Perguntas do paciente (98)

  • Qual é a importância do apoio familiar e das redes de suporte para adultos autistas?

    Qual é a importância do apoio familiar e das redes de suporte para adultos autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    O apoio familiar e as redes de suporte desempenham um papel fundamental na vida de adultos autistas, oferecendo não apenas um amparo prático, mas também emocional e relacional, que são essenciais para o desenvolvimento de uma vida satisfatória e significativa. Para pessoas no espectro autista, que muitas vezes experimentam o mundo de uma maneira singular, esses laços ajudam a criar um ambiente de segurança e compreensão, permitindo que suas características sejam aceitas e respeitadas.

    A família, em particular, pode oferecer um suporte fundamental ao reconhecer e validar as necessidades específicas de seu familiar autista, evitando estigmatizações e ajudando-o a encontrar maneiras de lidar com desafios em áreas como comunicação, processamento sensorial e interação social. A família pode atuar como um espaço de aceitação incondicional, o que é particularmente importante para construir a autoestima e a segurança emocional do adulto autista.

    As redes de suporte mais amplas, como grupos comunitários, profissionais especializados e amizades construídas em ambientes acolhedores, são igualmente importantes. Elas proporcionam oportunidades para que o adulto autista possa expressar suas habilidades, desenvolver autonomia e criar conexões fora do núcleo familiar. Essas redes também oferecem a possibilidade de compartilhar experiências com outras pessoas que possam compreender melhor suas vivências, promovendo um senso de pertencimento e evitando o isolamento.

    A partir desse apoio, a pessoa autista pode sentir-se mais segura para explorar o mundo e se engajar de maneiras que façam sentido para ela, respeitando seu próprio ritmo e estilo. Portanto, o apoio familiar e as redes de suporte ajudam a construir um terreno de segurança e empatia, essencial para o desenvolvimento emocional e social saudável do adulto autista, contribuindo significativamente para sua qualidade de vida e bem-estar.


  • Tenho muita dificuldade em me comunicar, principalmente se for sobre algo que estou planejando, quer

    Tenho muita dificuldade em me comunicar, principalmente se for sobre algo que estou planejando, querendo ou pensando. Chego a ter dor física em todo corpo só de iniciar uma conversa. Sinto que tenho medo da resposta da pessoa, não quero magoar, sempre fui assim, desde adolescente (que me lembro), mas agora isso está trazendo muitos prejuízos no meu casamento. Que linha devo seguir de terapia. Por favor, podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Considerando que essa dificuldade vem desde a adolescência, será fundamental explorar a origem dessas emoções e comportamentos em um ambiente terapêutico seguro. A psicanálise pode ser um bom trilho para isso, considere agendar uma entrevista comigo ou outro(a) profissional...


  • E normal eu não gostar de ter conta físico com minha mãe?

    E normal eu não gostar de ter conta físico com minha mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    É importante reconhecer que os sentimentos sobre o contato físico, especialmente com familiares, podem variar muito entre as pessoas. Não gostar de ter contato físico com sua mãe pode estar relacionado a várias questões, como limites pessoais, experiências passadas ou dinâmicas específicas da relação entre vocês. O que seria interessante explorar é o que esse desconforto representa para você e se existem outros aspectos da relação que possam estar influenciando esse sentimento.


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  • Expus ciúme ao meu marido por uma determinada situação, fiquei chateada com ele, ele detesta quando

    Expus ciúme ao meu marido por uma determinada situação, fiquei chateada com ele, ele detesta quando fico assim, chateada e fria, aí ele disse que se eu nao parasse com esse ciume iria contar pra minha família, achei o cúmulo, pois acho que o casal precisa ser cumplice um do outro, nao expor os defeitos dos cônjuges para as famílias, até disse isso a ele. Passou, ficamos bem, mas aí ele contou pra minha irmã no mesmo dia do ocorrido (descobri dias depois, fiquei magoada). Minha irmã foi muito imparcial e apenas disse que a gente ia ficar bem. Agora sinto vergonha por isso, por ele ter me exposto.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Essa situação envolve diversas camadas emocionais que podem ser exploradas. Primeiro, o sentimento de ciúme que você experimentou é algo importante de se observar, pois ele pode revelar aspectos de insegurança ou necessidades emocionais que talvez ainda não estejam claras no relacionamento. Seria interessante refletir sobre o que exatamente desencadeou o ciúme e qual o significado que isso tem para você. O ciúme, muitas vezes, é uma tentativa de proteger algo que consideramos valioso, mas também pode sinalizar medos e vulnerabilidades mais profundas.

    Em relação à atitude do seu marido, a questão da exposição dos conflitos para terceiros, especialmente para a família, toca em um ponto sensível de privacidade e de confiança dentro da relação. Você mencionou que valoriza a cumplicidade, e quando ele compartilhou com sua irmã, isso pode ter gerado a sensação de quebra dessa confiança. É compreensível que isso tenha causado mágoa.

    O que seria interessante pensar aqui é o seguinte: qual a motivação por trás da atitude dele? Ele estava tentando desabafar, buscar um conselho, ou, de alguma forma, manipular a situação ao trazer um terceiro para o conflito? Isso pode ajudar a compreender a dinâmica entre vocês dois e o papel que a comunicação desempenha nesse contexto.

    Quanto ao sentimento de vergonha que você mencionou, ele parece estar relacionado à vulnerabilidade que foi exposta. É comum sentirmos vergonha quando nossas emoções, especialmente aquelas que consideramos "imperfeitas" ou "descontroladas", são reveladas para outros. Mas é importante lembrar que o ciúme, a insegurança, e a necessidade de lidar com esses sentimentos fazem parte de ser humano, e o fato de isso ter sido compartilhado não define quem você é. O que define é como você e seu marido trabalham juntos para entender esses sentimentos e encontrar maneiras de fortalecer a cumplicidade que você tanto valoriza.

    Uma conversa franca, onde ambos possam expressar suas emoções sem o medo de serem julgados ou expostos, pode ser um caminho interessante para reconstruir essa confiança e resgatar a sensação de parceria.


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  • Olá, eu percebi uma coisa, eu sinto muitas empatia, o problema é que tenho empatia por pessoas que m

    Olá, eu percebi uma coisa, eu sinto muitas empatia, o problema é que tenho empatia por pessoas que me fizeram mal ou já me assediaram. E eu fico me sentindo mal por elas e por mim e ao mesmo tempo que tenho nojo delas eu tenho empatia. E isso tá me deixando mal, pq eu não deveria sentir pena por pessoas que me feriram a nível emocional ou físico. E eu estou frustrada, eu não consigo brigar ou falar mal de quem me magoou ou me assediou pq eu fico com pena da pessoa, mesmo que eu tenha sido a vítima. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Olá. Não é certo nem errado sentir ou não empatia, mas a maneira como você lida com isso (seus conflitos) é o que pode ser cuidado e tratado numa análise/terapia. Como voce tem lidado com a empatia e porque ela tem sido um problema? Procure um profissional que possa te ajudar a se escutar e a trabalhar o inconsciente que a governa :)


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  • Meu namorado é filho único, o pai dele morreu quando tinha 16 anos, desde de então ele cuida da mãe

    Meu namorado é filho único, o pai dele morreu quando tinha 16 anos, desde de então ele cuida da mãe dele, financeiramente pra ser mais exata, porém ela recebe aposentadoria e mais aluguel de uma casa, ela é ajuntada com um cara que nem faz questão de trabalhar e manter a casa, mesmo assim ela não larga dele… por mais que ela tenha condições de se manter, vive pedindo dinheiro emprestado pro meu namorado, a questão é que meu namorado, mora comigo, mas sempre diz que está sem dinheiro ou seja, me colocando em segundo plano, enquanto a mãe nem se quer busca um serviço por mais que ela tenha saúde. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Essa é uma situação delicada que envolve não só questões financeiras, mas também laços familiares, afetivos e até mesmo dinâmicas psicológicas entre seu namorado e a mãe dele. Em casos como este, é comum que o filho sinta um tipo de responsabilidade exagerada em relação à mãe, especialmente depois da perda de uma figura importante como o pai.

    O primeiro ponto importante é a comunicação entre você e seu namorado. Ele precisa estar ciente de como essa situação está afetando não só a vida financeira de vocês, mas também o relacionamento. Muitas vezes, a pessoa pode não perceber que, ao priorizar a mãe de forma desproporcional, está prejudicando outras áreas de sua vida.

    Além disso, seu namorado pode estar carregando uma sensação de dívida emocional com a mãe, que muitas vezes é difícil de romper, especialmente em contextos onde há uma história de perda ou de abandono. Ele pode estar preso em uma dinâmica de “cuidado compulsório” com a mãe, onde sente que precisa suprir todas as necessidades dela, sem refletir criticamente sobre o impacto disso para ele mesmo.

    Nesse sentido, seria importante também refletir sobre os limites. Até que ponto esse cuidado é saudável e em que momento ele começa a se tornar prejudicial para o seu namorado e, consequentemente, para o relacionamento de vocês? É natural querer ajudar a mãe, mas é fundamental entender que ela também tem recursos e que talvez seja importante ela assumir mais responsabilidade pela própria vida.

    Sugeriria que vocês, como casal, conversassem sobre essas questões e que seu namorado refletisse sobre a relação dele com a mãe. Um espaço terapêutico poderia ser muito útil para ele entender melhor essas dinâmicas e trabalhar a questão dos limites. Dessa forma, ele pode aprender a cuidar da mãe sem deixar de cuidar de si mesmo e do relacionamento de vocês.


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  • Olá! A minha questão é a seguinte: Tenho atualmente 21 anos e, desde 2021 , não consigo morar muito

    Olá! A minha questão é a seguinte: Tenho atualmente 21 anos e, desde 2021 , não consigo morar muito tempo em um local. A minha mudança constante começou faz quase 4 anos e até hoje já morei em 5 cidades diferentes. Hoje em dia moro "sozinha", mas também já tenho a ansia de mudar de novo; me vejo fazendo muitas coisas erradas e os meus sentimentos estão muito instavéis, o que acabam me levando sempre para a vontade de mudar. Sei que sofri um período com depressão e ansiedade, e penso que talvez isso pode estar interligado; o medo de fazer coisas erradas e de me apegar a alguma coisa, ou alguém ou a algum lugar, sempre me desenvolve o desejo de mudança, como se fosse uma valvula de escape. Mas isso já está me esgotando, tanto mentalmento quanto financeiramente. Já não sei mais o que fazer, será se começo um acompanhamento psicologico?! Eu não sei. Poderia me dar algum caminho, estou muito perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    suas mudanças, segundo seu relato, parecem ser um aprisionamento e não uma liberdade, não é? você tem que se mudar, quase como uma imposição...nossos sintomas são o melhor que podemos fazer com alguma coisa que nos incomoda, mas as vezes eles se tornam disfuncionais e bastante insustentáveis, tanto emocional quanto financeiramente. conversar com um psicologo e psicanalista pode ajudar muito a se escutar e entender o que está por trás de tantas mudanças compulsórias. falar de si e do seu mal estar é o que pode possibilitar uma transformação na sua maneira de estar no mundo e de lidar com conflitos conscientes e inconscientes.


  • Qual o especialista que devo procurar para Neudivergência? E tem cura ?

    Qual o especialista que devo procurar para Neudivergência? E tem cura ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    você deve procurar um neuropsicólogo para realizar uma avaliação e testes nessa área. mas vale lembrar que todo sofrimento, independente do diagnóstico, merece uma narrativa subjetiva feita por você mesmo(a) e deve ser escutada por um bom psicólogo ou psicanalista (sou formada em psicologia e atuo sob a perspectiva da psicanálise freudo-lacaniana.


  • Olá Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando a

    Olá

    Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando acontece algo, meu nome vai estar envolvido.
    As vezes tenho sonhos que fui demitido e voltei a trabalhar no meu antigo emprego, ou que fui demitido.
    Como lidar com isso?
    Essa sensação de que sempre é sobre mim ou eu fiz algo de errado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    A psicanálise ou psicoterapia pode te ajudar a formular questões sobre o que é isso: Porquê será que acontece no ambiente de trabalho? Porque será que você "precisa" tanto pensar sobre o que estão pensando? Você já viveu algo parecido ou igual antes? É algo que se repete independente de onde você esteja?

    O que você teria a dizer sobre, se estiver associando livremente numa consulta de terapia? As perguntas são mais importantes do que as respostas!


  • Olá, ultimamente estou sentindo dificuldade em relaxar, tem vezes que eu fico muito inquieta, tem mo

    Olá, ultimamente estou sentindo dificuldade em relaxar, tem vezes que eu fico muito inquieta, tem momentos que eu fico pensando em algo repetidas vezes, as vezes eu fico ansiosa com umas coisas fútil, em alguns momentos eu sinto um sentimento ruim, isso pode ser ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    a ansiedade, assim como a angústia, pode nos afetar em diversos momentos da vida a depender das circunstâncias que estamos vivendo. ela é algo natural e, a princípio, não é um problema, mas torna-se um quando cronifica, gerando grandes prejuízos em nossa vida cotidiana e em nossos relacionamentos. há muitos fatores que podem gerar ansiedade: materiais, políticos...e subjetivos. numa terapia conseguimos trabalhar a camada "subjetiva" da sua ansiedade, ou seja, trabalhamos com o objetivo de retirar as camadas neuróticas e tentamos amenizar, na medida do possível, sua relação com as camadas "reais" do seu problema...


  • É considerado "normal" ficar meio obcecado por algumas coisas? Eu sinto isso com frequência com film

    É considerado "normal" ficar meio obcecado por algumas coisas? Eu sinto isso com frequência com filmes, séries, músicas, hobbies, leituras. Eu sinto um interesse fortíssimo e fico dias, até semanas fazendo só a mesma coisa, depois perco total o interesse e fico obcecada com outra coisa por dias a fio. Sou diagnosticada com ansiedade e bipolaridade. Isso seria parte do quadro do que já tenho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Me preocuparia menos com o diagnóstico e mais com o que você tem a dizer sobre isso, como isso se relaciona com sua vida, suas vontades, seu passado, presente e futuro. Nem tudo precisa ser um transtorno ou problema. As vezes, escutar isso que você acha estranho pode abrir um caminho para muitas perguntas interessantes que podem movimentar sua vida de alguma forma e quem sabe trazer novas experiencias subjetivas sobre isso. Fico a disposição.


  • Oi tenho 13 anos e vim desabafar aqui e descobri que tenho tdah e eu me culpo muito por isso as veze

    Oi tenho 13 anos e vim desabafar aqui e descobri que tenho tdah e eu me culpo muito por isso as vezes penso até em me matar eu queria ter nascido normal queria ser um menino normal mas infelizmente tenho dificuldade de fazer amizades e coisas do cotidiano não uso drogas mais sou viciado em pornografia (fico constantemente criando imagens na cabeça envolvendo sexo) as vezes tenho nojo de mim por causa disso, eu sei que isso não faz bem mais mesmo assim eu faço isso tô muito abalado talvez se eu fosse um menino normal queria nascer de novo se eu morrer seria melhor pra mim, poderiam ajudar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Todos nós, independente do diagnóstico, passamos por dificuldades e desafios durante a vida: algumas mais, outros menos, mas todos nós nos inventamos e nos reinventamos ao longo da caminhada. Você não vale menos do que ninguém. Considere também ter uma visão crítica: vivemos numa sociedade complexa com muitos problemas; não estar totalmente adaptado a ela ("ser normal") é sinal de saúde também, por mais confuso que pareça. É a partir dessa inquietação que você poderá ir trilhando caminhos e tecendo narrativas sobre você e sobre o mundo, conhecendo também outras pessoas e referências com quem você poderá se identificar... Considere iniciar um acompanhamento psicológico ou psicanalítico: você não será julgado por nada que disser.


  • Tive uma crise de pânico a uns dias e não consigo mais dormir direito e tô com taquicardia e umas to

    Tive uma crise de pânico a uns dias e não consigo mais dormir direito e tô com taquicardia e umas tonturas chatas o que devo fazer pra me recompor novamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    O que será que essa crise de pânico está tentando dizer? A sensação de descontrole, o corpo que reage de forma tão intensa, a dificuldade em dormir... parece que algo em você está tentando emergir, mas talvez de um modo que ainda não pode ser nomeado. Você já se perguntou o que estava acontecendo na sua vida, nos seus pensamentos ou sentimentos, antes dessa crise? O que esse momento de pânico pode estar te convocando a olhar?

    As taquicardias, as tonturas, o sono interrompido – tudo isso pode ser visto como manifestações de algo que não encontrou outro caminho para se expressar. Talvez, em vez de buscar "se recompor" rapidamente, seja importante parar para escutar esses sinais. O que está em jogo? Há algo que você tem evitado, conscientemente ou não? Quais medos, desejos ou pressões podem estar se sobrepondo nesse momento?

    A crise é angustiante, sem dúvida, mas pode ser também uma oportunidade para que algo se torne mais claro sobre você mesmo. Será que, nesse momento, você se permitiria buscar um espaço de escuta, como a análise, para investigar o que está por trás disso? A recomposição que você busca talvez não esteja em “voltar ao normal”, mas em descobrir o que esse estado está revelando sobre você, sua vida e seus limites. Fico a disposicao.


  • Estou passando por alguns problemas, como insônia, ansiedade e uma possível depressão, devo procurar

    Estou passando por alguns problemas, como insônia, ansiedade e uma possível depressão, devo procurar primeiramente a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    se o sofrimento estiver muito difícil de lidar, pode ser que medicação te ajude a dar os primeiros passos em direção ao que puder te ajudar: terapia, exercícios físicos, alimentação adequada, etc. se você sente que por trás desses sintomas há questões psicológicas e emocionais, a terapia será crucial para cuidar desse problema de maneira integral. nesses casos, os remédios ajudam, mas tornar-se dependente deles, sem buscar transformações na sua própria vida, pode ser muito prejudicial para sua própria história. qualquer coisa, estou a disposição.


  • Se tratando de uma pessoa com diagnóstico de depressão e em estado inerte (se recusa a comer, se rec

    Se tratando de uma pessoa com diagnóstico de depressão e em estado inerte (se recusa a comer, se recusa a levantar da cama, se recusa a usar o banheiro, tomar banho, continuar fazendo o uso dos remédios), é de bom tom que um outro indivíduo intervenha na situação para ajudar? Principalmente na parte do banho, quando a pessoa está muito "anestesiada" e não consegue fazer tudo direito ou não sente vontade alguma, mesmo... É certo intervir e ajudar a pessoa a se ensaboar, a se lavar, lavar os cabelos, essas coisas? Pergunto porque acho que, muitas vezes, isso não é um assunto muito discutido, não é algo que é previamente "acordado" entre as partes envolvidas, mas que também não seria muito eficiente ignorar por achar que a pessoa vai conseguir sair dessa sozinha e se virar para fazer as coisas. Mas claro, supondo que quem ajudaria a pessoa que está nesse estado a tomar banho e fazer o resto de todas essas coisas, seria alguém de muita confiança e disponível na hora, como um parente, o cônjuge, um amigo... É esta a minha dúvida. É certo intervir? E se sim, como fazer isso sem que a pessoa se sinta muito constrangida e violada, posteriormente, de alguma forma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    Muito bonita sua preocupação. Eu aconselharia você e sua família a conversar com um profissional psicólogo (posso recomendar inclusive quem trabalhe como acompanhante terapêutico, indo até a casa de vocês) para discutir melhor o caso, as particularidades, os limites e as estratégias possíveis. Não haverá uma resposta única, mas tentativas e erros, dia após dia. A única certeza que poderia te dar é de que essa pessoa precisa de muita atenção, rede e cuidado nesse momento. Nada está garantido, mas dentro do que é possível, os cuidados com a saúde mental podem e devem ser considerados como uma grande força passível de causar algum movimento. Fico a disposição.


  • Olá, boa tarde. Tenho um problema que após a pandemia, devido ao isolamento social eu "perdi" as min

    Olá, boa tarde. Tenho um problema que após a pandemia, devido ao isolamento social eu "perdi" as minhas habilidades socias. Coisas como conversar, interagir, cumprimentar, se divertir com os outros se tornaram um desafio para mim. Consigo conversar, porém tem um esforço bem grande, as palavras faltam à mente, as vezes corto ou atropelo as palavras, falo baixo e isso está me atrapalhando principalmente no meu curso técnico que ao final preciso apresentar um projeto. Às vezes me pergunto se é só eu que está passando por isso, se tem solução; enfim, eu tenho esperanças e confiança necessária para trabalhar nisso, preciso de algumas instruções ou direcionamento. Agradeço pela atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    traquejo social é algo que se ganha e que se perde, como um músculo que você exercita ou deixa de exercitar. o mais importante você já fez, que é reconhecer o problema e perceber que isso te causa sofrimento e que o isolamento não é uma solução. os próximos passos serão "cuidar" desse assunto com empatia e sem grandes cobranças. entender o que está em jogo pra você nas relações sociais também é um pedaço do tratamento. os efeitos desse trabalho psíquico interno (terapia) podem ajudar a tornar as coisas menos pesadas e te ajudar ter uma flexibilidade maior com tudo aquilo que você leva a sério demais....


  • Recentemente eu passei por um quadro bem parecido com crise de pânico/ansiedade as vezes não pos

    Recentemente eu passei por um quadro bem parecido com crise de pânico/ansiedade

    as vezes não posso sentir o coração acelerar ou faltar o ar que dá um medo de ter novamente.


    Aparentemente graças a Deus não aconteceu mais, por as vezes me ataca um pouco ansiedade.

    Estou com um pouco de medo de sair de casa, sempre que saio fico com a respiração meio descontrolada. Porém percebi que quando encontro com alguém e converso na rua, parece que some os sintomas de medo.

    Estou pensando em malhar, será que exercício físico pode me ajudar com a ansiedade e novos quadro de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    sim, exercicios físicos sempre podem ajudar na saude mental, voce pode e deve fazer. porem, o que será que essa crise de pânico está tentando dizer? A sensação de descontrole, o corpo que reage de forma tão intensa, a dificuldade em dormir... parece que algo em você está tentando emergir, mas talvez de um modo que ainda não pode ser nomeado. Você já se perguntou o que estava acontecendo na sua vida, nos seus pensamentos ou sentimentos, antes dessa crise? O que esse momento de pânico pode estar te convocando a olhar?

    As taquicardias, as tonturas, o sono interrompido – tudo isso pode ser visto como manifestações de algo que não encontrou outro caminho para se expressar. Talvez, em vez de buscar "se recompor" rapidamente, seja importante parar para escutar esses sinais. O que está em jogo? Há algo que você tem evitado, conscientemente ou não? Quais medos, desejos ou pressões podem estar se sobrepondo nesse momento?

    A crise é angustiante, sem dúvida, mas pode ser também uma oportunidade para que algo se torne mais claro sobre você mesmo. Será que, nesse momento, você se permitiria buscar um espaço de escuta, como a análise, para investigar o que está por trás disso? A recomposição que você busca talvez não esteja em “voltar ao normal”, mas em descobrir o que esse estado está revelando sobre você, sua vida e seus limites. Fico a disposicao.


  • No momento minhas crises de pânico/estão mais frequentes, e quando eu consigo voltar ao normal novam

    No momento minhas crises de pânico/estão mais frequentes, e quando eu consigo voltar ao normal novamente eu sinto uma fragilidade emocional, culpa por estar me sentindo assim e desconforto com o meu dia tendo medo ainda ter uma crise. Oque posso fazer para resolver essa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    O que será que essa crise de pânico está tentando dizer? A sensação de descontrole, o corpo que reage de forma tão intensa, a dificuldade em dormir... parece que algo em você está tentando emergir, mas talvez de um modo que ainda não pode ser nomeado. Você já se perguntou o que estava acontecendo na sua vida, nos seus pensamentos ou sentimentos, antes dessa crise? O que esse momento de pânico pode estar te convocando a olhar?

    As taquicardias, as tonturas, o sono interrompido – tudo isso pode ser visto como manifestações de algo que não encontrou outro caminho para se expressar. Talvez, em vez de buscar "se recompor" rapidamente, seja importante parar para escutar esses sinais. O que está em jogo? Há algo que você tem evitado, conscientemente ou não? Quais medos, desejos ou pressões podem estar se sobrepondo nesse momento?

    A crise é angustiante, sem dúvida, mas pode ser também uma oportunidade para que algo se torne mais claro sobre você mesmo. Será que, nesse momento, você se permitiria buscar um espaço de escuta, como a análise, para investigar o que está por trás disso? A recomposição que você busca talvez não esteja em “voltar ao normal”, mas em descobrir o que esse estado está revelando sobre você, sua vida e seus limites. Fico a disposicao.


  • Quanto tempo demora para passar o luto? um dia ele termina?

    Quanto tempo demora para passar o luto? um dia ele termina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    O luto é, antes de tudo, uma travessia singular. Ele não segue um calendário, nem respeita prazos pré-estabelecidos. Será que o luto "passa"? Ou ele se transforma, muda de lugar, adquire outros contornos? Talvez o luto nunca termine, mas também não permaneça o mesmo. Pode ser que aquilo ou quem perdemos continue habitando em nós de formas inesperadas – às vezes como saudade, às vezes como um silêncio, outras vezes como um respiro de alívio ou um novo sentido que se constrói.

    Dunker nos lembra que o luto não é apenas sobre a ausência, mas sobre o que fazemos com ela. Como reorganizamos nossa vida, nossas relações, nossa maneira de desejar, quando algo ou alguém que parecia central já não está mais ali? É um processo que desafia nossa ideia de controle, porque cada luto é um luto, e cada perda é vivida a partir de uma história única.

    Será que "terminar" seria mesmo o objetivo? Ou será que o trabalho do luto é justamente aprender a carregar a ausência de uma forma que não nos paralise, mas que nos permita seguir vivendo? Não é uma questão de superação, mas de acomodar essa falta dentro de nós, convivendo com o vazio que ela deixou e, quem sabe, permitindo que ele abra espaço para algo novo. Fico a disposicao.







  • Eu tenho um toc de pensar que se eu pegar em coisas como álcool, sabão,acetona..... eu penso que eng

    Eu tenho um toc de pensar que se eu pegar em coisas como álcool, sabão,acetona..... eu penso que engoli mesmo que eu não tenha engolido eu fico com medo de ter engolido e fico com medo de morrer. Fico desesperada e começo a ter crises de ansiedade e pânico. Também uma vez que fui me depilar e me machuquei um pouquinho eu fiquei pensando que eu tava tendo uma hemorragia interna e fiquei com crises de pânico mas na verdade eu não tive nenhuma hemorragia eu só penso que vou ter caso eu me machuque.
    Eu estou fazendo um curso de balística e o professor deixou a gente pegar nos projetis que são as balas das armas de fogo. Eu peguei e como eu estava almoçando na mesma hora eu pensei que será que eu engoli a bala da arma e se por acaso explodir meus órgãos e se eu tiver engolido, fiquei com medo de morrer e comecei a sentir uma queimação no estômago e dores no estômago e meu coração acelerado e gastura. Isso é muito horrível, eu já faço terapia e uso medicamentos antidepressivos mas continuo a piorar mais a minha situação em relação às crises o que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Patricia Andrade

    todo sintoma é uma oportunidade para encontrarmos um fragmento de verdade sobre nosso mal estar e nossos conflitos com a vida. encontrar um "fio" de associações (quando esses pensamentos começaram a surgir, pq vc acha que gira tanto em torno da morte/finitude, etc) é o que , junto com outras formas de cuidado, poderá te ajudar a ir esvaziando essa densidade de pensamentos e começar a elaborar os conteúdos e temas que estão se manifestando através desse "toc"


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