Perguntas do paciente (98)

  • Posso fazer acompanhamento com dois psicólogos diferentes? Tenho um benefício que me dá direito a u

    Posso fazer acompanhamento com dois psicólogos diferentes? Tenho um benefício que me dá direito a um atendimento e, além dele, eu pago outro por conta própria. Gosto muito das sessões, porque conversar me faz bem. Porém, percebo que com um psicólogo abordo mais questões pessoais sobre autoconfiança, frustações e, com o outro, questões de relacionamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    É possível, sim, fazer acompanhamento com dois psicólogos ao mesmo tempo. Em alguns casos, isso pode até ser benéfico, especialmente quando cada profissional trabalha com uma abordagem diferente ou quando o paciente sente necessidade de explorar aspectos distintos da sua vida.

    No entanto, é importante avaliar alguns pontos:

    Clareza nos objetivos: se cada processo terapêutico tem um foco definido (por exemplo, autoconfiança e questões pessoais em um, relacionamentos em outro), a experiência tende a ser mais organizada e proveitosa.

    Risco de sobreposição: em alguns momentos, pode haver repetição ou até divergência de estratégias, o que pode gerar confusão.

    Comunicação e escolha: alguns pacientes preferem, após um período, escolher o profissional ou a abordagem com a qual mais se identificam, garantindo maior profundidade no processo.

    O mais importante é que você se sinta bem e perceba avanço nas áreas que deseja trabalhar. Se for confortável, vale conversar abertamente com cada psicólogo sobre esse acompanhamento em paralelo — isso ajuda a alinhar expectativas e evitar sobrecargas.


  • Qual é o benefício de desenvolver autorregulação e a flexibilidade cognitiva?

    Qual é o benefício de desenvolver autorregulação e a flexibilidade cognitiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Desenvolver autorregulação e flexibilidade cognitiva traz inúmeros benefícios para a vida emocional, social e profissional:

    Autorregulação é a capacidade de reconhecer e administrar as próprias emoções, pensamentos e comportamentos. Quando uma pessoa desenvolve essa habilidade, ela consegue lidar melhor com situações de estresse, manter o foco em seus objetivos e reduzir reações impulsivas. Isso favorece o equilíbrio emocional, melhora a convivência e fortalece a autoestima.

    Flexibilidade cognitiva é a habilidade de adaptar-se a mudanças, enxergar diferentes perspectivas e encontrar soluções criativas para os problemas. Pessoas com maior flexibilidade cognitiva conseguem enfrentar imprevistos com mais resiliência, aprendem com mais facilidade e se relacionam melhor, já que conseguem compreender pontos de vista distintos.

    Na prática, quem desenvolve essas duas competências tende a ter mais qualidade de vida, autonomia e saúde mental, além de melhorar o desempenho acadêmico, profissional e as relações interpessoais.

    A psicoterapia é um espaço muito eficaz para treinar e fortalecer essas habilidades, já que permite identificar padrões de pensamento e comportamento e criar estratégias para transformá-los.


  • Como se relacionam a autorregulação e a flexibilidade cognitiva?

    Como se relacionam a autorregulação e a flexibilidade cognitiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    A autorregulação e a flexibilidade cognitiva estão intimamente relacionadas, porque ambas envolvem a forma como lidamos com pensamentos, emoções e comportamentos no dia a dia.

    Autorregulação é a capacidade de reconhecer e gerenciar emoções, controlar impulsos e ajustar comportamentos de acordo com os objetivos pessoais.

    Flexibilidade cognitiva é a habilidade de mudar estratégias mentais, adaptar-se a novas situações e enxergar diferentes perspectivas diante de desafios.

    Quando a pessoa consegue se autorregular, ela mantém equilíbrio emocional e clareza mental — isso facilita ter flexibilidade cognitiva, pois é mais fácil mudar a forma de pensar quando não se está dominado pela ansiedade ou pela impulsividade. Da mesma forma, quem desenvolve flexibilidade cognitiva consegue se autorregular melhor, porque encontra alternativas mais saudáveis para lidar com situações difíceis.

    Em conjunto, essas duas habilidades favorecem resiliência, adaptação e crescimento pessoal, tornando a pessoa mais preparada para enfrentar mudanças, resolver problemas e manter relações mais equilibradas.


  • Como se manifestam as dificuldades no controle inibitório? .

    Como se manifestam as dificuldades no controle inibitório? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    As dificuldades no controle inibitório acontecem quando a pessoa encontra dificuldade em frear impulsos, pensamentos ou comportamentos inadequados diante de uma situação. Esse funcionamento está ligado às funções executivas, que regulam nossa capacidade de planejar, tomar decisões e se adaptar.

    Na prática, essas dificuldades podem se manifestar de várias formas:

    No comportamento: agir de maneira impulsiva, interromper os outros em conversas, falar sem pensar, dificuldade em esperar a vez ou seguir regras.

    Na atenção: dificuldade em manter o foco, desviar-se facilmente por estímulos externos ou pensamentos, começar várias tarefas sem concluir.

    Nas emoções: explosões emocionais desproporcionais, impaciência, baixa tolerância à frustração.

    No cotidiano: gastar além do planejado, procrastinar, dirigir de forma arriscada, comer de forma compulsiva ou tomar decisões precipitadas.

    Essas manifestações são comuns em diferentes fases da vida e podem estar presentes em quadros como TDAH, transtornos de humor, ansiedade ou até em situações de estresse elevado.

    A boa notícia é que o treino de autorregulação emocional, a psicoterapia e algumas técnicas cognitivas e comportamentais ajudam muito a fortalecer o controle inibitório e a melhorar a qualidade de vida.


  • Em que condições o controle inibitório pode ser prejudicado?

    Em que condições o controle inibitório pode ser prejudicado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    O controle inibitório pode ser prejudicado em diferentes condições clínicas e também em situações do dia a dia. Ele depende do bom funcionamento das chamadas funções executivas, localizadas principalmente no lobo frontal do cérebro, responsáveis por planejar, organizar e regular o comportamento.

    Algumas situações em que pode haver prejuízo:

    Transtornos do neurodesenvolvimento: como o TDAH e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em que a impulsividade e a dificuldade de esperar a vez ou seguir regras são frequentes.

    Transtornos psiquiátricos: como depressão, transtorno bipolar, ansiedade e dependência química, em que o excesso de emoções intensas pode dificultar frear reações.

    Quadros neurológicos: lesões cerebrais, traumatismos cranianos, demências (como Alzheimer e frontotemporal) podem afetar o lobo frontal e comprometer a capacidade de inibir respostas.

    Situações do cotidiano: estresse elevado, privação de sono, fadiga mental ou uso de substâncias (álcool e drogas) também reduzem o controle inibitório temporariamente.

    Quando o controle inibitório está prejudicado, a pessoa tende a ser mais impulsiva, reativa e a ter dificuldade de avaliar consequências. A psicoterapia, aliada a estratégias de autorregulação, pode ajudar muito a treinar essas habilidades e a recuperar qualidade de vida.


  • A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também

    A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também induz ondas cerebrais lentas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Sim, ficar com os olhos fechados e imóvel, mesmo sem foco específico, pode sim induzir ondas cerebrais mais lentas, especialmente se a pessoa estiver relaxada.

    Como psicóloga e neuropsicóloga, explico de forma simples:
    Fechar os olhos e reduzir estímulos externos já provoca uma mudança natural no cérebro — há aumento das ondas alfa (8–12 Hz), associadas ao relaxamento acordado, que é uma frequência mais lenta que as ondas beta (que dominam quando estamos em estado de alerta e foco ativo).

    Se o corpo está imóvel e a mente não está engajada em tarefas, é comum que o cérebro vá entrando em estados mais lentos — às vezes até ondas teta (4–8 Hz), que estão ligadas à imaginação, introspecção e estados mais profundos de relaxamento.

    Isso acontece mesmo sem foco na respiração, mantras ou imagens mentais. O simples ato de “desligar” o corpo e a atenção por alguns minutos já muda o padrão de ativação cerebral.

    No entanto, técnicas estruturadas de meditação (como mindfulness ou meditação guiada) tendem a promover ondas lentas de forma mais consistente e com benefícios mais duradouros — como regulação emocional, foco, e redução do estresse.

    Resumo:
    Sim, esse tipo de prática silenciosa e passiva já pode trazer mudanças cerebrais — principalmente em direção ao relaxamento. Mas com um pouco mais de intencionalidade, os efeitos podem ser potencializados. Se o objetivo for descanso mental ou recuperação de energia, até esse “não fazer nada” já é terapêutico!


  • Quais são os desafios na avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual?

    Quais são os desafios na avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual (DI) envolve alguns desafios importantes, pois essa habilidade está diretamente ligada à capacidade de raciocínio, tomada de decisão e resolução de problemas, que são áreas frequentemente afetadas nesse público.

    Principais desafios:
    Limitações cognitivas – a pessoa pode ter dificuldades para analisar situações abstratas, considerar consequências ou comparar alternativas.

    Compreensão verbal reduzida – pode dificultar a interpretação das perguntas ou das situações apresentadas nos testes.

    Tendência à resposta concreta ou decorada – muitas vezes, respondem o que acham que o avaliador quer ouvir, e não o que realmente pensam.

    Influência do ambiente – o julgamento pode variar muito dependendo do apoio que recebem no dia a dia e do grau de autonomia que lhes é permitido.

    Pouca vivência de situações-problema – a restrição de experiências práticas pode limitar a capacidade de aplicar o julgamento em contextos reais.

    Como lidar com esses desafios?
    Usar linguagem simples e situações concretas
    Aplicar testes adaptados ou qualitativos (como entrevistas e jogos)
    Observar comportamentos funcionais no cotidiano
    Integrar informações da família, escola e cuidadores
    Ter sensibilidade para o nível de compreensão da pessoa

    Resumo:
    Avaliar o julgamento crítico em pessoas com DI exige cuidado, adaptações e uma abordagem funcional. Mais do que medir um "certo ou errado", é preciso entender como essa pessoa toma decisões no seu contexto real de vida.

    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Qual é a relação entre neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    Qual é a relação entre neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Transtornos do pensamento são alterações na forma ou no conteúdo do pensamento, como delírios, ideias desorganizadas ou falas incoerentes. Eles estão frequentemente presentes em condições neuropsiquiátricas, como esquizofrenia, transtorno bipolar, demências e alguns casos de TEA.

    Essas condições afetam o funcionamento cerebral, comprometendo áreas responsáveis por lógica, julgamento e linguagem. Nem todo quadro neuropsiquiátrico causa transtorno do pensamento, mas quando há, é sinal de maior gravidade e requer avaliação especializada.

    Estou à disposição para esclarecer dúvidas ou orientar sobre avaliação e tratamento.
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Quais são os tipos de Alterações do Pensamento que uma pessoa pode ter ?

    Quais são os tipos de Alterações do Pensamento que uma pessoa pode ter ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    As alterações do pensamento podem ser divididas em dois grandes grupos: alterações da forma e alterações do conteúdo. Elas costumam aparecer em diversos transtornos psiquiátricos e neurológicos.

    1. Alterações da forma do pensamento
    São distorções na organização e no fluxo do pensamento. Exemplos:

    Fuga de ideias: pensamento acelerado, salta de um assunto para outro.

    Inibição do pensamento: lentidão ou dificuldade de raciocinar.

    Bloqueio: o pensamento para de forma súbita.

    Tangencialidade: a pessoa fala, mas não responde diretamente à pergunta.

    Pensamento desorganizado: discurso incoerente, sem lógica clara.

    Perseveração: repetição insistente da mesma ideia ou palavra.

    2. Alterações do conteúdo do pensamento
    São distorções no que a pessoa pensa. Exemplos:

    Delírios: crenças falsas e fixas (ex: perseguição, grandiosidade, ciúmes).

    Ideias obsessivas: pensamentos repetitivos e indesejados.

    Ideias sobrevalorizadas: crenças intensas, mas não delirantes (ex: fanatismos).

    Ideias de ruína ou culpa: comuns em quadros depressivos graves.

    Pensamento mágico: crença de que pensamentos controlam a realidade.

    Em resumo:
    Alterações do pensamento são sinais importantes que indicam sofrimento psíquico mais grave. A identificação correta exige escuta clínica especializada e, muitas vezes, avaliação psicológica ou neuropsicológica.

    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Quais são as principais especialidades médicas para o tratamento da paralisia cerebral infantil?

    Quais são as principais especialidades médicas para o tratamento da paralisia cerebral infantil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    As principais especialidades médicas para o tratamento da paralisia cerebral infantil são:

    Neurologia infantil – diagnóstico e acompanhamento neurológico.

    Fisiatria – foco na reabilitação e funcionalidade.

    Ortopedia pediátrica – trata deformidades musculoesqueléticas.

    Pediatria – cuida da saúde geral.

    Psiquiatria infantil – quando há questões emocionais ou comportamentais associadas.

    O tratamento ideal é multiprofissional, com apoio de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e nutrição.
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Gostaria de saber como funciona avaliação neuropsicológica, se é recomendado para uma criança de 04

    Gostaria de saber como funciona avaliação neuropsicológica, se é recomendado para uma criança de 04 anos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Sim, a avaliação neuropsicológica pode ser feita em crianças de 4 anos, especialmente quando há dúvidas sobre o desenvolvimento cognitivo, comportamental, emocional ou motor.

    Como funciona?
    A avaliação envolve:

    Entrevista com os responsáveis – para entender o histórico da criança.

    Observação e aplicação de testes lúdicos – adaptados à faixa etária, avaliando atenção, memória, linguagem, funções executivas, habilidades sociais e emocionais.

    Devolutiva – explicação dos resultados e orientações práticas para casa e escola.

    Quando é indicada?
    Atrasos na fala ou linguagem

    Dificuldades de atenção ou comportamento

    Questões emocionais ou sociais

    Diagnósticos como TEA, TDAH ou suspeitas de deficiência intelectual

    Aos 4 anos, a avaliação é feita com muito cuidado, usando materiais adequados à idade e respeitando o tempo da criança. Pode ser extremamente útil para orientar intervenções precoces.

    Estou à disposição para esclarecer dúvidas ou iniciar o processo.
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Quanto tempo vale um laudo neuropsicológico? .

    Quanto tempo vale um laudo neuropsicológico? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    O laudo neuropsicológico não tem um prazo de validade fixo, mas sua validade prática depende do objetivo da avaliação e da idade da pessoa.

    Em geral:
    Para crianças e adolescentes: recomenda-se reavaliação em 12 a 24 meses, pois o desenvolvimento é rápido e o perfil pode mudar.

    Para fins escolares ou terapêuticos: costuma-se aceitar laudos com até 1 ano de emissão.

    Para benefícios (como BPC/LOAS ou INSS): o prazo pode variar conforme exigência do órgão, mas geralmente é de até 6 meses a 1 ano.

    Para diagnóstico clínico: o laudo continua válido, mas pode exigir atualização se houver mudança significativa no quadro.

    Se surgirem novas queixas, mudanças comportamentais ou cognitivas importantes, é indicada uma nova avaliação, mesmo antes desse prazo.

    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga








  • Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados mome

    Minha filha de 9 anos gosta muito de brincar sozinha, brinca com os colegas mas em determinados momentos quer ficar sozinha. Uma colega não respeita isso e fica atormentando ela dizendo como deve brincar. Hoje minha filha chorou e disse que gostaria que a colega estivesse "enterrada". Me assustei com essas palavras, mas entendo que ela estava com raiva no momento. Ainda assim fiquei preocupada, é normal nessa idade esses sentimentos tão intensos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá! Entendo seu susto — a frase é forte mesmo. Mas, aos 9 anos, a criança ainda está aprendendo a regular emoções e testar limites na linguagem. Quando se sente invadida, a raiva pode transbordar em palavras dramáticas (“enterrada”, “sumir”). Em geral, isso não indica intenção real de violência, e sim uma forma impulsiva de dizer “quero que ela pare!”.

    Como apoiar sua filha:

    Acolha e nomeie
    “Você ficou com muita raiva porque ela não respeitou seu espaço. Raiva é normal.”

    Ensine estratégias de regulação
    Respiração profunda, contar até 10, pedir um tempo sozinha, escrever ou desenhar o que sente.

    Pratique assertividade
    Treine frases curtas: “Agora quero brincar sozinha, por favor.” Reforce que ela pode buscar ajuda de um adulto se não for respeitada.

    Mostre limites claros
    Explique que desejar mal a alguém machuca e não resolve o problema. Ofereça alternativas seguras para expressar frustração.

    Observe padrões
    Se frases ou comportamentos agressivos se repetirem, ou se surgirem isolamento, mudanças bruscas de humor ou queda escolar, procure um(a) psicólogo(a) infantil para uma avaliação mais detalhada.

    Essas orientações não substituem acompanhamento profissional, mas ajudam a transformar um episódio difícil em aprendizado socioemocional. Estou à disposição caso precise de uma consulta presencial ou on-line.

    Abraço,
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Como ocorre a aprendizagem da pessoa com deficiência intelectual?

    Como ocorre a aprendizagem da pessoa com deficiência intelectual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    A aprendizagem da pessoa com deficiência intelectual (DI) ocorre de forma mais lenta, concreta e repetitiva, mas é possível e significativa quando respeita seu ritmo e estilo de aprendizagem.

    Características principais:
    Processamento mais lento – a pessoa pode precisar de mais tempo para entender e consolidar informações.
    Dificuldade com abstrações – aprende melhor com conteúdos concretos, visuais e práticos.
    Necessidade de repetição e rotina – a repetição ajuda na memorização e na construção de habilidades.
    Importância da motivação – quando há interesse e valorização, o aprendizado é mais eficaz.

    O que favorece a aprendizagem:
    Métodos adaptados e individualizados
    Apoio emocional e reforço positivo
    Uso de recursos visuais, objetos reais e linguagem simples
    Ambiente estruturado e acolhedor
    Intervenção interdisciplinar (pedagógica, psicológica, fonoaudiológica, etc.)

    Em resumo: pessoas com DI aprendem, sim — desde que com estratégias adequadas, paciência e apoio contínuo. A aprendizagem pode ser mais funcional e voltada à autonomia, o que é tão valioso quanto qualquer conteúdo acadêmico.

    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Uma pessoa com QI abaixo da média... Vale a pena estudar?

    Uma pessoa com QI abaixo da média... Vale a pena estudar? Com QI abaixo da média vale a pena investir em estudo? Digo QI abaixo da média e não sem conhecimento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Sim, vale a pena investir em estudo mesmo com QI abaixo da média. O QI mede alguns aspectos específicos da cognição (como raciocínio lógico, memória, velocidade de processamento), mas não determina o valor, o potencial ou o futuro de uma pessoa.

    Como psicóloga, posso afirmar com segurança:
    Aprender é possível em qualquer faixa de QI, desde que com os métodos certos, no tempo adequado e com o suporte necessário.

    Motivação, esforço, rotina e estratégias personalizadas têm um impacto enorme na aprendizagem — muitas vezes maior que o QI.

    Há pessoas com QI abaixo da média que desenvolvem excelentes habilidades práticas, artísticas, relacionais ou técnicas, e constroem carreiras e vidas muito significativas.

    O sistema educacional tradicional pode não favorecer todos os perfis cognitivos, mas há formas alternativas de aprender: cursos técnicos, aprendizado visual, ensino profissionalizante, métodos adaptados, etc.

    Em resumo: o QI é só um dado. Ele não limita a capacidade de crescer, aprender e realizar sonhos. Com apoio certo, todos têm potencial.

    Se você ou alguém próximo vive esse dilema, pode ser útil passar por uma avaliação neuropsicológica completa e buscar orientação educacional personalizada.

    Estou à disposição caso queira conversar mais sobre isso.
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
    Psicóloga clínica e neuropsicóloga


  • Um gesto feito 1 única vez por dia já vira Hábito??

    Um gesto feito 1 única vez por dia já vira Hábito??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá!
    Um gesto feito apenas uma vez por dia não se torna um hábito automaticamente. Para que um comportamento seja consolidado como um hábito, ele precisa ser repetido com consistência ao longo do tempo. Além disso, é importante que esteja associado a um gatilho (ou estímulo), uma rotina (o comportamento em si) e uma recompensa, o que ajuda o cérebro a reconhecer aquele padrão como algo recorrente e automático.

    Estudos mostram que, em média, leva-se cerca de 66 dias para a formação de um hábito simples — mas esse tempo pode variar de pessoa para pessoa.

    Se você deseja criar ou modificar um hábito, é importante ter paciência, consistência e, se possível, o acompanhamento profissional para facilitar esse processo.

    Atenciosamente,
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro
    Psicóloga – CRP 08/35604


  • É possível permanecer de olhos abertos no Sono Leve de fase 1??

    É possível permanecer de olhos abertos no Sono Leve de fase 1??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá!
    Sim, é possível que algumas pessoas permaneçam com os olhos parcialmente abertos durante o sono leve da fase 1, que é o estágio de transição entre a vigília e o sono. Nessa fase, o organismo ainda está reduzindo sua atividade e a pessoa pode apresentar movimentos oculares lentos ou até ter a sensação de estar acordada.

    Dormir com os olhos entreabertos pode ocorrer ocasionalmente e, em alguns casos, pode ser uma característica individual, especialmente em crianças. No entanto, se isso for frequente ou vier acompanhado de outros sinais, como comportamentos incomuns durante o sono ou dificuldade para descansar, pode ser indicado investigar com um profissional especializado em sono.

    Atenciosamente,
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro
    Psicóloga – CRP 08/35604


  • Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na

    Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na igreja fica mas tranquilo não sei o ,que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá!
    É compreensível a sua preocupação. Quando uma criança apresenta comportamentos mais agitados em ambientes específicos, como a escola, é importante observar o contexto. Muitas vezes, esse tipo de comportamento pode estar relacionado a fatores como dificuldades de adaptação, estímulos do ambiente, formas de ensino, ou até questões emocionais.

    O fato de ele se comportar de maneira mais tranquila em casa e na igreja pode indicar que esses ambientes são mais previsíveis ou confortáveis para ele. Já a escola, por ser um local com maior demanda de atenção e regras sociais mais rígidas, pode trazer mais desafios.

    Recomendo buscar uma avaliação com um psicólogo infantil, que poderá observar o comportamento da criança de forma ampla, entender suas necessidades e orientar a família e a escola sobre as melhores estratégias. Quanto mais cedo for feito esse acompanhamento, melhor será o apoio ao desenvolvimento emocional e comportamental da criança.

    Estou à disposição para ajudar nesse processo, caso deseje.

    Atenciosamente,
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro
    Psicóloga – CRP 08/35604


  • Olá boa noite, eu tenho dificuldade de aprendizado desde criança nem todo professor eu entendo,o que

    Olá boa noite, eu tenho dificuldade de aprendizado desde criança nem todo professor eu entendo,o que ele explica eu me perco em matemática não sei o que fazer ou usar ao passar troco não sei como fazer ,ou calcular algo o que faço e como posso ser diagnosticada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá, boa noite!
    A sua fala é muito importante e demonstra autoconhecimento e iniciativa para buscar ajuda — esse já é um passo fundamental!

    As dificuldades específicas com números, cálculos, troco e compreensão matemática podem estar relacionadas a um quadro chamado discalculia, que é um transtorno de aprendizagem específico voltado para o raciocínio matemático. Ela não tem relação com falta de esforço ou inteligência, mas sim com diferenças na forma como o cérebro processa informações numéricas.

    Além da discalculia, também é possível que existam outros fatores associados, como dificuldades de atenção, ansiedade ou experiências escolares negativas que impactaram seu aprendizado ao longo do tempo.

    Para um diagnóstico adequado, é recomendável realizar uma avaliação neuropsicológica ou psicopedagógica com um(a) psicólogo(a) especializado(a) em aprendizagem. Esse processo envolve entrevistas, testes e análise do seu histórico escolar e cotidiano, permitindo compreender melhor suas dificuldades e traçar um plano de apoio.

    Com o diagnóstico correto, é possível desenvolver estratégias personalizadas de aprendizagem, melhorar a autoestima e tornar o dia a dia mais leve.

    Estou à disposição para te ajudar nesse caminho, caso deseje agendar uma avaliação.

    Atenciosamente,
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro
    Psicóloga – CRP 08/35604


  • Oi gente, Minha filha tem 9 anos, e semana passada fez provas e saiu mal, conversando com ela, eu se

    Oi gente, Minha filha tem 9 anos, e semana passada fez provas e saiu mal, conversando com ela, eu senti que ela tem
    "insegurança: medo de errar" , e isso acabou prejudicando pq em casa ela soube refazer as provas, alguma dica pra fazer ela perder esse medo e fazer a prova com calma ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá!
    O que você observou na sua filha é algo bastante comum: a insegurança e o medo de errar podem impactar diretamente o desempenho escolar, especialmente durante provas. Muitas crianças, mesmo compreendendo o conteúdo, acabam se sentindo pressionadas e não conseguem demonstrar todo o seu conhecimento em sala de aula.

    A boa notícia é que esse tipo de situação pode ser trabalhado com apoio emocional e estratégias específicas. Aqui vão algumas dicas que podem ajudar:

    Valide os sentimentos dela: diga que é normal sentir medo ou nervosismo e que errar faz parte do aprendizado.
    Evite focar apenas no resultado: valorize o esforço, a dedicação e as pequenas evoluções.
    Simule provas em casa, em um ambiente tranquilo, como um jogo ou desafio, para que ela vá ganhando confiança.
    Trabalhe com reforço positivo: elogie quando ela tentar, mesmo que erre. Isso ajuda a reduzir o medo e fortalece a autoestima.
    Desenvolva técnicas de respiração e relaxamento para momentos de tensão, como antes das provas.

    Além disso, um acompanhamento com um(a) psicopedagogo(a) pode ser muito útil para fortalecer a autoconfiança dela e ajudá-la a desenvolver estratégias de enfrentamento emocional e acadêmico.

    Estou à disposição caso deseje um atendimento ou mais orientações!

    Atenciosamente,
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro
    Psicóloga – CRP 08/35604


Perguntas frequentes

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