Perguntas do paciente (66)
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Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vo
Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vontade de socializar. Qual o especialista indicado para meu caso? Quem devo procurar? Psicólogo,psiquiatra ou psicanalista? estou receosa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Os sintomas que você descreve — ataque de pânico, choro frequente, angústia intensa e perda da vontade de socializar — merecem atenção e acolhimento. Embora seja impossível realizar uma avaliação apenas por esse relato, eles podem estar associados a quadros de ansiedade, síndrome do pânico, depressão ou outras condições emocionais que precisam ser investigadas de forma adequada.
Em relação aos profissionais, tanto o psicólogo quanto o psiquiatra podem ser importantes no seu cuidado. O psicólogo realiza a avaliação psicológica e o acompanhamento psicoterapêutico, ajudando a compreender a origem do sofrimento e a desenvolver estratégias para lidar com os sintomas. Já o psiquiatra é o médico especializado em saúde mental, responsável por avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso quando indicado.
Muitas vezes, os melhores resultados acontecem quando há um trabalho integrado entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico, especialmente quando os sintomas estão causando prejuízos significativos na qualidade de vida.
O fato de você estar receosa é compreensível, mas também é importante perceber que buscar ajuda já é um passo importante de cuidado consigo mesma. Quanto mais cedo esses sintomas forem avaliados, maiores as chances de compreender o que está acontecendo e encontrar o tratamento mais adequado para o seu caso.
Não espere que o sofrimento se torne ainda maior para procurar apoio. Você não precisa enfrentar isso sozinha.
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Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu
Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
Isso é um problema neurológico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve — irritabilidade, impaciência, falta de disposição para trabalhar, redução do interesse por atividades sociais e maior tendência ao isolamento — podem estar relacionados a diversos fatores, incluindo as mudanças hormonais características da menopausa.
Durante esse período, é relativamente comum ocorrerem alterações de humor, maior sensibilidade emocional, oscilações na energia, dificuldades de sono, ansiedade e até sintomas depressivos. Por isso, nem sempre esses sinais indicam um problema neurológico.
Por outro lado, também não devem ser ignorados, especialmente se estiverem causando sofrimento ou prejuízos significativos na sua rotina. Uma avaliação médica pode ajudar a investigar possíveis fatores hormonais, clínicos ou neurológicos, quando necessário.
Em relação à leitura, ela pode funcionar como uma fonte saudável de prazer, relaxamento e distração. No entanto, se estiver sendo utilizada como única forma de lidar com emoções difíceis ou como uma maneira frequente de evitar situações, relacionamentos ou responsabilidades, vale a pena refletir sobre o papel que ela tem desempenhado neste momento da sua vida.
Além da avaliação médica, a psicoterapia pode ser um recurso importante para compreender melhor essas mudanças emocionais, desenvolver estratégias de enfrentamento e atravessar essa fase com mais equilíbrio e qualidade de vida.
Uma avaliação psicológica poderá ajudá-la a entender se esses sintomas estão mais relacionados às transformações da menopausa, a questões emocionais ou a uma combinação de diferentes fatores.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! A diferenciação entre ansiedade, estresse e outras condições emocionais é feita por meio de uma avaliação psicológica clínica. Durante as primeiras consultas, o psicólogo busca compreender seus sintomas, quando começaram, sua intensidade, frequência, possíveis gatilhos e os impactos que eles têm causado na sua vida pessoal, profissional e nos seus relacionamentos.
Muitas vezes, ansiedade e estresse podem apresentar sintomas semelhantes, como preocupação excessiva, irritabilidade, dificuldade para relaxar, alterações do sono, cansaço e dificuldade de concentração. Por isso, é importante uma investigação cuidadosa para entender o que está acontecendo no seu caso específico.
Dependendo da avaliação, também pode ser necessário considerar outros fatores emocionais ou até mesmo físicos que possam estar contribuindo para os sintomas. Em algumas situações, o psicólogo pode sugerir uma avaliação médica complementar.
O fato de você perceber que está sofrendo e buscar compreender a origem desse sofrimento já é um passo importante. A psicoterapia pode ajudá-lo não apenas a identificar o que está por trás dos sintomas, mas também a desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais saudável e recuperar sua qualidade de vida.
Recomendo que procure um psicólogo para uma avaliação inicial. A partir desse primeiro contato, será possível compreender melhor sua demanda e definir os encaminhamentos mais adequados para o seu caso.
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Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin
Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo seu relato, você passou por uma situação extremamente difícil e potencialmente traumática ao presenciar e impedir a tentativa de suicídio da sua mãe. Em alguns casos, diante de acontecimentos muito impactantes, a pessoa consegue manter-se funcional por um período, mas o sofrimento emocional pode surgir semanas ou até meses depois, quando a situação mais crítica já passou.
A falta de ânimo, a tristeza, a confusão emocional e a sensação de que a medicação já não está ajudando da mesma forma merecem atenção e devem continuar sendo acompanhadas pelo psiquiatra. É importante que ele seja informado sobre essas mudanças para reavaliar sua evolução clínica e, se necessário, o tratamento medicamentoso.
Com relação à psicoterapia, compreendo sua resistência, especialmente após experiências anteriores que não foram satisfatórias. No entanto, vale lembrar que cada psicólogo possui uma forma de trabalhar, uma abordagem e um estilo de atendimento diferentes. Uma experiência negativa não significa que todas as futuras experiências serão iguais.
Em situações como a que você descreve, a psicoterapia pode oferecer um espaço importante para elaborar o impacto emocional do que aconteceu, compreender seus sentimentos e desenvolver recursos para lidar com esse momento. Muitas vezes, a combinação entre acompanhamento psiquiátrico e psicológico tende a trazer resultados mais consistentes do que apenas a medicação isoladamente.
Considero muito positivo que você tenha procurado ajuda e esteja refletindo sobre isso. Talvez não seja uma questão de ter vontade neste momento, mas de permitir-se conhecer um profissional com quem você possa construir uma relação de confiança e se sentir acolhida em sua experiência.
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fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep
fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que mais chama a atenção no seu relato não é apenas o medo de que esse relacionamento dê errado novamente, mas o padrão de aproximação e afastamento que você descreve: quando está com ele, sente vontade de se afastar; quando está longe, sente falta e deseja voltar.
Esse tipo de dinâmica pode estar relacionado a diferentes fatores, como experiências afetivas anteriores, medo de abandono, receio da intimidade, expectativas sobre o relacionamento ou padrões que se repetem ao longo da vida. Por isso, antes de tomar decisões, pode ser importante compreender melhor o que acontece emocionalmente com você nesses momentos.
Também vale refletir sobre um ponto: o que mudou, concretamente, para que esta nova tentativa seja diferente das anteriores? Recomeços podem ser positivos, mas geralmente precisam vir acompanhados de novas formas de lidar com os conflitos que levaram às separações passadas.
Como você relata um histórico de cinco casamentos e um relacionamento marcado por várias idas e vindas ao longo de seis anos, acredito que uma psicoterapia individual e, se ambos estiverem dispostos, uma terapia de casal, poderiam ajudá-los a compreender essa dinâmica de forma mais profunda.
Entender os padrões que se repetem nos relacionamentos costuma ser um passo importante para construir vínculos mais saudáveis e tomar decisões com mais segurança e clareza.
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Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!
Como superar os pensamentos intrusivos?
Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensamentos intrusivos são ideias, imagens ou impulsos indesejados que surgem de forma involuntária e costumam causar desconforto, medo ou ansiedade. Durante a gravidez e o período pós-parto, muitas mulheres relatam um aumento desse tipo de pensamento, especialmente porque se trata de uma fase marcada por intensas mudanças hormonais, emocionais e de responsabilidades.
Um aspecto importante é compreender que ter pensamentos intrusivos não significa que você deseja colocá-los em prática ou que eles representam quem você é. Na maioria das vezes, o sofrimento surge justamente porque esses pensamentos entram em conflito com seus valores, desejos e preocupações.
Quanto mais a pessoa tenta eliminar, controlar ou lutar contra esses pensamentos, mais eles tendem a chamar sua atenção. Por isso, o trabalho costuma envolver aprender a reconhecer sua presença sem interpretá-los como uma ameaça real ou como uma prova de que algo está errado com você.
No entanto, quando os pensamentos intrusivos são frequentes, geram sofrimento intenso, levam a comportamentos repetitivos de checagem, evitamento ou prejudicam sua qualidade de vida, é importante buscar ajuda profissional.
A psicoterapia pode ajudar a compreender o significado desses pensamentos, reduzir a ansiedade associada a eles e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com esse fenômeno. Além disso, uma avaliação psicológica poderá identificar se eles fazem parte de uma resposta emocional à gravidez ou se estão associados a quadros como ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou outras condições que mereçam atenção especializada.
Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha. Buscar ajuda é um importante passo para compreender o que está acontecendo e recuperar seu bem-estar emocional.
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Perguntas frequentes
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É comum que tomando estabilizador de humor os episódios de mania e depressão sejam de duração mais c
Sim. Um dos objetivos dos estabilizadores de humor no transtorno bipolar…