Perguntas do paciente (200)

  • Pode-se trocar o Ozempic pelo Mounjaro quando o objetivo de perder peso foi alcançado e agora fica-s

    Pode-se trocar o Ozempic pelo Mounjaro quando o objetivo de perder peso foi alcançado e agora fica-se apenas com a dose de manutenção ? O Ozempic está me causando muitos efeitos adversos (náuseas, diarreias etc) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Sim, essa troca é possível e, na prática, muitas pessoas trocam de uma medicação para outra quando os efeitos colaterais atrapalham a adesão ao tratamento. O Mounjaro (tirzepatida) atua de forma um pouco diferente do Ozempic (semaglutida) — ele age em dois receptores (GLP-1 e GIP) em vez de um — e isso costuma trazer, para boa parte das pessoas, menos náusea e diarreia na dose de manutenção, embora a resposta varie de pessoa para pessoa. A transição geralmente é feita suspendendo o Ozempic e iniciando o Mounjaro em dose baixa, com ajuste gradual conforme a tolerância, e não simplesmente trocando a aplicação no mesmo dia sem ajuste. Como você já está na fase de manutenção, o objetivo passa a ser mais sobre conforto e sustentabilidade do tratamento a longo prazo. Não faça essa troca por conta própria — planeje com quem acompanha seu tratamento a dose inicial e o intervalo em relação à última aplicação do Ozempic. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Uma vez atingido o peso desejado utilizando o Ozempic, qual a dose mínima de manutenção (em média) p

    Uma vez atingido o peso desejado utilizando o Ozempic, qual a dose mínima de manutenção (em média) para não perder mais peso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Não existe uma dose única de manutenção que sirva para todo mundo — ela varia bastante dependendo de quanto tempo levou até atingir o peso desejado, da dose em que isso aconteceu, e de como cada um responde ao medicamento. Em geral, a estratégia mais usada é manter a mesma dose que levou à perda de peso desejada, sem reduzir de forma automática, já que reduzir demais pode fazer o apetite voltar e favorecer o reganho. Algumas pessoas conseguem manter o peso com uma dose um pouco menor, mas isso deve ser testado com cautela, ajustando aos poucos e observando a resposta do apetite e do peso ao longo de semanas, não da noite para o dia. Reduzir a dose por conta própria sem acompanhamento pode levar ao reganho antes que se perceba. O ideal é definir essa dose junto com quem prescreveu, com reavaliações periódicas. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Fiz um exame de curva glicemica passada pelo neurologista em jejum deu 86mg dl após a glicose 121mg

    Fiz um exame de curva glicemica passada pelo neurologista em jejum deu 86mg dl após a glicose 121mg /do após duas horas 61 mg / dl
    Tenho sintomas como tonturas,dor de cabeça,suor frio, tremor e enjoo já faz uns 5 anos q estou com esses sintomas já fiz exames de diabetes e tireoide estão normais e agora tem um ano q também estou tendo formigamento nas pernas e braços passei com o cardiologista não tem nada sempre após as refeições principalmente se tiver algo com carboidrato minha glicemia cai tipo para 44 mg / dl eu tenho 23 anos não bebo não fumo e não faço uso de nenhum tipo de medicação e faço musculação 3 vezes na semana e cardio todos os dias tenho muita dificuldade em emagrecer oq pode estar causando isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Pelo que você descreve — queda da glicose para valores baixos como 44 mg/dL depois de comer carboidrato, com sintomas de tontura, suor frio e tremor — isso tem cara de hipoglicemia reativa (ou pós-prandial), que pode acontecer mesmo em pessoas sem diabetes. Ela ocorre quando o corpo libera mais insulina do que o necessário depois de uma refeição rica em carboidrato, fazendo a glicose cair abaixo do normal algumas horas depois. Isso pode, sim, dificultar o emagrecimento, porque a queda de glicose costuma gerar mais fome e vontade de comer novamente, criando um ciclo. O formigamento nas pernas e braços há um ano, junto com esses episódios recorrentes há 5 anos, merece uma investigação mais completa — vale reavaliar com teste oral de tolerância à glicose com dosagem de insulina (não só glicose), e conversar sobre resistência à insulina mesmo com exames "normais" isolados. Um endocrinologista pode ajudar a montar uma estratégia alimentar que evite esses picos e quedas. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Minha médica pediu para eu tomar glifage XR 500, 1 após café da manhã... durante 6 meses, e fazer di

    Minha médica pediu para eu tomar glifage XR 500, 1 após café da manhã... durante 6 meses, e fazer dieta dos alimentos, faço tudo certo, mas minha glicose continua alta em jejum...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    É relativamente comum a glicemia de jejum continuar alta mesmo com a medicação e a dieta bem seguidas, principalmente nos primeiros meses de tratamento — o efeito do Glifage XR costuma ser mais expressivo na glicemia pós-refeição do que na de jejum, que também sofre influência da produção de glicose pelo fígado durante a noite. Isso não significa que o tratamento não está funcionando; pode ser que a dose ainda não seja suficiente, ou que outros fatores — sono ruim, estresse, resistência à insulina mais acentuada — estejam contribuindo. Vale reavaliar com hemoglobina glicada, que reflete a média dos últimos meses, e não só o valor pontual do jejum. Não aumente a dose por conta própria. O ideal é levar esses resultados de volta para quem prescreveu, para reavaliar se é hora de ajustar a dose ou associar outra estratégia. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Olá!! Tive um quadro recente de cetoacidose diabética, (quando descobri o problema). Sempre tive o h

    Olá!!
    Tive um quadro recente de cetoacidose diabética, (quando descobri o problema). Sempre tive o hábito de praticar exercícios físicos e tinha acompanhamento nutricional. No hospital público, o médico me receitou Glifage XR 500 durante as refeições e 40u de insulina NPH (20 antes do café, 10 no almoço e 10 no jantar). Minha dúvida é: Após tomar a medicação, quando seria seguro praticar exercícios físicos? Por ser de liberação lenta, tenho medo de passar mal durante a musculação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Que bom que você já está com o tratamento definido e mantendo os exercícios físicos — isso é importante para o controle do diabetes. Com a insulina NPH, o maior cuidado é evitar treinar justamente no horário de pico de ação dela, que costuma ocorrer entre 4 e 10 horas após a aplicação, período em que o risco de hipoglicemia durante o esforço físico é maior. Como você aplica às 20h, 10h e 10h (café, almoço e jantar), o ideal é evitar treinar pesado bem no meio desses intervalos de pico e preferir treinar quando a ação da insulina estiver mais estável, além de medir a glicemia antes de começar. Tenha sempre por perto uma fonte rápida de açúcar (glicose em gel, suco, balas) caso sinta tontura, tremor, suor frio ou fraqueza durante a musculação. Vale alinhar esse horário ideal de treino com quem acompanha seu caso, já que ele conhece seu esquema de insulina em detalhes. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Como fazer o desmame de sibutramina e evitar o reganho de peso?

    Como fazer o desmame de sibutramina e evitar o reganho de peso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    O desmame da sibutramina, assim como o início, deve ser gradual e nunca abrupto, justamente para reduzir o risco de reganho de peso e de sintomas como fadiga, irritabilidade e aumento do apetite de volta. Normalmente, reduz-se a dose aos poucos (por exemplo, de comprimidos inteiros para meios comprimidos, ou aumentando o intervalo entre doses) ao longo de algumas semanas, conforme orientação de quem prescreveu, e não parando de um dia para o outro. Para evitar o reganho, é importante que, durante essa redução, os hábitos que sustentaram a perda de peso — alimentação, atividade física, sono — já estejam bem consolidados, porque é isso que vai segurar o resultado depois que o medicamento sair de cena. Também vale reforçar o acompanhamento nutricional nesse momento. Não interrompa o uso por conta própria sem esse plano gradual. Agende essa transição com quem acompanha seu tratamento. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Quando for beber no dia programado, melhor não tomar o remédio sibutramina, não é isso?

    Quando for beber no dia programado, melhor não tomar o remédio sibutramina, não é isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Sim, essa é uma boa prática. A sibutramina pode interagir com o álcool, potencializando efeitos como taquicardia, aumento da pressão arterial, boca seca e alterações no sistema nervoso central (tontura, sonolência ou, ao contrário, agitação). Além disso, o álcool tem calorias que vão contra o objetivo do tratamento e pode intensificar efeitos colaterais já esperados do medicamento, como insônia e ansiedade. Se você sabe que vai beber em um dia específico, pular a dose da sibutramina nesse dia (e retomar no dia seguinte, no horário habitual) costuma ser a orientação mais segura, em vez de tomar os dois juntos. Evite decidir isso sozinha de forma recorrente — se bebidas alcoólicas fazem parte da sua rotina com frequência, vale conversar com quem prescreveu sobre a real necessidade de manter o medicamento nesses dias ou repensar a estratégia geral. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Tomo um comprimido de glifage XR 500 por dia, já fui pre diabetica, hoje minha glicose é normal, gos

    Tomo um comprimido de glifage XR 500 por dia, já fui pre diabetica, hoje minha glicose é normal, gostaria de parar de tomar esse medicamento, como devo proceder?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Fico feliz em saber que sua glicose normalizou! Mas a decisão de suspender o Glifage XR não deve ser baseada só num valor de glicose isolado — o ideal é reavaliar com um conjunto de exames (glicemia de jejum, hemoglobina glicada e, se possível, teste de tolerância à glicose) para confirmar que o quadro está realmente controlado e não só mascarado pela medicação. Em muitos casos, a metformina pode ser reduzida gradualmente (por exemplo, para meio comprimido, ou dias alternados) antes de suspender totalmente, para observar se a glicose se mantém estável sem o remédio. Suspender de forma abrupta, sem essa reavaliação, pode fazer com que o pré-diabetes volte sem que você perceba logo de cara, já que os sintomas costumam ser silenciosos. Leve seus exames recentes para quem prescreveu e planejem juntos essa redução, com nova avaliação em alguns meses. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Tive trombose a 3 anos,agora síndrome pós trombotica, fazendo uso de Daflon, mesmo assim posso usar

    Tive trombose a 3 anos,agora síndrome pós trombotica, fazendo uso de Daflon, mesmo assim posso usar monjauro ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Essa é uma pergunta importante e que exige avaliação individualizada. Não há uma contraindicação direta e absoluta ao Mounjaro (tirzepatida) em quem já teve trombose ou tem síndrome pós-trombótica. Por outro lado, a perda de peso rápida e os efeitos colaterais gastrointestinais do medicamento (náusea, vômito, diarreia) podem causar desidratação, o que é um fator de risco para eventos trombóticos, e isso precisa ser levado em conta em quem já tem essa história. Também é importante saber se você ainda faz uso de anticoagulante, além do Daflon (que atua na circulação venosa, mas não é anticoagulante), já que isso muda a análise de risco. Essa decisão não deve ser tomada sem revisar seu histórico completo, incluindo os exames que motivaram o diagnóstico. O ideal é essa avaliação ser feita em conjunto com o médico que acompanha sua condição vascular, junto ao endocrinologista, antes de iniciar o Mounjaro. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Qual cápsula natural de óleo dd abacate é a melhor para baixar os níveis da glicose no sangue?

    Qual cápsula natural de óleo dd abacate é a melhor para baixar os níveis da glicose no sangue?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Não há evidência científica robusta de que cápsulas de óleo de abacate reduzam de forma significativa os níveis de glicose no sangue. O óleo de abacate tem gorduras consideradas saudáveis (monoinsaturadas), que podem ter um papel positivo dentro de uma alimentação equilibrada e até ajudar indiretamente na sensibilidade à insulina quando substituem gorduras menos saudáveis na dieta, mas isso é bem diferente de ter um efeito direto e comprovado de "baixar a glicose" como um medicamento. Suplementos vendidos com essa promessa costumam ter respaldo científico fraco ou inexistente, e usá-los como substituto de um tratamento com eficácia comprovada pode atrasar o controle adequado do quadro. Se o objetivo é melhorar o controle glicêmico, o caminho mais seguro é focar em alimentação, atividade física e, quando indicado, medicação com eficácia comprovada, sempre acompanhado por exames. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Estou fazendo o uso da tirzepatida e tive relação desprotegida 1 dia antes de tomar a dose semanal d

    Estou fazendo o uso da tirzepatida e tive relação desprotegida 1 dia antes de tomar a dose semanal da tirzepatida, posso tomar a pílula do dia seguinte e quantos dias depois posso voltar com a tirzer? (Lembrando que a relação foi 1 dia depois do final da menstruação, corro risco de engravidar?) uq faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Essa pergunta tem duas partes que merecem respostas diferentes. Sobre o risco de gravidez e o uso da pílula do dia seguinte, essa é uma questão mais ligada à ginecologia — o ideal é buscar orientação com um ginecologista para avaliar o risco real considerando a fase do seu ciclo e a eficácia da pílula nesse contexto. Sobre a tirzepatida em si: não há necessidade de esperar dias para retomar a aplicação semanal habitual por causa da relação sexual ou do uso da pílula — o cronograma normalmente seria mantido conforme o dia da semana já estabelecido, salvo orientação diferente de quem prescreveu. Como essa pergunta envolve tanto risco de gravidez quanto o medicamento para emagrecimento, o ideal é buscar avaliação combinada com ginecologista e com quem acompanha seu tratamento de emagrecimento. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Por favor, quem usa saxenda para diminuir o peso e acabar com esteatose hepática pode tomar metformi

    Por favor, quem usa saxenda para diminuir o peso e acabar com esteatose hepática pode tomar metformina para ajudar na resistência insulínica e diminuir a esteatose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Sim, essa é uma combinação que pode fazer sentido e é usada com frequência, mas precisa ser prescrita e acompanhada por um médico, não decidida por conta própria. O Saxenda (liraglutida) ajuda na perda de peso, o que por si só já favorece a redução da esteatose hepática, já que o excesso de gordura no fígado está diretamente ligado ao peso corporal e à resistência à insulina. A metformina, por sua vez, melhora a sensibilidade à insulina e pode ajudar a reduzir a gordura no fígado especialmente em quem tem resistência insulínica confirmada por exames. As duas medicações podem, sim, ser usadas juntas, mas a decisão de associá-las depende dos seus exames (glicemia, insulina, função hepática) e do seu quadro clínico como um todo. Não inicie a metformina por conta própria — leve essa dúvida para quem acompanha seu tratamento do Saxenda. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Uma curva glicemica (81 em jejum, 80 60 minutos, 85 120 minutos) é um resultado bom?

    Uma curva glicemica (81 em jejum, 80 60 minutos, 85 120 minutos) é um resultado bom?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Sim, esses valores estão dentro da normalidade, inclusive por um critério mais novo que vem ganhando espaço. Pelos critérios tradicionais, os valores de referência são: glicemia de jejum abaixo de 100 mg/dL e, aos 120 minutos da sobrecarga de glicose, abaixo de 140 mg/dL — seus resultados de 81 e 85 mg/dL estão bem dentro dessa faixa, sem sinal de pré-diabetes ou diabetes. Estudos mais recentes também têm proposto a glicemia de 1 hora (60 minutos) como um critério adicional, possivelmente mais sensível para identificar risco: valores iguais ou acima de 155 mg/dL sugerem risco aumentado, equivalente a pré-diabetes, e acima de 209 mg/dL têm sido associados a maior risco compatível com diabetes. Esse critério ainda não substitui oficialmente os critérios tradicionais em todas as diretrizes, mas seu valor de 80 mg/dL aos 60 minutos está bem abaixo desses limites, reforçando que o resultado é tranquilizador também por esse critério mais novo. A curva glicêmica é só uma parte da avaliação — se o exame foi pedido por algum médico, leve esse resultado de volta para ele interpretar dentro do seu contexto clínico completo. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Cloridrato de metformina 500mg ação prolongada , qual seu tempo de ação no organismo ?

    Cloridrato de metformina 500mg ação prolongada , qual seu tempo de ação no organismo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    A metformina de ação prolongada (XR) é formulada justamente para liberar o princípio ativo de forma mais lenta e gradual, prolongando sua ação ao longo do dia — diferente da metformina de liberação imediata, que age mais rápido mas por menos tempo, exigindo geralmente mais tomadas ao dia. Na prática, a versão de ação prolongada costuma manter níveis terapêuticos no organismo por cerca de 24 horas, o que permite, na maioria dos casos, uma única tomada diária. O efeito sobre a glicose começa a aparecer de forma mais consistente depois de alguns dias de uso regular, e o efeito pleno no controle glicêmico geralmente é avaliado após algumas semanas de tratamento contínuo. Por isso a orientação costuma ser tomar sempre no mesmo horário, geralmente junto com uma refeição. Qualquer dúvida sobre a dose ou o esquema específico do seu tratamento, confirme com quem prescreveu. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Olá boa tarde gostaria de saber se a insulina engorda ou não?

    Olá boa tarde gostaria de saber se a insulina engorda ou não?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    É uma dúvida comum, e a resposta é: pode contribuir para o ganho de peso, mas não é bem esse o mecanismo que a maioria das pessoas imagina. A insulina, por si só, não "engorda" diretamente — o que acontece é que, ao melhorar o controle da glicose, o corpo passa a usar melhor a glicose que antes era perdida na urina (em quem estava com glicemias muito altas), e essa energia que antes era "desperdiçada" passa a ser aproveitada e armazenada, o que pode levar a um ganho de peso gradual em algumas pessoas. Além disso, o medo de hipoglicemia leva algumas pessoas a comerem mais do que precisam como "proteção". Isso não significa que a insulina deva ser evitada quando é necessária — ela é essencial para o controle do diabetes. O manejo do peso passa por ajustar a dose certa, alimentação e atividade física, sempre em conjunto com quem acompanha seu tratamento. Não ajuste a dose por conta própria pensando em controlar o peso. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Boa noite! Minha médica me receitou 5 comprimidos de glifage de 500 por dia. Posso desenvolver acido

    Boa noite! Minha médica me receitou 5 comprimidos de glifage de 500 por dia. Posso desenvolver acidose latica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    A acidose lática é um efeito colateral raro da metformina (incluindo o Glifage), mas pode acontecer, principalmente em situações específicas de risco — como problemas renais ou hepáticos significativos, desidratação intensa, insuficiência cardíaca descompensada, ou uso concomitante de bebida alcoólica em excesso. Em pessoas com função renal e hepática normais, o risco é considerado baixo, mesmo com doses de 2.500mg por dia (5 comprimidos de 500mg), que é uma dose dentro do que costuma ser prescrito. Sinais de alerta incluem fraqueza intensa, dor muscular incomum, dificuldade para respirar, dor abdominal forte, náusea e vômito persistentes, e sensação de frio ou tontura importante — se isso acontecer, é caso de buscar atendimento médico. Antes de iniciar a metformina, normalmente se avalia a função renal, e essa avaliação costuma ser repetida periodicamente. Se você tem alguma condição que possa aumentar esse risco, converse com quem prescreveu. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Faz mal diabéticos ficarem de pé no chão no frio??

    Faz mal diabéticos ficarem de pé no chão no frio??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Sim, esse é um cuidado importante. Pessoas com diabetes, principalmente quando há alguma alteração de sensibilidade nos pés (neuropatia diabética) ou de circulação, precisam ter atenção redobrada, e ficar descalço no chão frio pode trazer alguns riscos. O frio pode reduzir ainda mais a circulação sanguínea nas extremidades, e, se houver perda de sensibilidade, a pessoa pode não perceber pequenos ferimentos, rachaduras ou até queimaduras por frio, que em quem tem diabetes cicatrizam mais devagar e têm mais risco de infecção. Por isso, a recomendação geral é evitar andar descalço, tanto no frio quanto em superfícies que possam machucar, preferindo calçados fechados e confortáveis, e inspecionar os pés diariamente à procura de qualquer alteração. Se você já tem diabetes, vale perguntar ao seu médico se há sinais de neuropatia ou alteração de circulação nos seus pés. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Recebi os seguintes resultados de exames: hemoglobina glicada de 6,1%, glicemia em jejum de 128 mg/d

    Recebi os seguintes resultados de exames: hemoglobina glicada de 6,1%, glicemia em jejum de 128 mg/dL e glicose de 101 mg/dL. Esses resultados são mais compatíveis com pré-diabetes ou diabetes? É necessário realizar algum exame complementar para confirmar o diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Pelos valores que você trouxe, o quadro é mais compatível com pré-diabetes do que com diabetes, mas vale entender cada número com calma. A hemoglobina glicada de 6,1% está na faixa de pré-diabetes (geralmente de 5,7% a 6,4%; diabetes é diagnosticado a partir de 6,5%). Já a glicemia de jejum de 128 mg/dL, isoladamente, estaria na faixa que sugere diabetes (acima de 126 mg/dL, em duas medidas diferentes) — só que você também menciona outro resultado de glicose de 101 mg/dL, já normal, então é importante entender se essas medidas foram feitas em datas diferentes. Como os resultados não são totalmente consistentes entre si, o mais indicado é repetir a glicemia de jejum e, se possível, complementar com teste oral de tolerância à glicose, para fechar o diagnóstico com mais segurança. Leve esses exames para uma consulta com endocrinologista. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Sou pré diabética, tomo glifage ,tenho muito cuidado na minha alimentação, faço pilates, no entanto

    Sou pré diabética, tomo glifage ,tenho muito cuidado na minha alimentação, faço pilates, no entanto a minha glicemia está sempre alta 112, 115 117.O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Primeiro, é importante reconhecer que você está fazendo a parte certa — cuidado com a alimentação, atividade física (pilates) e uso da medicação são exatamente as bases do tratamento do pré-diabetes. Mas valores de glicemia de jejum persistentemente entre 112 e 117 mg/dL, mesmo com esses cuidados, sugerem que a dose atual do Glifage pode não ser suficiente para o seu caso, ou que outros fatores estão pesando — sono de má qualidade, estresse, tipo de carboidrato na dieta, ou resistência à insulina mais acentuada. Isso não significa que o tratamento "não está funcionando", mas sim que pode ser hora de reavaliar o esquema. Não aumente a dose por conta própria. Leve esse histórico de medidas para quem prescreveu o Glifage, para reavaliar a dose, considerar exames complementares (como hemoglobina glicada) e ajustar o que for necessário. Dr. Rodrigo Bomeny | Endocrinologista


  • Posso substituir um comprimido de Glifage XR 1g duas vezes ao dia por dois comprimidos de Glifage XR

    Posso substituir um comprimido de Glifage XR 1g duas vezes ao dia por dois comprimidos de Glifage XR 500mg em cada tomada, totalizando 1g por período, considerando que a versão de 500mg custa cerca de metade do valor da de 1g?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Bomeny

    Pode sim. O efeito será o mesmo.


Perguntas frequentes

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