Perguntas do paciente (143)

  • Em que situações o psiquiatra indica medicação para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Em que situações o psiquiatra indica medicação para Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a medicação é considerada um tratamento adjuvante, e não a intervenção principal. As diretrizes internacionais recomendam que a psicoterapia estruturada seja o tratamento de primeira linha. O psiquiatra indica medicamentos quando há sintomas específicos ou comorbidades que causam sofrimento significativo ou comprometimento funcional.


  • O que o psiquiatra avalia antes de prescrever medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline

    O que o psiquiatra avalia antes de prescrever medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Antes de prescrever medicamentos para um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o psiquiatra realiza uma avaliação cuidadosa, pois não existe medicação específica aprovada para tratar o transtorno como um todo. O tratamento principal continua sendo a psicoterapia, especialmente abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT).


  • Como o psiquiatra avalia o impacto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na vida acadêmica

    Como o psiquiatra avalia o impacto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na vida acadêmica e profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    A avaliação do impacto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na vida acadêmica e profissional é uma parte essencial da entrevista psiquiátrica, pois o diagnóstico de um transtorno mental não depende apenas da presença de sintomas, mas também do grau de prejuízo funcional que eles causam.


  • Como o psiquiatra avalia o impacto dos medicamentos na qualidade de vida do paciente com Transtorno

    Como o psiquiatra avalia o impacto dos medicamentos na qualidade de vida do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o psiquiatra não avalia apenas se o medicamento reduziu sintomas, mas principalmente se houve melhora da qualidade de vida, do funcionamento global e da capacidade do paciente de lidar com suas emoções e relacionamentos.


  • Como o psiquiatra decide iniciar ou suspender medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline

    Como o psiquiatra decide iniciar ou suspender medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a decisão de iniciar, manter, ajustar ou suspender medicamentos é baseada em uma avaliação individualizada dos sintomas, do funcionamento global, das comorbidades e da relação entre benefícios e riscos do tratamento.


  • O que significa “tratamento farmacológico adjuvante” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    O que significa “tratamento farmacológico adjuvante” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o termo “tratamento farmacológico adjuvante” significa que os medicamentos são utilizados como complemento ao tratamento principal, e não como a intervenção central para o transtorno.

    O tratamento considerado fundamental para o TPB é a psicoterapia estruturada, enquanto a medicação pode ser empregada para aliviar sintomas específicos ou tratar transtornos psiquiátricos associados.


  • Como o psiquiatra aborda efeitos colaterais no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline

    Como o psiquiatra aborda efeitos colaterais no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o manejo dos efeitos colaterais é um aspecto importante do tratamento, pois a medicação costuma ser utilizada para sintomas específicos ou comorbidades, e não para tratar o transtorno de personalidade em si. O psiquiatra busca equilibrar os benefícios clínicos com a tolerabilidade do tratamento.


  • Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode apresentar sensibilidade aumentada a efe

    Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode apresentar sensibilidade aumentada a efeitos adversos de medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não está associado, necessariamente, a uma maior sensibilidade biológica aos medicamentos. Entretanto, na prática clínica, muitos pacientes com TPB parecem apresentar uma sensibilidade aumentada aos efeitos adversos, tanto pela forma como vivenciam alterações emocionais e corporais quanto por características próprias do transtorno.


  • Como o psiquiatra avalia a eficácia do tratamento psicofarmacológico no Transtorno de Personalidade

    Como o psiquiatra avalia a eficácia do tratamento psicofarmacológico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a eficácia do tratamento psicofarmacológico é avaliada de forma diferente de transtornos como depressão maior ou esquizofrenia. Como não existe um medicamento específico para o TPB, o psiquiatra avalia se houve melhora dos sintomas-alvo, do funcionamento global e da qualidade de vida do paciente.


  • Você pode me chamar de Raposa, eu sou um therian de raposa vermelha. Descobri isso há um ano quando

    Você pode me chamar de Raposa, eu sou um therian de raposa vermelha. Descobri isso há um ano quando entrei na comunidade e senti uma conexão com ela. Antes disso, eu tinha sido um furry por um tempo relativamente curto... Há alguns dias, descobri que sou ABDL, inclinando-me mais para AB, mas também DL. Gosto de usar fraldas, chupetas e mamadeiras. Sinto-me mais calmo e relaxado quando durmo com uma chupeta. Não sei se mais alguém é como eu, ou se o que sinto é simplesmente estranho... Mas tudo que faço ou sinto, desde a parte furry até o ABDL, foi uma descoberta aleatória.

    Deixe-me explicar. Comecei a gostar da cultura furry depois de assistir a uma visual novel chamada Adastra, onde me interessei muito pelo aspecto furry e pelos animais antropomórficos. Então veio a parte therian, onde estava procurando itens furry em uma loja online e encontrei o símbolo therian. Pesquisei sobre isso e conheci melhor, e me identifiquei com certas coisas animalísticas que ele fazia, especialmente com a raposa. Eu já gostava delas antes. Agora sobre o ABDL, encontrei uma chupeta no meu trabalho, coloquei na boca e algo me despertou e me levou a comprar uma, e comecei a usar porque me sinto seguro. Depois vieram as mamadeiras, e agora as fraldas pela razão de conforto e estar apertado.

    Mesmo que os três aspectos ainda estejam ativos dentro de mim e eu goste de todos, me sinto estranho. Como se não fosse normal.

    Eu poderia ter sido um filhote de raposa em uma vida passada como me identifico como elas? Ou é tudo apenas na minha cabeça e sou doente?

    Obs: Não tenho problemas mentais diagnósticos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Não existe evidência científica de que identificação therian, furry ou ABDL, por si só, signifique doença mental. Muitas pessoas vivenciam essas experiências como formas de identidade, conforto emocional, expressão simbólica ou pertencimento comunitário. O mais importante é avaliar se isso causa sofrimento intenso, prejuízo funcional ou perda de controle — e não apenas se foge do padrão social.

    A ideia de “vida passada” faz parte de crenças pessoais e espirituais de algumas pessoas, mas não há comprovação científica sobre isso. Já o sentimento de conexão com animais, objetos de conforto ou determinadas estéticas pode surgir de forma espontânea na construção subjetiva da identidade humana.

    Buscar conforto, segurança emocional e sensação de acolhimento não torna alguém “doente”. O fundamental é que essas vivências ocorram de maneira segura, consciente e sem causar danos a si mesmo ou a outras pessoas.


  • Sou homem 58 anos, estou tomando escitalopram 10mg 1 comprimido ao dia, e 1'sulpan a noite a 2 anos,

    Sou homem 58 anos, estou tomando escitalopram 10mg 1 comprimido ao dia, e 1'sulpan a noite a 2 anos, porém sempre tomei escitalopram da Medley, o que tirou minha libido, porém ao trocar o fabricante Medley pela EMS começou um chiado no ouvido, o que fazer, pois estou ficando muito incomodado com esse chiado do no ouvido, seria a troca de fabricante que desencadeou o chiado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    O escitalopram, independentemente do fabricante, possui o mesmo princípio ativo, porém pequenas variações nos excipientes podem, em casos raros, influenciar a tolerabilidade individual.

    O zumbido (chiado no ouvido) não é um efeito colateral comum, mas pode ocorrer com o uso de ISRS, incluindo o escitalopram. A relação temporal com a troca do fabricante pode sugerir associação, embora não seja possível afirmar com certeza.


  • Estou tomado 5mg de Escitalopram a quase duas semana, pela manhã e desde então, tenho ido dormir e q

    Estou tomado 5mg de Escitalopram a quase duas semana, pela manhã e desde então, tenho ido dormir e quando chega as 5:30 desperto e não consigo mais voltar a dormir. Isso pode ser por conta do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Sim, isso pode estar relacionado ao escitalopram, especialmente nas primeiras semanas de uso. Alterações no sono, como despertar precoce, podem ocorrer no início do tratamento e tendem a melhorar com o tempo.

    Caso persista ou esteja causando prejuízo, é importante uma avaliação psiquiátrica para ajustar a medicação ou o horário de uso de forma individualizada.


  • Como a quetiapina 100 mg potencializa o escitalopram 20 mg?

    Como a quetiapina 100 mg potencializa o escitalopram 20 mg?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    A quetiapina pode atuar como potencializadora do escitalopram por mecanismos diferentes e complementares no cérebro. Enquanto o escitalopram aumenta a serotonina, a quetiapina age em múltiplos receptores (serotoninérgicos e dopaminérgicos), podendo melhorar sintomas como ansiedade, insônia e humor.

    Essa combinação é utilizada em alguns casos, principalmente quando há resposta parcial ao antidepressivo. No entanto, a indicação deve ser sempre individualizada, com avaliação psiquiátrica para ajustar doses e garantir segurança no tratamento


  • Tomei escitalopram 10mg por cerca de 5 meses e após isso fiz o desmame por conta própria pois já me

    Tomei escitalopram 10mg por cerca de 5 meses e após isso fiz o desmame por conta própria pois já me sentia bem e vivia esquecendo de tomar o remédio então ficava com síndrome de retirada. Tomei 5mg (partido ao meio) por 2 semanas e parei de tomar. Ainda sim estou com insônia, cabeça “pesada” e mais ansiosa, não sei o que fazer. É normal? Devo retornar ao médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Sim, o que você descreve pode acontecer após a suspensão do escitalopram, especialmente quando o desmame não é totalmente individualizado. Sintomas como insônia, ansiedade e sensação de ‘cabeça pesada’ são relativamente comuns nesse período.

    É importante diferenciar se isso faz parte de uma síndrome de descontinuação ou de uma possível recaída do quadro inicial. Por isso, o ideal é realizar uma avaliação psiquiátrica para orientar a melhor conduta e, se necessário, ajustar o tratamento com segurança


  • Olá, tomo oxolato de escitalópram, a medica sugeriu eu mudar o indutor de sono PRYsma para donaren.

    Olá, tomo oxolato de escitalópram, a medica sugeriu eu mudar o indutor de sono PRYsma para donaren. Mas ...em 5 dias de medicação meus pés e tornozelos estão inchados e com a sensação de penso e cansaço nas pernas. Não sei o qie fazer.. paro imediatamente? Oi diminuo a dosagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Edema em pés e tornozelos não é um efeito tão comum, mas pode ocorrer com o uso do Donaren (trazodona) em alguns casos. Como você já apresentou inchaço e sensação de peso nas pernas, o mais seguro é não ajustar por conta própria.

    O ideal é entrar em contato com seu médico o quanto antes para reavaliar a medicação e definir a melhor conduta com segurança. Uma avaliação individualizada é fundamental nesses casos.


  • Minha neta começou a tomar paroxetina 20 Mg e começou com dor no estômago e diarréia e diminuir o ap

    Minha neta começou a tomar paroxetina 20 Mg e começou com dor no estômago e diarréia e diminuir o apetite é normal durante as primeiras semanas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Sim, esses sintomas podem ocorrer nas primeiras semanas de uso da paroxetina. Náuseas, desconforto abdominal, diarreia e diminuição do apetite são efeitos colaterais relativamente comuns no início do tratamento e tendem a melhorar com o tempo.

    Caso os sintomas sejam intensos, persistentes ou causem muito desconforto, é importante reavaliar com o médico para ajustar a medicação, se necessário. Um acompanhamento psiquiátrico ajuda a garantir mais segurança e adaptação ao tratamento.


  • Estou na segunda semana de Bupropiona e parei de fumar hoje. Comecei a usar hoje o adesivo de ni

    Estou na segunda semana de Bupropiona e parei de fumar hoje.

    Comecei a usar hoje o adesivo de nicotina. Posso usar também goma de nicotina nos momentos de fissura, mesmo estando com o adesivo de nicotina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Em muitos casos, o uso combinado de adesivo de nicotina com goma pode ser indicado para controlar melhor a fissura, inclusive junto com a bupropiona. No entanto, isso deve ser feito com orientação, pois pode aumentar o risco de efeitos como náuseas, tontura, palpitações e aumento da pressão.

    O ideal é ajustar as doses de forma individualizada para garantir eficácia e segurança no processo de parar de fumar. Uma avaliação médica pode te orientar na melhor estratégia e aumentar as chances de sucesso no tratamento.


  • Estou tomando ansitec 10mg e bupropiona 150mg, posso tomar ibuflex (ibuprofeno) para cólica?

    Estou tomando ansitec 10mg e bupropiona 150mg, posso tomar ibuflex (ibuprofeno) para cólica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    De forma geral, não há uma contraindicação importante entre Ansitec (buspirona), bupropiona e ibuprofeno, podendo ser usados juntos em muitos casos.

    No entanto, é sempre importante avaliar seu histórico clínico (como problemas gástricos, renais ou uso de outros medicamentos), pois o ibuprofeno pode causar efeitos no estômago.

    Se for um uso pontual para cólica, costuma ser seguro, mas em caso de dúvidas ou necessidade frequente, o ideal é uma avaliação médica para orientação individualizada e mais segura.


  • Estou colocando Sertralina de 50 MG no leite com Toddy do meu filho de 19 anos, pois o médico receit

    Estou colocando Sertralina de 50 MG no leite com Toddy do meu filho de 19 anos, pois o médico receitou e ele se nega a tomar!
    Essa maneira de tomar o remédio pode cortar seu efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Não é recomendado administrar medicação sem o conhecimento e consentimento do paciente, especialmente em adultos. Além de questões éticas, isso pode comprometer a adesão e a segurança do tratamento.

    Quanto à sertralina, misturar em bebidas pode até não impedir totalmente o efeito, mas não é a forma adequada de uso e pode interferir na regularidade da dose.

    O mais importante nesse caso é entender por que ele não quer tomar a medicação e alinhar isso em consulta. Uma avaliação psiquiátrica pode ajudar a ajustar a abordagem, melhorar a adesão e definir a melhor estratégia de tratamento com segurança.


  • Apesar de a risperidona e quetiapina bloquear o receptor de dopamina D2, esses medicamentos em algun

    Apesar de a risperidona e quetiapina bloquear o receptor de dopamina D2, esses medicamentos em alguns lugares do cérebro aumenta a dopamina?
    Gostaria de uma explicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Radir Albuquerque

    Sim, isso pode acontecer. Apesar de risperidona e quetiapina bloquearem receptores dopaminérgicos D2, o efeito final no cérebro não é uniforme em todas as regiões.

    Esses medicamentos também atuam em receptores serotoninérgicos (principalmente 5-HT2A). Ao bloquear esses receptores, eles podem desinibir a liberação de dopamina em algumas vias, como a via mesocortical, o que pode até ajudar em sintomas cognitivos e afetivos.

    Ou seja, enquanto reduzem a dopamina em vias associadas a sintomas psicóticos (como a mesolímbica), podem indiretamente aumentar ou normalizar a dopamina em outras áreas.

    Como esses efeitos são complexos e variam de pessoa para pessoa, uma avaliação psiquiátrica é fundamental para ajustar o tratamento de forma adequada e segura.


Perguntas frequentes

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