Perguntas do paciente (104)

  • Olá, eu faço o uso se Sertralina 25mg todos os dias pela manha por conta da ansiedade, porem estou c

    Olá, eu faço o uso se Sertralina 25mg todos os dias pela manha por conta da ansiedade, porem estou com cefaleia tensional e o neuro me passou a Amitriplina de 25mg para tomar a noite por conta da cefaleia. Faz mal tomar os dois?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! A combinação de sertralina e amitriptilina pode ser utilizada em alguns casos, mas precisa sempre de acompanhamento médico. Essas duas medicações quando usadas juntas podem aumentar o risco de alguns efeitos adversos, como sonolência excessiva, boca seca, tontura, alterações gastrointestinais...

    Por outro lado, há situações em que neurologistas e psiquiatras prescrevem essa associação de forma cuidadosa, justamente para tratar ansiedade e dor de cabeça crônica, desde que seja feita com ajuste de dose e monitoramento.

    O mais importante é manter o acompanhamento próximo do médico que indicou a amitriptilina e informar seu psiquiatra (ou o médico que prescreveu a sertralina) sobre a nova medicação, para que ambos estejam alinhados no seu tratamento. Assim é possível reduzir riscos, ajustar doses, acompanhar sinais de alerta e garantir sua segurança.

    Com os devidos cuidados, você pode se beneficiar do tratamento, lembrando sempre que cuidar da saúde mental e física é integrar ciência, escuta e afeto.


  • Tenho tab 2 e faço uso de lamotrigina 100 mg,fui diagnosticado a pouco tempo,de vez em quando bebo c

    Tenho tab 2 e faço uso de lamotrigina 100 mg,fui diagnosticado a pouco tempo,de vez em quando bebo cerveja,a mistura de álcool e lamotrigina tem algum problema? Se não,com quanto tempo posso beber depois de tomar a lamotrigina

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Entendo sua dúvida, e ela é bastante importante. A lamotrigina é um estabilizador de humor usado no tratamento do transtorno afetivo bipolar tipo 2, e o álcool pode interferir tanto no efeito da medicação quanto no equilíbrio do transtorno.

    A mistura não costuma causar uma interação direta grave, mas o álcool pode potencializar alguns efeitos colaterais da lamotrigina, como tontura, sonolência, falta de coordenação e dificuldade de concentração. Além disso, o uso de bebidas alcoólicas em quem tem transtorno bipolar aumenta o risco de instabilidade do humor, recaídas depressivas ou hipomaníacas e piora do tratamento a longo prazo.

    Por isso, a recomendação mais segura é evitar o consumo de álcool. Se mesmo assim você decidir beber em situações sociais, o ideal é que seja de forma muito moderada e eventual, nunca diária ou frequente. Quanto ao horário, não há um intervalo específico que “anule” o risco, pois tanto a lamotrigina quanto o álcool permanecem ativos no organismo por várias horas. O que faz diferença é a quantidade ingerida e, principalmente, a frequência desse hábito.

    Converse com seu psiquiatra sobre essa questão, para avaliar juntos o impacto do álcool no seu tratamento e buscar estratégias seguras. O mais importante é preservar sua estabilidade e qualidade de vida, lembrando sempre que cuidar é integrar ciência, escuta e afeto.


  • Olá, atualmente estou me tratando da ansiedade, porém sempre fico nervoso e tenso em situações simpl

    Olá, atualmente estou me tratando da ansiedade, porém sempre fico nervoso e tenso em situações simples, ontem recebi a notícia de que seria promovido no trabalho, e já comecei a pirar, achando que não conseguiria, que seria mais problema e estresse, e nisso eu fiquei com o corpo muito tenso, minha cabeça estava com uma pressão enorme, minhas vistas cansadas demais, mal consegui dormir pois estava muito inquieto, não parava de balançar as pernas, tbm sou músico, fui tentar tocar guitarra e tudo que eu fazia com agilidade, meus dedos estavam duros e não ia, alem dos movimentos fazerem doer meu antebraco. Essa rigidez volta ao normal?? E costuma ser frequente esses nervosismos a toa

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Bom dia, percebo o quanto esses sintomas impactam sua vida prática e até atividades que você gosta, como a música.

    O que você descreve parece estar ligado a uma resposta de ansiedade intensa: situações que geram expectativa (mesmo algo positivo, como uma promoção) ativam o corpo como se fosse uma ameaça. Isso pode causar: tensão muscular, rigidez, dor, inquietação, insônia e dificuldade de concentração. O endurecimento nos dedos e antebraços é consequência dessa contração muscular mantida, e costuma voltar ao normal quando a ansiedade diminui, embora possa se repetir em outras crises se o estresse não for manejado.

    Sim, é relativamente comum que pessoas com transtornos de ansiedade sintam esse nervosismo “sem motivo aparente” ou desproporcional ao contexto. A boa notícia é que, com tratamento adequado, esse padrão tende a se tornar menos frequente e mais manejável.

    Alguns cuidados que podem ajudar no dia a dia:

    Exercícios de respiração profunda (por exemplo: inspirar em 4 segundos, segurar 2, expirar em 6 segundos) ajudam a reduzir a tensão corporal.

    Alongamentos ou relaxamento muscular progressivo aliviam rigidez e dor nos músculos.

    Atividade física regular é um grande aliado para liberar tensão e equilibrar neurotransmissores.

    Sono organizado (mesmo que difícil no início) auxilia na recuperação mental e física.

    Práticas integrativas, como meditação, yoga, tai chi ou até mindfulness, ajudam a treinar a mente a lidar melhor com a antecipação.

    Sob supervisão médica, podem ser considerados apoios naturais como L-teanina, magnésio ou fitoterápicos como passiflora/camomila, que favorecem relaxamento.

    Com o tempo e o tratamento da ansiedade (medicação, psicoterapia ou ambos), a tendência é que essas reações se tornem menos intensas e menos frequentes.

    Então sim, essa rigidez muscular deve voltar ao normal, e não é algo permanente. O importante é seguir o tratamento e buscar estratégias de manejo para que esses episódios não limitem sua vida e sua música.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Meu psiquiatra passou pra mim, prometazina 25mg, haldol 5mg, respiridona 2mg, paroxetina 20mg, queti

    Meu psiquiatra passou pra mim, prometazina 25mg, haldol 5mg, respiridona 2mg, paroxetina 20mg, quetiapina 25 mg, e clonazepam 2 mg, tomar 1 comprimido de cada a noite, pode me fazer mal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua preocupação — receber uma prescrição com vários medicamentos pode causar estranhamento e medo de possíveis riscos.

    Os remédios que você citou pertencem a classes diferentes:

    Prometazina: anti-histamínico sedativo.

    Haloperidol e risperidona: antipsicóticos.

    Paroxetina: antidepressivo ISRS.

    Quetiapina: antipsicótico, usado em baixas doses para sono/ansiedade.

    Clonazepam: benzodiazepínico, ansiolítico e indutor do sono.

    Isoladamente, cada um tem indicações médicas válidas. O que chama atenção aqui é a associação de muitos fármacos sedativos e antipsicóticos ao mesmo tempo, o que pode aumentar riscos de:

    Excesso de sedação, Efeitos sobre a coordenação e equilíbrio, Efeitos metabólicos, Efeitos cardiovasculares,Interações medicamentosas que podem potencializar efeitos colaterais.

    Isso não significa que seja “errado” ou que vá necessariamente lhe fazer mal, mas é uma prescrição complexa e pouco comum para início de tratamento, devendo ser usada apenas em situações específicas, com acompanhamento muito próximo.

    O ideal é que:

    Você entenda junto ao seu médico o motivo de cada medicação e se todas são indispensáveis neste momento.

    Seja feito monitoramento clínico e laboratorial, especialmente se houver uso prolongado.

    Avalie com seu psiquiatra se existe possibilidade de simplificar o esquema, reduzindo o número de medicamentos.

    Além da medicação, recursos complementares como psicoterapia, atividade física, higiene do sono, técnicas de relaxamento e apoio nutricional podem ajudar a reduzir a necessidade de doses tão altas ou associações tão extensas.

    Então, respondendo à sua dúvida: essa combinação pode trazer riscos se não for bem monitorada, mas somente seu médico, que conhece seu quadro em detalhes, pode avaliar se os benefícios superam esses riscos. Vale conversar abertamente com ele sobre suas preocupações.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Olá, faço acompanhamento psiquiátrico onde o médico me receitou fluoxetina 20mg duas capsulas ao dia

    Olá, faço acompanhamento psiquiátrico onde o médico me receitou fluoxetina 20mg duas capsulas ao dia após café da manhã, e a carbamazepina 200mg 12/12h. Tratamento de ansiedade, depressão e alteração de humor. No entanto, li na internet sobre risco de toxicidade ao misturar a fluoxetina com a carbamazepina... Questionei ao médico, e ele descordou, porém tenho receio... Algum especialista pode tirar essa minha dúvida por favor?! Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo bem a sua preocupação, é natural ficar receosa ao ler informações na internet sobre interações medicamentosas.

    A associação de fluoxetina (ISRS) e carbamazepina (estabilizador de humor/anticonvulsivante) é utilizada em alguns tratamentos, mas realmente existe potencial de interação:

    A fluoxetina pode aumentar os níveis da carbamazepina no sangue, porque inibe algumas enzimas do fígado responsáveis por sua metabolização. Isso pode elevar o risco de efeitos colaterais da carbamazepina (como tontura, visão dupla, sonolência, náuseas, alterações na coordenação ou no equilíbrio).

    Por outro lado, a carbamazepina também pode acelerar o metabolismo da fluoxetina, reduzindo parcialmente sua eficácia em alguns casos.

    Ou seja: não é uma associação proibida, mas requer monitorização clínica e, se indicado, exames laboratoriais (como dosagem sérica da carbamazepina, hemograma e função hepática).

    O que observar no dia a dia:

    Sintomas neurológicos como tontura, visão turva, desequilíbrio, falta de coordenação, sonolência excessiva.

    Alterações de humor inesperadas.

    Náuseas ou sintomas gastrointestinais persistentes.

    Se esses sinais aparecerem, é importante comunicar seu psiquiatra para ajuste de dose. Muitas vezes, o médico acompanha com exames periódicos de sangue para garantir segurança no uso.

    Além dos medicamentos, estratégias integrativas podem ajudar a potencializar o tratamento de ansiedade e humor:

    Psicoterapia (como terapia cognitivo-comportamental ou psicanálise).

    Atividade física regular, que equilibra neurotransmissores.

    Técnicas de relaxamento, respiração e meditação.

    Apoios naturais sob supervisão médica, como L-teanina, magnésio, camomila ou passiflora, que podem reduzir a ansiedade.

    Então, respondendo à sua dúvida: a associação pode ser feita, sim, mas precisa de acompanhamento próximo e monitorização clínica, justamente para evitar risco de toxicidade.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Prezados Dr(a), Gostaria de solicitar sua orientação sobre uma potencial interação medicamentosa.

    Prezados Dr(a),
    Gostaria de solicitar sua orientação sobre uma potencial interação medicamentosa.
    Atualmente, meu regime terapêutico para estabilização de humor, prescrito por um psiquiatra, consiste em 900 mg de carbonato de lítio por dia, administrado em três doses de 300 mg a cada 8 horas.
    Recentemente, um neurologista prescreveu primidona para tratar um quadro de tremor essencial. O esquema de introdução inicia com 50 mg diários, com a possibilidade de ajuste gradual até 100 mg.
    Minha dúvida é se existe alguma interação medicamentosa clinicamente significativa e documentada na literatura entre o uso concomitante do carbonato de lítio e da primidona, especialmente considerando a potencialização de efeitos no sistema nervoso central ou outras implicações de segurança.

    Agradeço imensamente pela sua atenção e expertise.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Prezado(a) : A associação entre carbonato de lítio e primidona não é contraindicada, mas exige alguns cuidados. Esses dois medicamentos atuam de formas diferentes: o lítio ajuda a estabilizar o humor e a primidona reduz o tremor essencial. Eles não costumam alterar diretamente a concentração um do outro no organismo, mas podem somar efeitos no sistema nervoso central, trazendo sintomas como sonolência, lentificação do pensamento, tontura ou falta de coordenação — especialmente no início do tratamento ou quando há aumento de dose.

    Por isso, é importante manter um acompanhamento próximo com o neurologista e o psiquiatra, além de realizar os exames de rotina já indicados no uso do lítio (como litemia, função renal e eletrólitos). Se notar mudanças como sonolência excessiva, quedas, tremores diferentes do habitual ou alteração do humor, avise imediatamente seu médico.

    Caso haja dificuldade de tolerar a primidona, existem outras opções eficazes para o tremor essencial, como o propranolol, a gabapentina, o topiramato, a aplicação de toxina botulínica em áreas específicas e, em situações mais graves, até procedimentos como a estimulação cerebral profunda. Essas alternativas devem ser avaliadas individualmente.

    Além do tratamento medicamentoso, algumas medidas ajudam a reduzir o impacto do tremor no dia a dia: evitar excesso de cafeína, manter um sono regular, praticar atividade física, utilizar técnicas de respiração ou relaxamento em situações de ansiedade, além de contar com apoio da fisioterapia ou terapia ocupacional para desenvolver estratégias práticas no manejo dos sintomas.


  • Hoje está fazendo 23 dias que estou tomando o escitalopram, os 7 primeiros dias tomei 5 mg e o resta

    Hoje está fazendo 23 dias que estou tomando o escitalopram, os 7 primeiros dias tomei 5 mg e o restante dos dias 10 mg, continuo muito preocupado, e ansioso, percebo que os sintomas são mais fortes na parte da manhã, no mesmo período que tomo o escitalopram. Estou preocupado pensando na possibilidade do medicamento não está fazendo efeito, e com a possibilidade de estar aumentando a ansiedade generalizada. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    O que você está sentindo é algo que pode acontecer. O escitalopram, assim como outros antidepressivos, pode levar de 4 a 6 semanas (às vezes até 8) para mostrar todo o efeito sobre a ansiedade e o humor. Nos primeiros dias ou semanas, é comum que algumas pessoas sintam aumento da ansiedade, agitação ou desconforto, especialmente pela manhã, quando tomam a medicação.

    Isso não significa que o remédio “não está funcionando” muitas vezes é apenas uma fase de adaptação do organismo. Esse efeito tende a melhorar com o tempo.

    Enquanto isso, algumas estratégias podem ajudar:

    Manter acompanhamento próximo com seu psiquiatra (relatar esses sintomas é fundamental);

    Evitar excesso de cafeína e outros estimulantes;

    Praticar técnicas de respiração e relaxamento para lidar com a ansiedade matinal;

    Manter rotina regular de sono e exercícios.


  • Tomo o Excitalopran á 7 semanas.É normal ainda nào sentir vontade de fazer as minhas c

    Tomo o Excitalopran á 7 semanas.
    É normal ainda nào sentir vontade de fazer as minhas coisas, pegar no carro e sair, vontade propria...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua angústia, é muito frustrante estar em tratamento e ainda sentir que a disposição e a vontade de fazer as coisas não voltaram como gostaria.

    O escitalopram geralmente leva de 4 a 8 semanas para mostrar seus efeitos plenos. Em muitas pessoas, os primeiros sintomas a melhorar são sono e ansiedade, enquanto a falta de energia, motivação e interesse (que fazem parte do quadro depressivo) podem demorar um pouco mais. Ou seja, mesmo após 7 semanas, ainda pode ser normal não sentir totalmente essa melhora.

    Alguns pontos importantes:

    Em alguns casos, pode ser necessário ajuste de dose ou até associação/troca de medicamento, especialmente quando a apatia (falta de vontade) persiste.

    O acompanhamento com o psiquiatra é essencial para avaliar se você já atingiu a resposta esperada ou se há espaço para ajustar a estratégia.

    Além da medicação, psicoterapia, atividade física, rotina de sono e pequenas metas diárias são fundamentais para recuperar gradualmente a motivação. Muitas vezes, é o conjunto desses cuidados que acelera a melhora.

    Então sim, pode ser normal ainda sentir essa falta de vontade mesmo após 7 semanas, mas esse é um sinal que merece ser levado ao seu médico para avaliar a necessidade de ajustes.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Pode tomar sibutramina e escitalopram juntos? Já estava usando a sibutramina a 2 meses e agora em c

    Pode tomar sibutramina e escitalopram juntos?
    Já estava usando a sibutramina a 2 meses e agora em consulta com a psiquiatra ela prescreveu escitalopram e ansitec p ansiedade
    Esqueci de comentar o uso da sibutramina

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá!
    O uso de sibutramina junto com escitalopram não é recomendado, pois ambos atuam na serotonina e a combinação pode trazer risco de síndrome serotoninérgica (agitação, tremores, sudorese, taquicardia, alteração de humor e, em casos graves, complicações sérias).

    O mais seguro é não iniciar o escitalopram enquanto estiver em uso da sibutramina e avisar imediatamente sua psiquiatra sobre esse medicamento. Ela poderá orientar a melhor conduta, seja ajustar o tratamento do humor ou propor outra alternativa para o controle do peso.

    Cuide também dos outros pilares do tratamento — alimentação equilibrada, atividade física, sono e manejo da ansiedade — que são fundamentais para sua saúde como um todo.


  • Tenho o transtorno de ansiedade social possivelmente desde que nasci e na pandemia acabei desenvolve

    Tenho o transtorno de ansiedade social possivelmente desde que nasci e na pandemia acabei desenvolvendo uma depressão apática e há dois anos comecei a ter problemas de concentração e memória. O que eu quero saber é se posso pedir ao médico para tratar apenas a fobia social e os problemas de concentração e memória sem mudar meu humor apático.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    É compreensível a sua dúvida. A ansiedade social, a depressão apática e as dificuldades de concentração e memória muitas vezes estão interligadas. Na prática clínica, tratar apenas um sintoma isolado (como a fobia social ou a concentração) sem considerar o restante do quadro costuma não trazer resultados duradouros, porque esses sintomas frequentemente têm a mesma raiz.

    Quando o médico prescreve tratamento (medicamentoso ou psicoterápico), ele busca aliviar os sintomas principais e ao mesmo tempo melhorar o bem-estar global. Isso não significa que você perderá características da sua personalidade, mas sim que terá mais recursos para lidar com situações sociais, humor e atenção.

    A fobia social pode ser tratada com:

    Psicoterapia (sobretudo terapia cognitivo-comportamental, com treino de habilidades sociais e técnicas de exposição);

    Medicamentos como antidepressivos (ISRS/ISRN), que ajudam tanto na ansiedade social quanto na depressão apática;

    Em alguns casos, beta-bloqueadores ou ansiolíticos de uso pontual para situações específicas.

    As queixas de concentração e memória podem estar ligadas tanto à ansiedade quanto à depressão. Quando o humor melhora, em geral a atenção e a memória também se recuperam.


  • Lamotrigina causa sono,o ideal é tomar antes de dormir? Ou pela manhã?

    Lamotrigina causa sono,o ideal é tomar antes de dormir? Ou pela manhã?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua dúvida, é muito comum querer saber o melhor horário para tomar a medicação e como isso pode influenciar o bem-estar no dia a dia.

    A lamotrigina geralmente não causa sono intenso; em algumas pessoas, inclusive, pode dar uma sensação de maior disposição. Por isso, muitas vezes é indicada para uso pela manhã. Mas a resposta varia de pessoa para pessoa: se notar sonolência após tomar, pode ser mais confortável ajustar o horário para a noite.

    O fundamental é tomar sempre no mesmo horário e seguir as orientações do médico, já que a lamotrigina precisa de um esquema gradual e cuidadoso de introdução.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Tomava escitalopram de 10 mg, porém meu médico aumentou a dosagem para 15 mg, estou 5 dias tomando a

    Tomava escitalopram de 10 mg, porém meu médico aumentou a dosagem para 15 mg, estou 5 dias tomando a nova dosagem e sinto muita dor de cabeça com tonturas , isso é um efeito colateral da nova dosagem ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua preocupação quando há aumento de dose do escitalopram, é relativamente comum aparecerem efeitos colaterais transitórios, como dor de cabeça, tontura, náusea ou sensação de mal-estar.

    Esses sintomas geralmente acontecem porque o organismo está se adaptando ao nível maior da medicação. Em muitas pessoas, eles melhoram após alguns dias a poucas semanas (em torno de 1 a 3 semanas).

    O que observar:

    Se os sintomas forem leves a moderados, é esperado que se ajustem com o tempo.

    Se a dor de cabeça ou tontura forem muito intensas, incapacitantes, ou vierem acompanhadas de outros sinais (como alteração da visão, desmaios, febre, rigidez na nuca), é importante procurar atendimento médico para descartar outras causas.

    Sempre mantenha contato com o médico que acompanha, para avaliar se é melhor aguardar a adaptação ou fazer ajustes.

    Então sim, o que você está sentindo pode ser efeito colateral da nova dosagem, e tende a melhorar conforme o corpo se acostuma.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Tomava desvenlafaxina 50 mg 1x / dia , mas agora a a dra me passou pra 100 mg/ dia, porém em vez de

    Tomava desvenlafaxina 50 mg 1x / dia , mas agora a a dra me passou pra 100 mg/ dia, porém em vez de melhora , sinto me bem pior.
    Esse aumento da dose tem 5 dias. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua preocupação é angustiante esperar melhora e sentir justamente o contrário após um ajuste.

    A desvenlafaxina (como outros antidepressivos) pode, sim, causar uma piora inicial de sintomas quando a dose é aumentada. Nos primeiros dias, é comum sentir mais ansiedade, irritabilidade, agitação, alterações no sono ou mal-estar físico. Isso costuma ser transitório e tende a melhorar à medida que o organismo se adapta, geralmente dentro de 1 a 3 semanas.

    O que observar:

    Se os sintomas forem suportáveis, muitas vezes vale persistir um pouco mais para avaliar o benefício.

    Se forem muito intensos ou incapacitantes, é importante entrar em contato com sua médica para reavaliar a dose ou a estratégia.

    Nunca interrompa por conta própria, pois isso pode piorar os sintomas.

    Medidas que podem ajudar nesse período:

    Manter rotina de sono e evitar cafeína/estimulantes.

    Atividade física leve e regular para aliviar ansiedade.

    Técnicas de respiração e relaxamento.

    Com orientação médica, alguns apoios naturais podem ser considerados, como magnésio, L-teanina, camomila concentrada ou passiflora, que ajudam na ansiedade e na qualidade do sono.

    Então sim, pode ser normal sentir-se pior nos primeiros dias após aumentar a dose, mas é fundamental acompanhar com sua médica para garantir segurança e avaliar se essa é a dose ideal para você.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Estava tomando a sertralina de 100 mg do laboratório Cimed e senti muitas crises. Comprei do laborat

    Estava tomando a sertralina de 100 mg do laboratório Cimed e senti muitas crises. Comprei do laboratório da biossintetica e vai fazer 1 semana que estou tomando, mas ainda sinto tremores no corpo, palpitações e sinto quando o coração acelera, as pernas e os pés ficam como se fosse queimando. É normal isso? Fiz o ecocardiograma e eletro e deram normais no mês de junho. Lembrando que antes, já estava tomando a sertralina do laboratório Cimed, mas não me adaptei.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua preocupação com esses sintomas.

    A sertralina, especialmente em doses como 100 mg, pode causar efeitos colaterais relacionados ao sistema nervoso e ao coração, como tremores, palpitações, sensação de coração acelerado, ansiedade aumentada e alterações de sensibilidade (formigamento ou sensação de queimação). Esses efeitos são mais comuns nas primeiras semanas ou em mudanças de formulação/dose.

    Sobre a troca de laboratório (Cimed → Biossintética):

    Os genéricos e similares devem ter o mesmo princípio ativo e eficácia, mas pequenas diferenças nos excipientes podem fazer com que algumas pessoas sintam reações diferentes na adaptação.

    Como você já vinha em uso e apenas trocou de fabricante, é possível que seu corpo ainda esteja em processo de readaptação, e os sintomas podem persistir por algumas semanas.

    O fato de seus exames cardíacos estarem normais é um ponto positivo, pois sugere que não há alteração estrutural ou arritmia grave. Mesmo assim, sintomas como palpitação e queimação devem ser observados com cuidado.

    O que fazer:

    Continue observando a evolução dos sintomas. Em muitos casos, eles tendem a melhorar entre 2 e 4 semanas de adaptação.

    Evite cafeína, nicotina, energéticos ou álcool, que podem aumentar tremores e palpitações.

    Mantenha comunicação próxima com o seu psiquiatra: se os sintomas estiverem muito intensos ou incapacitantes, pode ser necessário ajustar a dose, trocar o horário de uso ou até considerar outra medicação.

    Então, sim: o que você sente pode ser efeito da sertralina e ainda pode melhorar com o tempo, mas é essencial relatar isso ao médico para garantir segurança e ajustar o tratamento, se preciso.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Olá, minha filha está tomando Atentah 25 mg irá fazer 1 semana, ela está sentindo o coração acelerad

    Olá, minha filha está tomando Atentah 25 mg irá fazer 1 semana, ela está sentindo o coração acelerado, é normal? Em quanto tempo esses sintomas acabam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua preocupação é angustiante ver sua filha apresentando sintomas novos após começar um medicamento.

    O Atentah (lisdexanfetamina) é usado no tratamento do TDAH e pode causar alguns efeitos colaterais no início, entre eles a sensação de coração acelerado (taquicardia ou palpitações). Isso acontece porque ele é um estimulante do sistema nervoso central.

    Na maioria dos casos, esses sintomas tendem a ser mais intensos nas primeiras semanas e podem melhorar com a adaptação do organismo. Porém, é importante ficar atento:

    Se a aceleração do coração for muito intensa, acompanhada de dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaios, deve-se procurar atendimento médico imediato.

    Se os sintomas forem leves a moderados, é fundamental comunicar o psiquiatra/pediatra que prescreveu o medicamento, pois pode ser necessário ajustar a dose ou o horário da medicação.

    Também é importante garantir que sua filha não esteja usando cafeína, energéticos ou outros estimulantes, pois isso pode aumentar ainda mais os efeitos no coração.

    De forma geral, os efeitos colaterais podem melhorar após 1 a 3 semanas, mas em algumas pessoas persistem se a dose não for ajustada.

    Então sim, esse efeito pode acontecer no início, mas é fundamental informar o médico que acompanha para avaliar a intensidade e segurança do tratamento.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • estou tomando bupropiona para parar de fumar. estou tendo picos de ansiedade, é normal?

    estou tomando bupropiona para parar de fumar. estou tendo picos de ansiedade, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! É compreensível a sua dúvida no início do tratamento com a bupropiona, algumas pessoas podem sentir aumento da ansiedade, agitação, insônia ou inquietação. Esses sintomas costumam aparecer especialmente nas primeiras semanas e tendem a melhorar conforme o organismo se adapta.

    Esse efeito pode ser transitório, mas deve sempre ser acompanhado de perto pelo médico, porque em alguns casos pode ser necessário ajustar a dose, o horário da tomada ou até associar outro recurso para aliviar a ansiedade nesse período.

    Além da medicação, algumas medidas podem ajudar no controle da ansiedade:

    Praticar técnicas de respiração e relaxamento.

    Manter atividade física regular, que auxilia tanto na ansiedade quanto no processo de parar de fumar.

    Evitar excesso de cafeína, álcool e estimulantes, que podem intensificar a ansiedade.

    Sob supervisão médica, alguns apoios naturais podem ser considerados, como L-teanina, magnésio, passiflora ou valeriana.

    Então sim, esses picos de ansiedade podem ser normais no início da bupropiona, mas precisam de acompanhamento próximo para garantir que o tratamento siga seguro e eficaz.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Estou usando divalcon ER há 2 semanas. Comecei com 250mg e aumentei há alguns dias pra 500mg, da for

    Estou usando divalcon ER há 2 semanas. Comecei com 250mg e aumentei há alguns dias pra 500mg, da forma que a médica recomendou. Ela disse pra aumentar até 1g, porém eu sinto que ele não está me fazendo muito bem. Estou com muito sono, todo dia parece que passou um trator por cima de mim, sem contar que to dormindo mal demais. Queria saber se como estabilizador de humor existe a possibilidade de 500mg dessa medicação ser suficiente pra melhora clínica, e também, se é esperado que esses efeitos melhorem com o tempo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Entendo a sua angústia, iniciar ou ajustar um estabilizador de humor pode realmente trazer efeitos desconfortáveis no começo.

    O Divalcon ER (divalproato de sódio) é um estabilizador de humor bastante utilizado. Os efeitos que você descreve — muito sono, cansaço intenso, sono não reparador — são efeitos colaterais comuns nas primeiras semanas, porque o organismo ainda está se adaptando. Em muitos casos, esses sintomas melhoram após 2 a 4 semanas de uso contínuo.

    Sobre a dose:

    A dose terapêutica do divalproato varia bastante de pessoa para pessoa, dependendo do peso, do quadro clínico e dos níveis sanguíneos da medicação.

    Para alguns pacientes, 500 mg pode sim ser suficiente para atingir resposta clínica, mas em outros pode ser necessário aumentar até 750 mg ou 1 g, como sua médica indicou.

    Por isso, muitas vezes o médico solicita dosagem sérica do valproato no sangue, para verificar se você atingiu a faixa considerada eficaz e segura.

    O que você pode esperar:

    Esses efeitos de cansaço podem diminuir com o tempo, mas se continuarem muito intensos ou prejudicando a qualidade de vida, é importante comunicar sua médica antes de aumentar ainda mais a dose.

    Ajustes no horário da tomada (por exemplo, usar a maior parte da dose à noite) também podem ajudar a reduzir a sonolência durante o dia.

    Existem outros estabilizadores de humor (como lamotrigina, lítio, carbamazepina) que podem ser considerados se os efeitos colaterais forem persistentes e limitantes.

    Então, sim: é possível que 500 mg já seja suficiente em alguns casos, e também é esperado que os efeitos adversos melhorem com o tempo. Mas é fundamental discutir com sua médica sobre a intensidade dos sintomas antes de aumentar a dose.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • tem 18 dias que estou tomando a fluoxetina. vi melhoras na ansiedade, mas estou me sentindo muito le

    tem 18 dias que estou tomando a fluoxetina. vi melhoras na ansiedade, mas estou me sentindo muito lerda e sem ânimo, preguiça de conversar, sono... é normal ou devo pedir para trocar a medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Olá! Fico feliz em saber que você já percebeu melhora na ansiedade, esse é um bom sinal de que a fluoxetina está atuando. Por outro lado, sintomas como lentidão, falta de ânimo, preguiça de interagir e sonolência podem acontecer nas primeiras semanas de adaptação ao remédio.

    Em muitas pessoas, esses efeitos tendem a melhorar após 4 a 6 semanas de uso contínuo, quando o corpo se ajusta à medicação. Como você está no 18º dia, ainda é cedo para avaliar o resultado final.

    O que fazer agora:

    Continue observando os sintomas e compartilhe essas percepções com o médico que te acompanha.

    Não interrompa nem troque a medicação por conta própria.

    Se os sintomas de apatia e lentidão persistirem depois de 6 a 8 semanas, seu médico pode avaliar ajuste de dose ou troca de antidepressivo, caso necessário.

    Então sim, o que você sente pode ser parte da adaptação inicial, mas vale conversar com o médico para garantir o melhor acompanhamento.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Boa noite, comecei o tratamento de ansiedade já tá com nove dias que estou tomando sertralina 25m ma

    Boa noite, comecei o tratamento de ansiedade já tá com nove dias que estou tomando sertralina 25m mas de lá pra cá só tá aumentando os sintomas de ansiedade como falta de ar. Na verdade é aquela sensação de falta de ar. Isso vai passar com o tempo? Comecei a tomar a sertralina já tá com uns 9 Dias!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim

    Boa noite! Entendo a sua preocupação — muitas pessoas ficam apreensivas quando percebem que, ao iniciar o tratamento, alguns sintomas parecem até se intensificar.

    A sertralina pode, sim, provocar nas primeiras semanas um aumento temporário da ansiedade, inquietação ou sensação de falta de ar. Isso acontece porque o organismo ainda está se ajustando ao medicamento. Geralmente, esses efeitos começam a melhorar após 2 a 4 semanas, e o benefício pleno costuma ser percebido entre 6 a 8 semanas. Como você está no 9º dia, ainda está dentro desse período inicial de adaptação.

    É importante manter contato próximo com o médico que prescreveu, especialmente se os sintomas estiverem muito desconfortáveis. Em alguns casos, o médico pode ajustar a dose, prescrever um apoio temporário para a ansiedade ou orientar estratégias de manejo.

    Além do acompanhamento médico, existem medidas complementares que podem ajudar:

    Técnicas de respiração profunda e relaxamento para reduzir a sensação de falta de ar.

    Atividade física leve e regular, que ajuda no equilíbrio da ansiedade.

    Boa higiene do sono e rotina estável.

    Sob supervisão médica, alguns suplementos podem ser considerados como apoio, por exemplo: L-teanina, magnésio ou camomila concentrada (Matricaria recutita). Fitoterápicos como a passiflora e a valeriana também são utilizados como auxiliares no manejo da ansiedade, sempre avaliando possíveis interações.

    Então sim, essa piora inicial pode acontecer e tende a passar com o tempo, mas é fundamental acompanhar de perto com seu médico para garantir que o tratamento seja seguro e eficaz para você.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


  • Boa tarde, estou no desmame da venlafaxina desde 19 de julho. No início muitos sintomas físicos que

    Boa tarde, estou no desmame da venlafaxina desde 19 de julho. No início muitos sintomas físicos que melhoraram mas agora estou tendo muitos sintomas cognitivos. Cabeça com sensação de nuvem, irritabilidade e impaciência e dificuldade de relaxar. Ainda é da retirada ???
    Obs: tomei quase 2 anos de 75 mg e fiquei no últimos 3 meses com 37.5 e retirei completamente no mês passado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Naarai Camboim



    Boa tarde! Entendo a sua angústia, a retirada da venlafaxina pode realmente causar sintomas tanto físicos quanto emocionais/cognitivos, mesmo após algumas semanas.

    Isso acontece porque a venlafaxina é um antidepressivo que atua fortemente na serotonina e noradrenalina, e o organismo precisa de tempo para se readaptar sem a medicação. Os sintomas que você descreve "cabeça em nuvem”, irritabilidade, impaciência, dificuldade de relaxar" são frequentes no síndrome de descontinuação, principalmente em quem usou a medicação por bastante tempo.

    O tempo de adaptação varia: em algumas pessoas dura poucos dias, em outras pode persistir por semanas a alguns meses. A tendência é ir reduzindo gradualmente, mas a intensidade pode oscilar.

    Alguns cuidados podem ajudar nesse período:

    Manter rotina de sono regular e evitar cafeína/estimulantes em excesso.

    Atividade física leve a moderada (como caminhada, alongamento, ioga) — ajuda muito no humor e na clareza mental.

    Técnicas de relaxamento (respiração diafragmática, meditação, mindfulness).

    Suplementos/apoios naturais que podem ser discutidos com o médico: magnésio, L-teanina, passiflora ou camomila concentrada podem reduzir irritabilidade e melhorar o relaxamento.

    Em alguns casos, o médico pode propor um desmame ainda mais gradual (alternando doses ou reintroduzindo temporariamente a menor dose para depois retirar de forma mais lenta).

    Então sim, o que você sente pode estar relacionado à retirada da venlafaxina. O mais importante é não perder o acompanhamento médico, para avaliar se esses sintomas estão dentro do esperado ou se há necessidade de ajustar a estratégia de retirada.

    Espero ter ajudado! Sinta-se à vontade para tirar outras dúvidas com a equipe da Dra. Naarai — cuidar é integrar ciência, presença e afeto.


Perguntas frequentes

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