Perguntas do paciente (43)
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Posso tomar energético, fazendo tratamento com o itraspor?
Posso tomar energético, fazendo tratamento com o itraspor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode, mas com algumas ressalvas importantes.
O problema não é o energético “combinar” diretamente com o Itraspor (itraconazol), e sim o pacote todo: cafeína alta, taurina, às vezes outros estimulantes, açúcar, e muitas vezes álcool junto.
Pontos principais:
Interação direta importante entre energético e itraconazol não é descrita nas bulas nem nos guias principais.
Mas o itraconazol:
pode agredir o fígado;
pode alterar batimento cardíaco (prolongar QT em pessoas predispostas ou com outros remédios).
Energético:
aumenta frequência cardíaca e pressão;
em excesso pode dar palpitação, arritmia, ansiedade;
se misturado com álcool, é uma sobrecarga a mais para o fígado e coração.
Então, na prática:
Se você é saudável, sem problema de coração, fígado ou pressão, e:
está usando o Itraspor por um tempo limitado;
toma energético só de vez em quando, em quantidade moderada (ex.: 1 lata, não várias seguidas);
→ costuma ser tolerável.
O que não é uma boa ideia:
beber vários energéticos no mesmo dia;
misturar com bebida alcoólica enquanto está de itraconazol;
continuar se você sentir: palpitação forte, tontura, dor no peito, falta de ar, enjoo intenso, olhos ou pele amarelados, urina muito escura.
Se o seu tratamento com Itraspor é prolongado (vários meses) ou você já tem alteração de fígado/coração, o ideal é evitar energético por segurança.
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Quando as lesões da herpes labial estão ausentes, posso praticar sexo oral sem camisinha? A chance d
Quando as lesões da herpes labial estão ausentes, posso praticar sexo oral sem camisinha? A chance de infecção ainda é alta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se as lesões de herpes labial estão ausentes, o risco de transmissão diminui bastante, mas não zera.
Explicando de forma direta:
A herpes labial é causada, em geral, pelo HSV-1.
O vírus pode ser transmitido:
Quando há ferida / bolha / crosta visível (fase ativa) → risco mais alto.
Em fases sem lesão, através de eliminação assintomática (o vírus “sai” pela mucosa mesmo sem sinal aparente) → risco baixo, mas real.
Então, na prática:
Sem lesão aparente (nem formigamento, ardor, nem vermelhidão inicial):
O risco de transmissão via sexo oral é bem menor do que durante uma crise.
Mas ainda existe alguma chance de você transmitir herpes genital para o parceiro/parceira.
Com lesão ativa (ou começo de crise, com formigamento/queimação):
A recomendação é não fazer sexo oral desprotegido, porque o risco é alto.
Idealmente evitar beijo também.
Como dá pra reduzir o risco ainda mais
Evitar sexo oral:
Nos períodos de crise visível.
Nos dias em que você sente o “pródigo”: formigamento, queimação, dor leve no local onde sempre aparece a lesão.
Uso de preservativo / barreira (camisinha, filme de látex, etc.):
Reduz risco, mas não protege 100%, porque herpes pode acometer áreas não cobertas.
Terapia supressiva com antivirais (valaciclovir, aciclovir em baixa dose diária):
Em pessoas com crises frequentes, isso diminui muito a eliminação viral assintomática.
Consequentemente, reduz também o risco de transmissão.
É algo que você pode discutir com seu médico se isso for uma preocupação importante na sua vida sexual.
Resumindo bem
Pode? → Pode, desde que não haja lesões nem sintomas iniciais.
Risco alto? → Não, é baixo, mas não é zero.
Se você quer ser o mais cauteloso possível, o ideal é:
Evitar sexo oral desprotegido em qualquer sinal de crise.
Considerar antivirais supressivos se tiver crises recorrentes e parceiro fixo sem herpes.
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Posso tomar colágeno hidrolisado juntamente com o colágeno não hidrolisado para ter resultados estét
Posso tomar colágeno hidrolisado juntamente com o colágeno não hidrolisado para ter resultados estéticos e tratamento da cartilagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode sim usar Condroflex junto com colágeno hidrolisado e colágeno tipo II não hidrolisado, porque eles atuam de formas diferentes e, em geral, são seguros em combinação. O Condroflex trabalha como condroprotetor (glicosamina + condroitina) para a cartilagem; o colágeno hidrolisado é mais voltado para benefício estético de pele (e algum suporte articular), pois fornece peptídeos que estimulam a produção de colágeno; já o colágeno não hidrolisado tipo II (como UC-II) age mais na articulação, modulando a resposta inflamatória e ajudando em dor e função em casos de artrose. Não existe evidência forte de que tomar todos juntos “multiplique” os efeitos, mas a combinação é comum e lógica quando a pessoa quer ao mesmo tempo cuidar da estética e oferecer algum suporte às articulações. O mais importante é alinhar expectativa: nada disso regenera cartilagem já destruída, os efeitos são graduais e modestos, e precisam andar junto com controle de peso, fortalecimento muscular e cuidados gerais de saúde.
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Minha pele oleosa provocou o surgimento de um calázio. Agora que comecei a usar roacutan, após a rem
Minha pele oleosa provocou o surgimento de um calázio. Agora que comecei a usar roacutan, após a remoção do calázio, as chances de surgir outro são verdadeiramente menores, devido ao efeito positivo do roacutan?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O calázio aparece quando as glândulas de Meibômio da pálpebra entopem e inflamam, algo mais comum em quem tem pele e pálpebras oleosas, blefarite ou meibomite. A isotretinoína (Roacutan) reduz a produção de sebo e a oleosidade da pele como um todo, e pode também deixar a secreção dessas glândulas menos espessa, o que tende a diminuir a chance de novos entupimentos. Então, sim: depois da remoção do calázio, estar em uso de Roacutan provavelmente reduz o risco de surgirem outros, mas não elimina totalmente a possibilidade. Você ainda pode ter calázio se houver inflamação crônica da borda palpebral, olho seco, blefarite, maquiagem nos cílios sem remover bem ou hábito de esfregar os olhos. Por isso, além do Roacutan, costuma ajudar manter higiene palpebral (limpeza suave da borda dos cílios, conforme orientação do oftalmo) e evitar irritação na região.
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Olá Tenho uma dúvida para quem tem herpes labial. Quando não tiver a ferida na boca, pode fazer se
Olá
Tenho uma dúvida para quem tem herpes labial. Quando não tiver a ferida na boca, pode fazer sexo oral sem camisinha ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode fazer sexo oral sem camisinha quando não há ferida ativa na boca, mas o risco de transmitir o HSV-1 (herpes labial) não é zero, mesmo fora das crises, por causa da eliminação assintomática do vírus na saliva ou pele. O HSV-1 da boca pode causar herpes genital na parceira(o), e isso é mais comum hoje em dia por sexo oral; o risco é baixo se você estiver sem sintomas (sem bolha, ardor ou coceira), mas aumenta se houver qualquer sinal de crise se aproximando. Se o parceiro(a) já tem herpes labial, é menos preocupante, mas converse abertamente sobre isso; para reduzir chances, evite nos dias próximos a uma crise ou use antivirais supressivos se as crises forem frequentes. Na prática, muita gente faz sem problema, mas depende do conforto do casal.
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Fiz uma matricectomia no dedão do pé esquerdo com bisturi a mais de um mês, apesar de ter cicatrizad
Fiz uma matricectomia no dedão do pé esquerdo com bisturi a mais de um mês, apesar de ter cicatrizado o local, a região ainda fica inchada e dói um pouco se me esforço muito. Meu médico disse que é normal, quanto tempo de recuperação esse procedimento pode levar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, o processo é mais ou menos assim: nas primeiras 2 a 4 semanas, fecha a pele e para de sair secreção; a partir daí, a dor tende a ir reduzindo, mas o inchaço residual e um incômodo leve ao esforço podem durar de 2 a 3 meses, às vezes um pouco mais, dependendo de quanto foi mexido no leito ungueal, se houve inflamação maior antes, tipo unha encravada crônica, e do tipo de calçado/atividade que você faz. Muita gente só sente que “esqueceu” do dedo depois de uns 60 a 90 dias.
O que não é esperado: dor forte e crescente, vermelhidão intensa, calor local, saída de secreção, dificuldade para encostar o dedo no chão ou andar, ou aquela sensação de latejamento constante. Aí se pensa em infecção, espícula residual, granuloma, ou alguma alteração na cicatrização. Se o quadro é: cicatriz fechada, sem secreção, um pouco inchado e só dói quando você força muito, isso bate bem com um pós-operatório ainda em fase de maturação.
De forma bem objetiva: é comum levar alguns meses para o dedo ficar totalmente sem inchaço e sem dor ao esforço depois de uma matricectomia; com mais de um mês ainda ter algum incômodo é compatível com o esperado, desde que esteja melhorando com o tempo e sem sinais de inflamação forte. Se você notar que parou de melhorar ou piorou (mais inchaço, mais dor ou vermelhidão), vale voltar ao médico ou a um cirurgião de unhas especializado para revisar.
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Quanto tempo pode demorar a recuperação da matricectomia para unha encravada com bisturi e pontos?
Quanto tempo pode demorar a recuperação da matricectomia para unha encravada com bisturi e pontos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De forma geral, depois de uma matricectomia com bisturi e pontos (aquela cirurgia em que tiram parte ou toda a raiz da unha encravada), o tempo de recuperação costuma seguir mais ou menos este padrão:
Dor e incômodo inicial: mais forte nos primeiros 2–3 dias, melhorando bastante após 1 semana.
Pontos: normalmente são retirados em torno de 7 a 14 dias, dependendo do cirurgião e de como está cicatrizando.
Cicatrização da pele: em torno de 2 a 3 semanas para estar “fechada” e sem ferida aberta, se não houver infecção.
Voltar a andar normalmente / calçado fechado sem dor: geralmente entre 2 e 4 semanas, variando conforme o quanto você força o pé, se trabalha muito em pé, tipo de sapato etc.
Resultado mais estável (sem inchaço, sem sensibilidade, aparência mais “normal”): pode levar 1 a 3 meses para ficar realmente tranquilo.
O que mais atrasa a recuperação é: pegar infecção (a dor piora, começa a sair secreção, o local fica muito vermelho), usar sapato apertado cedo demais, não fazer o curativo como orientado ou ficar muito tempo em pé logo no começo. Se a dor estiver piorando depois do 3º–4º dia, ou se tiver muito inchaço, pus ou dificuldade até para encostar, vale retornar ao médico para ver se não infectou ou se algo nos pontos está irritando.
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Estou tomando repopil 35 a 1 semana, tive relação no primeiro dia de uso, corro risco de engravidar?
Estou tomando repopil 35 a 1 semana, tive relação no primeiro dia de uso, corro risco de engravidar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Corre, sim, algum risco.
Repopil 35 é um anticoncepcional combinado. A proteção não é imediata quando você começa a cartela agora (sem ser logo no 1º dia da menstruação anterior, com uso correto e sem pausa). Em geral, considera‑se que a pílula leva 7 dias de uso correto para oferecer proteção confiável na primeira cartela. Como você teve relação no 1º dia de uso, a pílula ainda não estava “valendo” como método contraceptivo e há risco de gravidez nessa relação, principalmente se houve ejaculação dentro e você não usou outro método (camisinha).
O que fazer agora: se essa relação aconteceu há até 5 dias, ainda dá para pensar em pílula do dia seguinte (levonorgestrel ou ulipristal), mas isso pode bagunçar um pouco o seu ciclo e a adaptação ao Repopil; ideal é discutir com um médico ou pelo menos com o farmacêutico sobre qual usar. Se já passaram mais de 5 dias, o que resta é manter o Repopil certinho, sem falhar, usar camisinha até completar 7 dias de comprimidos seguidos, e depois fazer um teste de gravidez em torno de 20 a 25 dias após essa relação de risco, se a menstruação/ sangramento da pausa não vier como esperado.
Resumindo: sim, existe risco de gravidez nessa relação do primeiro dia de uso; siga com o anticoncepcional corretamente e, dependendo do tempo decorrido desde a relação, avalie uso de pílula do dia seguinte e faça teste de gravidez depois para ter certeza.
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Meu filho de 7 anos está fazendo tratamento para vitiligo com a pomada Tarfic duas vezes ao dia. Com
Meu filho de 7 anos está fazendo tratamento para vitiligo com a pomada Tarfic duas vezes ao dia. Como ele é criança e se movimenta bastante, por vezes em poucos minutos "perde" a pomada que foi passada na mancha. Gostaria de saber se é preciso repassar a pomada ou se o tacrolimo penetra rapidamente na pele e não é preciso ficar repassando a pomada. Poderiam me informar se a absorção do princípio ativo é rápida ou lenta? Quanto mais tempo a pomada ficar na pele melhor? Qual é o tempo ideal? A bula não indica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tacrolimo do Tarfic é absorvido relativamente rápido pela pele, mas não é “instantâneo”. Em geral, a orientação prática é: se espalhou, formou aquela camada fina e ficou alguns minutos na pele, já começou a fazer efeito; não precisa ficar repassando toda hora se ele encostou a roupa ou esfregou um pouco depois.
Alguns pontos importantes, em texto corrido:
O tacrolimo atua localmente na pele, e a maior parte da penetração acontece nas primeiras dezenas de minutos após a aplicação. Ele não precisa ficar “visível” na pele por horas para funcionar; o que importa é ter sido aplicado em camada fina, na área certa, com contato direto com a pele por um tempo razoável. Em dermatologia, para pomadas semelhantes (tacrolimo, pimecrolimo, corticoide tópico), costuma-se considerar que 15–30 minutos de contato sem ser removida ativamente (lavar, tomar banho, fricção forte) já é mais que suficiente para boa absorção inicial. Depois disso, mesmo que a criança corra, brinque, encoste na roupa e a pomada “desapareça”, grande parte do ativo já penetrou.
Por isso, não é necessário nem viável ficar repassando toda vez que parecer que “sumiu” em poucos minutos, a não ser que você perceba que ele limpou/lavou a região logo depois (por exemplo, passou e ele foi nadar, tomou banho, lavou com sabonete, ou esfregou com toalha molhada logo em seguida). Nesses casos, em que a pomada é realmente retirada, vale reaplicar. Se foi só aquele “sumir” normal de pomada que é absorvida ou espalhada com a roupa, normalmente não precisa reaplicar.
Sobre “quanto mais tempo na pele, melhor”: até certo ponto, sim, mas tem um limite razoável. O que funciona é a regularidade (2x/dia todos os dias, conforme prescrito) e a aplicação correta (camada fina, pegando TODA a borda da mancha, sem esquecer áreas). Deixar o local besuntado de pomada o dia todo não vai necessariamente dar mais efeito e, em criança, pode até aumentar chance de irritação. Em termos práticos, pense assim:
– Aplicar com a pele seca, em camada fina;
– Evitar que ele molhe/lave aquela área por pelo menos uns 30 minutos depois;
– De resto, deixar a vida seguir normal.
Como a bula não traz tempo de “contato mínimo”, o que usamos é a experiência com tópicos semelhantes: se você consegue que ele fique quietinho uns 10–20 minutos após a aplicação (por exemplo, passar antes de dormir e após o banho, quando ele está mais calmo), já está excelente. Você não precisa ficar reparando se a pomada “sumiu” visualmente; isso é esperado.
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É necessário tomar a vacina anti tetânica após ter miíase?
É necessário tomar a vacina anti tetânica após ter miíase?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem toda miíase exige vacina antitetânica automática, mas a situação pede que o médico pense em tétano, sim. A lógica é a seguinte: tétano não vem da larva em si, e sim da bactéria Clostridium tetani, que vive no solo, fezes, ambiente sujo e pode entrar por qualquer ferida. Miíase geralmente acontece em ferida de pele exposta, muitas vezes já inflamada ou mal cicatrizada, que pode ter contato com sujeira. Então é o “tipo de ferida” em que o médico costuma revisar o esquema de vacinação antitetânica.
Na prática: se você está com o esquema de tétano em dia (3 doses completas na vida + reforço a cada 10 anos, ou a cada 5 anos em caso de ferida de risco), muitas vezes não precisa tomar nada, só registrar que está protegido. Se faz mais de 10 anos da última dose (ou mais de 5 anos em caso de ferida considerada suja/profunda) ou você não sabe seu histórico vacinal, aí sim geralmente se indica reforço da vacina, e em alguns casos específicos até imunoglobulina antitetânica, dependendo do tipo de ferida e do seu estado geral.
Então a resposta direta é: não é a miíase em si que “obriga” a vacina, mas qualquer ferida de pele desse tipo é momento de checar se o tétano está em dia; se não estiver, é recomendável tomar o reforço
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Estou fazendo o tratamento para a escabiose certinho com sabonetes, loções e remédios e também estou
Estou fazendo o tratamento para a escabiose certinho com sabonetes, loções e remédios e também estou lavando minha roupa com água quente...
Se eu tomar banho de sol, o sol ajudará a matar os ácaros da escabiose da minha pele da mesma forma como ele faz com os ácaros da roupa no varal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sol ajuda muito a matar ácaros e parasitas em roupas, lençóis, colchão, sofá, porque ali o bicho fica exposto, desidratando e pegando calor direto.
Na pele é outra história: o ácaro da escabiose fica dentro de túneis na camada mais superficial da pele, protegido por queratina, suor, oleosidade etc. Então, na prática, tomar sol não é capaz de “matar a sarna” na pele de forma eficaz.
O que realmente resolve a escabiose é:
– usar corretamente a loção/pomada indicada (geralmente permetrina, enxofre, etc.);
– repetir a aplicação no intervalo orientado (muitas vezes 7 dias depois);
– tratar todos os contatos próximos da casa ao mesmo tempo;
– cuidar de roupa de cama, toalhas e roupas íntimas (lavar, passar ferro, sol, quando possível).
Você pode tomar sol moderado se a pele não estiver muito irritada, mas isso entra mais como conforto e, no máximo, melhora um pouco coceira em algumas pessoas, não como parte real do tratamento. Exagerar no sol, inclusive, pode deixar a pele mais irritada, ressecada e coçando mais.
Então: o sol é ótimo para roupas e ambiente, mas não substitui nem aumenta de forma relevante o efeito do tratamento da escabiose na pele. Siga o esquema que seu médico passou e use o sol só como complemento para higienizar o que é de tecido e arejar a casa.
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Meu cabelo está muito ressecado depois do uso do medicamento tetralysal, é possível??
Meu cabelo está muito ressecado depois do uso do medicamento tetralysal, é possível??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível, sim, embora não seja o efeito colateral “clássico” descrito nas bulas. O Tetralysal (limeciclina, da família das tetraciclinas) é um antibiótico que pode mexer bastante com pele e anexo (oleosidade, microbiota, inflamação), e muita gente relata mudança na textura do cabelo durante o uso: fios mais secos, ásperos, sem brilho ou com frizz, principalmente se a pessoa já tinha tendência a ressecamento ou usava outros produtos agressivos (shampoo muito detergente, química, secador, etc.). A tetraciclina em si não “queima” o fio, mas pode reduzir um pouco a oleosidade natural do couro cabeludo e alterar a barreira cutânea; isso indiretamente deixa o comprimento do cabelo com menos proteção lipídica, então ele fica mais ressecado e quebra com mais facilidade. Em geral, esse efeito é reversível: depois que o tratamento termina, o couro cabeludo tende a voltar ao padrão anterior e, com alguns cuidados (shampoo mais suave, condicionador rico em lipídios/ceramidas, máscara 1x por semana, evitar excesso de calor), a textura costuma melhorar em algumas semanas a meses, conforme o cabelo novo vai crescendo.
O que é importante observar é se, além de ressecado, o cabelo está caindo demais, afinando muito ou se o couro cabeludo está irritado (coceira, descamação forte, dor ao toque), porque aí vale avaliar outras causas associadas (deficiência nutricional, hormônios, estresse, outro remédio junto) e não colocar tudo na conta do Tetralysal. Mas, como queixa isolada de ressecamento, é plausível sim ter relação com o uso e tende a não ser definitivo
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Gostaria de saber se o roacutan da marca Baush+Lomb é bom?
Gostaria de saber se o roacutan da marca Baush+Lomb é bom?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o Roacutan da Bausch + Lomb é considerado bom, no mesmo nível das outras marcas de isotretinoína.
Em resumo, o que importa é:
Princípio ativo: é isotretinoína, o mesmo do Roacutan “clássico” e de Amalfi, Isotretin, genéricos etc.
Eficácia: o que determina se o tratamento vai funcionar é principalmente:
dose diária em mg/kg;
dose total acumulada ao longo dos meses;
regularidade do uso (não ficar pulando dia);
tomar sempre com refeição com um pouco de gordura.
A marca não muda isso de forma significativa.
Diferença entre marcas: costuma ficar mais em:
excipientes da cápsula (óleo usado, corante, etc.);
tolerância individual (algumas pessoas sentem um pouco mais ou menos ressecamento, dor de estômago, dor de cabeça com uma marca específica).
Mas, do ponto de vista médico, Bausch + Lomb é laboratório grande, confiável, e a isotretinoína deles é amplamente usada.
Ou seja: se o seu dermatologista prescreveu ou se você precisou trocar para a versão da Bausch + Lomb por questão de disponibilidade ou preço, pode usar tranquilo, mantendo a mesma dose em mg que estava usando antes. Se notar qualquer mudança muito brusca em efeito colateral (dor de cabeça forte, enjoo, algo muito diferente do que sentia com outra marca), aí sim vale comentar com o derm para avaliar se troca de volta ou ajusta dose.
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Tem como clarear a pele do meu penis e remover as glandulas sebáceas com algum procedimento estético
Tem como clarear a pele do meu penis e remover as glandulas sebáceas com algum procedimento estético? Isso me incomoda demais e já não estou mais suportando.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dá para melhorar bastante, mas é importante separar duas coisas diferentes aí:
1) Escurecimento do pênis (cor da pele) 2) “Glândulas sebáceas” – que quase sempre são glândulas de Tyson / pápulas perladas / glândulas sebáceas ectópicas**
Vou te explicar de forma direta e prática, focando no que realmente existe de opção.
1. Clarear a pele do pênis: dá pra fazer, mas com limites
A pele do pênis (principalmente sulco, base do pênis, prepúcio e região pubiana) costuma ser naturalmente mais escura do que o resto do corpo, principalmente em quem é pardo/negro ou tem muita fricção (masturbação, sexo, roupa apertada, obesidade, depilação agressiva).
Causas comuns de escurecimento:
atrito crônico (sexo, masturbação, roupa apertada);
inflamações repetidas (candidíase, alergia a sabonete, pomada, preservativo);
depilação agressiva (lâmina, atrito, ceras);
genética: muita gente simplesmente tem a região genital mais pigmentada.
O que existe de tratamento estético para clarear:
Cremes clareadores manipulados por dermato:
costumam levar combinação de:
ácido azelaico, niacinamida, alfaarbutin, eventualmente um ácido suave;
hidroquinona é muito delicada nessa área, alguns evitam totalmente.
Ácido retinoico/retinoides tópicos leves: ajudam a renovar a pele e uniformizar tom, mas têm que ser usados com muito cuidado (irritam fácil).
Peelings químicos leves/“íntimos”: alguns consultórios fazem peelings específicos na região genital/perineal com concentrações baixas e controladas.
Laser / luz pulsada: alguns lasers para melanose genital ou para uniformizar tom podem ser usados, mas:
precisam de profissional que entenda de genital masculina;
risco de hiperpigmentar mais se fizer errado (principalmente em pele mais escura).
Pontos importantes:
Não existe “descolorir o pênis” para ficar igual à palma da mão. O objetivo é melhorar o contraste e uniformizar, não “branquear”.
Procedimento mal feito pode imar, manchar mais, gerar cicatriz, diminuir sensibilidade.
Produtos comprados pela internet prometendo “clareamento íntimo” em casa são, em geral, furada e arriscados.
Ou seja: sim, dá para clarear um pouco, mas é algo que tem que ser feito com dermatologista, explicando claramente que é uma queixa estética e que isso está afetando muito sua autoestima. Dá para traçar uma estratégia segura.
2. “Glândulas sebáceas” no pênis: o que são e o que realmente dá para remover
Aqui entram algumas possibilidades comuns (todas benignas e muito frequentes):
Glândulas de Tyson:
glândulas sebáceas normais ao redor da glande ou do sulco, parecem pontinhos ou fileirinhas esbranquiçadas/amareladas.
Pápulas perladas penianas:
pequenas “bolinhas” em volta da glande, em 1–2 fileiras, de cor esbranquiçada ou da cor da pele; super comuns.
Glândulas sebáceas ectópicas (tipo Fordyce):
pontinhos amarelados/brancos no corpo do pênis.
Todas essas características:
não são DST;
não viram câncer;
não fazem mal à saúde;
incomodam muito mais na cabeça (estética/ansiedade) do que no corpo.
Dá para remover? Dá. Mas tem preço.
Procedimentos possíveis:
Laser CO₂ ou eletrocauterização:
“queimam” pontinho por pontinho.
Vantagem: resultado estético pode ficar bom quando bem feito.
Desvantagem:
dói (mesmo com anestesia local incomoda);
pode ficar cicatriz, mancha, perda de sensibilidade em alguns pontos;
algumas glândulas podem voltar ou aparecer outras, porque elas fazem parte da anatomia.
Radiofrequência ablativa / plasma (plasmage, etc.):
similar à cauterização, mas alguns consideram mais “delicado”; ainda assim, risco de cicatriz existe.
Cirurgia clássica é raramente indicada, porque seria muito agressiva para algo benigno.
E por que muitos dermatos desencorajam:
Porque mexer demais numa área de pele tão fina e sensível pode dar um resultado pior do que o original, com:
microcicatrizes;
áreas esbranquiçadas sem glândulas;
irregularidade na textura;
às vezes alteração de sensibilidade (hipoestesia ou hipersensibilidade).
E, como é algo benigno, a relação risco/benefício nem sempre compensa.
Mas:
Quando o impacto psicológico é muito grande, a ponto de atrapalhar sua vida sexual, se olhar no espelho, autoestima, vale sim discutir com um dermatologista que faça estética genital masculina. Ele pode:
confirmar o diagnóstico (garantir que é mesmo benigno);
mostrar fotos de antes/depois reais de pacientes (quando tiver);
te falar claramente qual é o risco de cicatriz, de voltar, de não ficar perfeito.
3. O que dá para você fazer agora, sem se machucar
Não tentar destruir em casa com: agulha, ácido, pasta de dente, lâmina, “ácido de verruga”, nada disso.
Isso é receita para cicatriz, deformidade e infecção.
Marcar consulta com dermato (ou urologista com experiência em estética genital) e falar exatamente isso que você me falou:
“A cor do meu pênis e essas glândulas me incomodam demais, não estou mais suportando. Quero saber o que é seguro fazer esteticamente.”
Na consulta, peça três coisas objetivas:
Diagnóstico exato do que são esses pontinhos (glândulas de Tyson, pápulas perladas, Fordyce etc.).
Opções para clareamento seguro da pele do pênis.
Riscos reais e taxa de satisfação de procedimentos para reduzir/remover essas glândulas (laser, cauterização etc.).
Psicológico também conta:
não é frescura sentir que isso destrói sua confiança. Às vezes vale até conversar com terapeuta, porque muito homem sofre anos com isso achando que é “anormal”, quando, na verdade, é algo super comum e raramente a parceira repara tanto quanto ele imagina.
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Qual pomada devo usar para clarear as regiãos intimas como perianal e anus?
Qual pomada devo usar para clarear as regiãos intimas como perianal e anus?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em região íntima (perianal, ânus, virilha) não existe “uma pomada padrão” segura pra todo mundo, e é justamente aí que muita gente se machuca tentando clarear por conta própria.
Em pele íntima, o mais importante é entender por que está escurecida: atrito (calça apertada, sobrepeso, depilação), inflamação repetida (corrimento, alergia, papel higiênico, sabonete), fungo, melasma/influência hormonal ou só pigmentação normal da sua pele. Se a causa principal (atrito, inflamação, depilação agressiva) continuar, nenhum creme vai segurar clareamento por muito tempo.
Sobre “qual pomada” em tese poderia ser usada, falando de forma técnica e sincera:
1) O que costuma ser usado por dermatologistas (sempre prescrito/manipulado): – Combinações suaves com:
ácido azelaico (10–20%);
niacinamida;
alfa-arbutin;
derivados de vitamina C estáveis;
às vezes um retinoide bem leve, em concentração baixa.
São fórmulas manipuladas pensadas para área íntima, com pH e veículo adequados. Isso não dá um “branqueamento radical”, mas ajuda a uniformizar o tom aos poucos, com menos risco de irritação.
2) O que não é legal usar por conta própria na região anal/perianal:
Hidroquinona comprada pronta (principalmente ≥4%): ali a pele é muito fina, o risco de irritar, manchar mais (hiperpigmentação rebote) e até lesar é alto;
Ácidos fortes (glicólico, salicílico, retinoico em concentração alta) de rosto usados “no cu e na virilha” porque alguém falou no TikTok;
Pomadas clareadoras “íntimas” de internet, sem médico, com fórmula desconhecida.
3) Procedimento em consultório (quando realmente incomoda muito):
Alguns dermatos fazem “peeling íntimo” suave ou laser específico para melanose/hiperpigmentação genital, mas sempre depois de examinar, afastar fungo, dermatite, fissura, HPV, etc. Aí sim eles associam creme em casa (geralmente ácido azelaico + niacinamida ou algo do gênero).
Isso é o jeito mais efetivo e controlado em quem realmente quer clarear.
Resumindo de forma bem honesta: não existe um nome de pomada pronta de farmácia que eu possa te indicar “usa essa que é segura para períneo e ânus”, porque essa região é muito sensível e qualquer erro pode piorar a mancha e ainda deixar a área ardendo. O caminho certo é: ir a um(a) dermatologista, dizer claramente que sua queixa é estética de escurecimento íntimo, pedir avaliação e uma fórmula manipulada específica para região perianal/perineal, muitas vezes com ácido azelaico + niacinamida ou combinação parecida.
Enquanto isso, o que você pode fazer sem se ferrar:
evitar depilação muito agressiva (lâmina raspando todo dia, cera quente toda hora);
evitar calça muito apertada o tempo todo;
usar sabonete suave, sem esfregar forte;
se tiver coceira, corrimento, feridinhas, tratar isso primeiro, porque inflamação contínua escurece ainda mais.
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Vi na bula do fluconazol que uma das advertências é a alopecia. Desde que comecei a tomar meu cabelo
Vi na bula do fluconazol que uma das advertências é a alopecia. Desde que comecei a tomar meu cabelo caiu demais. Parei agora o tratamento. Quanto tempo demora para o meu cabelo voltar ao normal se é que voltará?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fluconazol realmente pode causar queda de cabelo em algumas pessoas, principalmente em uso prolongado ou em doses mais altas, e o padrão que você descreve (começou a tomar → cabelo começou a cair muito → você suspendeu) é bem compatível com isso. A boa notícia: na imensa maioria dos casos, esse tipo de queda é reversível depois que o remédio é interrompido.
O mecanismo costuma ser algo parecido com um eflúvio telógeno induzido por medicamento: o remédio “desprograma” parte dos fios, que entram em fase de queda ao mesmo tempo. Não é que o folículo “morreu”, ele só “troca de fase” de forma abrupta. O que se observa nos relatos e na prática é mais ou menos isso: após suspender o fluconazol, a queda ainda pode continuar forte por algumas semanas (porque o processo já foi disparado), depois vai reduzindo gradualmente; em torno de 2 a 3 meses muita gente nota que a queda volta ao padrão mais normal; e a sensação de “volume recuperado” costuma levar algo em torno de 4 a 6 meses, às vezes até perto de 9–12 meses para ficar como era antes, porque o cabelo cresce devagar (cerca de 1–1,5 cm por mês).
Se você já tinha algum outro fator de base (ferritina baixa, deficiência de vitaminas, tireoide alterada, ovário policístico, estresse pesado, uso de outros remédios), a recuperação pode ser um pouco mais lenta e a queda não ser “só” do fluconazol. Nesses casos, vale muito a pena fazer uma avaliação com dermatologista de queda capilar, pedir alguns exames básicos e, se for mesmo um eflúvio induzido por droga, ele pode só acompanhar ou, se achar indicado, usar loções, suplementos e orientar melhor o cuidado do fio nesse período.
Em resumo: sim, o fluconazol pode ter sido o gatilho; sim, na maioria das vezes o cabelo volta ao padrão anterior; e, em termos de prazo, pense em algo na faixa de meses, não de dias: umas semanas para a queda ir acalmando e alguns meses para recuperar volume. Se a queda continuar intensa por mais de uns 3 meses após parar, ou se o cabelo estiver afinando muito em áreas específicas (entradas, topo), aí é essencial investigar outras causas junto, não só culpar o fluconazol.
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Gostaria de saber se é possível comprar pomada trok-N sem receita?
Gostaria de saber se é possível comprar pomada trok-N sem receita?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Trok-N é uma pomada de tarja vermelha, com corticoide, antibiótico e antifúngico. Pela regra, ela só deveria ser vendida com receita médica, porque o corticoide tópico é de uso controlado. Na prática, algumas farmácias ainda acabam vendendo sem pedir receita, mas isso não é o certo do ponto de vista legal e nem é o ideal do ponto de vista médico, porque o uso errado pode mascarar infecções, piorar micose e afinar a pele se usada muito tempo.
Então a resposta é: oficialmente precisa de receita, e o recomendável é passar em médico para ver se Trok-N é mesmo a pomada indicada para o seu caso, em vez de usar por conta.
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Estou com uma mancha preta no rosto, passava um remédio corticoide para tirar manchas de espinhas, a
Estou com uma mancha preta no rosto, passava um remédio corticoide para tirar manchas de espinhas, acabou criando essa mancha preta que sempre começa arder muito e queimar e criar até feridas, cicatriza por 1 semana e depois volta novamente, já tem 2 anos assim, estou com medo de ir no dermatologista e ser câncer vou ficar muito impactado..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso que você está descrevendo não é normal e precisa ser visto por um dermatologista, mas não dá pra concluir que é câncer só pela sua descrição. E adiar por medo geralmente só aumenta a angústia e, se for algo tratável simples (que é o mais comum), você fica sofrendo à toa.
Pelo quadro: uso prolongado de corticoide no rosto, mancha escura que queima, arde, faz ferida, melhora e volta há 2 anos. Algumas possibilidades que vêm à cabeça, sem te examinar: dermatite por corticoide (atrofia + irritação), eczema de contato, melasma/hiperpigmentação pós-inflamatória, algum tipo de dermatose crônica que você está “mascarando” com corticoide e ela volta sempre que inflama de novo. Corticoide no rosto, quando usado por muito tempo e sem supervisão, pode piorar muita coisa: afina a pele, muda a pigmentação, dificulta a cicatrização e deixa a região mais sensível a sol e irritação.
Câncer de pele costuma ter alguns sinais de alerta: lesão que não cicatriza totalmente, sangra fácil, cresce ou muda de formato, bordas irregulares, várias cores, ou uma “feridinha” persistente que nunca some de fato. No seu caso, você fala que cicatriza por uma semana e volta no mesmo lugar, o que pode ser tanto algo inflamatório crônico quanto outra coisa. Só olho treinado + dermatoscópio conseguem diferenciar isso com segurança. E se, por azar, for algo pré-cancerígeno ou um câncer inicial, é justamente agora que é mais fácil tratar e resolver com o mínimo de impacto.
Sobre o medo: é muito comum. Muita gente adia consulta por receio de ouvir uma má notícia. Mas, se você parar pra pensar, hoje você já está vivendo com o pior cenário na cabeça (“e se for câncer?”) sem diagnóstico e sem tratamento. Ir ao derm não cria um problema; no máximo, revela algo que já existe e que, quanto mais cedo tratado, melhor. E a grande maioria das manchas desse tipo, principalmente em alguém jovem e com história de uso de corticoide, acaba sendo coisa chata, mas benigna e tratável (troca de pomada, tratamento para mancha, ajustar sol, às vezes biópsia só pra garantir).
O que eu faria no seu lugar agora: 1) parar de usar qualquer corticoide no rosto por conta própria; 2) marcar consulta com dermatologista e já ir com isso em mente: “quero entender o que é essa mancha que inflama e formar ferida, uso antigo de corticoide, estou com medo de câncer”; 3) se o derm sugerir biópsia, encarar como um passo de segurança, não como sentença. Biópsia é pequena, rápida e te dá paz de espírito.
Você não precisa enfrentar isso sozinho, nem sair da consulta já com uma resposta pesada. Às vezes, o derm olha, fala “não tem cara de maligno, mas está muito irritado, vamos tratar assim e, se não melhorar, pensamos em biópsia”. Só de ter alguém olhando de perto, o medo costuma cair pela metade.
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No caso uma dermatologista me recomendou minoxidil 1mg juntamente com finasterida 1mg. Mas chego tam
No caso uma dermatologista me recomendou minoxidil 1mg juntamente com finasterida 1mg. Mas chego também a ingerir tadalafila 5mg geralmente na quinta, sexta, sábado e domingo. Na sua opinião há algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Minoxidil 1 mg + finasterida 1 mg + tadalafila 5 mg em dias intercalados, em princípio, é uma combinação que costuma ser possível
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Eu tive verrugas na pele durante a infância, surgiram em várias partes do meu corpo, mas foram retir
Eu tive verrugas na pele durante a infância, surgiram em várias partes do meu corpo, mas foram retiradas. Anos depois, ainda muito jovem, surgiu uma no meu joelho e nada mais. Nunca dei bola para ela, mas ultimamente estou receosa. Essa variante do HPV também é transmitida por contato sexual ou somente em contato com a pele? Mesmo com essa única verruga no joelho, significa que estou contaminada pra sempre?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa verruguinha do joelho, do jeito que você descreveu, muito provavelmente é causada por um tipo de HPV “cutâneo”, diferente dos tipos ligados a câncer de colo de útero, pênis, ânus, etc.
De forma bem direta:
Existem muitos tipos de HPV. Alguns têm “tropismo” por pele (causam verrugas comuns em mão, joelho, cotovelo, pé), outros por mucosa genital/anal/oral (condilomas e lesões relacionadas a câncer). As verrugas comuns de pele da infância e essa do joelho costumam ser HPV cutâneo de baixo risco oncológico, que se transmite principalmente por contato pele com pele, objetos, piscina, pequenos traumas, e não é o típico HPV que se transmite em relação sexual ou que causa câncer ginecológico. Em tese, qualquer área de pele em contato muito íntimo pode transmitir, mas, na prática, ninguém considera uma verruga isolada no joelho como fonte relevante de DST.
Sobre “estar contaminada para sempre”: o HPV não funciona como uma bactéria que você “mata” e acabou, mas também não significa que você vai carregar para sempre de forma ativa. Em muitas pessoas, o sistema imune controla totalmente o vírus: a verruga some e, com o tempo, é como se estivesse “apagado” no organismo, sem manifestar nada e com risco baixíssimo de transmissão. O fato de você ter uma única verruga estável no joelho há anos sugere algo bem benigno, mais uma lembrança de infecção antiga e localizada do que uma “contaminação generalizada”.
Então, em resumo: esse tipo de verruga cutânea geralmente é por HPV de pele, não é a mesma coisa que HPV genital adquirido por sexo; não é encarado como IST e não é um marcador de que você está “condenada” ou “contaminada para sempre” no sentido que se usa para HPV genital. Se te incomoda esteticamente ou pela ansiedade, dá para remover com dermatologista (cauterização, crioterapia, etc.) e pronto.
Perguntas frequentes
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Quando eu vou jogar futebol, principalmente com pessoas mais velhas, eu sinto muito medo e ansiedade
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Sim, a…