Perguntas do paciente (42)
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Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e
Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito importante — e mostra o quanto você é sensível e empática.
Mas existe um ponto essencial aqui: cuidar do outro não pode custar o seu próprio equilíbrio emocional.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), falamos sobre limites emocionais saudáveis.
Quando você absorve o sofrimento de outra pessoa, seu cérebro passa a reagir como se fosse você mesma quem estivesse vivendo aquele problema. Isso causa sobrecarga emocional, tristeza e exaustão — o que chamamos de fadiga por empatia.
Então, não se trata de “parar de ajudar”, mas de ajudar de um jeito mais saudável:
Escute com empatia, mas sem se responsabilizar pelas soluções.
Você pode apoiar sem precisar “salvar”.
Reconheça seus limites.
Se está te fazendo mal, é sinal de que é hora de colocar uma pausa — e isso não é egoísmo, é autocuidado.
Incentive a pessoa a buscar ajuda profissional.
Você não precisa ocupar o papel de terapeuta — o melhor apoio que pode oferecer é encorajá-la a se cuidar com quem é preparado para isso.
Cuide de você também.
Conversar com um psicólogo pode te ajudar a entender como se proteger emocionalmente e continuar sendo uma pessoa empática, mas sem se esgotar.
Cuidar do outro é bonito, mas cuidar de si é essencial.
Sou psicóloga especializada em TCC e acolho pessoas que se sentem sobrecarregadas emocionalmente, mesmo quando só querem ajudar.
Se você se identificou com esse sentimento, saiba que é possível aprender a cuidar dos outros sem se perder de si.
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Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar
Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece. Relações abusivas costumam deixar marcas emocionais profundas e, mesmo reconhecendo o quanto fizeram mal, é natural sentir falta ou vínculo com quem causou sofrimento. Isso acontece porque o cérebro associa momentos de afeto e dor, criando confusão emocional.
O profissional mais indicado é o psicólogo, especialmente com abordagem em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Na terapia, é possível compreender esses padrões, fortalecer a autoestima e aprender a construir relações mais seguras e equilibradas.
Em alguns casos, o acompanhamento com um médico psiquiatra também é importante, especialmente se houver sintomas intensos de ansiedade ou tristeza.
Com tratamento adequado, é possível romper esse ciclo e retomar o controle emocional.
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