Perguntas do paciente (3333)

  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O luto não tem um prazo rígido, mas o fato de você estar se sentindo cada vez mais paralisada, sem prazer, chorando diariamente, exausta e com dificuldade para trabalhar e conviver merece avaliação profissional. Esses sinais podem aparecer tanto em um luto prolongado quanto em um quadro depressivo, e somente uma avaliação clínica poderá diferenciá-los. Procure um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra; você não precisa esperar piorar para buscar ajuda. Se surgirem pensamentos de morte ou de se machucar, procure atendimento imediato.


  • Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess

    Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    As perdas que ela sofreu foram muito intensas, e reações ao luto podem aparecer ou se transformar ao longo da adolescência. Mudanças nas roupas, por si só, não indicam um problema; já irritabilidade, isolamento, queda escolar, alterações de sono, comportamentos de risco ou sofrimento persistente merecem atenção. Tente se aproximar sem críticas ou interrogatórios, mostrando que está disponível para ouvir. Seria indicado oferecer acompanhamento com psicólogo de adolescentes que tenha experiência em luto e trauma, sem apresentar isso como punição ou como se houvesse algo “errado” com ela.


  • Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos

    Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
    Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
    Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
    Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
    Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?

    obrigado pela ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pelo seu relato, sua esposa já declarou que não deseja retomar o casamento e está se relacionando com outra pessoa. Esperar que ela se arrependa mantém você preso a uma possibilidade que não depende apenas do seu esforço. Uma reconciliação só pode acontecer quando os dois desejam reconstruir e demonstram isso por atitudes concretas. Neste momento, o mais saudável é aceitar o limite colocado por ela, estabelecer regras claras para a convivência na mesma casa, proteger as filhas dos conflitos e buscar psicoterapia individual e orientação jurídica para organizar uma possível separação. A infidelidade e a ruptura do vínculo podem gerar um sofrimento profundo, mas insistir não obriga o outro a amar novamente e pode prolongar sua humilhação e seu luto.


  • Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente c

    Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente carinhoso e inteligente. Porém, tem duas questões que vem me preocupando: o comportamento dele na escola e a fala dele dentro de casa.
    Na escola, ele não consegue ficar quieto e nem obedecer as ordens da professora. Tem dias e dias... E agora, por motivos de saúde, ele precisou morar com minha mãe, porque me encontro internada por complicações de nefrite lúpica e sem previsão de alta. Aí, ele tem uns comportamentos estranhos lá. Tipo: furar sofá com o alicate, falar besteira... Hoje por exemplo, ele disse a tia dele que ele tem um lado bom e um lado ruim. E que o lado ruim mandou ele fazer aquilo (tiva estragado o lenço umedecido da avó dele). Estou preocupada! Não sei como agir. O que devemos fazer? Tendo em vista que estou em outra cidade.
    Isso pode ser sinais de sociopatia? Autismo? TDAH?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Pelo que você descreve, seu filho parece ter muitas qualidades e energia, mas também apresenta dificuldades importantes de regulação emocional, impulsividade e respeito a limites. Isso não significa automaticamente um diagnóstico específico, mas quando comportamentos são intensos, frequentes e geram prejuízo em casa, na escola ou nas relações, é importante investigar. Autismo e TDAH só podem ser avaliados por profissionais por meio de uma análise cuidadosa do desenvolvimento, comportamento e contexto. Uma avaliação com psicólogo ou neuropediatra pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e orientar intervenções adequadas.


  • Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dif

    Conheci meu noivo há mais de 3 anos, mas pessoalmente tem poucos meses. Desde então, estou tendo dificuldade de lidar com o fato de ele ter sido casado e ter filhos. Os filhos não são um problema para mim, gosto deles — até porque eu também tenho uma filha que ele trata como dele, já que ela não tem presença do pai biológico.
    Mas o fato de saber que ele sempre vai ter contato e uma ligação com a ex me machuca muito. Não estou sabendo lidar com isso. Na minha cabeça, nunca vou ter essa ligação forte com ele; ele sempre vai ter um sentimento forte pela mulher que deu a ele o papel de pai? Sem contar que a mãe dele não para de falar dela, e isso me incomoda muito.
    Sou 18 anos mais nova q ele, sinto q não tenho maturidade ainda pra lidar com um relacionamento aonde a pessoa ja foi casada a tnts anos antes.
    Mais não quero desistir desse relacionamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O que você vive é muito delicado. Estar em um relacionamento onde há mentiras repetidas e quebra de confiança gera insegurança e sofrimento real. Não é apenas sobre o passado da pessoa, mas sobre como você se sente no presente e se há transparência e respeito. A diferença de idade também pode influenciar expectativas e maturidade emocional. Talvez seja importante refletir se você se sente segura, valorizada e tranquila nessa relação. Um espaço terapêutico pode te ajudar a fortalecer seus limites e tomar decisões mais conscientes.


  • Como as habilidades conceituais são interpretadas na avaliação neuropsicológica ?

    Como as habilidades conceituais são interpretadas na avaliação neuropsicológica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Habilidades consideradas “acima da média” na avaliação neuropsicológica indicam pontos fortes cognitivos, como memória, raciocínio ou linguagem mais desenvolvidos. Isso não significa ausência de dificuldades em outras áreas, apenas mostra um perfil com recursos importantes que podem ser estimulados e aproveitados.


  • queria perguntar como melhorar o flatline, porque estou vivendo um pesado, me encontro sem motivação

    queria perguntar como melhorar o flatline, porque estou vivendo um pesado, me encontro sem motivação, só acordo cansado, sem emoções, nem alegre e nem feliz, isso ta me prejudicando e tô preocupado com meu relacionamento tambem. estou lutando contra vicio do PMO e ta mega dificil.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A sensação de flatline que você descreve, com falta de motivação, emoções reduzidas e impacto no relacionamento, pode estar relacionada a exaustão emocional, depressão ou um período de adaptação após mudanças intensas. Quando há sofrimento e prejuízo, é importante buscar avaliação profissional para compreender melhor o quadro e receber orientação adequada.


  • acho que estou vivendo um flatline. ultimamente estou lutando contra a pornografia e ja estou a 17 d

    acho que estou vivendo um flatline. ultimamente estou lutando contra a pornografia e ja estou a 17 dias sem sentir nada com um esgotamento emocional que me aferta diretamente, atualmente me encontro em um relacionamento e fico muito preocupado de afertar pq nao quero perder ela. tem um tempo limete para o flatline ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Após interromper o uso de pornografia, é comum passar por um período de adaptação em que há redução de libido ou prazer, especialmente se o uso era frequente. Não existe um “tempo exato” igual para todos, pois depende da intensidade e duração do hábito, além de fatores emocionais. Se isso está causando sofrimento ou afetando seu relacionamento, conversar com um profissional pode ajudar a atravessar essa fase com mais equilíbrio.


  • Como superar a dor de uma traição por pornografia? Descobri em Agosto do ano passado, mas há dias qu

    Como superar a dor de uma traição por pornografia? Descobri em Agosto do ano passado, mas há dias que são mais e menos difíceis para mim, não consigo ter relação sem me sentir profundamente triste e decepcionada, e ele parece incomodado ou com raiva quando me ve chorando ou questionando. Não consigo me entender nesse momento. Desde já agradeço!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Sentir menos prazer e dificuldade de se conectar emocionalmente pode ter diversas causas, como estresse, ansiedade, depressão ou conflitos internos não elaborados. O fato de você perceber isso já mostra consciência. Vale investigar com cuidado o que está acontecendo na sua vida e como você tem se sentido de forma mais ampla.


  • Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.

    Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Quando a presença de alguém desperta crises de ansiedade, pode haver gatilhos emocionais ligados a medo de abandono, insegurança ou experiências passadas. Não significa necessariamente que a pessoa seja o problema, mas que algo na dinâmica ativa suas vulnerabilidades. Entender esses gatilhos em terapia pode ajudar a construir relações mais seguras.


  • Quais sintomas indicam a necessidade de um estudo neurocognitivo?

    Quais sintomas indicam a necessidade de um estudo neurocognitivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A necessidade de um estudo neurocognitivo pode surgir quando há prejuízo acadêmico, profissional ou social persistente, sem explicação clara, ou quando há suspeita de transtornos do neurodesenvolvimento ou alterações cognitivas.


  • Como o perfil neurocognitivo se altera com disfunções, segundo a neuropsicologia?

    Como o perfil neurocognitivo se altera com disfunções, segundo a neuropsicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Segundo a neuropsicologia, alterações podem envolver dificuldades específicas em funções como atenção, memória, linguagem ou funções executivas, sempre considerando o contexto individual.


  • O que diferencia um funcionamento cognitivo "normal" de um "complexo/alterado"?

    O que diferencia um funcionamento cognitivo "normal" de um "complexo/alterado"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Um funcionamento considerado “normal” tende a apresentar maior equilíbrio entre áreas, enquanto um perfil complexo pode mostrar discrepâncias significativas ou impacto funcional relevante.


  • Qual a diferença entre funções cognitivas e funções executivas?

    Qual a diferença entre funções cognitivas e funções executivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Funções cognitivas incluem memória, atenção e linguagem, enquanto funções executivas envolvem planejamento, organização, tomada de decisão e controle de impulsos.


  • Qual o papel da neurociência na análise do perfil neurocognitivo complexo/alterado?

    Qual o papel da neurociência na análise do perfil neurocognitivo complexo/alterado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A neurociência contribui ao oferecer bases para compreender como diferentes áreas do cérebro interagem, ajudando a explicar padrões variados de funcionamento.


  • . Quais são os sinais de um perfil neurocognitivo complexo/alterado?

    . Quais são os sinais de um perfil neurocognitivo complexo/alterado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Os sinais podem incluir dificuldades persistentes em aprendizagem, atenção, memória, regulação emocional ou adaptação social, especialmente quando coexistem com pontos fortes específicos.


  • O que torna um perfil neurocognitivo "complexo"? .

    O que torna um perfil neurocognitivo "complexo"? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    O que torna um perfil “complexo” é justamente a combinação de variáveis, como diferenças marcantes entre áreas cognitivas, questões emocionais associadas ou histórico de desenvolvimento atípico.


  • Como identificar um perfil neurocognitivo complexo?

    Como identificar um perfil neurocognitivo complexo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    A identificação ocorre por meio de avaliação detalhada, que inclui entrevista, testes específicos e análise do contexto de vida da pessoa. É essa integração que permite compreender a complexidade.


  • O que caracteriza um perfil neurocognitivo complexo?

    O que caracteriza um perfil neurocognitivo complexo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Ele se caracteriza por um funcionamento heterogêneo, com discrepâncias entre habilidades, presença de comorbidades ou impacto significativo no cotidiano que não se explica por um único fator.


  • O que avalia um perfil neurocognitivo complexo? .

    O que avalia um perfil neurocognitivo complexo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Rosângela Fatori

    Ele avalia diferentes funções cognitivas, além de considerar aspectos emocionais e adaptativos, buscando entender o funcionamento global.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.