Perguntas do paciente (197)

  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    É comum as pessoas se inspirarem em imagens de revista, redes, pessoas perfeitas e anota desejos, looks, corpos, casas, vidas. Querer, imaginar e listar não é, por si só, estranho. Agora o que merece atenção não é o conteúdo da lista. É o que acontece depois o impulso mesmo sabendo que aquilo não é real, a ansiedade, o esquecimento do que é importante no dia a dia e a mudança de guarda para jogar fora. Isso sugere que o hábito deixou de ser só um sonho no papel e passou a ocupar espaço emocional e mental.
    Quando a gente fica presa em um ideal distante, duas coisas costumam acontecer juntas
    a comparação constante alimenta a sensação de que a vida real não chega lá, e o ato de anotar vira um alívio momentâneo como se organizar o desejo fosse controlá-lo, mas depois vem culpa, vergonha ou o medo de perder aquilo e aí vem o jogar fora.
    O esquecimento do que é importante faz sentido nesse quadro a mente está ocupada ensaiando um mundo paralelo. Não significa que você não se importa com o que importa. Significa que a atenção está sendo puxada com força para outro lugar.
    Isso é normal? O desejo de ser ou ter algo bonito, sim, é comum. O sofrimento que você descreve a ansiedade + prejuízo na memória do cotidiano já é um sinal de que vale olhar com mais cuidado.
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Isso é um cálculo de pertencimento.
    Você aprendeu que certas partes suas podem custar aceitação.
    O seu medo não é irracional. Ele protege você de muitas coisas. O problema é o preço para não ser rejeitado, você rejeita partes suas antes que o outro o faça.
    Diminuir esse medo não é parar de se importar. É separar o risco real.
    Existe gente que debocha, inveja e diminui. Negar isso é ingenuidade. A pergunta útil não é como nunca ser zombado, e sim com quem vale a pena me mostrar inteiro?
    O risco imaginado o cérebro generaliza. Uma gozação vira todo mundo vai rir. Um olhar vira estão me achando pretensioso. Aí você se esconde preventivamente e confirma a crença de que só é aceito se for menor.
    A função do esconder esconder qualidade é uma forma de apego, se eu não aparecer demais, não me abandonam. Funciona no curto prazo. No longo, gera uma vida pela metade competente por dentro, contido por fora.
    O que eu costumo trabalhar com meus pacientes.
    Nomeamos o custo. O que eu deixo de viver quando diminuo minha inteligência, minha estética, minha franqueza?
    Medo diminui quando deixa de ser só ameaça e vira escolha consciente.
    Exponha em doses, não em palco.
    Não precisa chegar vestido e falando tudo no primeiro ambiente hostil. Comece com pessoas e espaços onde competência não é crime. Um contexto seguro ensina o sistema nervoso que aparecer não equivale a ser expulso.
    Trocamos o vou ser invejado por quem inveja não é meu parâmetro.
    Inveja diz mais sobre o outro do que sobre você. Se a sua régua for a pessoa média ameaçada, você vai se podar para caber nele.
    Trate a aparência como congruência, não como performance.
    Cuidar do que veste pode ser vaidade, pode ser estética, pode ser respeito por si. Eu sempre pergunto para mus pacientes isso te representa ou você esta se fantasiando para ser aceito?
    Você não precisa converter quem precisa que você seja menor para ele se sentir maior.
    O medo da rejeição não some quando você fica inofensivo. Ele ameniza quando você descobre que pode ser visto e continuar inteiro mesmo que alguém não goste.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Não.
    Crença disfuncional quase nunca some de vez, como se tivesse sido apagada.

    Ela pode mudar de verdade, ficar menos automática, menos convincente e deixa de mandar na vida. Mas o cérebro não deleta a via antiga. Em estresse, rejeição ou cansaço, ela pode voltar.
    Isso não significa que a mudança falhou. Significa reativação, não retorno ao zero.
    O critério útil não é nunca mais aparecer. É reconhecer mais rápido e não obedecer automaticamente.

    Dá para mudar de forma duradoura. Quase nunca dá para mudar de forma total e permanente em qualquer circunstância.

    Psicóloga Rosani Isobe


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Aos 18 anos já perceber esse vazio, a sensação de que a alegria não foi comigo e a falta de vontade já é motivo suficiente para procurar ajuda. Não precisa esperar piorar.
    Quando momentos felizes parecem atuação e o vazio só se disfarça, a mente costuma estar distante de si mesma. O tempo fica pesado, o futuro assusta e o que você quer parece inatingível.
    Esses pensamentos pedem cuidado agora.
    Você deveria procurar ajuda. Uma psicóloga e, se preciso, um psiquiatra também pode investigar o que está por trás disso vazio, desconexão, desânimo, medo do futuro, e tratar. Não é frescura e não é só fase.
    Você não precisa ter um plano de vida pronto para merecer atendimento. Chegar com o que você descreveu já é o suficiente.
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    O que você descreve não é incoerente. É o que acontece quando a vida ainda parece não ter começado e, de repente, outra vida passa a ocupar o centro.
    Não ter planos e, ao mesmo tempo, temer que o bebê roube a sua vida faz sentido, se você sente que quase não viveu, a gravidez pode parecer o fim da chance não o início. O pensamento ele é amado e eu não costuma falar da sua falta, não da qualidade do seu amor pelo filho.
    Desespero no começo, mudança escondida da mãe, isolamento e a tentativa de gostar à força pesam. Ambivalência na gravidez é comum. Sofrer sozinha com isso não precisa ser.
    Conte como está se sentindo no pré-natal. Peça encaminhamento para psicóloga, de preferência com experiência em gestação.
    Não carregue a mudança e o segredo sozinha. Uma pessoa segura já diminui o peso.
    Separe o cuidado com o bebê do cancelamento de você. Você também precisa de espaço, rotina e algum desejo que seja só seu mesmo pequeno.

    Você não precisa escolher entre ter vida e ser mãe neste momento. Precisa de apoio para as duas coisas existirem. Procurar ajuda agora é cuidado com você e com o bebê, não fraqueza.
    Att,
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Depois de quase três anos de relacionamento, aquela sensação gostosa podem diminuir, e isso gera muita ansiedade especialmente quando você não quer machucar quem ama e também não quer terminar.
    É possível sentir carinho, reconhecimento pelo cuidado dele e ainda assim ter dúvidas sobre o amor e o entusiasmo. Muitas vezes a rotina, a ansiedade ou até uma fase de carência emocional se misturam com o sentimento, deixando tudo confuso. O fato de você conseguir conversar até tarde e não se sentir presa ao lado dele mostra que ainda existe conexão, ao mesmo tempo, a falta daquele brilho de antes merece ser olhada com atenção e sem julgamento.
    Na terapia a gente cria um espaço seguro para você explorar exatamente isso.
    Não é sobre forçar o sentimento, e sim sobre entender o que está acontecendo com você de forma genuína. Muitas pessoas conseguem reencontrar ou reconstruir a conexão quando olham para esses pontos com calma e acompanhamento.
    Se quiser, posso te acolher em uma primeira conversa (online ou presencial) para conversarmos sobre o que você está sentindo e vermos juntos os próximos passos, no seu ritmo.
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    No seu caso, a pesquisa sobre fobia social parece ter reforçado o medo de ter crises ao sair de casa, o que levou ao isolamento. Isso não significa que você criou o problema já existia uma dificuldade de interação social, mas a busca constante por informações pode ter amplificado a ansiedade e dificultado a exposição gradual às situações sociais.
    Sim, pesquisar sintomas com frequência pode atrapalhar o tratamento. Ela mantém o cérebro em estado de alerta, aumenta a hipervigilância corporal e emocional e dificulta a redução da ansiedade que o medicamento e a terapia tentam promover. O escitalopram precisa de tempo para fazer efeito geralmente algumas semanas, e enquanto isso a terapia ajuda a interromper esse ciclo de pesquisa, medo e isolamento.
    A terapia pode ajuda muito.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    A dificuldade de foco que muitas pessoas passaram a sentir depois da pandemia é bastante real o excesso de telas, a mudança de rotina e o cansaço mental acumulado afetaram a capacidade de concentração de muita gente. Quando até a leitura, que antes era prazerosa, vira um esforço, isso gera frustração e a sensação de que algo está errado comigo.
    Esse impulso costuma ser uma forma automática de buscar alívio rápido ou estimulação quando a mente está sobrecarregada ou sem energia para tarefas que exigem foco sustentado.
    A terapia vai te ajudar a entender o que está por trás dessa queda de foco e da perda de prazer na leitura, e desenvolver estratégias práticas de regulação da atenção e de manejo do celular e recuperar, aos poucos, a capacidade de se engajar em atividades que antes faziam sentido
    Não se trata de forçar disciplina, mas de reconstruir uma relação mais saudável com o foco, com o prazer e com a produtividade, no seu ritmo.
    Se quiser, posso te acolher em uma primeira conversa para explorarmos juntos o que tem acontecido e traçarmos caminhos possíveis.
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    O que você está sentindo é tão real e frequente que a psicologia costuma chamar informalmente de post-visit blues, a melancolia pós-visita. É a ressaca emocional que acontece quando transitamos de um estado de extrema felicidade e conexão para a rotina normal de forma muito rápida. Não há nada de errado com você, com sua família ou com seu namoro. Essa tristeza não é um sinal de fraqueza, ela é, na verdade, o reflexo do tamanho do amor e da sintonia que vocês construíram nesses quatro dias.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    O desejo de conexão profunda que você sente desde a adolescência, a tristeza de ainda não ter vivido isso de forma plena e a angústia de já deveria saber lidar com isso aos 25 são sentimentos muito humanos e muito mais comuns do que a gente imagina. Você não está sendo fútil. Está sendo honesto consigo mesmo.
    Muitas pessoas carregam essa sensação de falta e de vulnerabilidade, especialmente quando já tiveram relacionamentos mais superficiais e sentiram que não era a pessoa certa. A pressão de ter a vida resolvida carreira, estabilidade, felicidade antes de se permitir buscar alguém também costuma pesar bastante.
    Não existe uma regra que diga que você precisa estar 100% estável e completo antes de se abrir para um relacionamento. Ao mesmo tempo, quanto mais você se conhece, se acolhe e constrói uma relação saudável consigo mesmo, mais fácil fica reconhecer e sustentar uma conexão verdadeira com outra pessoa. Os dois movimentos podem caminhar juntos.
    Na terapia a gente cria um espaço seguro para explorar exatamente isso, de onde vem esse desejo tão antigo de intimidade, o que tem atrapalhado a construção de relações mais profundas, como lidar com a angústia e com a pressão do tempo, e como se permitir viver a partilha de vida sem se abandonar no processo.
    Você não precisa ter todas as respostas agora. Podemos caminhar juntos nessa busca de compreensão e de mais leveza.
    Se quiser, posso te acolher em uma primeira conversa (online ou presencial em Brasília). É um espaço só seu, sem julgamento e no seu ritmo.

    Psicóloga Rosani Isobe
    CRP 01/24007


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Muita gente que já passou por depressão sente exatamente isso, a sensação de que ela fica à espreita, pronta para voltar quando algo difícil acontece.
    Isso acontece porque a depressão não é só um episódio isolado. Depois de uma crise, o cérebro e o corpo costumam ficar mais sensíveis a estresse, perdas, decepções ou mudanças. É como se o sistema de regulação emocional ficasse com a memória daquele sofrimento, reagindo com mais intensidade diante de novos acontecimentos ruins. Além disso, padrões de pensamento autocrítica, desesperança, tendência a se isolar e até alterações biológicas podem deixar a pessoa mais vulnerável a recaídas.
    Mas isso não significa que a depressão seja inevitável ou que você esteja condenado a ela. Com acompanhamento psicológico é possível identificar os sinais precoces de que algo está começando e construir uma base emocional mais estável, para que os acontecimentos ruins não tenham o mesmo poder de derrubar tudo de novo.

    A terapia ajuda justamente a transformar essa sensação de ela está sempre à espreita em algo mais gerenciável e, com o tempo, menos ameaçador.
    Se você está sentindo essa preocupação ou já viveu recaídas, posso te acolher em um espaço seguro para conversarmos sobre isso. Uma primeira conversa já pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e quais caminhos fazem sentido para você.
    Quer me contar um pouco mais sobre como isso tem se mostrado na sua vida?

    Psicóloga Rosani Isobe
    CRP 01/24007


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    O que você descreve, impulsividade, dificuldade de se manter no trabalho, distração constante com conteúdos livros, cursos e perfeccionismo é algo que afeta bastante a produtividade e gera muita frustração. E sim, tanto a TCC quanto a psicoterapia de forma geral podem te ajudar de forma significativa.
    A Terapia Cognitivo Comportamental é especialmente eficaz para trabalhar:
    Impulsividade e regulação do comportamento
    Dificuldade de foco e procrastinação
    Perfeccionismo que muitas vezes trava mais do que ajuda
    O ciclo de preciso consumir mais conteúdo que acaba se tornando uma forma de escape ou hiperfoço

    Além disso, em muitos casos esse padrão está associado a características de TDAH mesmo em adultos que nunca foram diagnosticados. A terapia ajuda a mapear o que está por trás, desenvolver estratégias práticas de organização e, principalmente, criar uma relação mais saudável com o trabalho e com o próprio ritmo.
    Na abordagem que utilizo, integro elementos da TCC com um olhar humanista e acolhedor, respeitando sua forma de funcionar e trabalhando sem cobrança excessiva.
    Se quiser, podemos marcar uma primeira conversa para eu entender melhor como isso tem se manifestado no seu dia a dia e ver juntos quais caminhos fazem mais sentido para você.
    Quer me contar um pouco mais sobre como isso tem impactado sua rotina?

    Psicóloga Rosani Isobe
    CRP 01/24007


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Sim, repetir uma pequena frase ou palavra por alguns minutos o que chamamos de mantra ou repetição meditativa pode realmente produzir um efeito relaxante e calmante na mente.
    Quando praticamos de forma consistente, o cérebro tende a diminuir a atividade das ondas mais rápidas associadas a tensão e preocupação e aumentar as ondas mais lentas, como alfa e teta, que estão ligadas a estados de relaxamento e quietude mental. Muitas pessoas relatam redução da ansiedade, maior sensação de presença e alívio do excesso de pensamentos.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Olá!
    Muito obrigada por ter coragem de compartilhar isso aqui. Imagino o quanto deve ser pesado carregar esse pensamento todos os dias por 4 anos, a culpa pelo erro que cometeu, a saudade que não passa, e ainda a sensação de que nenhum outro relacionamento preenche esse vazio. Isso mostra o quanto essa conexão foi e ainda é significativa para você.
    No meu consultório e na terapia especialmente na abordagem humanista, a gente cria um espaço seguro e sem julgamentos para você explorar exatamente isso, o que essa pessoa representa na sua vida, o que ficou pendente, como esse apego emocional pode estar afetando seus relacionamentos atuais e, principalmente, o que você precisa para seguir em frente com mais leveza e autenticidade.
    É muito comum idealizarmos alguém do passado quando algo ficou inacabado e é possível trabalhar isso de forma gentil, entendendo os padrões emocionais que estão por trás. Você não está presa para sempre, muitas pessoas conseguem transformar essa ruminação em autoconhecimento e abrir espaço para relacionamentos mais plenos.
    Se você sentir que é o momento de olhar para isso com mais profundidade, eu adoraria te acolher em uma primeira conversa pode ser online. Não precisa ser uma decisão grande é só um espaço para você falar mais sobre o que está sentindo e a gente ver se há uma boa conexão de trabalho.
    Com carinho
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Olá!
    Primeiro, quero te dizer que é muito válido e corajoso você estar buscando entender melhor o que sente. Suspeitar de autismo (TEA), TDAH e depressão ao mesmo tempo é algo bastante comum essas condições podem se sobrepor e se influenciar, o que às vezes deixa tudo mais confuso.
    O ideal é iniciar com um psicólogo que trabalhe com neurodivergência TDAH e Transtorno do Espectro Autista em adultos. Porque o psicólogo inicia realizando uma avaliação aprofundada dos seus sintomas, história de vida, padrões de funcionamento e impactos no dia a dia. Isso ajuda a esclarecer o quadro inclusive com instrumentos e validações específicas para TEA e TDAH.
    A gente trabalha o autoconhecimento, a aceitação, estratégias de regulação emocional e o impacto emocional de viver com essas suspeitas muitas vezes vem junto ansiedade, culpa, exaustão e máscaras sociais.
    Se for necessário medicação especialmente para TDAH ou depressão, Nós psicólogos te orientamos e encaminhamos para um psiquiatra com experiência em neurodivergência.
    Eu, como psicóloga clínica, tenho experiência em avaliações e acompanhamentos de TDAH, TEA especialmente apresentações atípicas em adultos e questões emocionais associadas como depressão. Trabalho com uma abordagem humanista, centrada em você, respeitando seu ritmo e valorizando suas forças.
    Se você quiser, podemos agendar uma primeira conversa online ou presencial em Brasília para eu entender melhor sua história e te ajudar a organizar os próximos passos de forma clara e acolhedora. Não precisa chegar com tudo definido o importante é começar.
    Com carinho,
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    É muito comum que momentos de grande mudança na vida como a gravidez da sua esposa ativem ou intensifiquem comportamentos de escape, como o uso excessivo de celular e pornografia. O que começa como uma forma de aliviar estresse, ansiedade ou tédio pode, com o tempo, virar uma compulsão que traz culpa, vergonha e interfere na vida e no relacionamento. Você não é o único e isso não te define como pessoa.
    A melhor porta de entrada é um psicólogo clínico com experiência em comportamentos compulsivos e dependência comportamental, trabalhamos ajudando o paciente a entender as raízes desse padrão, o estresse da paternidade que se aproxima, mudanças na dinâmica do casal, possíveis questões de ansiedade ou dificuldade em lidar com emoções.
    Eu trabalho bastante com esses temas, sempre de forma acolhedora, sem julgamento e respeitando seu ritmo. A abordagem humanista permite que a gente explore juntos o que esse comportamento está tentando dizer ou suprir na sua vida.
    Se necessário, trabalho conjunto com psiquiatra para suporte medicamentoso temporário.
    O objetivo não é só parar, mas entender e construir uma vida mais plena, com mais conexão consigo mesmo e com sua esposa.
    Se isso ressoar com você, podemos marcar uma primeira conversa online para eu te ouvir com calma e traçarmos os melhores próximos passos juntos.
    Fico á disposição,
    Psicóloga Rosani Isobe


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Muito obrigada por compartilhar algo tão íntimo e doloroso. O que você descreve é extremamente comum em quem viveu uma situação de infidelidade, mesmo quando o parceiro perdoou. O perdão do outro nem sempre traz o perdão interno, e as memórias intrusivas, a culpa intensa e a necessidade constante de confirmar o perdão podem virar um ciclo de sofrimento muito grande.
    Sim, isso pode estar fortemente relacionado a ansiedade e, em alguns casos, a traços de TOC, especialmente o de pensamentos intrusivos, e a necessidade repetida de voltar ao assunto, contar detalhes e pedir confirmação. É como se a mente ficasse presa em um loop de e se ele não tiver perdoado de verdade? ou e se eu não merecer esse perdão? É um mecanismo de ansiedade que pode ser trabalhado.
    Sim, é totalmente possível. Muitos pacientes conseguem reduzir significativamente essa culpa paralisante.
    Na abordagem humanista que utilizo, criamos um espaço seguro para você explorar esses sentimentos sem julgamento, entendendo o contexto emocional da infidelidade, o que ela representou na época e como você pode se relacionar com essa versão passada de si mesma com mais compaixão.
    Se quiser, podemos agendar uma primeira conversa online ou presencial em Brasília para eu te ouvir com calma e ver como posso te ajudar a aliviar esse peso.

    Psicóloga Rosani Isobe


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Essa culpa que você menciona poderia ter feito mais é algo muito comum no luto. Nossa mente tenta proteger a gente buscando explicações e formas de ter controlado o que, muitas vezes, estava fora do nosso controle. Você a amava muito, e esse amor é exatamente o que está fazendo essa falta doer tanto agora. Se sentir busque terapia para te ajudar nesse processo. Se precisar conte comigo.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Essa sensação de que tudo depende de mim é muito pesada e cansativa.
    O que tem sido mais difícil nesse momento? Quais áreas da vida estão pedindo para você carregar tudo?
    Vamos trabalhar juntas para você conseguir soltar um pouco desse peso sem culpa. Me conta mais sobre como isso tem se manifestado para você?
    Me envie mensagem para que possamos pensar melhor sobre isso.
    Com carinho,
    Rosani


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosani Isobe

    Sim, o término de um relacionamento pode ser considerado uma forma de luto. Muitas vezes chamamos isso de luto amoroso ou luto pela perda da relação. Você perde não só a pessoa, mas também os planos, a rotina, a identidade como casal, os sonhos compartilhados e até uma versão de si mesma. Por isso a dor é tão profunda e pode vir com as mesmas fases do luto (negação, raiva, barganha, depressão e aceitação).
    É completamente normal se sentir triste, vazia, com raiva, culpa ou até alívio misturado com sofrimento. Tudo isso faz parte do processo. O tempo ajuda, mas não é só o tempo. É o que a gente faz com ele que faz a diferença. A dor não desaparece de uma hora para outra, mas ela vai mudando de forma de algo que paralisa para algo que faz parte da sua história, mas não domina mais.
    Como tem sido essa dor para você? O término foi recente? O que tem sido mais difícil nesse momento a saudade, a raiva, o medo de ficar sozinha?
    Se sentir vontade pode me enviar uma mensagem.
    Com carinho,
    Rosani Isobe


Perguntas frequentes

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