imensa nas manias, nos, tiques e nos rituais, mas tudo isso não saiu totalmente. Ainda sofria muito com isso. Depois de um tempo comecei a ter perda de libido e dificuldade com orgasmo. O meu psiquiatra retirou a fluvoxamina e permaneceu com a clomipramina dessa vez associada a 40 mg de citalopram 2 vezes ao dia. Estou tomando há alguns dias e ainda minha libido não volta. Qual alternativas possíveis para o meu caso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. É muito positivo que você já tenha percebido melhora dos sintomas do TOC com o tratamento, isso mostra que o caminho está trazendo resultados, mesmo que ainda haja ajustes a fazer. A dificuldade de libido e de orgasmo que você relatou é um efeito colateral frequente de antidepressivos da classe dos ISRS (como fluvoxamina e citalopram) e também da clomipramina, que podem reduzir a resposta sexual em muitas pessoas.
Existem algumas alternativas que podem ser discutidas com seu médico:
– Ajuste de doses ou troca de antidepressivo: em alguns casos, o médico pode avaliar reduzir gradualmente a dose do ISRS ou trocar para opções com menor impacto na libido, como a bupropiona. Esse medicamento costuma ser usado em associação ao tratamento do TOC para ajudar a melhorar energia e desejo sexual, embora não seja tão eficaz isoladamente nos sintomas obsessivos.
– Uso combinado de estabilizadores ou outros adjuvantes: dependendo do seu histórico, pode-se avaliar a associação de outros fármacos que mantenham o controle do TOC, mas com menos efeito na função sexual.
– Medidas naturais de apoio: atividade física regular, sono reparador, alimentação equilibrada e técnicas de manejo do estresse contribuem tanto para a melhora do TOC quanto para a vitalidade sexual.
– Suplementos com alguma evidência: o ginseng, a macuna pruriens (rica em L-dopa), o zinco e o magnésio podem apoiar o desempenho sexual em alguns casos, sempre com acompanhamento médico.
– Psicoterapia específica: abordagens como terapia cognitivo-comportamental (TCC) voltada para TOC continuam sendo fundamentais, ajudando a reduzir a intensidade dos sintomas e, indiretamente, diminuindo a necessidade de doses mais altas de medicação.
Ou seja: não é preciso escolher entre ter alívio dos sintomas do TOC ou manter a saúde sexual! Existem alternativas possíveis, mas elas precisam ser individualizadas, avaliando junto ao seu médico qual ajuste trará equilíbrio entre eficácia e qualidade de vida.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Estive internado em um hospital psiquiátrico, mas tive alta pedida. Era
Estive internado em um hospital psiquiátrico, mas tive alta pedida. Era vários tipos de remédios que tomava, provavelmente antipsicóticos. Aí agora optei pela abstinência do antipsicóticos de maneira mais abrupta, e estou tomando clozapina, somente. Mas agora estou com tremores e tiques, principalmente quando vejo alguma pessoa que pediu minha internação, não sei se é distonia. Quanto tempo durará esses tremores?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Entendo sua preocupação, e faz sentido estar atento aos sintomas depois de uma mudança tão brusca de medicação. A retirada abrupta de antipsicóticos pode realmente trazer efeitos de abstinência ou de desequilíbrio, e os tremores e tiques que você descreve podem estar relacionados tanto a essa interrupção quanto ao uso atual da clozapina.
A clozapina, em geral, causa menos sintomas motores que outros antipsicóticos, mas não é isenta deles. O que você está sentindo pode ser uma forma de efeito extrapiramidal (como tremor ou distonia), ou também uma resposta emocional forte ao se deparar com situações que lembram a internação. O tempo de duração é muito variável: em algumas pessoas, os sintomas melhoram em dias a poucas semanas, mas em outras só desaparecem após **ajuste de dose ou troca de medicação.
O mais importante agora é não permanecer sozinho com esses sintomas!Recomendo entrar em contato o quanto antes com seu médico para relatar o que está acontecendo. Ele poderá avaliar se é necessário ajustar a dose da clozapina, acrescentar um medicamento para aliviar os efeitos motores (como os anticolinérgicos usados em alguns casos) ou rever a estratégia de tratamento.
Enquanto aguarda avaliação, cuide para manter uma boa hidratação, sono regular, evitar cafeína e outros estimulantes, e pratique respirações lentas em momentos de ansiedade, pois o estresse pode intensificar os tremores.
Fico à disposição para cuidar desse processo junto com você. Um cuidado real precisa da integração entre ciência, escuta e afeto, sempre respeitando que a sua história é única.
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Olá, faço uso de Sertralina 100mg para tratar transtorno de ansiedade misto depressivo, e tomo Arado
Olá, faço uso de Sertralina 100mg para tratar transtorno de ansiedade misto depressivo, e tomo Aradois de manhã e de noite por está com quadro de obesidade e com isso minha pressão elevou, já comecei nos treinos e na dieta.
Gostaria de saber se posso tomar chá de canela com cravo e gengibre fazendo o uso destas 2 medicações. Minha avó toma o chá e disse que ajuda no emagrecimento, pois ele acelera o metabolismo e com isso a queima de gordura.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Que bom saber que você já iniciou os treinos e a dieta, pois isso é realmente o que mais faz diferença para o emagrecimento e para controlar a pressão a longo prazo.
Sobre o chá de canela, cravo e gengibre: em geral, ele pode ser consumido mesmo em uso de sertralina e Aradois (losartana), já que não existe uma interação perigosa entre esses medicamentos e esses ingredientes naturais. O que pode acontecer é que tanto a canela quanto o gengibre podem ter leve efeito vasodilatador ou anticoagulante, então se consumidos em excesso podem causar tontura, queda de pressão ou aumentar risco de sangramento em quem já usa anticoagulantes (o que não é o seu caso).
O chá pode dar uma discreta sensação de energia e ajudar na digestão, mas não tem efeito significativo de emagrecimento por si só. A perda de peso virá principalmente da sua rotina de exercícios, da alimentação equilibrada e da regularidade desses hábitos. O chá pode ser um complemento saudável, desde que usado com moderação, sem exagerar na quantidade ou no açúcar adicionado.
Se notar palpitação, tontura ou pressão muito baixa, vale observar a relação com o consumo do chá e conversar com seu médico. Fora isso, não há problema em usar como apoio.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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O que acontece se alguem toma antidepressivo sem ter depressão? Eu tomo mirtazapina 15mg e desvenlaf
O que acontece se alguem toma antidepressivo sem ter depressão? Eu tomo mirtazapina 15mg e desvenlafaxina 150mg, estou perguntando pois muitas pessoas a minha volta desacreditão do meu problema, e estou curiosa do que aconteceria se eu tomasse esses medicamentos sem real necessidade, já que esses medicamentos foram prescritos por um medico e só agora melhorei
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Entendo sua dúvida e também a necessidade de trazer clareza quando as pessoas à sua volta desacreditam do que você sente.
Se alguém toma antidepressivos sem ter indicação médica real `( como depressão, ansiedade ou outro transtorno em que eles sejam recomendados ) o que pode acontecer, na prática, são efeitos colaterais sem o benefício esperado. Cada organismo reage de uma forma, mas os riscos incluem ganho ou perda de peso, alterações no sono, tontura, boca seca, náusea, queda de libido, além de, em alguns casos, piora da ansiedade ou até crises de agitação. No uso prolongado e sem acompanhamento, também pode haver sobrecarga para fígado, rins ou alterações hormonais.
O ponto central é que esses medicamentos não são “fortalecedores” do humor para qualquer pessoa. Eles ajustam desequilíbrios químicos em cérebros que realmente precisam desse ajuste. Quando usados sem necessidade, não trazem melhora emocional e ainda aumentam a chance de efeitos ruins.
O fato de você estar melhorando com a mirtazapina e a desvenlafaxina mostra que o diagnóstico e o tratamento estavam corretos. Isso reforça que seu sofrimento era legítimo e que sua melhora não é fruto de acaso, mas do cuidado adequado!
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Estresse emocional causa esquecimento momentâneo ou lapso de memória?
Estresse emocional causa esquecimento momentâneo ou lapso de memória?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. O estresse emocional pode sim causar lapsos de memória ou esquecimentos momentâneos. Quando estamos sob forte tensão, o corpo libera hormônios do estresse (como o cortisol e a adrenalina) que deixam o cérebro em estado de alerta. Isso faz com que a atenção fique voltada para a situação de ameaça ou preocupação, dificultando a concentração e o registro adequado das informações. O resultado é aquela sensação de “branco” ou de esquecer coisas simples no dia a dia.
Na maioria das vezes esses esquecimentos são passageiros e melhoram quando o estresse diminui e o organismo volta ao equilíbrio. Para ajudar nesse processo, práticas como respiração lenta, exercícios físicos leves, sono regular, alongamentos, pausas para relaxar e técnicas de meditação ou mindfulness são muito eficazes. Suplementos como **magnésio e omega-3 também podem apoiar o funcionamento cerebral em momentos de estresse.
Se os lapsos de memória se tornarem muito frequentes ou vierem acompanhados de dificuldade em realizar tarefas habituais, é importante procurar avaliação médica para descartar outras causas.
Fico à disposição para o que precisar.
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Minha mãe teve 2 episódios depressivos em menos de 1ano e fazia o uso de Elifore 100mg. Diante desse
Minha mãe teve 2 episódios depressivos em menos de 1ano e fazia o uso de Elifore 100mg. Diante desse último episódio o seu psiquiatra começou a realizar o desmame do Elifore e receitou valdoxan 25mg. Mesmo após 3 semanas os efeitos do desmame eram terríveis e não melhorou seu quadro depressivo. Fomos em outro psiquiatra que a diagnosticou com Bipolaridade tipo 2, excluindo o Valdoxan e pediu para continuar tomando o Elifore 25mg mais Lamitor CD com doses gradual e Rispiridona 1mg. Seu estado está péssimo, totalmente apática, não dorme a noite, pavor de sair de casa, só fica estática. Já contandei o médico e estamos aguardando retorno. Estamos desesperados. Por favor me ajudem
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Entendo profundamente a sua angústia ao ver sua mãe nesse estado, e quero dizer que vocês estão certos em buscar ajuda rápida. Os sintomas que ela está apresentando como a apatia intensa, insônia, medo de sair de casa, ficar estática , mostram que ela está em uma fase muito difícil e frágil, e precisa de acompanhamento próximo.
O diagnóstico de transtorno bipolar tipo 2 muda bastante a forma de conduzir o tratamento. Nesses casos, é comum que antidepressivos isolados, como o Elifore (desvenlafaxina), não sejam suficientes ou até piorem os sintomas. Por isso, o novo esquema com estabilizador do humor (Lamitor CD) e a risperidona faz sentido, mas esses medicamentos demoram algumas semanas para alcançar efeito pleno. No início, é esperado que ainda não haja melhora visível, e por isso o quadro pode parecer até mais sofrido.
Enquanto aguardam retorno médico, o mais importante é garantir a segurança dela. Se houver risco de ela não se alimentar, não dormir por vários dias, ou apresentar qualquer ideia de que não quer mais viver, não hesitem em procurar atendimento de urgência ou pronto-socorro psiquiátrico. Às vezes, internações breves são necessárias para estabilizar o quadro e proteger o paciente nesse momento crítico.
Como suporte imediato em casa, tentem manter um ambiente tranquilo, previsível e acolhedor. Evitem discussões, excesso de estímulos ou cobranças. Rotina simples, luz natural durante o dia, reduzir cafeína e oferecer refeições leves podem ajudar. Em alguns casos, suplementos como magnésio glicina e omega-3 podem apoiar a estabilização do humor, mas não substituem a medicação principal. Técnicas de respiração e músicas calmas ( ondas 40 )podem aliviar um pouco a tensão, mesmo que ela não consiga participar ativamente.
Vocês não estão sozinhos ! essa fase é muito difícil, mas com o tempo e o ajuste adequado do tratamento, a melhora vem. O mais importante agora é manter contato estreito com o médico e não hesitar em procurar socorro emergencial se ela piorar.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Como aguentar o desmame da desvelnafaxina? Tomo 100mg, estou há mais de 1 ano sem nenhuma crise de
Como aguentar o desmame da desvelnafaxina?
Tomo 100mg, estou há mais de 1 ano sem nenhuma crise de ansiedade.
Estou fazendo o desmame e não estou suportando, dá uma dor de cabeça chata estranha que não é forte mas irrita muito, e no fim do dia sempre dá um começo de crise de pânico se eu não dormir até umas 21h pode ter ctz que vou ter uma crise mais tarde.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. O desmame da desvenlafaxina realmente pode ser difícil para algumas pessoas, porque essa medicação costuma causar sintomas de retirada quando a dose é reduzida. A dor de cabeça estranha, a irritação e até o início de crises de ansiedade no fim do dia fazem parte do que chamamos de síndrome de descontinuação, e não significam que a sua melhora foi perdida, mas sim que o corpo está se adaptando à diminuição da medicação.
O ideal é que esse desmame seja feito de forma bem lenta e gradual, muitas vezes com reduções menores do que as disponíveis nos comprimidos prontos — por exemplo, intercalando dias, fracionando doses ou usando apresentações de menor dosagem, sempre sob orientação médica. Isso ajuda a reduzir bastante os sintomas incômodos.
Enquanto isso, algumas medidas podem ajudar a atravessar esse período: manter um ritmo regular de sono, evitando ficar acordado até tarde; cuidar da hidratação e da alimentação leve, já que variações de açúcar no sangue podem piorar a ansiedade; e praticar respiração lenta e prolongada quando sentir o início de uma crise, para reequilibrar o corpo. Técnicas como meditação guiada, caminhadas ao ar livre e alongamentos também podem diminuir o desconforto físico e mental.
No apoio natural, suplementos como **magnésio glicina ou treonato, L-teanina e até omega-3 têm mostrado benefício em estabilizar o sistema nervoso durante o processo de desmame.
Converse novamente com o seu médico, descrevendo esses sintomas, para que ele possa ajustar a velocidade da retirada. Em muitos casos, desacelerar o processo faz toda a diferença.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Tomo quetiapina 25 mg para insônia há cerca de 2 anos, tentei parar, mas se fico uma noite sem tomar
Tomo quetiapina 25 mg para insônia há cerca de 2 anos, tentei parar, mas se fico uma noite sem tomar, além de não dormir, no outro dia como se eu fosse morrer com enjôo terrível q não passa com nada e mal estar!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Obrigada por compartilhar faz muito sentido estar preocupada: o que você descreve (insônia se pular a noite e enjoo/ mal-estar intenso no dia seguinte) é uma queixa real e frequente quando a quetiapina vem sendo usada à noite por longo período. Mesmo em doses baixas, o organismo pode ficar “acostumado” ao efeito sedativo e, quando a medicação falta, surge uma combinação de rebote do sono (não conseguir dormir) e sintomas desagradáveis de descompensação autonômica e gastrointestinal (náusea, mal-estar), que costumam ser muito angustiantes.
O mais seguro é não interromper por conta própria e falar com o médico que acompanha seu sono/psiquiatra idealmente para planejar uma suspensão gradual (taper) se for o que decidirem, ou para pensar alternativas. Algumas orientações práticas enquanto você organiza isso com o médico: mantenha hidratação e alimentação leves (sopas, bolachas, gengibre pode ajudar a náusea), evite álcool e estimulantes (café, energéticos), e tente medidas de higiene do sono: rotina fixa, quarto escuro e fresco, reduzir telas antes de deitar, e um banho morno antes de dormir. Técnicas de relaxamento, respiração lenta e alongamentos suaves à noite podem ajudar a reduzir a ansiedade que piora a insônia.
Se quiser opções naturais/adjuvantes para discutir com seu médico, alguns recursos que costumam ajudar no sono e na redução da sensibilidade ao desmame são melatonina (especialmente para regular o ritmo sono-vigília), **magnésio (glicinato ou treonato), e L-teanina. A terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) é uma alternativa não medicamentosa de alta eficácia e vale muito a pena considerar para evitar recorre continuamente a comprimidos.
Se os episódios de náusea e mal-estar forem muito intensos (vômitos persistentes, incapacidade de se manter hidratada, desmaios, ou sensação de desorientação), procure atendimento médico de urgência:esses sinais exigem avaliação imediata. Caso contrário, combine com seu médico um plano de redução lenta ou uma estratégia substituta para o sono; reduzir muito devagar costuma minimizar esses sintomas.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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O aumento da dose de sertralina pode embarcar a visão?
O aumento da dose de sertralina pode embarcar a visão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Alterações visuais como embaçamento da visão podem acontecer em algumas pessoas quando a dose da sertralina é aumentada. Isso costuma estar relacionado ao efeito do medicamento sobre neurotransmissores que também influenciam no foco ocular. Na maioria dos casos, é um sintoma leve e passageiro, que tende a melhorar conforme o organismo se adapta.
Se o embaçamento for muito intenso, persistente ou vier acompanhado de dor nos olhos, visão dupla ou dor de cabeça forte, é importante comunicar ao médico para avaliar a necessidade de ajuste. Enquanto isso, manter uma boa hidratação, evitar excesso de telas e praticar pausas visuais durante o dia podem ajudar a reduzir o desconforto.
Fico à disposição para acompanhar você nesse processo. Um cuidado real precisa da integração entre ciência, escuta e afeto, sempre respeitando que a sua história é única.
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Recebi um Diagnóstico tardio de TEA nível 1 de suporte e TDAH. Aos 45 anos. Entramos com o venvanse
Recebi um Diagnóstico tardio de TEA nível 1 de suporte e TDAH. Aos 45 anos. Entramos com o venvanse 30 mg ha 4 dias. Estou achando ótimo o silêncio mental que eu nunca havia experimentado. Meu TDAH era mega hiperativo. E a sensação qur me invade quando tomo é contraria ao que todos dizem. Sinto paz, calma demais. Leveza. Coisas boas. E ate sonolência. É normal isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. O que você está sentindo pode ser explicado pela forma como o Venvanse age no cérebro de pessoas com TDAH. Apesar de ser um estimulante, em quem tem TDAH ele não gera agitação como se imagina, mas sim um efeito de organização mental: o excesso de pensamentos perde força, a mente fica mais silenciosa e isso pode se traduzir justamente em calma, leveza e até sonolência no início.
Essa sensação não é um sinal de que o remédio “está errado” para você — pelo contrário, muitos pacientes relatam pela primeira vez uma experiência de tranquilidade mental ao iniciar o tratamento. A sonolência pode ocorrer nos primeiros dias de adaptação, até que o organismo encontre um equilíbrio. Para alguns, esse efeito diminui com o tempo; em outros, pode ser preciso ajustar dose ou horário de uso.
O mais importante é acompanhar essa resposta de perto com o seu médico, pois cada organismo reage de maneira única. Enquanto isso, manter uma rotina regular de sono, alimentação equilibrada, hidratação adequada e pequenas pausas de descanso durante o dia pode potencializar os efeitos positivos e reduzir a sonolência. Suplementos como magnésio e L-teanina também podem contribuir para um estado de calma estável, sempre sob orientação.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Tomei metade de escitalopram e senti meu corpo todo queimando cabeça nuca costa
Tomei metade de escitalopram e senti meu corpo todo queimando cabeça nuca costa, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. No início do tratamento com escitalopram podem surgir sintomas diferentes, como calor no corpo, sensação de queimação, formigamento ou até desconforto na cabeça e na nuca. Em algumas pessoas isso aparece já na primeira dose e costuma estar ligado à adaptação do sistema nervoso ao medicamento.
Na maioria dos casos, esses efeitos são passageiros e tendem a melhorar nos primeiros dias. No entanto, se a sensação for muito intensa, persistir ou vier acompanhada de falta de ar, inchaço ou palpitação forte, é importante procurar atendimento médico para descartar qualquer reação mais séria.
Enquanto isso, pode ajudar manter boa hidratação, praticar respirações profundas e evitar café e outros estimulantes. Técnicas de relaxamento e alongamentos leves também podem reduzir a tensão do corpo.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Olá, gostaria de um auxílio, fui diagnósticada com Transtorno de ansiedade grau severo e sindrome do
Olá, gostaria de um auxílio, fui diagnósticada com Transtorno de ansiedade grau severo e sindrome do Pânico tentei fazer o uso de 6 antidepressivos incluindo escitalopram, paroxetina, venlafaxina... e tentei tbm o rivotril porem todos me dão mais crises ainda, crises mais fortes e efeitos colaterais insuportáveis, com a patoxetina mesmo perdi 10kg em menos de 1 mês, foram 16kg em 2 meses, pois não conseguia comer nada, só vomitando e tendo crise todos os dias. Rivotril em vez de me acalmar me acelera mais ainda.
Medico me falou que provavelmente tenho uma alteração genética que meu corpo não aceita esses remédios, falou que o indicado seria fazer um exame genético, porém talvez não seria eficaz porq não vai mostrar tudo, e talvez a alteração q eu tenha não apareça, e por ser caro não vale a pena no momento. No momento ele achou melhor não me prescrever nada no momento a não ser que volte a piorar.
A dúvida seria isso existe mesmo? Vale a pena ou não esse exame?
Hoje estou melhor dos sintomas, fiz exposição interoceptiva para o Pânico que me ajudou muito pois tinha medos irracionais, de assistir tv, tomar café, comer, sair, tinha medo do medo. Hj estou melhor mas ainda ficou a dúvida, e o medo de voltar a piorar e não saber que caminho seguir por não ter um remédio que ajude.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Fico feliz em saber que, apesar de toda a dificuldade com as medicações, você conseguiu encontrar caminhos que já estão trazendo melhora — como a exposição interoceptiva, que é uma técnica muito eficaz no manejo do pânico. Isso mostra o quanto você está se dedicando ao seu processo de cuidado.
O que o seu médico comentou faz sentido: algumas pessoas têm diferenças genéticas que influenciam na forma como metabolizam ou respondem aos antidepressivos e ansiolíticos. Esses exames (chamados de testes de farmacogenética) podem, sim, ajudar a orientar escolhas de medicamentos, mostrando quais tendem a ser metabolizados mais rápido, mais devagar ou com maior risco de efeitos adversos. Mas é verdade também que eles não trazem todas as respostas: não conseguem prever 100% como cada pessoa vai reagir, e ainda têm um custo elevado no Brasil. Por isso, muitos médicos acabam não solicitando de rotina, reservando para casos em que várias tentativas já falharam,como o seu.
Mesmo sem o exame, existem outras abordagens possíveis quando há sensibilidade aumentada a antidepressivos, como: iniciar doses extremamente baixas e subir de forma bem lenta; considerar medicações de outras classes (como anticonvulsivantes usados para ansiedade ou estabilizadores do humor em doses leves); e reforçar recursos não farmacológicos. Você já experimentou isso na prática e sentiu melhora como psicoterapia, exposição gradual, técnicas de respiração, meditação, atividade física regular, alimentação equilibrada, além de opções naturais como *magnésio glicina/*treonato, L-teanina ou até fitoterápicos como a passiflora, melissa, entre vários outros podem ajudar a manter estabilidade.
O mais importante é que você não está sem saída. Se em algum momento os sintomas voltarem a piorar, há caminhos para seguir, seja com novos testes, seja com ajustes cuidadosos de medicação em doses menores ou com estratégias combinadas. O fato de você já ter conseguido retomar atividades e reduzir os medos mostra que seu processo de recuperação está em andamento, mesmo sem um remédio específico no momento.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Eu tive uma única consulta e o médico me receitou o escitalopram 10 mg, estou tomando há 1 ano e nun
Eu tive uma única consulta e o médico me receitou o escitalopram 10 mg, estou tomando há 1 ano e nunca mais voltei para a consulta, nem segui tratamento. Já tentei fazer o desmame sozinho, minha preocupação é se 1 ano ou 2 anos é um tempo excessivo e "perigoso" fazendo uso desse medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Entendo a sua preocupação, e é muito importante você trazer essa questão. O uso do escitalopram por 1 ou 2 anos não é considerado excessivo nem perigoso em si. Esse tempo, inclusive, costuma ser comum em tratamentos para ansiedade e depressão, já que o objetivo é manter a estabilidade por um período mais longo para evitar recaídas.
O ponto que merece atenção é o fato de você ter ficado todo esse tempo sem acompanhamento. O ideal é sempre ter consultas de seguimento para avaliar se a dose está adequada, se ainda há necessidade de manter a medicação, se surgiram efeitos colaterais e, quando for o momento de suspender, fazer isso de forma gradual e acompanhada, para evitar sintomas de retirada.
Fique tranquilo: não há riscos diretos em ter usado o escitalopram por esse período, mas é uma ótima hora para procurar novamente o médico, revisar o seu quadro atual e, se for o caso, planejar juntos um desmame seguro.
Enquanto isso, cuidar do sono, da alimentação equilibrada, da prática de atividade física e incluir técnicas de respiração ou relaxamento podem apoiar bastante o processo de melhora.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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A crise existencial é sempre ruim? .
A crise existencial é sempre ruim? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. A crise existencial não é necessariamente algo ruim,ela pode ser dolorosa, sim, porque nos coloca diante de dúvidas profundas sobre sentido, escolhas e caminhos da vida. Mas, ao mesmo tempo, pode se transformar em uma oportunidade de crescimento.
Muitas vezes é justamente nesses momentos de questionamento que abrimos espaço para mudanças importantes, descobertas pessoais e uma vida mais alinhada com aquilo que realmente tem valor para nós. Na psicoterapia, aprendemos a olhar para a crise não como um inimigo, mas como um convite para se conhecer melhor e construir novos sentidos.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Boa noite. Estou tomando ansitec 5mg a 60 dias. E tive crise duas crises de pânico em dias seguidos.
Boa noite. Estou tomando ansitec 5mg a 60 dias. E tive crise duas crises de pânico em dias seguidos. Agora mesmo fazendo uso da medicação não consigo manter o foco. Sinto como se estivesse sedado! Além de procurar meu médico o que fazer para que o foco volte e a sensação de sedação passe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Entendo a sua angústia em passar por crises de pânico mesmo após 60 dias de tratamento, e também essa sensação de sedação e falta de foco que está atrapalhando o seu dia a dia. O Ansitec (bromazepam) pode, de fato, trazer sonolência e sensação de “mente lenta” quando usado continuamente, já que é um ansiolítico de ação rápida, mas, atenção ! não costuma ser o mais indicado para uso prolongado!, justamente por esses efeitos e pelo risco de dependência.
Enquanto você aguarda a reavaliação com seu médico, algumas medidas naturais podem ajudar a recuperar foco e reduzir a sedação: manter uma rotina de sono regular (ir para a cama e acordar sempre em horários semelhantes), hidratar-se bem ao longo do dia, evitar álcool e excesso de café (que pode piorar a ansiedade), e inserir pequenas pausas ativas como caminhadas curtas, alongamentos ou exercícios leves, que estimulam a circulação e a clareza mental. Técnicas de respiração lenta, meditação guiada e exercícios de atenção plena (mindfulness) também ajudam a retomar concentração.
No campo dos suplementos, opções como L-teanina, cordyceps (cogumelo medicinal que auxilia na energia mental) e magnésio podem ser aliados para equilibrar ansiedade e foco, sempre com orientação profissional.
O mais importante é que você não precisa passar por isso sozinho: o próximo passo é conversar com o seu médico sobre os efeitos que está sentindo, para avaliar alternativas mais adequadas ao tratamento a longo prazo.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Quais são as limitações e capacidades de uma pessoa com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (D
Quais são as limitações e capacidades de uma pessoa com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) na sua busca por autonomia e desenvolvimento pessoal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. Essa é uma questão muito importante, porque muitas vezes a sociedade olha apenas para as limitações e esquece de enxergar as capacidades de quem tem Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual).
As limitações geralmente estão ligadas a dificuldades no raciocínio abstrato, na resolução de problemas mais complexos, na comunicação ou no aprendizado em ritmo semelhante ao de outras pessoas da mesma idade. Isso pode se traduzir em maior necessidade de apoio para lidar com situações novas, compreender regras sociais mais sofisticadas ou realizar tarefas que exigem planejamento e memória de trabalho.
Mas, ao mesmo tempo, existem muitas capacidades preservadas e que podem ser desenvolvidas: pessoas com deficiência intelectual aprendem, criam vínculos, trabalham, se relacionam, expressam emoções e podem alcançar um grau significativo de autonomia. Com apoio adequado, podem cuidar de si mesmas, estudar, desempenhar atividades profissionais e participar ativamente da vida social e familiar.
A busca por autonomia passa pelo estímulo às potencialidades: incentivar a comunicação, promover oportunidades de aprendizado adaptadas ao ritmo de cada um, apoiar nas atividades da vida diária e respeitar seus interesses e escolhas. O ambiente faz muita diferença, quando a família, a escola e a sociedade oferecem suporte, afeto e inclusão, a pessoa desenvolve mais independência e autoestima.
Ou seja, o diagnóstico não define quem ela é nem até onde pode chegar. A deficiência intelectual traz desafios, mas também abre espaço para crescimento, conquista de autonomia e desenvolvimento pessoal, cada um no seu tempo e no seu caminho.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
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Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido m
Ultimamente tenho tido muitos pensamentos intrusivos, pensamentos indesejados. As vezes tenho tido medo e me preocupado até com o que vou falar pra não ser mal interpretado.
Por exemplo: será que a pessoa entendeu o que eu falei? Será que não entendeu e vai ficar chateada comigo?
Além disso tenho tido muitos medo de algumas situações, tenho evitado está em lugares com muitas pessoas, pois já fico imaginando se alguém olhar muito pra mim já fico com medo, pensando: será que essa pessoa está pensando contra mim?
É como se eu estivesse sempre muito observador, e com tudo me preocupo.
Já tomo medicamento pra TAG DULOXETINA 60 mg, já faz duas semanas.
O que pode está acontecendo comigo? Esse medo irracional?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, aqui é a Dra. Naarai. O que você está descrevendo são sintomas que muitas vezes aparecem junto com o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), especialmente quando existe um padrão de pensamentos intrusivos e preocupações excessivas sobre como os outros percebem você. Esse medo constante de ser mal interpretado, de estar sendo observado ou julgado, pode se intensificar em ambientes com muitas pessoas e costuma trazer bastante sofrimento.
A duloxetina é uma medicação eficaz para ansiedade, mas leva em média de 4 a 6 semanas para mostrar todos os benefícios. Como você está usando há apenas duas semanas, ainda é esperado que os sintomas estejam presentes e até flutuem em intensidade nesse período inicial de adaptação. Isso não significa que o tratamento não vai funcionar, mas sim que o efeito completo ainda está em construção.
O que pode ajudar enquanto isso é investir em estratégias naturais para apoiar o equilíbrio: técnicas de respiração lenta e prolongada (soltar o ar mais devagar que a inspiração), meditação guiada ou mindfulness para lidar melhor com os pensamentos intrusivos, atividade física regular (que reduz a ansiedade de forma consistente) e uma rotina de sono de qualidade. Escrever os pensamentos também pode ser útil, pois ajuda a organizar o que está na mente e diminui a sensação de sobrecarga.
Suplementos como L-teanina, magnésio glicina ou treonato e omega-3 podem apoiar o sistema nervoso e reduzir a tensão. Além disso, a psicoterapia é uma aliada fundamental para aprender a diferenciar os pensamentos irracionais da realidade, diminuindo o medo e resgatando a segurança em interações sociais.
O mais importante é ter paciência com o processo: você já iniciou o tratamento, e o tempo de adaptação é parte dele. Se os sintomas ficarem muito intensos, vale conversar com o seu médico para ajustar a dose ou associar outras estratégias temporárias de alívio.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
Perguntas frequentes
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Tem algum problema tomar Daforin de manha e sulpan a noite ?
Se por Daforin você se refere à fluoxetina e por Sulpan ao medicamento que…