Perguntas do paciente (1079)
-
Quais são os tipos de deficiência cognitiva? .
Quais são os tipos de deficiência cognitiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As deficiências cognitivas referem-se a limitações nas funções cognitivas, que incluem habilidades como memória, atenção, percepção, aprendizado, linguagem e resolução de problemas. Elas podem ser classificadas de diferentes formas, dependendo da gravidade e da natureza da condição. A seguir estão os principais tipos de deficiência cognitiva. Podem ser deficiencias intelectuais. A deficiência intelectual é caracterizada por limitações no funcionamento intelectual e dificuldades significativas no funcionamento adaptativo, ou seja, nas habilidades necessárias para o dia a dia. Transtornos do Neurodesenvolvimento:Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH); trantornos de aprendizagem: Dislexia, discalculia;disgrafia; lesões encefálicas adquiridas (PC; TCE; Demencias; AVC, hipoxia, anoxia etc); Deficiência Cognitiva Associada a Doenças Neurológicas. Algumas doenças neurológicas podem causar deficiências cognitivas, incluindo condições como Esclerose Múltipla, Doença de Huntington, Parkinsonismo. Essas condições podem afetar diferentes aspectos das funções cognitivas, dependendo da área do cérebro afetada.
A deficiência cognitiva pode se manifestar de várias formas e com diferentes níveis de gravidade, dependendo da causa subjacente e da natureza da condição. O diagnóstico precoce e a avaliação completa são cruciais para oferecer a melhor abordagem terapêutica, educacional e de suporte, ajudando a pessoa a atingir seu potencial máximo.
-
Quais as opções de tratamento para déficit cognitivo?
Quais as opções de tratamento para déficit cognitivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Reabilitação neuropsicológica; terapia cognitivo comportamental; fonoaudiologo; TO; psicopedagogo e medicamentoso. Vai depender da causa e da gravidade.
-
Qual profissional faz a avaliação cognitiva? .
Qual profissional faz a avaliação cognitiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Normalmente um neuropsicólogo que é um psicólogo que tem especialização em neuropsicologia.
-
Como identificar um déficit cognitivo? .
Como identificar um déficit cognitivo? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Através de uma avaliação neuropsicológica.
-
Qual exame detecta problemas cognitivos? .
Qual exame detecta problemas cognitivos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá; avaliação neuropsicológica é capaz de avaliar todos os dominios cognitivos, memória; atenção; funções executivas; linguagem; praxias; humor; etc. Abraço.
-
Tenho tiques nervosos vocais e motores, quando estou calmo em ambiente tranquilo os tiques nao ficam
Tenho tiques nervosos vocais e motores, quando estou calmo em ambiente tranquilo os tiques nao ficam tao evidente, consigo controlar, mas quando fico nervoso ou ansioso ai piora. Seria sindrome de tourette?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível que os tiques nervosos que você está experimentando estejam relacionados à síndrome de Tourette (ST), mas também pode haver outras explicações. A síndrome de Tourette é um transtorno neurológico caracterizado por tiques motores e tiques vocais involuntários e repetitivos. Esses tiques geralmente começam na infância e podem piorar em situações de estresse ou ansiedade, o que parece ser o seu caso. No entanto, a presença de tiques nervosos não significa necessariamente que você tenha a síndrome de Tourette. Para que seja diagnosticada, a pessoa deve apresentar: Tiques motores e vocais múltiplos que ocorrem por mais de um ano. Aparecimento dos tiques antes dos 18 anos. A presença de tiques não causados por substâncias ou outras condições médicas. Se os tiques forem limitados a situações de estresse ou ansiedade, pode ser que o problema esteja mais relacionado a tensão emocional, transtornos de ansiedade ou outro fator, em vez de ser a síndrome de Tourette. O ideal é que você procure um neurologista ou psiquiatra para uma avaliação mais aprofundada, especialmente para confirmar o diagnóstico e determinar a causa dos tiques. A avaliação profissional pode ajudar a distinguir entre a síndrome de Tourette e outras condições que causam tiques. O tratamento pode ser medicamentoso e aliado a psicoterapia.
-
Qual a diferença entre deficiência intelectual e dificuldade de aprendizagem?
Qual a diferença entre deficiência intelectual e dificuldade de aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A deficiência intelectual e a dificuldade de aprendizagem são duas condições distintas, embora ambas possam afetar a capacidade de uma pessoa em aprender. A deficiência intelectual é uma condição do desenvolvimento que afeta a capacidade geral de aprender e o funcionamento adaptativo. Ela é caracterizada por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual quanto nas habilidades necessárias para lidar com a vida diária (como comunicação, habilidades sociais, cuidados pessoais, etc.). A deficiência intelectual é um diagnóstico permanente e pode variar em grau (leve, moderado, severo e profundo). Pode ser causada por fatores genéticos (como a síndrome de Down), condições médicas (como lesões cerebrais ou infecções) ou problemas durante o desenvolvimento pré-natal. Afeta de forma ampla as habilidades cognitivas e o comportamento adaptativo da pessoa, impactando várias áreas da vida, como aprendizagem acadêmica, trabalho e vida social. Para ser diagnosticada, a deficiência intelectual precisa ser evidenciada por limitações no funcionamento intelectual e nas habilidades adaptativas que são observadas desde a infância. A dificuldade de aprendizagem refere-se a dificuldades específicas em uma ou mais áreas acadêmicas, como leitura, escrita, matemática, etc. Essas dificuldades não estão relacionadas a um nível geral de inteligência, mas sim a um problema em processar informações de forma eficiente em determinadas áreas cognitivas. Geralmente, as dificuldades de aprendizagem têm causas específicas e podem estar relacionadas a dificuldades no processamento de informações ou diferenças no desenvolvimento cerebral. Exemplos incluem a dislexia (dificuldade com leitura), discalculia (dificuldade com matemática) e disgrafia (dificuldade com escrita). As dificuldades de aprendizagem geralmente afetam áreas acadêmicas específicas, mas não comprometem outras áreas da vida, como as habilidades sociais e adaptativas, que permanecem dentro da normalidade.Para ser diagnosticada, a dificuldade de aprendizagem deve ser identificada em áreas acadêmicas específicas, enquanto as habilidades cognitivas gerais da pessoa permanecem dentro dos padrões normais. A deficiência intelectual afeta amplamente o funcionamento intelectual e adaptativo, enquanto a dificuldade de aprendizagem está restrita a dificuldades acadêmicas específicas. Na deficiência intelectual, o funcionamento intelectual é significativamente abaixo da média, enquanto na dificuldade de aprendizagem, a inteligência geral geralmente é normal ou superior. A deficiência intelectual pode ter uma origem biológica ou genética mais ampla, enquanto as dificuldades de aprendizagem são frequentemente mais específicas, como dificuldades em áreas como leitura ou matemática. A deficiência intelectual afeta tanto as habilidades cognitivas gerais quanto as habilidades de vida cotidiana, enquanto a dificuldade de aprendizagem afeta áreas acadêmicas específicas sem impactar o funcionamento social ou adaptativo. Enquanto a deficiência intelectual envolve limitações mais amplas nas habilidades cognitivas e adaptativas, as dificuldades de aprendizagem são específicas e não indicam uma deficiência intelectual global.
-
Eu tenho ansiedade generalizada, com pânico e fobia social, faço acompanhamento com a psicóloga vai
Eu tenho ansiedade generalizada, com pânico e fobia social, faço acompanhamento com a psicóloga vai fazer 3 anos e essa semana ela disse que não poderá mais atender e não sabe quando vai voltar, acontece que ela não me deu meu diagnóstico em escrito, eu posso pedir pra ela ? ( eu faço acompanhamento com psiquiatra do sus, e faço uso do medicamento também) alguém pode tirar essa dúvida? Posso pedir pra ela meu diagnóstico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, você tem todo o direito de solicitar o seu diagnóstico por escrito. Normalmente fazemos um laudo psicológico, você pode pedir esse laudo para ela. Talvez ela cobre um valor para isso. Depende de profissional para profissional. É importante que você tenha essa informação para seu acompanhamento contínuo, especialmente no caso de consultas futuras com outros profissionais ou para fins de documentação. A psicóloga pode fornecer o diagnóstico, mesmo que ela não possa continuar o atendimento, e isso ajudará você a manter um entendimento claro sobre o seu quadro clínico e tratamento. Além disso, se você tiver algum receio em relação à continuidade do tratamento, pode também pedir à psicóloga indicações de outros profissionais para dar sequência ao seu acompanhamento. Abraço.
-
Quais preconceitos são enfrentados por pessoas com deficiência?
Quais preconceitos são enfrentados por pessoas com deficiência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com deficiência enfrentam uma série de preconceitos e discriminação em diversas áreas da sociedade, o que pode afetar seu bem-estar emocional, social e até sua participação plena na vida cotidiana. Esses preconceitos variam dependendo do tipo de deficiência, mas, de maneira geral, envolvem atitudes negativas e estigmatizantes em relação às suas capacidades e identidade. Os principais tipos de preconceitos enfrentados por pessoas com deficiência são
Preconceito social e estigmatização: Muitas pessoas com deficiência são tratadas como incapazes ou menos competentes, sendo muitas vezes subestimadas. Existe uma visão distorcida de que pessoas com deficiência são dependentes ou fragilizadas, o que pode levá-las a serem vistas com pena ou de forma desumanizada. A segregação social é um reflexo desse preconceito, com pessoas com deficiência sendo excluídas de eventos sociais, oportunidades de trabalho e interação normal. O emprego é um dos maiores desafios, com muitas pessoas com deficiência enfrentando barreiras para o emprego. A crença equivocada de que elas são incapazes de realizar as mesmas tarefas que pessoas sem deficiência impede a inclusão profissional. Empresas podem não considerar as qualidades e habilidades de pessoas com deficiência, limitando suas oportunidades de emprego, treinamento ou crescimento profissional. O sistema educacional muitas vezes não está preparado para acolher e adaptar-se às necessidades de aprendizagem de pessoas com deficiência, levando à exclusão escolar ou ao ensino em ambientes segregados. Estudantes com deficiência podem ser vistos como menos inteligentes ou com dificuldades para aprender, o que contribui para um tratamento desigual e a falta de oportunidades de educação de qualidade.A falta de acessibilidade física e tecnológica (como rampas, transporte público adaptado, websites inclusivos, etc.) impede a plena participação de pessoas com deficiência na sociedade. As pessoas com deficiência muitas vezes enfrentam a ideia de que são inadequadas para relacionamentos amorosos ou familiares, com a crença de que elas não podem ser boas parceiras ou pais. Além disso, estigmatizações sobre sexualidade podem surgir, com a ideia equivocada de que pessoas com deficiência têm pouco ou nenhum interesse sexual, o que pode levar à sua marginalização em relacionamentos afetivos. Existe a ideia de que pessoas com deficiência são sempre dependentes de cuidados constantes, e muitas vezes, o suporte que elas recebem é visto como uma caridade, não como um direito. Isso pode reforçar a ideia de que elas não podem ser autossuficientes, o que reduz as suas chances de alcançar a independência e de viver de forma plena. Além dos preconceitos externos, muitas pessoas com deficiência enfrentam o que é conhecido como preconceito internalizado, no qual elas mesmas acreditam nas visões negativas impostas pela sociedade. Isso pode levar a uma baixa autoestima, inseguranças e o desejo de se afastar das situações sociais. Esses preconceitos podem gerar dano emocional, exclusão social e dificuldades para alcançar a plena participação na sociedade. A discriminação pode afetar a saúde mental, levar à solidão, ao isolamento social e à desmotivação para realizar atividades cotidianas. Além disso, pode causar impactos significativos no desenvolvimento profissional, educacional e pessoal da pessoa com deficiência
-
Qual é a qualidade de vida e das habilidades sociais em crianças e adolescentes com Transtorno Obses
Qual é a qualidade de vida e das habilidades sociais em crianças e adolescentes com Transtorno Obsessivo Compulsivo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A qualidade de vida e as habilidades sociais de um adolescente com TOC podem ser bastante impactadas, dependendo da gravidade dos sintomas e do suporte que ele recebe. O TOC pode causar sofrimento significativo, pois os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos consomem tempo e energia, prejudicando a rotina. Isso pode afetar o desempenho escolar, o lazer e o bem-estar emocional. Muitos adolescentes com TOC experimentam altos níveis de ansiedade, frustração e culpa, especialmente se sentem que não têm controle sobre seus pensamentos e comportamentos. Além disso, podem evitar situações que desencadeiam suas obsessões, limitando suas experiências e oportunidades de crescimento. Nas interações sociais podem evitar contato por medo de julgamentos ou por sentirem que precisam esconder suas compulsões. Suas obsessões e rituais podem interferir na dinâmica social, tornando difícil manter amizades. Eles podem apresentar insegurança, medo de rejeição e dificuldade em se envolver em atividades em grupo. Com tratamento adequado muitos adolescentes conseguem melhorar suas habilidades sociais e sua qualidade de vida.
-
Após três anos em terapia sistêmica, eu e minha terapeuta concordamos que seria interessante buscar
Após três anos em terapia sistêmica, eu e minha terapeuta concordamos que seria interessante buscar outro profissional com uma abordagem mais adequada, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Apesar do bom vínculo terapêutico com o psicólogo atual, sinto uma certa resistência em relação à remissão dos sintomas. Como posso conduzir melhor essa transição e otimizar o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fazer transição entre abordagens terapeuticas pode ser um processo desafiado, mas algumas coisas podem ajudar e facilitar a mudança; é importante compreender as diferenças entre as abordagens. A sistêmica foca nas relações e na dinâmica familiar ou social do paciente. Trabalha padrões de interação e a influência do ambiente. A TCC enfatiza a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, ajudando a modificar padrões disfuncionais para melhorar o bem estar. Isso ajuda a alinhar as expectativas. É importante ter claro também os objetivos específicos para a transição; reavaliar as metas terapeuticas e como a TCC pode abordá-las de forma mais direta. Identificar os sinais e sintomas que precisam ser mais bem trabalhados na TCC; Manter o que deu certo na abordagem anterior (aprendizados, autoconhecimento sobre os padrões familiares e emocionais) insights que podem e devem ser integrados na TCC para ajudar na modificação de crenças e comportamentos; ser flexivel e se comprometer com as novas técnicas; estar disposto a se engajar nas novas atividades. No inicio pode haver um estranhamento como estilo mais direto e estruturado da TCC. Conversar com o terapeuta sobre as dificuldades na transição e ajustar a abordagem conforme necessário pode tornar o processo mais fluido. Ë importante também propor uma sessão conjunta ou promover o contato entre os terapeutas a fim de que possam conversar sobre seu caso. Espero ter ajudado. Abraço.
-
Olá eu fico imaginando coisas irreais,eu tento parar,mas me sinto tentada a ter essas imaginações,ti
Olá eu fico imaginando coisas irreais,eu tento parar,mas me sinto tentada a ter essas imaginações,tipo eu anoto num papel essas coisas,são coisas que me dão certo prazer mas me incomoda, será que eu tenho algum transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olha, somente com esse relato não é possível dizer se você tem ou não algum transtorno, mas você disse que não consegue parar; sente-se compelido a fazer; te dá prazer mas o está incomodando. Acredito que tudo que nos incomoda e que temos dificuldade em parar de fazer nos torna meio que escravos dessa coisa e o que era prazer passa a nos incomodar. Acredito que seria bom você procurar um profissional para junto com você tentar entender o que está acontecendo; pode ser excesso de fantasias e devaneios; pode ser algo compulsivo ou pode não ser nada, mas se o está incomodando faça uma consulta com um psicólogo de sua confiança. Abraço.
-
Sentir como se estivesse sozinha, perdida longe de casa, totalmente desprotegida. Mesmo estando bem
Sentir como se estivesse sozinha, perdida longe de casa, totalmente desprotegida.
Mesmo estando bem e em casa.
Muita Aflição, ficando até com o intestino afetado por esse sentimento de medo.
Gostaria de saber se têm um nome e como eu poderia resolver essa angústia.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
olá, quando se trata deste tipo de sentimento ele pode ter diversas origens, o Lar é um sentimento e não apenas um lugar, se seu lar não consegue fazer com que você se sinta protegida pode ser que haja algum problema no seu dia-a-dia.
Estes sintomas são comumente associados a transtornos de ansiedade ou síndrome do pânico ou ainda podem ser associados a traumas que ocorreram no lar, também é possível que seu lar não seja um ambiente seguro devido ao seu relacionamento com outras pessoas com quem você convive (se convive).
existem algumas técnicas para aliviar os sintomas destes transtornos, atividades de relaxamento como: meditação, yoga, atividades físicas e exercícios de respiração
Pratique respiração diafragmática: Inspire profundamente pelo nariz por 4 segundos, segure o ar por 2 segundos e solte lentamente pela boca por 6 segundos. Isso acalma o sistema nervoso.
Se você se sentir se perdendo num episódio de ansiedade você pode focar em técnicas que te ajudam a manter-se no presente, tente nomear 5 coisas que você pode ver, 4 coisas que você pode tocar, 3 coisas que você ouve 2 coisas que você sente o cheiro e 1 coisa que você pode sentir o gosto
O mais importante é trabalhar com regulamentação emocional: isso significa evitar possíveis gatilhos de ansiedade, manter um diário de emoções aonde você ás atualiza e por último, mas não menos importante converse com alguém de confiança essa pessoa pode ou não ser um profissional, mas se os sintomas persistirem a ajuda profissional é grandemente recomendada.
-
Quais os tipos de traumas psicológicos? .
Quais os tipos de traumas psicológicos? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os traumas psicológicos são classificados de diferentes formas segundo a origem, intensidade e impacto na vida da pessoa. Os principais são:
Trauma Agudo: Vem de um evento único e impactante (acidente, assalto, desastre natural ou perda significativa). Os efeitos são intensos e pontuais.
Trauma Crônico: As experiências traumáticas são repetidas ou prolongadas (abuso físico ou emocional, negligência, bullying; violência doméstica). Pode gerar impactos duradouros.
Trauma Complexo: Envolve mais de um tipo de experiência traumática (na infância ou em relações interpessoais importantes). Pode levar a dificuldades emocionais graves, afetando a identidade, autoestima e a capacidade de confiar nos outros.
Trauma do Desenvolvimento: Ocorre quando uma criança cresce em um ambiente instável, abusivo ou negligente, afetando seu desenvolvimento emocional e sua percepção de segurança no mundo.
Trauma Coletivo: Afeta grupos ou comunidades inteiras (guerras, pandemias,desastres naturais). Pode gerar sentimentos de insegurança e desamparo generalizados.
Cada tipo de trauma tem impactos diferentes e o tratamento adequado vai depender do contexto e da intensidade dos sintomas.
-
Como os traumas infantis impactam na vida adulta? .
Como os traumas infantis impactam na vida adulta? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os traumas infantis podem impactar a vida adulta de inúmeras formas; na forma como expressamos e sentimos as emoções e nossos comportamentos; em nossos relacionamentos; na forma como nos enxergamos (autoestima); em nossa saúde física, etc.
A criança para se desenvolver adequadamente necessita de um ambiente seguro e estável (lar seguro com pais disponíveis e previsíveis, presentes emocionalmente para a criança); senso de conexão (receber intimidade, amor, empatia, atenção, respeito e afeto); autonomia (ambiente que permita a criança sentir-se segura para se aventurar no mundo) ; autoestima (não criticar em excesso, não humilhar); liberdade de expressão (permitir que a criança expresse suas emoções; incentivar preferencias e vocações) e limites (ensinar a criança limites realistas e mostrar as consequencias dos comportamentos; ensinar responsabilidades; respeitar o direito do outro).
Quando ocorre uma falha nesses aspectos pode se criar dificuldades para essa criança na vida adulta ou traumas dependendo da gravidade. Isso vai interferir na capacidade da pessoa regular o proprio humor (controlar e lidar com as emoções); pode prejudicar a autoestima fazendo com que a pessoa tenha uma visão negativa de si mesmo; de suas capacidades; de seu futuro; pode interferir nos relacionamentos tornando a pessoa dependente; com medo de ser abandonada; ou com dificuldades em confiar no outro levando a relacionamentos tóxicos; faz com que evite relacionamentos; os traumas pode trazer padrões de pensamento e comportamento disfuncionais levando a autossabotagem, procrastinação, perfeccionismo, necessidade de validação constante, negativismo etc. Pode interferir na saude mental como um todo (depressão, ansiedade, fobias, panico,transtornos de personalidade); também pode interferir no lado profissional. Com terapia é possivel ressignificar esses traumas e construir uma vida melhor que valha a pena ser vivida.
-
Como o trauma da infância pode levar ao transtorno de personalidade borderline ?
Como o trauma da infância pode levar ao transtorno de personalidade borderline ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TPB trata-se de um transtorno de desregulação emocional difusa que resulta da combinação de uma vulnerabilidade biológica (individual) às emoções em conjunto com um ambiente desfavorável por parte dos cuidadores. Esse ambiente costuma ter 3 características fundamentais: 1. reage de forma crítica ou punitiva ou desdenhosa a uma criança emocionalmente vulnerável (exacerbando essa vulnerabilidade); 2. reage aleatoriamente a expressões emocionais extremas; reforçando-as intermitentemente; 3. superestima a facilidade de resolução dos problemas. Como resultado o ambiente adverso deixa de ensinar a criança as habilidades necessárias para regular emoções intensas; dessa forma a pessoa pode passar a recorrer a estratégias mal adaptativas como forma de lidar com as emoções. Essas crianças podem ter sido negligenciadas; abusadas fisica ou emocionalmente; severamente punidas; muito criticadas; abandonadas; etc. A intensidade vai depender de quão jovem é a criança e o quanto ela é mais sensível emocionalmente.
-
Como lidar com isolamento social e multipotencialidade em um adulto com SD/AH?
Como lidar com isolamento social e multipotencialidade em um adulto com SD/AH?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, nem tudo são flores no mundo das altas habilidades, não é mesmo? Lidar com questões como isolamento social e multipotencialidade pode ser desafiador; mas existem algumas alternativas que podem ajudar; para lidar com o isolamento alguns pacientes sentem-se melhor em grupos que possuem interesses parecidos com os seus (cursos, eventos, foruns; jogos; comunidades; etc); procurar desenvolver habilidades sociais (treino de habilidades sociais; aprender técnicas de escuta ativa, técnicas de validação; buscar por pontos de interesse em comum; estratégias de assertividade; como manter a conversação; etc); entender que não vamos ter conexão profunda com todas pessoas e que as relações mais superficiais e casuais ajudam a manter a rede social mais ativa e nos permitem conhecer pessoas novas e treinar as habilidades sociais; criar e colocar na agenda algumas rotinas sociais (tomar cafe com alguem; mandar mensagem para amigos; ir a algum evento social; chatear; etc). Quanto a equilibrar as multipotencialidades procure explorar um nicho de cada vez por determinado tempo e explore os outros interesses em paralelo de modo mais superficial; siga o seu próprio ritmo; os multipotenciais trazem a inovação porque conseguem conectar áreas diversas (apesar de isso poder levar mais tempo), em um mundo de especialistas isso pode se tornar uma vantagem; cuidado com o perfeccionismo e a autossabotagem (crie metas smart e siga seu cronograma). Espero ter ajudado. Abraço
-
Criança com infância extremamente tóxica, com cuidador com grave transtorno de personalidade do grup
Criança com infância extremamente tóxica, com cuidador com grave transtorno de personalidade do grupo B, tem grandes chances de desenvolver algum transtorno de personalidade do grupo C?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu diria que dentro de familias tóxicas tudo pode... Crianças que crescem em um ambiente com uma infância tóxica, caracterizada por abuso emocional, negligência que eventualmente pode acontecer na presença de cuidadores com transtornos de personalidade do grupo B (como transtorno de personalidade borderline, antissocial, histriônica ou narcisista), têm um risco aumentado de desenvolver transtornos de personalidade do grupo C (que incluem o transtorno de personalidade evitativa, dependente e obsessivo-compulsivo). Quando uma criança é exposta a um ambiente emocionalmente instável, onde as reações dos adultos são imprevisíveis, exageradas ou inconsistentes. Isso pode gerar ansiedade crônica e insegurança, um terreno fértil para o desenvolvimento de transtornos de personalidade do grupo C, que são frequentemente associados à ansiedade e à dependência emocional. Transtorno de personalidade evitativa: Caracterizado por medo excessivo de críticas e rejeição, levando à evitação de situações sociais. A criança que cresce em um ambiente com baixa aceitação emocional e constante crítica pode desenvolver esse medo e dificuldade em estabelecer relações. Transtorno de personalidade dependente: A pessoa tem uma necessidade excessiva de ser cuidada e teme a rejeição, muitas vezes se tornando submissa e com dificuldade em tomar decisões. Isso pode ser resultado da relação com um cuidador que é altamente controlante ou que não fornece o apoio emocional necessário, levando à formação de uma dependência emocional. Transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva (OCPD): Esse transtorno envolve perfeccionismo excessivo, rigidez, e medo de cometer erros. Um ambiente com alta exigência, falta de validação ou críticas constantes pode contribuir para o desenvolvimento desse tipo de transtorno.A criança pode internalizar os comportamentos disfuncionais do cuidador e adotar estratégias de enfrentamento que a impedem de desenvolver uma identidade saudável e autossuficiente, como o medo excessivo da rejeição ou a busca constante por aprovação. A falta de confiança nos outros e a dificuldade em lidar com as próprias emoções também são comuns em ambientes onde a saúde mental dos cuidadores é comprometida. A disfunção emocional e os padrões de comportamento dos cuidadores podem ser passados para as gerações seguintes, seja por exemplo ou pela falta de habilidades parentais adequadas para ajudar a criança a desenvolver uma identidade estável e resiliencia. Além do ambiente, fatores genéticos e biológicos também podem influenciar a tendência de uma criança a desenvolver transtornos de personalidade. Uma criança pode ter uma predisposição genética a transtornos de personalidade, que pode ser exacerbada por um ambiente tóxico. Entretanto ela pode se beneficiar de intervenções terapêuticas precoces, como a psicoterapia cognitivo-comportamental ou outras formas de psicoterapia especializada em traumas e dificuldades emocionais. Embora as crianças expostas a ambientes tóxicos e a cuidadores com transtornos de personalidade do grupo B tenham um risco maior de desenvolver transtornos de personalidade do grupo C, a intervenção precoce e o apoio adequado podem ser fundamentais para reduzir esse risco.
-
De que forma a Síndrome do Salvador pode estar associada à Esquiva Experiencial?
De que forma a Síndrome do Salvador pode estar associada à Esquiva Experiencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A relação é que as pessoas que focam excessivamente nas necessidades do outro `as custas de suas proprias necessidades acabam por se esquivar de entrar em entrar em contato com suas emoções, memórias ou sensações internas desagradáveis. Focar em salvar o outro é uma estratégia de distração e evitação que faz com que o sujeito deixe de enfrentar e processar suas experiências e sentimentos desagradáveis ou traumáticas o que pode lhe trazer uma série de prejuízos a longo prazo.
-
Meu filho tem 4 anos , não tem acesso ao celular, mas Assiste tv 4 horas por dia intercalando antes
Meu filho tem 4 anos , não tem acesso ao celular, mas Assiste tv 4 horas por dia intercalando antes do almoço e depois da escola. Gostaria de saber se faz mal
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A orientação da OMS e da Sociedade Brasileira de Pediatria é que o tempo de tela ideal para uma criança de 4 anos é de no máximo 1 hora por dia. O excesso de tela pode prejudicar o desenvolvimento cerebral (habilidades motoras, sociais e cognitivas). Pode causar fadiga ocular e irritação nos olhos e ate gerar uma miopia precoce; o excesso de estimulos das telas pode causar irritabilidade, ansiedade e agitação; pode trazer prejuízo no sono e atrapalhar a produção de melatonina (principalmente se for a noite).
Perguntas frequentes
-
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Boa tarde, tudo bem?
Não sei te responder exatamente sobre a…