Perguntas do paciente (85)

  • Boa Noite, tomo amitriptilina com propanolol manipulado para tratar as crises de ansiedade. Tenho to

    Boa Noite, tomo amitriptilina com propanolol manipulado para tratar as crises de ansiedade. Tenho tomado esse remédio todos os dias mais as crises continuam. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raphaela Augusto

    Olá! Obrigada pela sua pergunta. Sinto muito que esteja vivenciando um quadro de ansiedade. Se ainda nao fez, é importante que leve essa informação ao profissional que te prescreveu as medicações, talvez ajuste de medicação ou da dose, pode aliviar os sintomas. Ainda assim, o tratamento pra ansiedade é multifatorial, ou seja, a medicação é fundamental, mas não suficiente. É muito importante que você tenha um bom acompanhamento psicológico pra nomear e elaborar angustias, criar estrategias de regulação emocional e ter um suporte qualificado para enfrentar uma dor tão real e profunda como a ansiedade. Você não precisa passar por isso sozinha! Existe tratamento para o que você está vivendo.


  • O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é c

    O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é comum em quais transtornos do neurodesenvolvimento ou mentais? É possível que o QI limítrofe ocorra em pessoas com TDAH, autismo ou transtorno bipolar? Também pode estar presente em casos onde há comorbidade entre TDAH e TEA? Além disso, pessoas com inteligência limítrofe podem apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às da deficiência intelectual, como infantilidade, imaturidade emocional, problemas sociais, dificuldades com autonomia e memória? Em que medida essas dificuldades interferem no desenvolvimento, aprendizagem e na adaptação social da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raphaela Augusto

    respostas

    Obrigada pela excelente pergunta! Vamos lá!

    Não é incomum que se confunda um quadro de deficiência intelectual com funcionamento intelectual limítrofe. Isso porque os dois apresentam semelhanças como: imaturidade emocional, dificuldade de autonomia, dificuldade nas relações e outros.
    Ainda assim, o funcionamento intelectual limítrofe se caracteriza por uma média de QI entre 70 e 84. Para deficiência intelectual, consideremos QI abaixo de 70.

    Outros desafios comuns que esse tipo de funcionamento pode trazer são: dificuldade de aprendizagem (acadêmico), de organização e planejamento, resolução de problemas, memória, dificuldade de se adaptar a novas situações ou compreender regras sociais não explicitas. Essas dificuldades podem gerar sentimentos de insegurança, inadequação, frustracao, sobrecarga… gerando grande sofrimento ao paciente.

    É comum que esse funcionamento esteja atrelado à transtornos como TDAH e TEA e até em outros quadros de saúde mental, como Transtorno Bipolar. Quando há comorbidade - TDAH e TEA juntos - o quadro pode se intensificar.

    Com o suporte adequado e compreensão do próprio funcionamento, é possível reduzir angustias e levar uma vida com qualidade, autonomia e realizações.


  • Como pode eu ter medo de ter uma convulsão se nunca aconteceu comigo ? Na infância minha irmã teve

    Como pode eu ter medo de ter uma convulsão se nunca aconteceu comigo ?
    Na infância minha irmã teve uma crise fez tratamento e hj n tem mais, só que aquela situação me assustou muito e hj estou tratando depressão atípica, e todas as vezes que tenho espasmos no corpo ou sinto meu pescoço duro e doendo , sabe sintomas físicos fico muito mal por que na minha cabeça vai acontecer comigo e nem os remédios nem a terapia está adiantando. Estou tratando a dois anos , como vencer esse medo de passar mal !?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raphaela Augusto

    Olá! Eu sou a Raphaela, psicóloga especialista na infância.
    Sinto que esteja passando por isso. É compreensível que os sintomas físicos, como espasmos e dores no corpo, podem te deixar bastante preocupada. Quando nossa mente começa a imaginar situações que ainda não aconteceram, como uma convulsão, o medo pode aumentar, mesmo sem nenhum evento real acontecer. Isso é mais comum do que parece, e acontece porque o corpo reage ao medo, intensificando esses sintomas.

    O processo de tratamento pode demorar um pouco, e sei que pode ser frustrante. Mas o que você está fazendo, buscando ajuda com medicação e terapia, é fundamental. As estratégias que você está aprendendo ajudam a entender melhor esses medos e a lidar com eles de forma mais tranquila. Você está no caminho certo.

    Lembre-se de que esses sintomas, embora desconfortáveis, não são sinais de que algo grave vai acontecer. Eles são reações naturais do corpo ao estresse e à ansiedade, e muitas vezes, nossa mente pode amplificar esses sinais, fazendo com que pareçam mais intensos ou perigosos do que realmente são. Esse é um processo que acontece com muitas pessoas, e com o tempo, você vai aprender a reconhecer que esses sintomas não significam que algo ruim está prestes a acontecer. A paciência, o apoio da terapia e os medicamentos ajudam a reduzir esse medo e a tornar o dia a dia mais leve. Você não está sozinha nisso, e aos poucos, esse medo vai ficar muito mais fácil de lidar.


  • Uma pessoa com deficiência intelectual leve tem maior risco de desenvolver Alzheimer à medida que en

    Uma pessoa com deficiência intelectual leve tem maior risco de desenvolver Alzheimer à medida que envelhece??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raphaela Augusto

    Olá! Como vai?
    Eu sou a Raphaela, psicóloga especialista na infância.

    Pessoas com deficiência intelectual leve podem ter um risco um pouco maior de desenvolver Alzheimer conforme envelhecem. Isso acontece porque, com o tempo, o cérebro pode ficar mais vulnerável a condições como a doença de Alzheimer, especialmente após os 40 ou 50 anos.

    Esse risco é mais notável em pessoas com síndromes como a síndrome de Down, por exemplo, mas mesmo quem tem deficiência intelectual leve, sem esses quadros específicos, pode apresentar um risco um pouco mais alto, pois o cérebro pode envelhecer de forma diferente. Mas é importante lembrar que isso não significa que todos que têm deficiência intelectual leve vão desenvolver Alzheimer.

    O acompanhamento médico regular, especialmente à medida que a pessoa envelhece, é fundamental para identificar qualquer sinal de alteração na memória ou no comportamento mais cedo, ajudando a tratar ou gerenciar qualquer problema de forma mais eficiente.

    Estou à disposição para ajudar!


  • O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?

    O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Raphaela Augusto

    Olá! Como vai? Eu sou a Raphaela, psicóloga especialista na infância.
    No Transtorno de Personalidade Borderline, as explosões emocionais muitas vezes surgem como uma tentativa de autoproteção contra o medo profundo de abandono ou rejeição. Esses momentos intensos de raiva, tristeza ou angústia podem ser vistos como uma resposta a sentimentos de desamparo ou vazio interno, que acabam sendo externalizados de forma explosiva.

    Na psicanálise, isso pode ser interpretado como uma forma de defesa emocional, onde a pessoa tenta lidar com o que não consegue processar internamente, expressando essas emoções de maneira descontrolada. Muitas vezes, as pessoas com TPB têm dificuldade em lidar com suas emoções mais intensas e, ao mesmo tempo, possuem um grande medo de serem desamparadas, o que gera essas reações tão fortes.
    A psicoterapia e associação medicamentosa são fundamentais nesse processo.
    Sigo a disposição para ajudar!


Perguntas frequentes

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