Perguntas do paciente (98)

  • Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minh

    Meu marido é muito ciumento não sei o que fazer, estamos juntos há 1 ano e meio, ele reclama de minhas roupas, pedi até pra trocar quando tem decotes, tem ciúme de meus colegas de trabalho, toda vez que eu to no horario e almoço ele quer fazer chamada de vídeo pra ver quem está do lado. pega meu celular de meia em meia hora, checa tudo ate histórico de navegação. quando ele ta no trabalho e eu to de folga eu preciso avisar ele antes toda vez que eu for em algum lugar, até no mercado. fala que olho para os homens na rua, fala que se eu trair ele, ele me mata. toda vez que a gente briga ele esconde meu celular, fica 2 dias e depois me devolve. não gosta que eu comprimento homens na rua, não gosta que vou na casa das minhas amigas, pq segundo ele vou lá pra falar de macho. e agora quer que eu engravide.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    É fundamental compreender que você não é responsável pelo ciúme dele, e tampouco pode "consertá-lo". Ele precisa, primeiramente, estar disposto a reconhecer que tem um problema e buscar ajuda profissional, como terapia ou acompanhamento psicológico, para trabalhar essas questões. Sem esse reconhecimento e essa disposição por parte dele, mudanças reais e duradouras são difíceis de alcançar.

    Ao mesmo tempo, sua segurança emocional e física devem ser a prioridade. A ameaça de violência que você mencionou (“se eu trair ele, ele me mata”) não deve ser ignorada, pois é um sinal de alerta grave. Essas situações podem escalar, colocando você em risco. É importante você buscar apoio, seja de amigos, familiares ou mesmo de instituições especializadas, para que possa refletir sobre sua relação em um ambiente seguro.

    Permita-se pensar sobre o que você realmente deseja para sua vida. Um relacionamento saudável deve ser baseado em confiança, respeito e liberdade, e não em medo ou controle.


  • É possivel uma pessoa se transformar por causa do álcool?

    É possivel uma pessoa se transformar por causa do álcool?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Sim, o consumo excessivo de álcool pode causar mudanças significativas no comportamento, nas emoções e até mesmo na personalidade de uma pessoa, especialmente quando se torna um hábito ou dependência. Do ponto de vista psicanalítico, o álcool pode funcionar como uma espécie de "desinibidor", trazendo à tona conteúdos inconscientes que, em situações normais, a pessoa consegue reprimir. Assim, sob o efeito do álcool, alguém pode agir de maneiras que parecem estranhas ou até incompatíveis com sua identidade habitual.

    Além disso, o álcool pode atuar como um mecanismo de defesa: uma fuga de conflitos internos, frustrações ou sentimentos de inadequação. Em alguns casos, o uso constante do álcool pode exacerbar aspectos da personalidade que já existiam em estado latente, como agressividade, impulsividade ou insegurança.

    No entanto, também é importante considerar o impacto neurológico e fisiológico. O uso crônico de álcool pode causar danos ao cérebro, afetando áreas relacionadas ao controle emocional, ao julgamento e à memória. Isso pode levar a mudanças mais duradouras no comportamento e na forma como a pessoa se relaciona com o mundo.

    Se a pergunta vem de uma experiência pessoal ou próxima, é crucial lembrar que o comportamento sob influência do álcool não é "inexplicável" ou "imprevisível" por completo. Ele sempre está relacionado a questões mais profundas da psique e a fatores biológicos. Reconhecer isso pode ser o primeiro passo para compreender e lidar com essas transformações de forma mais empática e estruturada.


  • Geralmente meu namorado não sabe o que dizer nos momentos que estamos conversando por mensagens. Por

    Geralmente meu namorado não sabe o que dizer nos momentos que estamos conversando por mensagens. Por ele não conseguir se comunicar eu fico estressada e triste, pois parece que estou sozinha nos momentos que preciso dele. Por isso, guardo muita coisa pra mim e ultimamente tenho ficado triste em qualquer coisa que nos leve ao mesmo assunto dele não se comunicar. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    É interessante como você descreve a sensação de solidão mesmo estando em um relacionamento. Esse sentimento parece estar muito ligado à sua expectativa em relação à comunicação dele, e talvez até à forma como você mesma se posiciona diante disso.

    Você já teve a oportunidade de compartilhar com ele como essas situações impactam você? Não de forma acusatória, mas no sentido de mostrar como você se sente. Muitas vezes, esperamos que o outro perceba ou compreenda o que precisamos, mas será que isso está claro para ele?

    E essa escolha de "guardar muita coisa para si", o que ela representa para você? Será que isso está relacionado ao medo de não ser acolhida ou entendida? A comunicação em um relacionamento é um processo que envolve os dois, e talvez valha a pena explorar, com curiosidade, o que impede vocês de encontrarem um ritmo que funcione para ambos.

    Essas questões podem ser um convite para um diálogo mais aberto, onde vocês possam se conhecer e compreender melhor. Que tal refletir sobre como você pode facilitar essa troca? Afinal, o espaço de fala e escuta, quando construído com cuidado, pode ser muito transformador.


  • Olá tenho 40 anos sou mãe/pai de um menino de 5 anos autista.. Desde que recebi o laudo, um medo e p

    Olá tenho 40 anos sou mãe/pai de um menino de 5 anos autista.. Desde que recebi o laudo, um medo e pânico tomou conta de mim... Tenho muito medo de morrer, estou sempre angustiada.. Sempre me culpo por tudo até pelo transtorno do meu filho.. Não consigo me relaciona por que tenho meda da gravidez. Tenho medo de tudo mesmo. Como faço pra acabar ou diminuir esse medo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Olá. Antes de mais nada, quero reconhecer a coragem que você teve de buscar ajuda e falar sobre esses sentimentos tão difíceis. O que você está vivendo é um momento de luto psíquico, em que há uma necessidade de elaboração sobre o filho que você imaginou e o filho real que agora está diante de você. Paralelamente, há também um processo de revisitar a ideia de que tipo de mãe (ou pai) você é e gostaria de ser. Esses sentimentos são muito comuns em contextos como o seu, mas isso não diminui o sofrimento que você está enfrentando.

    O medo da morte, a culpa e a angústia que você menciona podem ser expressões de uma sensação de impotência diante do diagnóstico e das incertezas sobre o futuro. É importante lembrar que nenhuma mãe ou pai é responsável por condições como o autismo; elas não são fruto de ações ou escolhas individuais.

    É essencial, também, que você encontre um espaço de acolhimento para esses sentimentos, um lugar onde possa falar livremente sobre suas angústias. Um processo terapêutico pode ser muito importante nesse sentido, ajudando você a compreender melhor as raízes desses medos, ressignificar a culpa e fortalecer sua capacidade de lidar com os desafios da maternidade/paternidade.

    Além disso, talvez seja útil buscar redes de apoio, como grupos de mães e pais de crianças autistas, onde você poderá ouvir outras histórias e perceber que não está sozinha nessa jornada.

    Esse momento, embora difícil, pode se tornar uma oportunidade de crescimento e transformação. A psicanálise nos ensina que o sofrimento, quando escutado e elaborado, pode abrir caminhos para novos significados e possibilidades.

    Se puder, permita-se o tempo necessário para viver esse processo. Você não precisa enfrentar isso sozinha.


  • Tive um relacionamento abusivo no passado, fui até noiva. Depois de algum tempo conheci uma pessoa e

    Tive um relacionamento abusivo no passado, fui até noiva. Depois de algum tempo conheci uma pessoa excepcional, que me trata muito bem, tenho um relacionamento muito tranquilo e saudável, diferentemente do anterior, mas estou sempre com dúvidas sobre a relação, não me sinto digna dessa tranquilidade. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    O que será que acontece com você quando encontra essa tranquilidade? O que essa relação mais serena desperta? Talvez seja interessante explorar como o seu passado ainda ecoa no presente, como se as marcas do relacionamento anterior tivessem deixado uma espécie de impressão na maneira como você percebe o amor e o cuidado.

    Você menciona não se sentir digna dessa tranquilidade. O que será que significa, para você, essa ideia de dignidade? De onde vem essa sensação de estranhamento em relação a algo que, em princípio, parece desejável? Será que há algo em você que ainda se relaciona com as dinâmicas do vínculo anterior, como se estivesse esperando que o passado se repetisse?

    Essas dúvidas que você sente podem ser um convite para investigar mais a fundo as expectativas que você construiu sobre o que é um relacionamento e sobre o que você merece ou acredita merecer. Será que essas expectativas foram moldadas apenas pelo passado ou há algo mais que as sustenta?

    Talvez seja importante se perguntar: o que, dentro de mim, resiste à tranquilidade? O que, dentro de mim, ainda dialoga com as experiências anteriores, mesmo estando em um novo contexto? Essas perguntas não são para serem respondidas rapidamente, mas para serem vividas, refletidas. O que você sente que poderia começar a escutar em si mesma?







  • É possível que desejo por ter experiência com alguém do mesmo sexo seja algo passageiro ou esse dese

    É possível que desejo por ter experiência com alguém do mesmo sexo seja algo passageiro ou esse desejo é algo que, de fato, faz parte da minha sexualidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Essa pergunta nos convida a refletir sobre a própria natureza do desejo, que é, por essência, fluido, múltiplo e, muitas vezes, longe do que idealizamos sobre nós mesmos. Será que o desejo precisa ser fixo para ser legítimo? E o que significa algo “fazer parte” da sexualidade? Será que a sexualidade é uma identidade rígida ou ela se constrói, se transforma e se redescobre ao longo da vida?

    Talvez o mais importante não seja responder se esse desejo é passageiro ou permanente, mas pensar sobre como ele te afeta agora. O que ele provoca em você? O que esse desejo diz sobre suas fantasias, suas curiosidades, suas inquietações? Será que, em vez de encaixá-lo em uma categoria, você poderia simplesmente acolher o que ele desperta? Por que é tão importante determinar se ele "faz parte" ou não?

    E, se ele for passageiro, isso o torna menos significativo? E se for permanente, o que isso mudaria? Essas perguntas nos fazem pensar sobre como lidamos com aquilo que nos surpreende dentro de nós mesmos – será que precisamos defini-lo ou podemos permitir que ele exista, mesmo sem todas as respostas?


  • Comecei a namorar fazem 2 meses e já decidimos morar juntos. Temos muito objetivos de vida em comum,

    Comecei a namorar fazem 2 meses e já decidimos morar juntos. Temos muito objetivos de vida em comum, gostamos das mesmas coisas, somos atenciosos e carinhosos um com o outro.

    Porém esses 2 meses foram marcados por muitas brigas. Acredito que eu tenha me esforçado tanto pra conquistar ela, que agora que estamos juntos, não consegui manter o nível de intensidade em atitudes e gestos para surpreender. Gosto muito dela, só não consigo entender pq não consigo demonstrar tanto todos os dias.

    No dia a dia nossa convivência é muito boa, mas sinto que falho nos pequenos gestos. Por não deixar um bilhete, uma flor inesperada, coisas assim que ela gosta, e então vem as cobranças! Pq eu não preparei algo enquanto ela saiu de casa, pq eu saí e não trouxe qualquer coisa que mostrasse que lembrei dela. Etc…

    Parece que tudo que faço durante o dia, os carinhos, beijos, cuidado com ela, isso nada tem relevância. É isso parece que me afasta por ser cobrado e não conseguir fazer espontaneamente. Quando faço fica parecendo que só fiz pq fui cobrado.

    Isso me deixa em dúvida sobre a relação, começar um relacionamento com um clima tão pesado, é bem difícil.

    Como entender pq não consigo dar o que ela me pede?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Essas questões parecem tocar em algo mais profundo, talvez sobre expectativas, limites ou a forma como você se relaciona consigo e com o outro. O que acha de explorar isso com mais calma em um espaço terapêutico, onde poderemos formular questoes de abertura para voce falar mais sobre o seu universo? É na relação (vínculo) com o psi que podemos nos transformar (através do método de cada profissional no horizonte da relação). Considere falar sobre isso com um(a) profissional. Fico a disposição.


  • Eu estou passando por um momento muito ruim e não consigo chorar mesmo que queira muito, queria sabe

    Eu estou passando por um momento muito ruim e não consigo chorar mesmo que queira muito, queria saber como destrancar isso pq só está piorando cada vez mais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    O que será que esse impedimento em chorar pode estar tentando te dizer? Se você pudesse falar livremente sobre isso, sem censura, o que surgiria? Como essas emoções que parecem trancadas se manifestam de outras formas em você? O ideal é buscar aprofundar essas questoes em terapia, e apenas deixar os pensamentos e sensações fluírem, sem tentar controlá-los, para ver onde chegamos, que tipos de questoes podemos abrir sobre isso. Fico a disposicao.


  • Boa tarde, preciso muito fazer terapia com algum especialista na área de dependência química, já faz

    Boa tarde, preciso muito fazer terapia com algum especialista na área de dependência química, já faz 6 meses que to sóbria e muitas coisas vêm acontecendo comigo e na minha cabeça, queria conversar com algum especialista na área, pra saber se é sobre o uso ou se fiquei com alguma sequela permanente, preciso muito de ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Olá. Entre em contato comigo e posso te indicar um(a) colega que tenha mais experiência na área.


  • Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex

    Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
    Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
    Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
    Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
    Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    era Iaconelli, em seus trabalhos sobre parentalidade, nos lembra que, muitas vezes, o casal parental toma tanto espaço que o casal conjugal se dissolve, deixando as pessoas se sentindo isoladas em suas funções.

    É importante acolher o que você sente — tristeza, desconexão, e até mesmo a dúvida sobre a separação — sem pressa de encontrar respostas definitivas. Se houver implicação de ambas as partes, o desafio que hoje vocês vivem pode ser um ponto de enriquecimento e transformação da relação. Olhar para isso juntos, com escuta e cuidado, pode ser um caminho para compreender se e como o vínculo pode ser restaurado e, claro, re-inventado. Eu diria que seria muito preocupante e estranho justamente se, diante do nascimento de um filho, a relação de vocês continuasse igual antes! Vocês estão vivendo um momento novo, inédito, ou seja, é absolutamente normal e saudável que vocês vivam essa crise. E isso significa que há muito trabalho subjetivo pela frente para vocês tanto individualmente quanto como casal.

    Se sentir que isso faz sentido, eu convido vocês a uma conversa em um espaço terapêutico, onde seja possível explorar as nuances dessa dinâmica e dar lugar a vozes que talvez estejam abafadas no dia a dia. O que está em jogo não é apenas o futuro da relação, mas também a possibilidade de cada um de vocês reencontrarem um sentido para a parceria que formaram. O cuidado consigo mesmo e com o outro, ainda que difícil, é o único caminho para cuidar disso.


  • Tenho um amigo com transtorno de bipolaridade, sempre nos demos muito bem, mas nessas últimas semana

    Tenho um amigo com transtorno de bipolaridade, sempre nos demos muito bem, mas nessas últimas semana, ele tem agido de forma agressiva e tem me feito várias ofensas, até me bloqueou nas redes sociais sem eu ter feito nada, o que faço? Estou muito mal e aborrecido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Talvez possamos pensar um pouco sobre o que esses sentimentos despertados por essa situação te ajudam a falar sobre essa relacao. O que será que a agressividade dele está mobilizando em você? E como você tem lidado com o fato de se sentir mal "sem ter feito nada"?

    Seria interessante refletir sobre a dinâmica da relação de vocês. Como você tem percebido o papel que ocupa na amizade? Será que essa ruptura momentânea está trazendo à tona algo que já vinha sendo gestado?

    E sobre o seu amigo, será que ele está conseguindo se cuidar e ter suporte adequado? Você sente que consegue distinguir o que é dele e o que é seu nessa relação?

    Pode ser importante dar-se o tempo necessário para elaborar o que está sentindo e, se possível, buscar apoio para atravessar essa experiência.


  • Boa tarde. Minha irma tem 43 anos e desde de sempre foi bastante pavio curto. Ela sempre aparentou n

    Boa tarde. Minha irma tem 43 anos e desde de sempre foi bastante pavio curto. Ela sempre aparentou na minha opiniao uma nao vontade de enfrentar a vida adulta. Mora com meus pais ainda, mas nao por falta de oportunidades mas sim por questoes de ela achar isso normal e nem se quer congita em sair. Gasta boa parte do dinheiro com coisas futeis e esta sempre dependendo dos meus pais financeiramente. Nao consegue focar e desenvolver uma carreira nos trabalhos que passou e por isso acaba sendo mandada embora ou pede as contas sem nem mesmo ter outro trabalho.
    Quando tentamos conversar ou tentar ajudar, seja com uma conversa de irmao ou alguma critica, ela sempre usa uma auto-defesa que estamos somente a criticar e nunca ajudamos. Muito pelo contrario, sempre ajudamos quando podemos tanto ela quanto o filho. Somos em 3 irmaos e ela sempre se queixou da minha mae nunca dar atencao sufuciente para ela. O que nao seria verdade. Acredito que isso afete bastante esse comportamento que ela tem. Por mais que ela tente demonstrar uma casca dura, ela é uma pessoa bastante emocional. Meu pais ja quase desistiram porque acaba ficando muito desgastante para eles. Ja teve 2 episodios de auto-mutilamento. O primeiro foi na Adolescencia (entre 15/16 anos) o feedback que minha mae teve foi que minha irma nao tinha atencao dela. Ja com 42 anos, apos uma discussao com meus pais e minha outra irma, ela acabou se auto-multilano e com isso marquei 4 sessoes de terapia para ela. Ela nao se importava muito com as sessoes, ate nao indo na ultima. Esta ficando cada vez mais dificil ter uma conversa com ela. Nao podemos falar quase nada que ela acha que estamos apontando o dedo mesmo ela nao ajudanto quase nada em casa. Nao sabemos o que fazer. Apesar de sempre falar que ela é uma pessoa independente, ela nao consegue dar um passo sem a ajuda de alguem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Não posso falar sobre sua irmã apenas com base no seu relato, sem conhecer a fundo sua experiência e o que ela considera como fonte de sofrimento. A automutilação indica que ela passa por um sofrimento intenso, mas os motivos desse sofrimento só ela pode identificar e compartilhar. Podemos supor algumas causas, mas seriam apenas suposicoes nossas e nao necessariamente é sobre o que pensamos que seja.

    Se o modelo de terapia individual não for adequado para ela, pode ser interessante explorar outras opções, como terapia em grupo, terapia ocupacional ou até acompanhamento terapêutico fora do consultório, em contextos mais cotidianos. Existem diversas abordagens e formas de vínculo terapêutico na saúde mental. Caso ela ainda tenha dificuldades em aderir aos tratamentos, manter uma comunicação empática e aberta pode ser essencial para que ela se sinta acolhida e motivada a continuar tentando, um dia de cada vez, sem sentir que há uma desistência definitiva. O mais importante é ajudá-la a manter a esperança de que, em algum momento, ela encontrará o tratamento ou o profissional com quem poderá se conectar e falar sobre seu sofrimento.


  • Como reconhecer o comportamento passivo-agressivo?.

    Como reconhecer o comportamento passivo-agressivo?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    O comportamento passivo-agressivo pode ser difícil de reconhecer porque geralmente envolve uma expressão indireta de raiva ou ressentimento. Ao invés de uma confrontação direta, ele se manifesta por meio de atitudes que, em vez de resolverem um conflito, o complicam.

    Geralmente, uma pessoa que age passivo-agressivamente pode se expressar de forma ambígua ou procrastinar tarefas que foram solicitadas, aparentemente esquecendo ou atrasando compromissos de maneira recorrente. Outra manifestação comum é a ironia ou o sarcasmo: a pessoa pode dizer algo de forma que parece elogiosa, mas que contém uma crítica velada.

    Esse comportamento pode surgir em situações onde a pessoa sente que não tem espaço ou liberdade para expressar diretamente o que pensa ou sente. Isso não quer dizer que a pessoa esteja consciente da própria agressividade. Muitas vezes, ela mesma não se vê como agressiva, o que pode tornar o processo ainda mais confuso tanto para ela quanto para quem está ao seu redor.

    Se precisar de ajuda, considere marcar uma consulta comigo.


  • Gostaria de perguntar quais as mudanças no estilo de vida que ajudarão a melhorar sua qualidade de v

    Gostaria de perguntar quais as mudanças no estilo de vida que ajudarão a melhorar sua qualidade de vida de uma pessoa com comportamento hostil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Pergunto: o que você entende por comportamento hostil? O que, para você, caracteriza uma hostilidade e como ela se manifesta no dia a dia dessa pessoa? Em que momentos esse comportamento surge com mais intensidade, e como você percebe o impacto disso na vida dela e nas relações que constrói?

    Antes de chegarmos a qualquer resposta, precisamos entender como essas atitudes fazem sentido para a pessoa. O que esse comportamento parece proteger ou, talvez, expressar de forma indireta? Existe algum contexto específico que faz com que a hostilidade aumente ou diminua? Pensar nessas questões pode abrir espaço para descobrir quais mudanças seriam mais adequadas para o bem-estar dela, se é que, de fato, ela está buscando essa transformação.


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Toda!

    As relações interpessoais desempenham um papel fundamental na saúde mental, pois é através dos vínculos que o indivíduo desenvolve sua identidade, experimenta o afeto, e encontra um espaço para a troca emocional. A convivência com o outro oferece um espelho para nosso próprio mundo interno, ajudando-nos a reconhecer nossos próprios sentimentos, necessidades e até fragilidades.

    Na psicanálise, as relações são vistas como o cenário em que se estruturam muitos dos conflitos e também das potencialidades de cada pessoa. O contato interpessoal nos possibilita revisitar experiências emocionais e padrões de relacionamento que, muitas vezes, se originaram na infância e que continuamos a replicar de forma inconsciente.

    O isolamento, por outro lado, pode aumentar o risco de sofrimento psíquico, já que a ausência de um ambiente acolhedor limita as oportunidades de elaborar questões emocionais. As relações autênticas, que oferecem espaço para a escuta e o acolhimento, atuam como um fator protetor, proporcionando apoio, validação e até um sentido de pertencimento.

    Por isso, cultivar relações saudáveis é não apenas uma fonte de bem-estar, mas uma forma de desenvolvermos maior compreensão e resiliência, recursos essenciais para uma vida psíquica mais plena e equilibrada.


  • O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?

    O que posso fazer para prevenir um episódio de Transtorno Bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    A psicanálise nos convida a pensar que, antes de buscar uma "prevenção" no sentido direto, talvez seja importante olhar para a maneira como você se relaciona consigo mesma, com suas emoções e com os ciclos que atravessa na vida.

    O que nos constitui, em grande parte, são nossos vínculos, nossas histórias e a forma como damos sentido ao que nos acontece. No caso do Transtorno Bipolar, ele pode ser visto como um movimento intenso entre dois polos, mas também como uma expressão de algo singular na subjetividade de quem o vivencia.

    Um caminho interessante pode ser investir na terapia e no cuidado contínuo com a sua saúde mental. Ao acolher o que emerge de você, sem buscar imediatamente "corrigir" ou "prevenir", pode surgir um espaço para entender suas próprias dinâmicas emocionais. E é nesse espaço que, talvez, você encontre formas mais autênticas de lidar com aquilo que é desafiador. Que tal refletir sobre os ritmos e padrões da sua vida? Fico a disposicao.


  • Como ajudar a criança ou o adolescente com transtorno bipolar?

    Como ajudar a criança ou o adolescente com transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Como psicanalista, acredito que é importante ter um cuidado muito grande ao lidar com diagnósticos, especialmente em crianças e adolescentes, uma vez que esses diagnósticos podem ser influenciados por muitas variáveis e muitas vezes são feitos de forma precipitada. O transtorno bipolar, por exemplo, pode ser difícil de distinguir em uma fase inicial e, frequentemente, os sintomas podem se sobrepor a outras questões emocionais ou comportamentais típicas da adolescência, como mudanças de humor ou estresse relacionado ao desenvolvimento. Então, o mais importante é olhar para a pessoa como um todo, e não apenas para os sintomas isolados.

    Quando nos deparamos com uma criança ou adolescente que apresenta sinais que sugerem o transtorno bipolar, meu primeiro passo seria tentar entender o que está por trás desses comportamentos, evitando rotulá-los imediatamente. O comportamento oscilante, a instabilidade emocional e as variações de energia podem ser indicativos de uma série de questões, não apenas de um transtorno bipolar. Devemos tentar compreender o contexto, a história de vida, o ambiente familiar e social da criança, e também explorar a dinâmica emocional do momento.

    A psicanálise pode oferecer uma abordagem fundamental nesse processo. A ideia não é simplesmente controlar os sintomas, mas trabalhar com a criança ou adolescente para que ela possa entender melhor seus sentimentos, seus impulsos e seus comportamentos. Muitas vezes, a oscilação de humor pode estar ligada a questões profundas de identidade, conflitos internos e demais questões que podem requerer uma elaboração psíquica também - o que não necessariamente descarta o uso de medicação psiquiátrica.


  • É verdade que as alterações no humor é um dos principais sintomas para diagnosticar uma pessoa com t

    É verdade que as alterações no humor é um dos principais sintomas para diagnosticar uma pessoa com transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Sim, as alterações de humor são características centrais no diagnóstico do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), mas é fundamental compreender que o diagnóstico vai muito além de observar mudanças no humor. No TAB, essas alterações tendem a ser marcadas por episódios de euforia ou mania, intercalados com períodos de depressão.

    Além disso, o diagnóstico deve ser cuidadoso para não simplificar questões que podem envolver fatores biológicos, psicológicos, sociais e até mesmo existenciais. Um bom profissional evita reduzir a condição a uma perspectiva puramente biologicista e considera o contexto de vida, as relações e a história subjetiva da pessoa.

    Por exemplo, um episódio de mania não se caracteriza apenas por estar "muito feliz", mas pode incluir sintomas como impulsividade, diminuição da necessidade de sono, pensamentos acelerados, aumento da autoestima de forma inflada ou comportamentos de risco. Da mesma forma, a depressão no TAB tem características específicas e nem sempre segue o mesmo padrão de outros transtornos depressivos.

    O diagnóstico, quando bem-feito, é importante porque possibilita compreender o que a pessoa está vivenciando e direcionar um cuidado mais adequado. Isso pode incluir psicoterapia, ajustes no estilo de vida e, em muitos casos, tratamento medicamentoso se necessario. A relação com o terapeuta também é essencial para oferecer um espaço de escuta e cuidado subjetivo, sem reduzir a pessoa ao diagnóstico, mas acolhendo-a em sua totalidade.







  • Como é a transição entre mania e depressão no Transtorno Bipolar?

    Como é a transição entre mania e depressão no Transtorno Bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    A transição entre estados de euforia (ou mania) e depressão no que chamamos de "transtorno bipolar" pode ser compreendida menos como uma simples "troca" de humor e mais como um movimento profundo, quase paradoxal, entre diferentes modos de existir e sentir a vida. Em vez de tratar isso como algo mecanicamente previsível ou puramente bioquímico, pode ser mais produtivo observar o que cada fase significa na experiência subjetiva da pessoa.

    Essas transições costumam envolver uma complexa rede de fatores: há o contexto em que a pessoa vive, suas relações afetivas, os desafios que enfrenta, sua história e as formas como lida com o que sente. Algumas pessoas podem, por exemplo, passar de um estado eufórico, onde tudo parece possível e carregado de energia, para uma fase de depressão, em que o esvaziamento e a perda de sentido se tornam muito intensos. Essa mudança nem sempre ocorre de forma repentina; às vezes, há um período de inquietação ou ansiedade que prenuncia essa transição.

    Mais do que "sintomas", o que está em jogo nessas oscilações são modos de lidar com a existência. Pode haver, em cada fase, uma tentativa de encontrar um equilíbrio — mesmo que a pessoa, por vezes, se sinta capturada em extremos opostos. Em vez de focar em "tratar" ou "corrigir" essas transições, o acompanhamento psicológico busca entender o que cada estado emocional comunica sobre a vida interna da pessoa e como ela pode encontrar maneiras mais sustentáveis de expressar suas necessidades e desafios.

    Portanto, talvez possamos olhar para essas transições não como um "sintoma do transtorno", mas como uma dança complexa e singular entre diferentes emoções e significados que merecem atenção, compreensão e um espaço seguro para serem explorados.


  • O que acontece se uma pessoa não trata o transtorno bipolar?

    O que acontece se uma pessoa não trata o transtorno bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Quando falamos sobre a experiência de viver com algo que a sociedade rotula como "transtorno bipolar", é fundamental reconhecer a complexidade dessa condição e o contexto de cada pessoa. Mais do que um rótulo, estamos diante de uma vivência que envolve oscilações emocionais, energéticas e relacionais. Se essas experiências não recebem atenção ou cuidado, seja por meio de um trabalho terapêutico, suporte social ou até intervenções médicas quando necessário, há o risco de que a pessoa se sinta cada vez mais isolada em sua dor ou incompreendida em sua forma de estar no mundo.

    O sofrimento não tratado pode interferir nos vínculos, no trabalho, na capacidade de se cuidar, mas é crucial que a abordagem nunca se reduza a "corrigir" o indivíduo, como se houvesse algo errado com ele. A questão é como ele pode encontrar formas de habitar o mundo de modo mais harmonioso, respeitando sua singularidade.

    Também é preciso situar esse sofrimento em seu tempo. Como as demandas da sociedade, as pressões externas e as expectativas moldam essa experiência? A cultura do desempenho e da estabilidade pode agravar essas oscilações, colocando-as sob o rótulo de "inadequadas". Portanto, mais do que "tratar", talvez a questão seja como a pessoa pode construir redes de sentido, suporte e compreensão para viver o que ela é, de um jeito que faça sentido para ela.

    fico a disposicao.


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Perguntas frequentes

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