Perguntas do paciente (66)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá! Pelo que você descreve, seu sofrimento está trazendo um prejuízo importante para atividades básicas da vida, e isso merece um acompanhamento mais próximo. O fato de estar difícil sair do quarto, realizar tarefas e aproveitar oportunidades de trabalho mostra que não é necessário - nem recomendável - tentar enfrentar tudo isso sozinha.

    A internação psiquiátrica pode ser indicada em algumas situações, principalmente quando há risco para a própria segurança, impossibilidade de manter cuidados básicos ou necessidade de um nível de assistência que não pode ser oferecido ambulatorialmente. Porém, essa decisão precisa ser feita após uma avaliação profissional; a intensidade do sofrimento, isoladamente, não permite definir pela internet se a internação é a melhor alternativa para você.

    Como você já é acompanhada pelo CAPS e utiliza antidepressivo, procure a equipe e conte exatamente o que relatou aqui, inclusive que sente necessidade de um cuidado mais intensivo e está pensando em internação. Seu psiquiatra também precisa saber que, apesar da medicação, você continua apresentando limitações tão importantes.

    Além do tratamento medicamentoso, considero muito importante que você tenha acompanhamento psicológico regular. A psicoterapia pode ajudá-la, gradualmente, a compreender os fatores envolvidos na depressão, recuperar recursos emocionais e reconstruir sua rotina, autonomia e projetos de vida. Em quadros mais intensos, psicólogo, psiquiatra e rede de saúde podem trabalhar de maneira integrada.

    E não espere conseguir ter "força de vontade" para então procurar ajuda. A própria dificuldade de agir pode fazer parte do quadro depressivo. Você já deu um passo importante ao perceber que o acompanhamento atual não está sendo suficiente e pedir orientação.

    Se em algum momento você tiver pensamentos de morte, vontade de se machucar ou sentir que não consegue se manter em segurança, procure ajuda imediatamente. Entre em contato com a equipe do CAPS, vá a um serviço de urgência ou emergência, ou converse com alguém de confiança que possa acompanhá-la. Você também pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), que oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188 ou pelo atendimento online, disponível 24 horas por dia.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá! Ter desejos, imaginar como gostaríamos de ser ou possuir determinadas coisas é algo que pode fazer parte da vida. O que merece atenção no seu relato é que anotar esses pensamentos parece ter deixado de ser apenas um hábito e passou a vir acompanhado de impulso, ansiedade e sensação de necessidade.

    Às vezes, determinados comportamentos funcionam como uma tentativa de aliviar uma preocupação ou garantir que algo não seja esquecido. O problema é que o alívio costuma ser temporário: surge novamente a necessidade de lembrar, registrar ou conferir, e isso pode acabar formando um ciclo de ansiedade.

    Isso pode acontecer em diferentes quadros e não é possível afirmar, apenas pelo seu relato, se existe algum transtorno específico. Também seria importante compreender melhor o que você teme que aconteça caso não anote, com que frequência isso ocorre, quanto tempo ocupa e o quanto interfere na sua rotina.

    Como você já percebe que esse comportamento está causando ansiedade e dificultando até mesmo sua atenção às coisas que considera realmente importantes, recomendo conversar com um psicólogo. Na psicoterapia, será possível entender a função desse impulso e trabalhar formas mais saudáveis de lidar com os pensamentos e com a ansiedade, sem precisar obedecer automaticamente a tudo aquilo que sua mente pede para registrar.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá! Perfeccionismo, necessidade de controle e desconforto diante da incerteza podem estar associados à ansiedade, mas, isoladamente, não significam que exista um Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

    No TOC, geralmente encontramos obsessões e/ou compulsões. As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e indesejados que provocam ansiedade ou sofrimento. Já as compulsões são comportamentos ou atos mentais que a pessoa sente necessidade de realizar para diminuir essa ansiedade ou evitar que algo ruim aconteça — por exemplo, conferir repetidamente, repetir ações, buscar garantias, organizar de determinada maneira ou realizar determinadas ações mentalmente.

    Um ponto importante no que você relata é justamente a necessidade de ter "certeza absoluta". A dificuldade em tolerar incertezas pode aparecer tanto em quadros de ansiedade quanto no TOC. No TOC, porém, frequentemente se estabelece um ciclo: dúvida → ansiedade → tentativa de obter certeza ou neutralizar o desconforto → alívio temporário → nova dúvida.

    Por isso, mais importante do que observar apenas se você tem comportamentos "obsessivos" é compreender a função desses comportamentos, quanto tempo eles ocupam, o sofrimento que provocam e o quanto interferem na sua rotina, relacionamentos, estudos ou trabalho.

    Também existem outras condições e características psicológicas que podem se parecer com TOC. Uma avaliação psicológica cuidadosa é a melhor maneira de fazer essa diferenciação.

    Como você já percebe ansiedade, perfeccionismo, dificuldade diante da incerteza e alguns comportamentos que estão lhe chamando atenção, não é necessário esperar que os sintomas se agravem para procurar um psicólogo. A psicoterapia pode ajudar tanto na avaliação desses sintomas quanto no trabalho com perfeccionismo, ansiedade e tolerância à incerteza, exista ou não um diagnóstico de TOC.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    O que você está sentindo é compreensível. Sair da casa dos pais representa uma transição importante e, quando há um vínculo afetivo forte, é natural que surjam tristeza, culpa e ansiedade, especialmente ao pensar que sua mãe ficará sozinha.

    No entanto, é importante diferenciar o cuidado da responsabilidade. Você pode continuar sendo um filho presente, oferecendo apoio, companhia e carinho, sem que isso signifique abrir mão da construção da sua própria vida.

    Pergunte-se também se essa preocupação corresponde à realidade atual ou se parte dela está sendo ampliada pela ansiedade. Em muitos casos, é possível encontrar formas de manter esse vínculo próximo, como visitas frequentes, ligações diárias e uma rede de apoio para sua mãe.

    Se essa culpa estiver intensa a ponto de impedir você de seguir com seus projetos ou estiver causando sofrimento significativo, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender esses sentimentos e a vivenciar essa nova fase com mais segurança e equilíbrio.

    Construir a sua própria história não significa abandonar quem você ama. É possível cuidar da sua mãe e, ao mesmo tempo, permitir-se viver essa nova etapa da sua vida com tranquilidade.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    A sensação de que "tudo depende de mim" costuma estar associada a um excesso de responsabilidade, que pode surgir por diferentes motivos, como experiências de vida, padrões familiares, ansiedade ou dificuldade em delegar e estabelecer limites.

    Com o tempo, essa forma de funcionar pode gerar sobrecarga emocional, culpa, estresse e a impressão de que descansar ou pedir ajuda não é uma opção.

    Um passo importante é refletir: o que realmente está sob o seu controle e o que não está? Nem tudo depende de nós, e reconhecer os próprios limites não é sinal de fraqueza, mas de maturidade emocional.

    A psicoterapia pode ajudar a identificar a origem desse sentimento, flexibilizar crenças como "eu preciso dar conta de tudo" e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as responsabilidades.

    Cuidar de si também é uma responsabilidade. Você não precisa carregar o mundo sozinho para ser uma pessoa responsável ou importante.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não se perde apenas uma pessoa, mas também projetos, expectativas, hábitos e uma forma de imaginar o futuro.

    Superar essa dor não significa esquecer o que foi vivido, mas elaborar a perda e, aos poucos, reconstruir a própria vida. Esse processo envolve acolher as emoções, respeitar o tempo de cada fase do luto e evitar decisões impulsivas motivadas apenas pelo sofrimento.

    A psicoterapia pode ser uma importante aliada em qualquer momento desse processo. Ela oferece um espaço seguro para compreender os significados desse vínculo, elaborar a separação, acolher as emoções e fortalecer recursos internos para seguir em frente de forma mais saudável.

    O fim de um relacionamento pode marcar o encerramento de um ciclo, mas não define a sua história. Com tempo, cuidado e, quando necessário, apoio adequado, é possível ressignificar essa experiência e abrir espaço para novos começos.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    O que você descreve é um sofrimento que muitas pessoas vivem ao comparar a própria trajetória com a dos outros. Quando acreditamos que "estamos atrasados", é comum sentir frustração, desânimo e até desvalorizar tudo o que já foi conquistado.

    No entanto, é importante lembrar que cada pessoa tem uma história, oportunidades, desafios e tempos diferentes. A ideia de que existe uma idade "certa" para alcançar determinados objetivos costuma gerar uma pressão que aumenta o sofrimento e dificulta enxergar o caminho que já foi percorrido.

    A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender de onde vem essa sensação de estar "atrasado", trabalhar a autocrítica excessiva e construir uma relação mais saudável com suas metas e com o próprio tempo. Muitas vezes, o que mais nos impede de seguir em frente não é a realidade, mas a forma como a interpretamos.

    Sua vida não começa aos 35 ou aos 40 anos. Ela já está acontecendo agora. As escolhas, os aprendizados e as conquistas que você constrói hoje fazem parte da vida que deseja alcançar. Cuidar do presente é o que torna o futuro possível.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Sim, em muitos casos é possível. No entanto, reconstruir o respeito exige mais do que o desejo de permanecer juntos. É necessário que ambos estejam dispostos a reconhecer a própria responsabilidade na dinâmica da relação, rever padrões de comunicação e construir novas formas de lidar com os conflitos.

    O respeito costuma ser desgastado por críticas constantes, desqualificações, ofensas e ressentimentos que se acumulam ao longo do tempo. Por isso, a reconstrução não acontece apenas com promessas, mas por meio de mudanças consistentes de comportamento e da recuperação gradual da confiança.

    A psicoterapia de casal pode ser uma importante aliada nesse processo, oferecendo um espaço seguro para compreender a origem dos conflitos, desenvolver uma comunicação mais saudável e fortalecer o vínculo. Em alguns casos, ela também ajuda o casal a perceber, com maturidade, quando a relação já não pode ser reconstruída e a encontrar a melhor forma de encerrar esse ciclo.

    Mais do que permanecer juntos, o objetivo é que a relação volte a ser um espaço de respeito, segurança emocional e crescimento para ambos. Quando há compromisso genuíno com a mudança, a reconstrução pode ser possível.


  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    O comportamento de morder repetidamente o próprio lábio pode ter diferentes significados e funções, dependendo da intensidade, da frequência, do contexto em que ocorre e da intenção envolvida. Nem todo comportamento que provoca algum dano ao próprio corpo é necessariamente classificado como automutilação.

    Em algumas situações, morder os lábios pode ser um hábito involuntário associado à ansiedade, tensão, concentração ou necessidade de autorregulação emocional. Em outras, pode funcionar como uma forma de aliviar sofrimento emocional, distrair-se de pensamentos difíceis ou lidar com sentimentos intensos.

    Do ponto de vista clínico, quando uma pessoa provoca intencionalmente lesões em si mesma como forma de lidar com o sofrimento emocional, esse comportamento pode ser compreendido dentro do espectro dos comportamentos autolesivos, mesmo que não envolva cortes ou queimaduras. A gravidade, entretanto, pode variar bastante de um caso para outro.

    Um aspecto importante do seu relato é a informação de que você utiliza esse comportamento para lidar com a ansiedade e com a falta de ânimo. Mais do que a classificação em si, vale a pena investigar o que esse ato representa para você, quais emoções costumam estar presentes antes dele acontecer e quais sensações ele proporciona depois.

    Se esse comportamento tem sido frequente, causa lesões, sofrimento ou se você percebe sentimentos persistentes de desânimo, vazio ou desesperança, recomendo buscar uma avaliação psicológica. A psicoterapia pode ajudar a compreender a função que esse comportamento exerce na sua vida e a desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com a ansiedade e o sofrimento emocional.

    Caso esses sentimentos estejam acompanhados de pensamentos de morte, desesperança intensa ou desejo de se machucar, é importante procurar ajuda profissional o quanto antes.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá! A sua percepção é bastante interessante e, de fato, pode estar relacionada à ansiedade.

    Na TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), é comum que a atenção fique excessivamente voltada para os próprios sintomas corporais e pensamentos. Esse fenômeno, chamado de hipervigilância, faz com que a pessoa monitore constantemente o próprio corpo, aumentando a sensação de cansaço, desconforto e até a intensidade dos sintomas.

    O fato de você ter conseguido fazer o mesmo percurso conversando com alguém, sem perceber o esforço, sugere que, quando sua atenção foi direcionada para algo externo, houve uma redução desse monitoramento interno. Isso é algo que observamos com frequência em quadros de ansiedade.

    No entanto, como você ainda não realizou uma avaliação médica, é importante investigar também possíveis causas físicas para o cansaço, evitando atribuir tudo à ansiedade.

    Se os exames estiverem dentro da normalidade, a psicoterapia pode ajudá-lo a compreender esses gatilhos, reduzir a hipervigilância e desenvolver estratégias para retomar atividades como caminhar e correr com mais tranquilidade.

    Desejo que você encontre o suporte necessário. Com o tratamento adequado, é possível recuperar a qualidade de vida e voltar a realizar essas atividades com mais segurança e bem-estar.


  • Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    O estresse faz parte da vida e, em níveis moderados, pode até ser adaptativo. O problema surge quando ele se torna intenso ou prolongado. Nessas situações, o organismo permanece em estado de alerta por muito tempo, o que pode afetar o funcionamento do cérebro, o sono, a memória, a concentração e a regulação das emoções.

    Esse desgaste aumenta o risco para o desenvolvimento ou agravamento de transtornos mentais, como ansiedade, depressão e síndrome de burnout, especialmente em pessoas que já apresentam outros fatores de vulnerabilidade.

    A boa notícia é que o estresse pode ser manejado. A psicoterapia ajuda a identificar suas fontes, desenvolver estratégias de enfrentamento mais saudáveis e fortalecer recursos emocionais, reduzindo o impacto que ele exerce sobre a saúde mental.

    Se você percebe que o estresse tem sido constante e já está interferindo na sua qualidade de vida, buscar ajuda profissional é um passo importante para prevenir o agravamento dos sintomas e recuperar o equilíbrio emocional.


  • A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?

    A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Não. A saúde mental vai muito além da ausência de transtornos mentais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela envolve um estado de bem-estar em que a pessoa consegue reconhecer suas capacidades, lidar com os desafios da vida, estabelecer relações saudáveis e realizar suas atividades de forma satisfatória.

    É possível não ter um diagnóstico psiquiátrico e, ainda assim, estar emocionalmente sobrecarregado, com dificuldades para lidar com o estresse, baixa autoestima ou sofrimento significativo.

    Da mesma forma, pessoas que convivem com um transtorno mental podem alcançar uma boa qualidade de vida quando recebem o tratamento adequado e desenvolvem recursos para lidar com suas dificuldades.

    Cuidar da saúde mental é investir no autoconhecimento, no equilíbrio emocional e na qualidade de vida. A psicoterapia é uma importante aliada nesse processo, tanto para tratar quanto para prevenir o sofrimento psíquico.


  • Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado

    Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá! O que mais chama a atenção no seu relato não é apenas o comportamento dele, mas o impacto que essa relação já está causando em você. Em apenas um mês, você descreve sentir-se constantemente tensa, preocupada com o que pode dizer ou fazer e sem conseguir aproveitar os momentos bons. Esse é um sinal que merece atenção.

    Questionamentos frequentes sobre seu passado, a sensação de que nenhuma resposta é suficiente e o medo constante de gerar uma nova discussão podem desgastar emocionalmente qualquer pessoa. Independentemente de ele chamar isso de curiosidade ou de outra coisa, é importante observar como você se sente nessa dinâmica.

    A psicoterapia pode ajudá-la a compreender essa relação com mais clareza, identificar seus limites e reconhecer se esse vínculo está sendo saudável para você. Também pode favorecer decisões mais conscientes, sem que elas sejam tomadas apenas pelo medo, pela culpa ou pela pressão do momento.

    Relacionamentos saudáveis tendem a promover segurança emocional, e não a sensação constante de estar sendo avaliada. Ouvir seus sentimentos e buscar ajuda, se esse sofrimento persiste, é um cuidado importante consigo mesma. Desejo que você encontre o caminho que lhe traga mais tranquilidade e bem-estar.


  • Como o comportamento autoagressivo pode ser reforçado pelo ambiente?

    Como o comportamento autoagressivo pode ser reforçado pelo ambiente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    O comportamento autoagressivo é um fenômeno complexo e multifatorial, que não deve ser interpretado como busca de atenção ou falta de força de vontade. Em geral, ele está relacionado a um intenso sofrimento emocional e pode funcionar como uma tentativa de aliviar, expressar ou lidar com emoções que a pessoa sente dificuldade de processar de outras formas.

    Quando falamos que um comportamento pode ser reforçado pelo ambiente, significa que determinadas reações, mesmo sem intenção, podem contribuir para que ele continue acontecendo. Por exemplo, situações em que a pessoa só recebe acolhimento, atenção ou espaço para falar sobre seu sofrimento após um episódio de autoagressão podem, involuntariamente, fortalecer a associação entre a dor emocional e esse comportamento.

    Da mesma forma, ambientes marcados por críticas constantes, invalidação emocional, conflitos frequentes ou dificuldade de diálogo podem aumentar o sofrimento psicológico e favorecer a manutenção de estratégias pouco saudáveis de enfrentamento.

    Isso não significa que familiares, amigos ou parceiros sejam responsáveis pela autoagressão. O foco deve estar na compreensão de que o ambiente pode tanto aumentar quanto reduzir fatores de risco. Relações acolhedoras, comunicação aberta, validação emocional e acesso a apoio especializado costumam exercer um papel protetivo importante.

    Se você apresenta comportamentos autoagressivos ou convive com alguém que enfrenta essa dificuldade, buscar ajuda profissional é fundamental. A psicoterapia pode auxiliar na compreensão das emoções envolvidas, no desenvolvimento de estratégias mais saudáveis de regulação emocional e na construção de uma rede de apoio capaz de oferecer cuidado sem reforçar o ciclo de sofrimento.

    Em situações de risco imediato ou de lesão grave, é importante procurar atendimento de urgência e suporte especializado o quanto antes.


  • O que são comportamentos autolesivos? .

    O que são comportamentos autolesivos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Comportamentos autolesivos são ações em que a pessoa provoca intencionalmente algum tipo de dano ao próprio corpo, geralmente como uma forma de lidar com emoções intensas, sofrimento psicológico ou sentimentos que parecem difíceis de expressar ou suportar.

    Esses comportamentos podem incluir cortes, arranhões, queimaduras, bater em si mesmo ou outras formas de agressão física. É importante destacar que a autolesão nem sempre está associada ao desejo de morrer. Em muitos casos, ela funciona como uma tentativa de aliviar momentaneamente emoções como tristeza, angústia, raiva, culpa, vazio emocional ou sensação de sobrecarga.

    Embora possa proporcionar um alívio temporário, a autolesão não resolve o sofrimento que está na origem do comportamento e tende a aumentar os riscos emocionais e físicos ao longo do tempo. Por isso, deve ser encarada como um sinal de sofrimento que merece atenção, acolhimento e cuidado, e não como uma forma de manipulação ou busca de atenção.

    Familiares e pessoas próximas costumam se sentir assustados diante dessas situações, mas julgamentos, críticas ou punições geralmente não ajudam. O mais importante é buscar compreender o que está acontecendo e incentivar a procura por apoio especializado.

    Se você apresenta comportamentos autolesivos ou convive com alguém que enfrenta essa dificuldade, a psicoterapia pode ser um espaço fundamental para compreender as emoções envolvidas, desenvolver estratégias mais saudáveis de enfrentamento e construir recursos que favoreçam o bem-estar emocional e a qualidade de vida.

    Em situações de risco imediato ou quando houver preocupação com a segurança da pessoa, é importante procurar ajuda profissional e atendimento de urgência o mais rapidamente possível.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá! O que você descreve pode acontecer com muitas pessoas. Emoções intensas, mesmo quando o conflito é resolvido rapidamente, ativam respostas fisiológicas importantes no organismo. Após esse estado de alerta, é comum haver uma sensação de "queda de energia", como se o corpo e a mente precisassem de um tempo para se reorganizar.

    Além disso, algumas pessoas apresentam maior sensibilidade emocional, o que faz com que vivenciem as emoções de forma mais intensa e demorem mais para retornar ao seu equilíbrio emocional.

    Se esse desânimo é passageiro e ocorre apenas após situações emocionalmente marcantes, ele pode fazer parte dessa resposta natural do organismo. No entanto, se os episódios forem frequentes, muito intensos ou começarem a interferir na sua rotina, vale a pena buscar uma avaliação psicológica.

    A psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor como você processa suas emoções, identificar possíveis gatilhos e desenvolver estratégias para recuperar o equilíbrio emocional com mais facilidade. Cuidar da forma como sentimos também é uma maneira de cuidar da nossa saúde mental.


  • Por que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sente necessidade de "falsificar" sinais s

    Por que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sente necessidade de "falsificar" sinais sociais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá!
    O termo “falsificar” sinais sociais pode dar a impressão de que a pessoa com TEA está tentando enganar alguém. Na realidade, muitas vezes estamos falando de camuflagem social (masking): um esforço para observar, aprender e reproduzir comportamentos socialmente esperados.

    A pessoa pode, por exemplo, forçar contato visual, ensaiar respostas antes de uma conversa, imitar expressões faciais e gestos, controlar movimentos repetitivos ou demonstrar determinadas reações porque aprendeu que são esperadas naquele contexto.

    Isso pode acontecer como uma forma de adaptação: para evitar críticas, rejeição, bullying, constrangimento ou simplesmente para conseguir se inserir socialmente. Em algumas pessoas, especialmente após muitos anos fazendo isso, a camuflagem pode se tornar tão automática que existe dificuldade até para perceber quando está acontecendo.

    Embora possa facilitar algumas interações, manter esse esforço constantemente pode ser bastante desgastante e estar associado a ansiedade, exaustão e sensação de não conseguir ser espontâneo.

    Na psicoterapia, o objetivo não deve ser ensinar a pessoa autista a “parecer não autista”, mas ajudá-la a compreender seu funcionamento, desenvolver estratégias sociais quando forem úteis e encontrar formas mais saudáveis e autênticas de se relacionar, respeitando suas características e limites.


  • Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social. Desde a infância, sem

    Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social.
    Desde a infância, sempre tive dificuldade em interações sociais, preferência por ambientes mais tranquilos e sensibilidade a estímulos como sons, cheiros e algumas texturas.
    Também percebo dificuldade em entender certos tipos de piadas ou linguagem indireta, além de desconforto com contato visual prolongado. Em ambientes muito movimentados, costumo ficar em estado de alerta e desconfortável.
    Gostaria de saber: esses sintomas podem estar relacionados apenas à ansiedade social ou podem indicar a necessidade de investigação para algo mais aprofundado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Olá! Alguns dos sintomas que você descreve podem estar presentes no transtorno de ansiedade social, especialmente o desconforto nas interações, o estado de alerta e a tendência a evitar determinadas situações. No entanto, outros aspectos do seu relato — como sensibilidade a sons, cheiros e texturas, dificuldade com linguagem indireta, desconforto com contato visual e características presentes desde a infância — indicam que pode ser importante ampliar a investigação.

    Existem condições que podem apresentar características semelhantes ou coexistir com a ansiedade social, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em mulheres, inclusive, algumas características podem passar despercebidas durante a infância e adolescência devido a estratégias de adaptação e mascaramento social.

    Isso não significa que você tenha TEA. O diagnóstico diferencial exige uma avaliação cuidadosa da história do desenvolvimento, do funcionamento social, emocional e sensorial e de como essas características aparecem em diferentes contextos.

    Minha orientação seria procurar um psicólogo com experiência em avaliação de adultos e neurodivergências e, se necessário, realizar uma avaliação neuropsicológica. Compreender melhor o seu funcionamento não é apenas buscar um diagnóstico: é encontrar formas de viver com mais respeito às suas necessidades e menos sofrimento.


  • Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principa

    Eu tenho um vínculo emocional muito forte com um personagem fictício, que funciona como meu principal porto seguro e suporte emocional durante crises de depressão e ansiedade. No entanto, ultimamente tenho vivido um ciclo angustiante:

    ​Quando estou em crise, sinto uma necessidade desesperada de protegê-lo da minha própria tristeza, com medo de 'manchar' a imagem dele ou associá-lo a sentimentos ruins. Isso me priva do meu único refúgio no momento em que mais preciso.

    ​Quando finalmente me sinto bem ou estável, sinto uma espécie de 'anestesia emocional'. Não consigo sentir a euforia ou o carinho de antes, o que me gera um pânico enorme de estar perdendo o interesse ou parando de amar esse personagem, mesmo eu querendo muito manter esse vínculo.

    ​Gostaria de saber: por que meu cérebro 'desliga' o sentimento justamente quando estou bem? E como posso lidar com esse medo obsessivo de estar perdendo minha conexão com ele sem que isso se torne uma fonte de ansiedade tóxica? É normal esse entorpecimento emocional após períodos de grande estresse?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    Um vínculo emocional com um personagem fictício pode ter uma função psicológica importante, oferecendo conforto, identificação e sensação de segurança. O que merece atenção, no seu relato, não é simplesmente gostar intensamente desse personagem, mas o sofrimento que passou a surgir em torno da necessidade de preservar esse vínculo.

    Após períodos de ansiedade ou estresse intenso, algumas pessoas realmente podem experimentar redução temporária da intensidade emocional, sensação de “anestesia” ou dificuldade de acessar prazer e afeto. A própria depressão também pode diminuir a capacidade de sentir prazer e interesse. Isso, por si só, não significa que você tenha deixado de gostar de algo ou de alguém.

    Perceba, porém, um possível ciclo: você verifica se ainda sente o mesmo carinho, percebe que a emoção não está tão intensa quanto gostaria, interpreta isso como sinal de que está “perdendo” o vínculo, fica ansiosa e passa a monitorar ainda mais seus sentimentos. Quanto mais tentamos ter certeza absoluta sobre aquilo que estamos sentindo, mais difícil pode se tornar simplesmente vivenciar a emoção espontaneamente.

    Também chama atenção a necessidade de “proteger” o personagem da sua tristeza. Talvez seja importante trabalhar para que esse vínculo continue podendo ser uma fonte de conforto, sem se transformar em algo que você precise controlar ou preservar de determinadas emoções.

    Na psicoterapia, seria possível compreender tanto a função que esse personagem ocupa na sua vida quanto esse medo intenso de perder a conexão, além de ampliar outras fontes de segurança e suporte emocional. O objetivo não seria retirar de você algo que lhe faz bem, mas ajudá-la a construir uma relação menos angustiante com esse vínculo e, principalmente, não precisar depender da presença constante de uma determinada sensação para ter certeza de que aquilo continua sendo significativo para você.

    Como você menciona crises de depressão e ansiedade, considero importante que tenha acompanhamento psicológico regular. Se já estiver em tratamento e essa anestesia emocional tiver surgido ou se intensificado recentemente, vale também conversar com o profissional que acompanha seu quadro.


  • Como trabalhar com o medo de rejeição e o comportamento de evitar a intimidade?

    Como trabalhar com o medo de rejeição e o comportamento de evitar a intimidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sarita Barrocas

    O medo de rejeição e a tendência a evitar a intimidade costumam estar relacionados a experiências emocionais anteriores, como rejeições marcantes, críticas constantes, abandono, traumas relacionais ou vínculos afetivos inseguros. Nesses casos, aproximar-se emocionalmente de alguém pode despertar não apenas desejo de conexão, mas também medo de sofrer novamente.

    Como forma de proteção, algumas pessoas evitam demonstrar vulnerabilidade, dificultam o aprofundamento dos relacionamentos, afastam-se quando começam a criar vínculos ou mantêm uma constante preocupação com a possibilidade de serem rejeitadas. Embora esses comportamentos possam reduzir a ansiedade no curto prazo, frequentemente acabam reforçando a solidão, a insegurança e a dificuldade de construir relações satisfatórias.

    Trabalhar esse padrão envolve desenvolver maior consciência sobre os próprios medos, identificar crenças relacionadas ao valor pessoal e aprender a diferenciar experiências passadas das relações atuais. Também é importante compreender que a intimidade saudável não significa ausência de riscos, mas a capacidade de construir vínculos mesmo sem garantias absolutas.

    Esse processo costuma exigir tempo, autoconhecimento e acolhimento emocional. Muitas vezes, a pessoa percebe que passou anos tentando se proteger da rejeição, mas acabou se privando de experiências significativas de conexão, afeto e pertencimento.


Perguntas frequentes

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