Perguntas do paciente (66)
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. Como o terapeuta pode lidar com a angústia e o medo do paciente em relação à mudança durante a ter
. Como o terapeuta pode lidar com a angústia e o medo do paciente em relação à mudança durante a terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A angústia e o medo diante das mudanças são experiências bastante comuns no processo psicoterapêutico. Embora muitas pessoas procurem a terapia porque desejam transformar algo em suas vidas, as mudanças também podem gerar insegurança, já que envolvem deixar para trás padrões conhecidos, mesmo quando eles causam sofrimento.
O papel do psicólogo ou psicoterapeuta não é pressionar o paciente a mudar no seu ritmo, mas ajudá-lo a compreender seus receios, respeitar seu tempo e construir segurança para enfrentar aquilo que parece ameaçador. Para isso, é fundamental oferecer um ambiente acolhedor, livre de julgamentos, onde o paciente possa explorar suas ambivalências e expressar suas dúvidas de forma genuína.
Muitas vezes, a resistência à mudança não representa falta de interesse pelo tratamento, mas uma tentativa de proteger-se de experiências dolorosas, fracassos anteriores ou medos relacionados à perda, rejeição e incerteza. Quando esses aspectos são compreendidos e trabalhados, a mudança tende a acontecer de forma mais consistente e sustentável.
Além disso, o psicólogo pode auxiliar o paciente a reconhecer conquistas graduais, fortalecer recursos emocionais e desenvolver maior tolerância às incertezas inerentes a qualquer processo de transformação.
A psicoterapia é, em essência, um espaço onde não apenas os sintomas são trabalhados, mas também os medos que surgem quando a vida começa a se transformar. Com acolhimento, vínculo terapêutico e intervenções adequadas, o paciente pode desenvolver confiança para construir mudanças mais alinhadas aos seus valores, necessidades e objetivos de vida.
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Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha
Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha e desde então não tenho dormido direito, acordado com o coração acerelado tenho crises às vezes várias vezes ao dia e é como se eu estivesse vivendo aquelo todos os dias. Se eu imaginar ter um outro cachorro na minha casa ou só de ver ouvir sobre cachorros, começo entrar em pânico.nao estou conseguindo lidar e nem seguir em frente. As vezes me culpo pelo ocorrido. Me sinto meio estranha como se fosse uma tristeza com pouco de vazio. Só não queria ter passado por essa situação, gostaria de voltar no tempo. Gostaria de ajudar para entender isso que estou sentindo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, sinto muito pela perda da sua cachorrinha. Para muitas pessoas, um animal de estimação é um membro da família, e a dor dessa despedida pode ser muito intensa.
Pelo que você descreve, parece que esse luto tem mobilizado não apenas a tristeza, mas também sintomas importantes de ansiedade. A dificuldade para dormir, o coração acelerado, as crises frequentes, a culpa e o pânico diante de qualquer lembrança relacionada a cachorros indicam que essa perda ainda está sendo vivenciada de forma muito dolorosa.
O luto não segue um tempo determinado, mas, quando ele passa a comprometer significativamente a rotina ou intensifica um quadro de TAG já existente, é importante buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar essa perda, trabalhar os sentimentos de culpa e compreender por que seu organismo continua reagindo como se a ameaça ainda estivesse presente.
Como você já faz uso de medicação e percebeu uma piora importante dos sintomas, também vale a pena conversar com o médico que acompanha seu tratamento. Às vezes, é necessário reavaliar a medicação durante períodos de maior sofrimento emocional.
Você não está "estranha" por sentir tudo isso. Você está vivendo uma perda significativa e merece acolhimento. Com o suporte adequado, essa dor tende a ser elaborada aos poucos, permitindo que a saudade permaneça, mas sem que o sofrimento continue ocupando tanto espaço na sua vida. Desejo que você encontre esse cuidado e possa atravessar esse momento com mais leveza.
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, sinto muito pela perda da sua mãe. O luto é uma experiência profundamente transformadora, e não existe um prazo determinado para que ele "termine". Cada pessoa vivencia esse processo de uma maneira única.
No entanto, alguns sinais merecem atenção. Quando a tristeza permanece intensa por um longo período, acompanhada de culpa persistente, perda de interesse pelas atividades antes prazerosas, isolamento, exaustão e prejuízo importante no trabalho ou na vida social, é fundamental realizar uma avaliação psicológica. Esses sintomas podem fazer parte de um luto que se tornou mais complexo ou estar associados a um quadro depressivo. A diferença nem sempre é simples e deve ser avaliada de forma individualizada.
A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar essa perda, acolher os sentimentos de culpa e compreender o significado dessa ausência na sua vida. Se necessário, uma avaliação psiquiátrica também pode ser indicada para complementar o cuidado.
Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha. Buscar ajuda não significa esquecer quem partiu, mas encontrar uma forma de seguir vivendo, preservando o amor e a memória da sua mãe, sem que a dor impeça você de continuar sua própria história.
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Quais as características de quem tem altas habilidades?
Quais as características de quem tem altas habilidades?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As altas habilidades/superdotação vão muito além de ter um alto QI ou facilidade para aprender. Trata-se de um perfil de desenvolvimento caracterizado por desempenho significativamente acima da média em uma ou mais áreas, associado a características cognitivas, emocionais e criativas específicas.
Entre as características mais frequentes estão: facilidade para aprender novos conteúdos, raciocínio rápido, curiosidade intensa, criatividade, pensamento crítico, memória acima da média e grande interesse por temas específicos. Também é comum que essas pessoas apresentem elevada sensibilidade emocional, senso de justiça, perfeccionismo e necessidade de desafios intelectuais.
É importante destacar que nem todas as pessoas com altas habilidades apresentam as mesmas características. Além disso, algumas podem enfrentar dificuldades emocionais, sociais ou até ter condições associadas, como TDAH ou Transtorno do Espectro Autista (a chamada dupla excepcionalidade), o que pode dificultar a identificação.
Se houver suspeita de altas habilidades, o ideal é buscar uma avaliação com profissionais qualificados, como psicólogo e, quando indicado, uma avaliação neuropsicológica. Um diagnóstico adequado permite compreender melhor o funcionamento da pessoa e favorecer seu desenvolvimento, respeitando suas potencialidades e necessidades.
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Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se
Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O estresse no trabalho costuma ser uma resposta a períodos de maior pressão e tende a diminuir quando a demanda é reduzida ou quando há descanso. Já o burnout está relacionado ao estresse crônico no contexto de trabalho que não foi adequadamente manejado e envolve um desgaste mais persistente.
Entre os principais sinais estão exaustão física e emocional, sensação de esgotamento, distanciamento ou negatividade em relação ao trabalho e percepção de queda na própria eficácia profissional. Também podem surgir alterações no sono, irritabilidade, dificuldade de concentração e sintomas físicos.
O afastamento pode ser necessário quando o comprometimento é significativo e permanecer trabalhando está agravando o quadro ou dificultando a recuperação. Essa decisão, porém, deve ser feita a partir de uma avaliação profissional individualizada, considerando também outros quadros que podem apresentar sintomas semelhantes, como ansiedade e depressão.
E não é preciso esperar chegar ao esgotamento para buscar ajuda. A psicoterapia pode atuar tanto no tratamento quanto na prevenção, ajudando a reconhecer limites, compreender os fatores que mantêm a sobrecarga e construir uma relação mais saudável com o trabalho e consigo mesmo.
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Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia
Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tristeza é uma emoção natural e geralmente está relacionada a acontecimentos específicos. Mesmo sendo dolorosa, tende a oscilar e, com o tempo, permite que a pessoa continue experimentando momentos de interesse, prazer e conexão.
Na depressão, o sofrimento costuma ser mais persistente e abrangente. Além da tristeza, podem aparecer perda de interesse ou prazer, falta de energia, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, isolamento, sentimentos de culpa ou inutilidade e uma visão mais negativa de si, da vida e do futuro.
Mais do que observar um sintoma isolado, é importante considerar sua intensidade, duração e impacto no funcionamento cotidiano. O diagnóstico de depressão requer avaliação profissional, pois outros fatores emocionais e condições de saúde também podem produzir sintomas semelhantes.
E não é necessário esperar que o sofrimento se torne intenso para procurar ajuda. A psicoterapia também é um espaço de prevenção e cuidado, que pode ajudar a compreender o que está acontecendo antes mesmo que os sintomas se agravem.
Tristeza faz parte da vida; permanecer sozinho diante de um sofrimento que está difícil de atravessar não precisa fazer. Buscar acolhimento também é uma forma de cuidar da saúde mental.
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Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem
Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade é uma resposta natural do organismo, mas merece atenção quando se torna frequente, intensa ou difícil de controlar. E não é necessário ter crises de pânico para procurar ajuda profissional.
Alguns sinais importantes são preocupação excessiva, pensamentos difíceis de “desligar”, irritabilidade, tensão muscular, alterações no sono, dificuldade de concentração, sensação constante de alerta e sintomas físicos, como palpitações, falta de ar ou desconfortos gastrointestinais. Também é importante observar quando a ansiedade começa a provocar evitação: deixar de sair, dirigir, encontrar pessoas, enfrentar determinadas situações ou tomar decisões por medo do que poderá sentir.
A psicoterapia não precisa começar apenas quando a ansiedade já compromete significativamente a vida. Ela também pode atuar de forma preventiva, ajudando a compreender os gatilhos, reconhecer padrões de pensamento e comportamento e desenvolver recursos para uma melhor regulação emocional.
Quanto mais cedo conseguimos compreender o que a ansiedade está sinalizando, maiores são as possibilidades de cuidar dela antes que passe a limitar escolhas e experiências importantes da vida.
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Como a insistência na mesmice se relaciona com a ansiedade em mulheres autistas?
Como a insistência na mesmice se relaciona com a ansiedade em mulheres autistas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A necessidade de manter rotinas e padrões previsíveis é uma característica bastante comum em muitas mulheres autistas. Isso acontece porque a previsibilidade ajuda o cérebro a organizar melhor as informações e reduzir a sobrecarga causada por estímulos, mudanças inesperadas e demandas sociais.
Quando há alterações na rotina, imprevistos ou situações novas, é comum que os níveis de ansiedade aumentem, justamente porque a pessoa perde parte das referências que utiliza para se sentir segura e orientada no ambiente.
Em mulheres autistas, esse processo nem sempre é facilmente identificado, pois muitas desenvolveram estratégias de adaptação ao longo da vida e podem parecer flexíveis externamente, mesmo vivenciando intenso sofrimento interno diante de mudanças.
Por isso, a insistência na "mesmice" não deve ser entendida apenas como resistência ou teimosia, mas muitas vezes como uma tentativa de preservar o equilíbrio emocional e reduzir a ansiedade. Quando necessário, o acompanhamento psicológico pode ajudar a construir recursos para lidar com mudanças de forma mais segura e gradual.
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Como a dificuldade de reciprocidade social se manifesta no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Como a dificuldade de reciprocidade social se manifesta no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade de reciprocidade social é uma das características centrais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e se refere aos desafios na troca natural que acontece nas interações sociais.
Na prática, isso pode se manifestar de diferentes formas, como dificuldade para iniciar ou manter conversas, compreender sinais sociais não verbais, perceber o interesse ou o estado emocional do outro, compartilhar experiências espontaneamente ou participar de interações com a mesma fluidez esperada para a idade e o contexto.
É importante destacar que isso não significa falta de interesse pelas pessoas ou ausência de afeto. Muitas pessoas autistas desejam estabelecer vínculos, mas podem encontrar dificuldades para compreender as regras sociais implícitas que orientam as relações interpessoais.
Como o TEA é um espectro, essas manifestações variam bastante de uma pessoa para outra. Algumas apresentam dificuldades mais evidentes, enquanto outras, especialmente mulheres, podem desenvolver estratégias de adaptação que tornam esses desafios menos perceptíveis, embora continuem gerando esforço e desgaste emocional.
Uma avaliação especializada é fundamental para compreender cada caso individualmente e identificar as necessidades específicas de apoio e desenvolvimento.
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Por que algumas mulheres autistas acham difícil iniciar ou manter conversas casuais (small talk) com
Por que algumas mulheres autistas acham difícil iniciar ou manter conversas casuais (small talk) com outras pessoas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas mulheres autistas relatam dificuldade para iniciar ou manter conversas casuais, conhecidas como small talk. Isso acontece porque, frequentemente, essas interações envolvem regras sociais implícitas, mudanças rápidas de assunto, interpretação de sinais não verbais e respostas consideradas socialmente esperadas, aspectos que podem exigir um grande esforço cognitivo.
Além disso, algumas mulheres autistas tendem a preferir conversas mais profundas, objetivas ou relacionadas a temas de interesse genuíno, podendo considerar desgastantes interações focadas apenas em convenções sociais. Em muitos casos, elas sabem o que gostariam de dizer, mas ficam inseguras sobre como iniciar a conversa, manter o ritmo da interação ou identificar o momento adequado para falar.
Vale lembrar que isso não significa falta de interesse pelas pessoas ou dificuldade de criar vínculos afetivos. Pelo contrário: muitas mulheres autistas desejam se conectar, mas podem enfrentar desafios na dinâmica social cotidiana, o que, ao longo do tempo, pode gerar ansiedade, sensação de inadequação e desgaste emocional.
Se você possui diagnóstico de TEA, suspeita estar dentro do espectro ou convive com alguém que apresenta essas dificuldades, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender essas vivências, desenvolver estratégias de comunicação e fortalecer relações de forma mais leve e autêntica.
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Como a mulher autista pode aprender a nomear suas emoções?
Como a mulher autista pode aprender a nomear suas emoções?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas mulheres autistas relatam dificuldade para identificar, diferenciar e nomear o que estão sentindo. Em alguns casos, a emoção é percebida primeiro no corpo — como tensão, cansaço, irritação, choro ou ansiedade — sem que fique claro exatamente qual sentimento está por trás dessas sensações.
Isso pode acontecer por diferentes motivos, incluindo características do próprio TEA, anos de adaptação às expectativas sociais e uma atenção voltada para compreender o ambiente externo, em detrimento das próprias experiências internas. Como consequência, algumas mulheres só percebem que estão sobrecarregadas quando já estão emocionalmente exaustas.
Aprender a nomear emoções é um processo que envolve desenvolver consciência sobre os sinais do corpo, observar pensamentos, reconhecer gatilhos e ampliar o vocabulário emocional. Quanto mais a pessoa consegue identificar o que sente, mais recursos ela tem para comunicar suas necessidades, estabelecer limites e cuidar de si mesma.
A psicoterapia pode ser uma importante aliada nesse processo, oferecendo um espaço seguro para explorar emoções, compreender padrões de funcionamento e construir estratégias mais saudáveis de autorregulação emocional.
Se você tem diagnóstico de TEA, suspeita estar dentro do espectro ou convive com uma mulher autista que enfrenta essas dificuldades, buscar orientação profissional pode ajudar a transformar experiências que hoje parecem confusas em maior autoconhecimento, autonomia e qualidade de vida.
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Por que o autismo não é uma doença, mas uma neurodivergência?
Por que o autismo não é uma doença, mas uma neurodivergência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O autismo não é considerado uma doença porque não se trata de uma condição adquirida que possa ser curada ou eliminada. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento, ou seja, está relacionado à forma como o cérebro se desenvolve e processa informações desde os primeiros anos de vida.
Quando falamos em neurodivergência, estamos nos referindo a diferenças naturais no funcionamento neurológico. Pessoas autistas percebem, interpretam e interagem com o mundo de maneiras que podem ser diferentes da maioria da população, mas isso não significa que estejam "doentes".
Isso não quer dizer que não existam desafios. Dependendo das características individuais, a pessoa autista pode enfrentar dificuldades relacionadas à comunicação, interação social, sensibilidade sensorial, flexibilidade cognitiva, regulação emocional e adaptação a determinados ambientes. Por outro lado, muitas também apresentam habilidades, interesses e formas de pensar que podem ser grandes potenciais.
Por isso, o objetivo do acompanhamento não é "curar" o autismo, mas promover qualidade de vida, autonomia, bem-estar emocional e estratégias para lidar com as demandas do dia a dia.
Se você recebeu um diagnóstico recente, suspeita estar dentro do espectro ou convive com uma pessoa autista, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender melhor essas características, reduzir sofrimentos desnecessários e construir formas mais saudáveis de relação consigo mesmo e com os outros.
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Como lidar com a inflexibilidade em adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Como lidar com a inflexibilidade em adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A inflexibilidade é uma característica que pode estar presente em alguns adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e costuma estar relacionada à necessidade de previsibilidade e organização diante de um mundo que muitas vezes é percebido como excessivamente complexo ou imprevisível.
Ela pode se manifestar como dificuldade para lidar com mudanças de planos, resistência a novas formas de realizar tarefas, necessidade de seguir rotinas específicas ou sofrimento intenso diante de imprevistos. É importante compreender que, na maioria das vezes, essa rigidez não representa teimosia ou falta de vontade de colaborar, mas uma estratégia para reduzir a ansiedade e manter o equilíbrio emocional.
O manejo mais eficaz passa pela compreensão das causas dessa inflexibilidade, pela comunicação clara e pela introdução gradual de mudanças, respeitando o ritmo da pessoa. Ambientes previsíveis, combinados com pequenas experiências de flexibilização, tendem a favorecer adaptações mais saudáveis do que tentativas de mudança abrupta.
Para o próprio adulto autista, desenvolver consciência sobre seus gatilhos, aprender estratégias de regulação emocional e ampliar gradualmente sua tolerância ao inesperado pode trazer mais autonomia e qualidade de vida.
A psicoterapia pode ser uma importante aliada nesse processo, tanto para pessoas autistas quanto para familiares, parceiros e cuidadores. Com apoio adequado, é possível compreender melhor essas características, reduzir conflitos e construir formas mais equilibradas de lidar com as demandas e mudanças do cotidiano.
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Como diferenciar autismo de fobia social ? .
Como diferenciar autismo de fobia social ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora o autismo e a fobia social possam apresentar algumas características semelhantes, como dificuldade em situações sociais, ansiedade em interações e tendência ao isolamento, trata-se de condições diferentes e que possuem origens distintas.
Na fobia social, a principal dificuldade está relacionada ao medo intenso de ser julgado, criticado, rejeitado ou passar por situações constrangedoras. A pessoa geralmente compreende as regras sociais, mas evita interações por causa da ansiedade e do receio da avaliação dos outros.
Já no Transtorno do Espectro Autista (TEA), as dificuldades sociais costumam estar ligadas a diferenças na forma de compreender e processar a comunicação, as relações interpessoais e os sinais sociais. Além disso, podem estar presentes características como interesses restritos, necessidade de rotina, hipersensibilidades sensoriais e padrões de comportamento repetitivos, aspectos que não fazem parte da fobia social.
Também é importante destacar que uma pessoa autista pode desenvolver fobia social ao longo da vida, especialmente após experiências repetidas de incompreensão, críticas ou exclusão social. Por isso, nem sempre a diferenciação é simples e exige uma avaliação cuidadosa.
Se você se identifica com essas dificuldades ou percebe esses sinais em alguém próximo, buscar uma avaliação psicológica especializada pode ajudar a esclarecer o que está acontecendo. Um diagnóstico adequado é fundamental para que o acompanhamento seja direcionado às necessidades reais da pessoa, promovendo mais qualidade de vida, autoconhecimento e bem-estar emocional.
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Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ter uma vida social e profissional plena?
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ter uma vida social e profissional plena?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem construir uma vida social, afetiva e profissional satisfatória. O mais importante é compreender que o autismo é um espectro: cada pessoa apresenta características, necessidades de suporte, habilidades e desafios diferentes.
Algumas pessoas autistas estudam, trabalham, constroem carreira, mantêm amizades e relacionamentos afetivos com bastante autonomia. Outras podem precisar de diferentes níveis de apoio ao longo da vida. Ter uma vida plena não significa necessariamente corresponder às mesmas expectativas sociais de uma pessoa neurotípica.
No ambiente profissional, por exemplo, dificuldades com mudanças inesperadas, comunicação, excesso de estímulos sensoriais ou regras sociais implícitas podem representar desafios. Ao mesmo tempo, características individuais como atenção a detalhes, aprofundamento em áreas de interesse e formas particulares de pensar podem constituir importantes potencialidades.
Na vida social, também é importante diferenciar dificuldade de ausência de interesse. Uma pessoa autista pode desejar vínculos e afeto, mas se relacionar, comunicar suas necessidades ou demonstrar sentimentos de maneiras diferentes.
Um acompanhamento psicológico adequado pode ajudar a pessoa com TEA a compreender melhor seu próprio funcionamento, desenvolver recursos para os desafios cotidianos, estabelecer limites e construir relações e projetos de vida compatíveis com suas necessidades — sem que o objetivo seja fazê-la “parecer menos autista”.
Portanto, o diagnóstico não determina até onde alguém poderá chegar. O suporte adequado, o ambiente, as oportunidades e as características individuais fazem uma grande diferença.
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O que é transtorno de processamento sensorial? .
O que é transtorno de processamento sensorial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno do Processamento Sensorial (TPS) é uma condição em que o cérebro apresenta dificuldades para receber, organizar, interpretar e responder adequadamente às informações captadas pelos sentidos. Isso inclui não apenas visão, audição, olfato, paladar e tato, mas também os sistemas responsáveis pela percepção do movimento, equilíbrio e posição do corpo.
Na prática, a pessoa pode apresentar hipersensibilidade (reações muito intensas a sons, cheiros, texturas, luzes ou toques) ou hipossensibilidade (necessidade de estímulos mais intensos para perceber sensações). Algumas pessoas se sentem extremamente incomodadas por etiquetas de roupas, barulhos ambientes ou determinados alimentos, enquanto outras podem buscar constantemente movimento, pressão corporal ou estímulos sensoriais.
Essas características podem impactar diferentes áreas da vida, incluindo relacionamentos, trabalho, estudos e atividades cotidianas. É importante destacar que alterações no processamento sensorial são comuns em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também podem estar presentes em indivíduos sem diagnóstico de autismo.
Quando as dificuldades sensoriais causam sofrimento significativo ou prejuízos na rotina, uma avaliação especializada pode ajudar a compreender melhor o funcionamento da pessoa e identificar estratégias que favoreçam seu bem-estar e adaptação aos diferentes ambientes.
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Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O luto após o divórcio é um processo emocional complexo, que envolve a reconstrução de vínculos internos e externos.
A fase de negação costuma surgir como um mecanismo de defesa, uma tentativa da mente de adiar o contato com a dor até que o psiquismo esteja pronto para elaborá-la.
Não há um tempo certo para “sair” dessa fase, mas há caminhos que ajudam a atravessá-la com mais consciência: permitir-se sentir, falar sobre o que aconteceu, e buscar apoio psicológico. A psicoterapia auxilia na elaboração da perda, na ressignificação da relação e na reconexão com a própria identidade.
O processo de luto não é sobre pressa, mas sobre presença.
Cuidar de si, com gentileza, é o primeiro passo para reconstruir-se e abrir espaço para novos começos.
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Como procurar ajuda para o trauma do Bullying? .
Como procurar ajuda para o trauma do Bullying? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O bullying é uma forma de violência psicológica que pode deixar marcas profundas na autoestima e nas relações. Reconhecer isso é o primeiro passo para o cuidado.
A psicoterapia é o espaço indicado para elaborar essas experiências, ressignificar crenças negativas e fortalecer recursos internos para lidar com os gatilhos emocionais.
Quando há sintomas mais intensos (como ansiedade, tristeza constante ou isolamento), o acompanhamento psicológico é essencial. E, talvez, após uma avaliação, pode ser necessário o acompanhamento com um psiquiatra.
Procurar ajuda não é sinal de fraqueza.
É um gesto de coragem e de amor por si.
Com o apoio certo, é possível reconstruir a confiança e abrir espaço para viver com mais leveza e segurança emocional.
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Quais são as características do medo existencial e da frustração existencial?
Quais são as características do medo existencial e da frustração existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo existencial e a frustração existencial fazem parte da condição humana e costumam surgir quando refletimos sobre o sentido da vida, o tempo, as escolhas e a finitude.
O medo existencial se manifesta quando nos deparamos com a incerteza do futuro, a impermanência e a falta de controle sobre o que nos acontece. Já a frustração existencial aparece quando sentimos que há um vazio entre o que vivemos e o que gostaríamos de viver, uma sensação de falta de propósito ou desconexão interna.
Essas experiências não são sinais de fraqueza, mas convites à reflexão e ao amadurecimento emocional. Quando acolhidas e trabalhadas em psicoterapia, elas podem se transformar em oportunidades de autoconhecimento e reconstrução de sentido na vida.
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Quais são as maneiras positivas de lidar com uma crise existencial ?
Quais são as maneiras positivas de lidar com uma crise existencial ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A crise existencial é um período de questionamentos profundos sobre a própria vida, identidade, escolhas, propósito e futuro. Embora possa ser desconfortável, ela nem sempre é algo negativo. Muitas vezes, surge justamente em momentos de transição, crescimento ou necessidade de mudança.
Lidar de forma saudável com uma crise existencial envolve, antes de tudo, permitir-se refletir sobre essas questões sem a pressão de encontrar respostas imediatas. Buscar autoconhecimento, revisar valores, identificar o que faz sentido para sua vida e acolher as próprias dúvidas pode transformar esse período em uma oportunidade de desenvolvimento pessoal.
Também é importante manter uma rotina de autocuidado, preservar vínculos significativos e evitar tomar decisões impulsivas apenas para aliviar o desconforto momentâneo. Em muitos casos, a angústia não está relacionada à falta de respostas, mas à dificuldade de conviver temporariamente com as perguntas.
Quando esses questionamentos vêm acompanhados de sofrimento intenso, sentimentos persistentes de vazio, desesperança, ansiedade ou prejuízos importantes na vida pessoal e profissional, buscar ajuda especializada pode fazer toda a diferença.
A psicoterapia oferece um espaço seguro para explorar essas inquietações, compreender o que elas revelam sobre sua história e construir caminhos mais alinhados aos seus valores e objetivos. Se você está passando por uma crise existencial ou acompanha alguém que vive esse momento, procurar apoio psicológico pode ser um importante passo para transformar a angústia em autoconhecimento e crescimento emocional.
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Perguntas frequentes
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É comum que tomando estabilizador de humor os episódios de mania e depressão sejam de duração mais c
Sim. Um dos objetivos dos estabilizadores de humor no transtorno bipolar…