Perguntas do paciente (42)

  • Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a melhorar a multitarefa e a memória de tr

    Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a melhorar a multitarefa e a memória de trabalho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) auxilia pessoas com Transtorno do Espectro Autista a desenvolver habilidades cognitivas e comportamentais voltadas para melhorar a atenção, a organização e o processamento de informações. Ela oferece um ambiente estruturado e prático, favorecendo o aprendizado de estratégias que fortalecem a memória de trabalho — ou seja, a capacidade de reter e manipular informações por curtos períodos.

    Por meio de técnicas como treino de foco atencional, uso de agendas e rotinas visuais, e divisão de tarefas em etapas menores, a TCC ajuda o paciente a lidar melhor com demandas simultâneas, reduzindo a sobrecarga mental. Esse processo promove maior clareza na execução de atividades, diminui o estresse e melhora gradualmente a habilidade de alternar entre tarefas (multitarefa).

    Além disso, o trabalho terapêutico estimula a autorregulação emocional e cognitiva, permitindo que a pessoa reconheça seus limites e utilize estratégias compensatórias de forma consciente. Assim, a TCC contribui para um funcionamento mais equilibrado no cotidiano, com ganhos reais em produtividade, autonomia e qualidade de vida.


  • É normal se sentir estranho depois da terapia? As vezes me sinto assim

    É normal se sentir estranho depois da terapia? As vezes me sinto assim

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Sim, é normal. A terapia nos faz olhar para dentro, e isso pode despertar emoções, lembranças ou reflexões que estavam guardadas. Depois de uma sessão, é natural se sentir diferente — mais sensível, reflexivo ou até confuso. Esses sentimentos indicam que algo está sendo elaborado internamente. Dê tempo para que as sensações se organizem: é parte do processo de autoconhecimento.


  • É normal se sentir cansado emocionalmente mesmo sem grandes problemas?

    É normal se sentir cansado emocionalmente mesmo sem grandes problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Sim, é normal. O cansaço emocional pode surgir mesmo sem grandes problemas aparentes. Às vezes ele vem do acúmulo de pequenas demandas, da necessidade de estar bem o tempo todo ou de cuidar de tudo e de todos. Mesmo a rotina estável exige energia mental. Permita-se pausas, descanso e momentos de silêncio — cuidar das emoções também é uma forma de equilíbrio.


  • Estou há 7 meses tentando tomar uma decisão e não consigo. Isso está me impedindo de fazer coisas si

    Estou há 7 meses tentando tomar uma decisão e não consigo. Isso está me impedindo de fazer coisas simples como estudar. Me sinto triste e quando tomo uma quase decisão, começo a pensar e me sinto envergonhada e culpada pela escolha. Como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    A dificuldade em tomar decisões por muito tempo costuma estar ligada ao medo de errar.
    O cérebro, ao associar “decidir” com “risco”, aciona o sistema emocional e gera bloqueio, culpa e autocrítica.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), aprendemos a identificar esses pensamentos que paralisam e a substituí-los por percepções mais realistas.
    O objetivo não é decidir rápido, mas decidir com leveza, sem medo de se arrepender.

    Às vezes, o primeiro passo não é escolher o caminho certo — é apenas voltar a caminhar.


  • Olá tenho alguns medos, medo de engolir comprimido, tenho medo de ficar preso, fico ansiosa, meu cor

    Olá tenho alguns medos, medo de engolir comprimido, tenho medo de ficar preso, fico ansiosa, meu corpo pode reagir a minha ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Sim, o corpo reage à ansiedade — e isso é natural.
    Quando sentimos medo, o sistema nervoso ativa o modo de alerta, liberando adrenalina e cortisol.
    Por isso, podem surgir palpitações, aperto no peito, tremores ou sensação de falta de ar, mesmo sem perigo real.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), aprendemos a reconhecer esses sinais, entender que são apenas respostas do corpo e a usar técnicas para retomar o equilíbrio.

    O corpo fala o que a mente sente — e ele pode reaprender a se acalmar.


  • Qual a diferença entre autismo leve e autismo de alto funcionamento?

    Qual a diferença entre autismo leve e autismo de alto funcionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Os dois termos se referem ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
    O autismo leve indica menor necessidade de apoio nas interações e na adaptação social.
    O termo “alto funcionamento” era usado para pessoas com boa linguagem e cognição, mas ainda com dificuldades sociais e emocionais.

    Hoje, a classificação mais atual fala em níveis de suporte (1, 2 e 3), o que reflete melhor as necessidades de cada pessoa.

    Mais importante que o rótulo é o cuidado e o suporte adequados.


  • Boa tarde recentemente eu passei por um ataque de pânico desencadeado após um estresse agudo ocasion

    Boa tarde recentemente eu passei por um ataque de pânico desencadeado após um estresse agudo ocasionado por um único uso da Cannabis, tive um ataque de pânico e isso já tem dois meses, vale ressaltar que eu nunca tive problema com ansiedade tão pouco pânico nem mesmo os membros da minha família, foi um ataque totalmente isolado, mas mesmo assim eu fui procurar ajuda a médica psiquiatra, a mesma disse que eu tive um início de estresse pós traumático e me passou uma medicação da qual eu optei por não tomar uma vez que eu já não estava sentindo ansiedade alta e nem medo nenhum, estou sem tomar medicação e estou muito bem saio me divirto brinco converso e faço meu hobby favorito, trabalho normalmente e não me impede de nada, porém eu noto que eu me sinto um pouco apreensivo e os meus pensamentos estão mais intensos, também questiono mais as coisas simples é normal sentir essa apreensão leve, pensamentos mais vividos, ter uma certa hipervigilancia e um certo estranhamento mesmo após dois meses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Após um episódio intenso de pânico, é comum que o cérebro permaneça em estado de alerta por algum tempo, mesmo que a crise já tenha passado.
    Isso acontece porque o sistema límbico (especialmente a amígdala cerebral) registra o evento como uma ameaça real e continua mais sensível a sinais de perigo — é uma forma de autoproteção.

    Essa leve apreensão ou hipervigilância que você percebe é, portanto, uma reação normal do sistema nervoso em readaptação.
    Com o tempo, e com práticas que favoreçam a regulação emocional (como respiração, sono adequado, rotina e pensamentos realistas), o cérebro volta a reconhecer o estado de segurança.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos para ajudar o paciente a reinterpretar esses sinais corporais e mentais, reduzindo o medo de “ter medo” e fortalecendo o equilíbrio entre corpo e mente.

    Em outras palavras, o seu cérebro está apenas reaprendendo a confiar no próprio equilíbrio — e isso é um bom sinal de recuperação.


  • A reciprocidade social é a mesma coisa que "autismo social"?

    A reciprocidade social é a mesma coisa que "autismo social"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Essa dúvida é muito válida, e é ótimo que você esteja buscando entender melhor o que sente.
    A reciprocidade social e o que às vezes é chamado de 'autismo social' não são exatamente a mesma coisa, embora possam parecer semelhantes em alguns aspectos.

    Reciprocidade social é a nossa capacidade de interagir com os outros de forma mútua — ouvir, responder, demonstrar interesse, captar emoções. Em situações de ansiedade social, essa habilidade pode ficar prejudicada não por falta de empatia, mas pelo medo do julgamento, da rejeição ou pela insegurança em saber o que dizer.

    Já o termo 'autismo social' não é um diagnóstico formal, mas às vezes é usado popularmente (e de forma imprecisa) para descrever dificuldades sociais parecidas com as do Transtorno do Espectro Autista (TEA), que envolve desafios mais amplos e persistentes na comunicação, interação social e padrões de comportamento.


  • Quero conversar com as pessoas e ficar em lugares cheios, porém não consigo. bate uma tristeza depoi

    Quero conversar com as pessoas e ficar em lugares cheios, porém não consigo. bate uma tristeza depois de não conseguir. Estou me sentindo bem sozinho, será que eu estou com fobia social ou depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    É muito importante que você tenha conseguido nomear e compartilhar esses sentimentos. Isso já é um grande passo no processo terapêutico.
    O que você está vivenciando pode, sim, estar relacionado a aspectos da ansiedade social — como o medo de se expor ou se sentir julgado — mas também pode ter relação com sintomas depressivos, especialmente quando há esse sentimento de tristeza e solidão após as situações.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, nós buscamos compreender como seus pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados. Por exemplo, pode ser que você tenha pensamentos automáticos do tipo 'as pessoas vão me julgar', 'vou travar na conversa', e isso leve ao evitamento social — o que, por sua vez, reforça o sentimento de frustração e solidão depois.

    O nosso trabalho será identificar esses padrões, entender suas origens e, pouco a pouco, trabalhar juntos em estratégias para mudar essa percepção, desafiar esses pensamentos e construir respostas mais funcionais.

    Você não está sozinho nesse processo. Podemos caminhar juntos para que esses momentos de contato social passem a ser menos ameaçadores e mais significativos para você."


  • O que fazer se eu sou a pessoa favorita de alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que fazer se eu sou a pessoa favorita de alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Essa é uma pergunta muito comum — e muito legítima.

    Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costumam vivenciar relacionamentos com muita intensidade emocional. É comum que idealizem alguém como “figura de referência” ou “pessoa favorita”, o que pode gerar uma ligação profunda, mas também instável e intensa.

    Se você está nessa posição, aqui vão algumas orientações importantes:

    Entenda que essa idealização não é sobre você, e sim sobre o papel que você representa emocionalmente.
    É a forma como a pessoa com TPB tenta lidar com sentimentos de abandono e instabilidade interna.

    Mantenha limites claros, sem culpa.
    Isso ajuda não só você, mas também a pessoa com TPB, que pode aprender a se autorregular melhor.

    Evite reforçar comportamentos impulsivos ou manipulativos, mesmo com boas intenções.
    Reforçar a dependência pode parecer acolhedor no curto prazo, mas prejudica no longo.

    Incentive o acompanhamento psicológico.
    O TPB tem tratamento, e a psicoterapia — especialmente com abordagens como a TCC ou a DBT (Terapia Comportamental Dialética) — pode fazer toda a diferença.

    Você não precisa se afastar — mas precisa se cuidar também.


  • Quais são os níveis mentais de uma pessoa ? .

    Quais são os níveis mentais de uma pessoa ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Todos nós funcionamos em três “níveis mentais”, e entender isso ajuda muito no processo terapêutico.

    1⃣ Automático: são pensamentos e emoções que aparecem sem pedir permissão. É o piloto-automático do cérebro.
    2⃣ Consciente: é quando você consegue parar, pensar e analisar com mais clareza.
    3⃣ Observador: é o nível em que você entende seus padrões e consegue escolher respostas mais saudáveis.

    Na terapia, trabalhamos para que você reconheça o automático, fortaleça o consciente e desenvolva esse olhar observador — que é onde acontecem as mudanças mais profundas.

    Se você sentir que está difícil lidar sozinho(a) com seus pensamentos e emoções, a terapia pode te ajudar a organizar tudo isso com mais leveza e clareza.


  • O que é neuroplasticidade e qual a sua relação com as disfunções executivas?

    O que é neuroplasticidade e qual a sua relação com as disfunções executivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se modificar ao longo da vida, criando, fortalecendo ou reorganizando conexões neurais a partir das experiências, aprendizagens e repetições.

    As funções executivas (como atenção, planejamento, controle emocional, organização e tomada de decisões) dependem principalmente dessas redes neurais. Quando há disfunções executivas, essas conexões funcionam de forma menos eficiente.

    A boa notícia é que, por meio de intervenções terapêuticas adequadas, treino cognitivo e mudanças comportamentais, a neuroplasticidade permite desenvolver e fortalecer essas funções, promovendo melhora gradual no funcionamento emocional e cognitivo.


  • Como a atenção plena ajuda a lidar com pensamentos disfuncionais?

    Como a atenção plena ajuda a lidar com pensamentos disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Como a atenção plena ajuda a lidar com pensamentos disfuncionais?

    A atenção plena (mindfulness) é uma habilidade que nos ensina a observar nossos pensamentos sem reagir automaticamente a eles.

    Pensamentos disfuncionais — como “não sou suficiente”, “vou ser abandonada” ou “vai dar tudo errado” — surgem de forma automática. O problema não é o pensamento em si, mas o quanto acreditamos nele sem questionar.

    Quando praticamos atenção plena, aprendemos a:

    Perceber o pensamento como um evento mental, e não como uma verdade absoluta
    Criar um espaço entre o pensamento e a reação emocional
    Reduzir impulsividade
    Diminuir ansiedade e ruminação

    Neurocientificamente, a prática regular fortalece áreas do cérebro responsáveis pela autorregulação emocional e reduz a hiperativação do sistema de ameaça.

    Em terapia cognitivo-comportamental, utilizamos a atenção plena como ferramenta para desenvolver consciência, flexibilidade cognitiva e escolhas mais saudáveis.

    Você não é seus pensamentos.
    Você é quem os observa — e pode decidir como responder a eles.


  • Como posso começar a praticar meditação de atenção plena?

    Como posso começar a praticar meditação de atenção plena?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Começar é mais simples do que parece. Atenção plena não exige silêncio absoluto, longos períodos ou técnicas complexas. O essencial é treinar a mente a estar no presente.

    Um passo a passo inicial:

    Reserve 2 a 5 minutos por dia.

    Sente-se confortavelmente e feche os olhos.

    Direcione sua atenção para a respiração.

    Observe o ar entrando e saindo.

    Quando surgir um pensamento (e ele vai surgir), apenas reconheça: “pensamento”, e volte gentilmente para a respiração.

    O objetivo não é “esvaziar a mente”, mas perceber quando ela se distrai e retornar ao foco.

    Com a prática regular, a meditação de atenção plena:

    Reduz ansiedade
    Diminui ruminação
    Aumenta clareza mental
    Fortalece autorregulação emocional

    Neurocientificamente, ela contribui para o fortalecimento das áreas responsáveis por foco, tomada de decisão e controle emocional.

    Comece pequeno. A consistência é mais importante do que a duração.


  • Quais são os benefícios do mindfulness para crianças?

    Quais são os benefícios do mindfulness para crianças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Mindfulness ajuda a criança a reconhecer e regular emoções, reduzindo ansiedade, impulsividade e crises de estresse.
    Também melhora atenção, concentração e autocontrole, favorecendo a aprendizagem e a convivência social.

    Aplicado de forma lúdica e adequada à idade, é uma ferramenta eficaz para promover equilíbrio emocional e autoestima, especialmente quando integrada à Terapia Cognitivo-Comportamental.


  • Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de

    Por que quando temos crise de ansiedade, ficamos preocupado excessivamente com a saúde, com medo de passar mal, e ouvir sobre doenças é um gatilho para crise, achando que pode desenvolver essa doença a qualquer momento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Isso acontece porque, durante uma crise de ansiedade, o cérebro entra em modo de alerta máximo. A mente interpreta qualquer sensação física como um possível perigo, e isso faz você focar demais na saúde e no medo de “passar mal”. É um mecanismo de proteção exagerado — não uma evidência real de doença.

    Quando você ouve falar de doenças, o cérebro ansioso faz uma conexão imediata com risco, como se aquilo pudesse acontecer com você a qualquer momento. É um gatilho clássico da ansiedade, especialmente quando há hipervigilância ao corpo.

    A boa notícia: isso tem tratamento. Na TCC, trabalhamos exatamente esses pensamentos catastróficos, ensinamos o cérebro a regular as respostas de medo e ajudamos você a diferenciar sintomas de ansiedade de riscos reais.

    Você não está sozinho(a). E é totalmente possível recuperar a sensação de segurança e controle.


  • Olá Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando a

    Olá

    Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando acontece algo, meu nome vai estar envolvido.
    As vezes tenho sonhos que fui demitido e voltei a trabalhar no meu antigo emprego, ou que fui demitido.
    Como lidar com isso?
    Essa sensação de que sempre é sobre mim ou eu fiz algo de errado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Isso que você descreve é mais comum do que parece. Quando estamos sob estresse, insegurança ou ansiedade, o cérebro tende a interpretar situações neutras como se fossem sobre nós. É um mecanismo de hipervigilância: você fica em alerta buscando sinais de erro ou rejeição, mesmo quando nada concreto aconteceu.

    Os sonhos de demissão também costumam aparecer quando a mente está tentando processar medos e tensões do dia a dia. Eles não são um “aviso”, mas um reflexo emocional.

    Como lidar com isso?

    Trabalhar esses pensamentos na psicoterapia, especialmente com TCC, ajuda a diferenciar fatos de interpretações.

    Praticar checagem de realidade: “Que evidências reais eu tenho disso?”.

    Fortalecer sua autoconfiança e limites internos para reduzir a sensação de exposição constante.

    Com tratamento, essa sensação de que “sempre é sobre mim” diminui muito, e você começa a se sentir mais seguro(a) no trabalho e consigo mesmo(a). Estou aqui para te ajudar quando quiser.


  • É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?

    É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    É normal sentir falta de ânimo quando estamos com ansiedade ou depressão. O cérebro passa por mudanças que reduzem a energia e o prazer nas coisas do dia a dia — não é falta de vontade, é um sinal de sobrecarga emocional.
    Na terapia, especialmente com base em TCC, aprendemos a reorganizar pensamentos, emoções e comportamentos para que o ânimo e o prazer voltem aos poucos. O primeiro passo é buscar ajuda — e isso você já começou a fazer.


  • O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Essa é uma dúvida muito comum, e é ótimo que você a traga. O papel do psicólogo não é “mudar o jeito de pensar” da pessoa à força, mas ajudar com acolhimento e técnica a compreender como os pensamentos influenciam as emoções e os comportamentos.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos juntos para identificar pensamentos automáticos que geram sofrimento — como culpa, medo ou insegurança — e transformá-los em interpretações mais realistas e equilibradas.

    O objetivo é que o paciente desenvolva consciência emocional e autonomia, aprendendo a lidar melhor com os desafios e a construir uma forma de pensar que traga mais leveza e bem-estar.


  • Boa Noite como trato minha ansiedade não consigo mais dormir me sinto muito mal com isso me ajuda

    Boa Noite, como trato minha ansiedade? não consigo mais dormir, me sinto muito mal com isso, me ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Valéria Rufino

    Sinto muito que você esteja passando por isso. A ansiedade realmente bagunça o sono — o corpo fica em alerta e o cérebro não “desliga”.
    Com a terapia, especialmente usando estratégias da TCC, é possível entender o que alimenta essa tensão e treinar o corpo a relaxar de verdade. Em alguns casos, o médico pode ajudar a complementar o cuidado. Dá pra recuperar o sono e o bem-estar, sim — e o primeiro passo é buscar ajuda, como você já está fazendo.


Perguntas frequentes

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