Perguntas do paciente (98)

  • Minha filha tem 9 anos, ela fez uma prova de "Ditado" porém errou todas, pq ela escreve como ela "Fa

    Minha filha tem 9 anos, ela fez uma prova de "Ditado" porém errou todas, pq ela escreve como ela "Fala" alguma dica pra me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá!
    Esse comportamento da sua filha — escrever as palavras como ela fala — é bastante comum em crianças e pode estar relacionado ao processo de alfabetização e desenvolvimento da consciência fonológica, que é a capacidade de perceber os sons das palavras de forma mais estruturada.

    Quando a criança escreve como fala, é sinal de que ela ainda está construindo a relação entre som e grafia correta das palavras, o que exige tempo, paciência e estratégias específicas de apoio.

    Aqui vão algumas dicas que podem ajudar no dia a dia:

    Leitura diária: incentive a leitura de livros infantis, gibis ou textos curtos. Ler com regularidade ajuda a ampliar o vocabulário e a familiaridade com a escrita correta das palavras.
    Ditados curtos e divertidos: transforme o ditado em uma brincadeira, com palavras que ela goste, e corrijam juntas, sempre com leveza.
    Consciência fonológica: brinquem com rimas, sílabas, sons iniciais e finais das palavras. Isso ajuda a desenvolver a escuta atenta da forma correta das palavras.
    Evite corrigir com críticas: em vez de apontar erros, incentive a pensar como se escreve, use perguntas como: "Você lembra como vimos essa palavra num livro?"
    Procure apoio especializado: se os erros persistirem com muita frequência, pode ser interessante buscar um(a) psicopedagogo(a) para uma avaliação mais detalhada.

    Com apoio adequado, paciência e estímulo positivo, ela certamente vai evoluir no tempo dela!

    Atenciosamente,
    Vanessa Mascareli Piedade Casaro
    Psicóloga – CRP 08/35604


  • É possível tratar a ansiedade social em pessoas com problemas de cognição ou baixa velocidade de rac

    É possível tratar a ansiedade social em pessoas com problemas de cognição ou baixa velocidade de raciocínio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Sim, é possível. O tratamento deve ser adaptado às capacidades cognitivas da pessoa. Técnicas como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) podem ser ajustadas, com mais recursos visuais, linguagem simples e práticas mais concretas. O acompanhamento multidisciplinar com psicólogo, psiquiatra e, se necessário, neuropsicólogo é fundamental.


  • É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes

    É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes inóspitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Sim, é possível. Bullying, especialmente quando contínuo e intenso, pode causar traumas psicológicos profundos, levando ao desenvolvimento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Isso pode afetar a autoestima, gerar ansiedade, depressão e dificuldades de relacionamento. Buscar apoio psicológico é fundamental.


  • Eu tenho 30 anos, sou forte, faço exercícios bebo socialmente, sou viciado em fazer sexo, eu quero f

    Eu tenho 30 anos, sou forte, faço exercícios bebo socialmente, sou viciado em fazer sexo, eu quero fazer sexo todos os dias, toda hora, se minha companheira deixasse, pois a mesma não gosta. Aí fico na dúvida será que eu, tenho algum problema ou é normal. Costumo me masturbar todos os dias para entender minhas necessidades. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Ter uma libido alta pode ser normal, desde que não cause sofrimento ou prejuízo na vida pessoal, profissional ou afetiva. Masturbar-se diariamente também pode ser normal. A questão aqui parece ser a diferença de desejo no relacionamento. Um terapeuta sexual pode ajudar o casal a entender essas diferenças e buscar equilíbrio.


  • Tenho notado ultimamente que meu humor muda em um horário específico do dia. Meu rosto "enrijesse",

    Tenho notado ultimamente que meu humor muda em um horário específico do dia. Meu rosto "enrijesse", tenho dificuldade de abrir a boca para conversar e sorrir. Tenho dificuldade em procurar ajuda, não aceito que eu possa estar com algum problema físico ou mental, o que eu posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Esses sintomas podem ter fundo psicológico (como depressão, ansiedade ou transtornos do humor) ou neurológico. A resistência em procurar ajuda é comum, mas dar o primeiro passo é essencial. Tente conversar com um médico clínico ou psicólogo de confiança, mesmo que inicialmente por mensagem ou consulta online.


  • Devido a problemas com diabetes tardiamente detectada tornei-me um impotente sexual. Estou em tratam

    Devido a problemas com diabetes tardiamente detectada tornei-me um impotente sexual. Estou em tratamento com remédios, dieta, e exercícios, mas até agora não obtive resultado algum e devido a essa situação minha esposa pediu para abrir o casamento. Acabei concordando e agora ela frequentemente encontra-se com outros homens. Aceitei essa situação confiando na minha recuperação, mas o problema é que constantemente tenho pensamentos negativos de vergonha e raiva que estão afetando minha vida. Perdi bastante a auto estima e não estou conseguindo lidar com tudo isso, às vezes penso em me separar mas sempre volto atrás, outras vezes penso em aceitar de vez e deixar rolar pois a amo de verdade e não quero perdê-la. Estou muito confuso com tudo isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Essa é uma situação emocionalmente complexa. É compreensível sentir-se abalado. O ideal é buscar ajuda psicológica para lidar com os sentimentos, autoestima e decisões sobre o relacionamento. Também é importante seguir com o tratamento da diabetes e, se possível, consultar um urologista e terapeuta sexual.


  • Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e núme

    Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e números e ela pegou muito rápido, sabe escrever o nome dela, sabe fazer contas de adição, sabe escrever todas as letrinhas e números já sem ajuda de pontilhado e reconhece se perguntada, sabe frutas, cores e números em inglês e algumas outras palavrinhas, já sabe usar a tesoura, faz tarefas de ligar, transcrever, colar perfeitamente.
    Entrou na escolinha da prefeitura esse ano, no começo ela gostou, não chorou se adaptou super bem, agora depois de um mês e meio, fica triste quando a levo para a escola, não quer mais ir pq lá faz sempre a mesma coisa, só brinca das mesmas coisas e vê desenho, não tem tarefinha para ela fazer.
    Chega em casa já pegando os livrinhos e folhinhas para fazer lição, me pede para comprar e imprimir tarefinha
    Não sei o que fazer, converso, falo q a escola é legal, que tem amigos, mas ela diz que não quer se sente frustrada por não colocar as habilidades dela em prática na escola

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Sua filha parece ter um grande interesse por aprendizado e desafios intelectuais, o que é maravilhoso! No entanto, a escola em que ela está pode não estar oferecendo estímulos suficientes para a curiosidade dela, o que pode estar gerando essa frustração. Isso é algo comum em crianças que demonstram habilidades avançadas para a idade, pois muitas escolas seguem um ritmo padrão que pode não ser estimulante para todas as crianças.

    Aqui estão algumas sugestões para lidar com essa situação:

    1. Entender Melhor o Ambiente Escolar
    Converse com a professora e explique a situação. Pergunte sobre a rotina da turma e se há possibilidade de incluir atividades mais desafiadoras para sua filha.
    Veja se a escola oferece alguma flexibilização, como atividades extras, materiais complementares ou até mesmo um nível de ensino mais avançado para algumas habilidades específicas.
    Descubra se há algum projeto ou grupo para crianças com interesse em aprendizado mais avançado.
    2. Equilibrar Estímulos em Casa
    Como ela sente essa necessidade de aprender e fazer atividades, você pode continuar oferecendo materiais extras, mas de maneira equilibrada para não sobrecarregá-la. Algumas ideias:

    Jogos Educativos: Jogos de raciocínio lógico, quebra-cabeças, jogos de matemática e alfabetização podem ser boas opções.
    Atividades Criativas: Estimule outras habilidades com pintura, música, montagem de histórias, contação de histórias e experimentos simples.
    Livros Interativos: Livros com desafios e atividades para crianças da idade dela podem ser ótimos para manter o interesse pelo aprendizado.
    Exploração e Descoberta: Passeios em museus, parques, bibliotecas e espaços interativos podem alimentar a curiosidade dela.
    3. Reforçar os Benefícios da Escola
    Mesmo que a escola não esteja sendo tão estimulante para ela academicamente, há outros aprendizados importantes que só esse ambiente pode proporcionar:

    Interação social: Aprender a lidar com diferentes crianças, resolver conflitos, compartilhar e se comunicar são habilidades essenciais.
    Aprendizado emocional: Conviver em grupo, entender regras e desenvolver paciência fazem parte do crescimento dela.
    Atividades motoras: Muitas escolas trabalham a parte motora através de brincadeiras, esportes e atividades lúdicas.
    4. Considerar Outras Opções Educacionais
    Se a escola continuar não atendendo às necessidades dela e isso afetar seu bem-estar, você pode explorar outras alternativas:

    Escolas que tenham metodologias diferenciadas (como Montessori, Waldorf, construtivistas).
    Educação complementar em casa, com atividades mais avançadas.
    Projetos extracurriculares, como cursos de idiomas, música ou esportes.
    Conclusão
    O mais importante é equilibrar o desejo dela por aprender com o desenvolvimento emocional e social. Ela já tem uma sede de conhecimento impressionante, e seu apoio e incentivo farão toda a diferença para que ela continue explorando o mundo sem perder o prazer de aprender.

    Se quiser, posso sugerir atividades ou materiais que podem ser interessantes para ela!








  • Como lidar com sentimentos intensos de culpa, vergonha e sensação de sujidade após um contato sexual

    Como lidar com sentimentos intensos de culpa, vergonha e sensação de sujidade após um contato sexual com uma pessoa mais velha e que não corresponde ao tipo físico que me atrai? O que pode estar causando esses pensamentos recorrentes e como encontrar formas de superá-los?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    É compreensível que você esteja passando por sentimentos intensos e angustiantes após essa experiência. Sentimentos de culpa, vergonha e até mesmo uma sensação de "sujidade" podem estar relacionados a vários fatores, incluindo crenças pessoais, normas culturais, expectativas internas e até mesmo questões inconscientes sobre desejo, consentimento e autopercepção. Aqui estão alguns pontos para refletir e caminhos para lidar com isso:

    1. Entender a Origem dos Sentimentos
    Crenças e Valores Internos: Muitas vezes, a culpa e a vergonha surgem quando fazemos algo que entra em conflito com nossos valores pessoais ou culturais. Você sente que essa experiência contradiz algo que você acredita sobre si mesmo?
    Pressão Social e Expectativas: Existe alguma influência externa (como julgamentos da sociedade, religião ou família) que possa estar aumentando esses sentimentos?
    Questões de Consentimento e Conforto: Você se sentiu realmente confortável e seguro nesse encontro? Houve algum nível de coerção ou influência emocional?
    2. Aceitar a Experiência sem Autopunição
    O que aconteceu faz parte da sua história, mas isso não define quem você é. Nenhuma experiência sexual isolada determina seu valor ou identidade.
    Se houve arrependimento, tente enxergar isso como um aprendizado e não como uma sentença para se punir indefinidamente.
    3. Lidando com Pensamentos Recorrentes
    Autocompaixão: Se fosse um amigo contando essa experiência para você, como você responderia? Provavelmente com mais empatia do que está tendo consigo mesmo.
    Reestruturação Cognitiva: Quando pensamentos de culpa ou nojo surgirem, tente reformulá-los. Em vez de "eu fiz algo horrível", experimente pensar "eu tive uma experiência que não gostei, mas isso não me define".
    Evite a Ruminação: Se sua mente ficar voltando à situação de forma obsessiva, tente ocupar-se com atividades que exigem concentração (exercícios, hobbies, leitura).
    4. Explorando o Significado Emocional
    Pergunte-se: o que, exatamente, me incomoda nessa experiência? Foi a diferença de idade, a atração não correspondida, o contexto da relação, ou um sentimento de perda de controle?
    Se houver traumas anteriores ou medos internos que essa experiência possa ter ativado, considerar terapia pode ser um passo importante.
    5. Buscando Apoio
    Conversar com um terapeuta pode ajudar a esclarecer sentimentos, trabalhar a autocompaixão e encontrar formas saudáveis de seguir em frente.
    Se não quiser terapia no momento, conversar com amigos confiáveis pode ajudar a trazer outra perspectiva.
    Você não está sozinho, e sentimentos difíceis não duram para sempre. O que você está sentindo agora pode ser doloroso, mas com o tempo e autocuidado, é possível superar isso de forma mais leve e saudável.


  • Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele

    Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
    Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
    As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    O que você está sentindo é completamente compreensível, e é muito bom que você tenha consciência da situação e da importância do seu relacionamento. Parece que você quer demonstrar amor ao seu marido, mas tem dificuldades por conta de traumas e da sua maneira natural de se expressar. Isso não significa que você não sente amor ou que seja incapaz de demonstrá-lo, mas talvez a forma como você demonstra não seja a que ele precisa para se sentir amado.

    1. Entender as Diferentes Formas de Amor
    Cada pessoa tem uma maneira diferente de dar e receber amor. O seu marido pode precisar de mais palavras, gestos e atitudes explícitas, enquanto você já sente que demonstra carinho através do toque físico. Isso se encaixa na ideia dos "Cinco Linguagens do Amor" (Gary Chapman):

    Palavras de Afirmação (elogios, declarações de amor)
    Tempo de Qualidade (conversas profundas, momentos juntos sem distrações)
    Atos de Serviço (fazer algo por ele, pequenas ações que demonstram cuidado)
    Toque Físico (abraços, beijos, proximidade)
    Presentes Significativos (não precisam ser materiais, mas pequenos gestos simbólicos)
    Talvez o toque físico seja a sua forma natural de demonstrar afeto, mas seu marido precise de outra linguagem para se sentir amado. Você já perguntou a ele de que forma ele gostaria de receber mais amor?

    2. Trabalhar na Expressão Emocional de Forma Gradual
    Se expressar não significa, necessariamente, mudar sua essência. Talvez seja um processo de adaptação, onde você encontra formas mais confortáveis para você de demonstrar amor. Algumas sugestões:

    Comece aos poucos: Um simples "eu te amo" em momentos inesperados, um elogio pequeno durante o dia, um bilhete, uma mensagem carinhosa.
    Pratique a vulnerabilidade: Se abrir emocionalmente pode ser difícil, mas tente compartilhar com ele quando sentir saudade, alegria ou até insegurança.
    Use ações para complementar palavras: Se você tem dificuldade de falar sobre sentimentos, tente demonstrar de formas alternativas, como preparar algo especial para ele, planejar um momento a dois, olhar nos olhos quando fala algo carinhoso.
    Reconheça pequenas conquistas: Se você tentar se expressar um pouco mais e perceber que conseguiu, celebre isso. A mudança é um processo.
    3. Lidar com os Traumas
    Se os seus traumas te impedem de se expressar, talvez seja importante explorar isso com ajuda profissional. Às vezes, o bloqueio emocional vem de situações passadas onde demonstrar sentimentos foi visto como algo negativo, perigoso ou vulnerável demais. Um terapeuta pode ajudar a entender isso e te guiar para formas mais saudáveis de se expressar.

    4. Converse com o Seu Marido Sobre Isso
    Ele te valoriza muito e parece querer estar com você, mas está sentindo um vazio. Mostrar para ele que você se importa e está tentando mudar já pode fazer uma grande diferença. Você pode dizer algo como:

    "Eu entendo que você sente falta de mais demonstrações de amor e isso me preocupa porque eu te amo muito. Eu realmente tenho dificuldade em me expressar por conta de coisas que vivi no passado, mas eu quero aprender e melhorar isso porque você é importante para mim. Você pode me ajudar a entender como posso te fazer se sentir mais amado?"

    Isso mostra para ele que você não está ignorando os sentimentos dele, que quer melhorar e que ele pode ser seu parceiro nesse processo.

    Conclusão
    Você não é fria ou sem sentimentos, apenas tem uma forma diferente de expressá-los. Seu amor pelo seu marido é real, e sua vontade de mudar já mostra isso. Com paciência, pequenas mudanças diárias e possivelmente um apoio terapêutico, você pode aprender a demonstrar esse amor de uma forma que ele compreenda melhor.

    Se precisar conversar mais sobre isso, estou aqui!


  • Sou pedagoga e atuo como orientadora educacional dos alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental II

    Sou pedagoga e atuo como orientadora educacional dos alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental II em uma escola bilíngue de alto desempenho. Entre minhas funções, trabalho diretamente na adaptação de avaliações para alunos com necessidades específicas de aprendizagem.

    Atualmente, estou enfrentando um desafio na adaptação de uma atividade avaliativa de ditado de palavras do currículo de Língua Inglesa para alunos com dislexia. Pensei em sugerir que, em vez de escrever as palavras ditadas, os alunos escolham a forma correta entre três opções com grafias semelhantes. Gostaria de saber se essa adaptação é adequada e benéfica para o desenvolvimento da aprendizagem desses alunos.

    P.S.: Os alunos com dislexia (atualmente cinco no total – dois do 6º ano e três do 7º ano) realizam as provas em sala separada, com o suporte de um professor ledor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá!

    Sua ideia de adaptar a avaliação de ditado para alunos com dislexia, oferecendo três opções de grafias semelhantes para escolha, parece uma estratégia válida e pode ser benéfica, especialmente considerando as dificuldades que esses alunos enfrentam com a escrita e a memória ortográfica. Esse tipo de adaptação pode ajudar a reduzir a ansiedade e a frustração, permitindo que os alunos se concentrem na identificação da palavra correta, em vez de se perderem no processo de escrita.

    No entanto, algumas coisas precisam ser consideradas para garantir que a adaptação seja eficaz:

    Foco na identificação, não apenas na escolha: Ao oferecer três opções de grafias semelhantes, assegure-se de que as palavras não sejam tão semelhantes que causem confusão. As alternativas devem permitir que o aluno reconheça a palavra correta sem depender excessivamente de padrões de memorização.

    Variedade de atividades: Para não limitar a aprendizagem dos alunos à escolha de alternativas, é interessante incluir outras estratégias de avaliação que também trabalhem a consciência fonológica e ortográfica, como leitura em voz alta, atividades de correspondência de palavras, e uso de recursos tecnológicos (como programas de leitura e escrita que ajudam na correção ortográfica).

    Acompanhamento contínuo: Continue oferecendo suporte de um professor ledor para que os alunos possam fazer a prova em um ambiente tranquilo e com o tempo necessário. Isso já é um ótimo recurso, pois dá aos alunos um espaço mais adequado para processar a informação e responder de maneira mais confortável.

    Avaliação do progresso: Avaliar se os alunos estão realmente compreendendo o conteúdo e desenvolvendo suas habilidades de leitura e escrita é fundamental. Caso perceba que eles ainda estão com dificuldades, é possível ajustar as estratégias, introduzindo abordagens mais direcionadas, como atividades de treino de leitura e escrita ou uso de tecnologias assistivas.

    Essa adaptação pode ser uma boa solução temporária, mas deve ser parte de um plano mais amplo de intervenção, com foco no desenvolvimento das habilidades ortográficas e linguísticas desses alunos.

    Caso precise de mais alguma orientação ou ajuste, estou à disposição!


  • O meu filho tem 15 anos toma conserta 36mg. Joga futebol, a toma do medicamento nos dias dos jogos p

    O meu filho tem 15 anos toma conserta 36mg. Joga futebol, a toma do medicamento nos dias dos jogos pode influenciar negativamente no rendimento do jogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Olá!

    O Conserta (metilfenidato) é um medicamento frequentemente usado no tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ele pode ter efeitos sobre o sistema nervoso central e influenciar a disposição, concentração e energia de uma pessoa.

    Quanto à sua pergunta sobre o impacto do medicamento no desempenho durante os jogos de futebol, aqui estão alguns pontos importantes a considerar:

    Efeitos do metilfenidato no desempenho físico: O metilfenidato pode aumentar o foco e a atenção, o que pode ser benéfico para atividades que exigem concentração, como o jogo de futebol. No entanto, em algumas pessoas, o medicamento pode causar efeitos colaterais como aumento da frequência cardíaca, nervosismo, insônia ou até mesmo alterações no apetite. Esses efeitos podem, em alguns casos, afetar a performance física e a resistência durante atividades intensas, como os jogos.

    Uso no dia dos jogos: Em muitos casos, o metilfenidato é tomado pela manhã e tem um efeito de duração de cerca de 4-6 horas. Isso significa que, dependendo do horário do jogo, a medicação pode já ter um efeito estabilizado no corpo e não causar um impacto negativo. Porém, como cada pessoa reage de maneira diferente ao medicamento, é importante observar como seu filho se sente após a medicação, especialmente durante atividades físicas intensas.

    Monitoramento dos efeitos: Se você perceber que ele apresenta algum efeito adverso, como cansaço excessivo, aumento da frequência cardíaca ou nervosismo durante os jogos, é importante conversar com o médico que acompanha o tratamento. O médico pode ajustar a dosagem ou sugerir outro horário para a administração do medicamento.

    Consulta com o médico: Como a resposta ao medicamento pode variar de uma pessoa para outra, é sempre recomendável discutir a questão com o médico que acompanha o tratamento. Ele pode fornecer uma orientação mais específica, levando em consideração a saúde do seu filho, a intensidade das atividades físicas e o efeito do Conserta no corpo dele.

    Se você tiver mais dúvidas ou quiser conversar mais sobre esse assunto, estou à disposição!








  • Oque acontece se mistura drogas com longanctil.? Sou usuário de drogas e tenho quero parar um pouco

    Oque acontece se mistura drogas com longanctil.?
    Sou usuário de drogas e tenho quero parar um pouco mais nao sei como
    Ai me falaram sobre o longanctil

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    O Longactil (clorpromazina) é um antipsicótico usado para tratar transtornos psiquiátricos, agitação e, às vezes, insônia ou ansiedade. Misturar drogas ilícitas com Longactil pode ser muito perigoso, pois pode potencializar efeitos colaterais graves, como:

    Sedação intensa – pode te deixar muito sonolento ou até desacordado.
    Risco de parada respiratória – especialmente se combinado com álcool, opioides ou outras drogas depressoras.
    Alucinações e paranoia – pode interagir de forma imprevisível com drogas estimulantes, piorando crises de ansiedade e psicose.
    Pressão baixa e desmaios – pode causar tonturas e desmaios perigosos.

    Se você quer parar ou reduzir o uso de drogas, buscar ajuda profissional é o melhor caminho! Um médico ou psicólogo pode te orientar com segurança. Você já pensou em procurar algum suporte nesse sentido? Não precisa enfrentar isso sozinho!


  • Minha aluna autista não verbal se adaptou muito bem a sala, porém na saída da sala era o intervalo d

    Minha aluna autista não verbal se adaptou muito bem a sala, porém na saída da sala era o intervalo dos alunos e ela se assustou com o barulho e agora criou um bloqueio, onde não consegue ir para o refeitório que é ao lado da minha sala. Como lidar nessa situação, sem força-la e que ela se sinta bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Que bom que sua aluna conseguiu se adaptar à sala! Agora, para ajudá-la com o bloqueio do refeitório, é importante fazer uma adaptação gradual e respeitosa, reduzindo o impacto do barulho e tornando o ambiente mais previsível e seguro para ela. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar:

    1. Adaptação gradual ao ambiente
    Se possível, leve-a ao refeitório em horários mais calmos, quando há menos alunos, para que ela se familiarize sem a sobrecarga sensorial.
    Aos poucos, vá aumentando a exposição ao ambiente, mas sempre respeitando o tempo dela.
    2. Proteção contra ruídos
    O barulho pode ser muito desconfortável para ela. Fones de ouvido com música suave ou abafadores de ruído podem ajudar a reduzir o impacto.
    Se ela gostar, podem ser usados sons familiares e confortáveis para tornar a transição mais agradável.
    3. Uso de apoio visual e rotina previsível
    Criar um quadro visual mostrando o caminho da sala até o refeitório pode ajudá-la a entender o que vai acontecer.
    Uma história social (com imagens ou ilustrações explicando o que esperar) pode ajudá-la a se preparar para a experiência.
    4. Apoio de um colega ou adulto de confiança
    Se ela tiver um amigo ou adulto com quem se sinta segura, essa pessoa pode acompanhá-la para tornar a experiência mais tranquila.
    5. Reforço positivo e autonomia
    Sempre que ela der um pequeno passo em direção ao refeitório, celebre essa conquista! Pode ser com palavras de incentivo, um adesivo ou algo que ela goste.
    Se ela não quiser ir até lá, você pode levar algo do refeitório para ela e depois tentar que ela vá buscar um pequeno item.
    A chave é respeitar o tempo dela e tornar a experiência o mais confortável possível. Se o bloqueio persistir, envolver a equipe de apoio e os responsáveis pode trazer novas ideias e estratégias. Você já tentou alguma dessas abordagens?


  • Sempre sonho que estou na casa onde cresci, e não na casa que moro hoje isso me incomoda, e também s

    Sempre sonho que estou na casa onde cresci, e não na casa que moro hoje isso me incomoda, e também sempre que sonho com meu irmão mais novo sonho como se ele ainda fosse criança mas hoje ele já tem 18 anos. Na adolescência passei por turbulências e foi na transição morar nessa casa e irá para outra e também foi o momento que diminui o contato com meu irmão.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Seus sonhos podem estar refletindo aspectos emocionais não resolvidos da sua transição de vida. A casa onde você cresceu pode simbolizar segurança, raízes ou momentos marcantes do passado, enquanto seu irmão mais novo aparecendo como criança pode representar a relação que vocês tinham antes da mudança.

    O fato de esses sonhos te incomodarem pode indicar que ainda há sentimentos ligados a essa fase da sua vida que precisam ser processados. Talvez tenha ficado alguma saudade, pendência emocional ou até um desejo inconsciente de resgatar algo dessa época.

    Já pensou em explorar esses sentimentos mais a fundo? Conversar com seu irmão, escrever sobre sua experiência ou até buscar terapia pode te ajudar a entender e, se necessário, ressignificar essa fase.


  • Boa noite! Minha filha completa 03 anos em 14/06/2025. Quando completou 2 anos (14/06/2024) entrou

    Boa noite!
    Minha filha completa 03 anos em 14/06/2025.
    Quando completou 2 anos (14/06/2024) entrou no Maternal. Hoje sabe reconhecer sem dificuldades todas as cores, conta até o número 10, reconhece os números até o 5, reconhece as vogais, fala tudo sem dificuldades, é super comunicativa e entende e participa de conversa com crianças e adultos, se alimenta sozinha.
    A escolinha quer permanece-lá no Maternal 1 devido a idade, mas estou preocupada. Repetir o mesmo módulo, mesmas tarefinhas, mesmos temas,… não vejo nenhum acréscimo de conhecimento para ela.
    Como devo dialogar com a escola?
    Deve realmente permanecer numa turma onde as crianças vão estar iniciando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Pela sua descrição, sua filha apresenta um desenvolvimento muito avançado para a idade, especialmente em comunicação, cognição e independência. Sua preocupação é super válida, já que manter uma criança em um ambiente sem desafios pode gerar desmotivação e desinteresse pelo aprendizado.

    Como Dialogar com a Escola?
    1. Agende uma Reunião

    Converse com a coordenação pedagógica e a professora para entender o critério da escola para manter sua filha no Maternal 1.
    Pergunte se existe flexibilidade para avançar para o Maternal 2 ou se há outra alternativa para estimular o aprendizado dela.
    2. Destaque o Desenvolvimento da Sua Filha

    Explique que ela já domina grande parte dos conteúdos do Maternal 1 e que repetir atividades pode ser um retrocesso.
    Demonstre preocupação com o fato de ela não se sentir desafiada e, consequentemente, perder o interesse.
    3. Pergunte Sobre Adaptações Pedagógicas
    Se a escola não permitir a mudança de turma devido à idade, pergunte se há possibilidade de:
    Atividades diferenciadas para estimular novas habilidades;
    Interação com crianças mais velhas em algumas atividades para acompanhar um ritmo mais desafiador;
    Projetos e desafios extras para evitar a repetição de conteúdos que ela já domina.

    Ela Deve Mudar de Turma?
    Se a escola tem um currículo bem estruturado e consegue adaptar o ensino para crianças mais avançadas, pode ser possível continuar no Maternal 1 sem prejuízos. Mas, se o ensino for muito engessado e apenas repetitivo, talvez a mudança para o Maternal 2 seja mais benéfica.

    Se sentir resistência da escola, pergunte como pretendem estimular o aprendizado da sua filha no próximo ano. Isso pode ajudá-los a refletir sobre a melhor decisão.


  • Qual diferença entre psicoterapia e terapia? Meu médico me encaminhou para psicoterapia, posso fazer

    Qual diferença entre psicoterapia e terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    A diferença entre psicoterapia e terapia pode parecer um pouco sutil, mas existem algumas distinções:

    Psicoterapia:
    Definição: É um tratamento específico realizado por um psicólogo ou psiquiatra. O objetivo da psicoterapia é tratar questões emocionais, comportamentais ou mentais, ajudando o paciente a entender seus sentimentos, pensamentos e ações.
    Técnicas e abordagens: Existem diferentes abordagens dentro da psicoterapia, como psicanálise, terapia cognitivo-comportamental (TCC), terapia humanista, entre outras, e cada uma tem seu foco e métodos específicos.
    Objetivo: Auxiliar na resolução de problemas emocionais, como depressão, ansiedade, fobias, traumas, entre outros. Pode ser uma terapia de longo prazo ou mais focada em situações específicas.
    Terapia:
    Definição: A palavra "terapia" é mais ampla e pode se referir a qualquer tipo de tratamento voltado para o cuidado de problemas de saúde, seja físico ou emocional. Pode ser psicológica, mas também pode envolver terapias físicas, ocupacionais, alternativas, etc.
    Terapias alternativas: Muitas vezes, a "terapia" também é associada a tratamentos não convencionais ou complementares, como acupuntura, massagem terapêutica, terapia ocupacional, etc.
    Objetivo: A terapia pode ser voltada tanto para o tratamento de questões emocionais (como a psicoterapia), como para o cuidado de condições físicas.
    Resumo:
    Psicoterapia é uma forma específica de terapia voltada para o cuidado emocional e psicológico, enquanto o termo terapia pode se referir a qualquer tipo de tratamento, seja físico ou emocional.
    Se sua dúvida for sobre um tratamento emocional, a psicoterapia é a abordagem indicada!


  • Meu filho tem 3 anos, fez no mês 8 de 2024, ele vai pra qual maternal em 2025?

    Meu filho tem 3 anos, fez no mês 8 de 2024, ele vai pra qual maternal em 2025?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Como seu filho tem 3 anos e completou em agosto de 2024, ele deverá iniciar o Maternal II em 2025, de acordo com a faixa etária e o calendário escolar brasileiro.

    Em muitas escolas, as crianças começam o Maternal I aos 2 anos e o Maternal II aos 3 anos, mas a organização pode variar conforme o sistema educacional local. Em 2025, seu filho terá 4 anos completos ao longo do ano, então ele se encaixaria para o Maternal II, se a escola seguir a faixa etária tradicional.

    É sempre bom confirmar com a escola que você deseja matriculá-lo, para garantir o melhor planejamento de acordo com as normas específicas da instituição.


  • Olá, minha filha tem 4 anos, mudou de cmei a uns 4 meses. Em outros cmeis sempre tivemos elogios del

    Olá, minha filha tem 4 anos, mudou de cmei a uns 4 meses. Em outros cmeis sempre tivemos elogios dela, porém agora a professora nos informou que ela está com muita sonolência e não quer participar das atividades, fica deitada na mesa ou pede para ficar sentada. Vez ou outra participa,porém não foca, fica olhando as atividades dos colegas e esquece a dela. Em casa quando fazemos alguma atividade escolar ela também não demonstra interesse, perde o foco rapidamente. Começamos colocar ela dormir mais cedo, porém com a nossa rotina ela deita entre 21:30 e 22 hrs. Será que devo me preocupar com algum deficit? Ela é muito esperta, ligeira no raciocínio, gosta da escola nova e dos colegas. E também tem uma irmã de 4 meses, penso que isso também influencia ela estar assim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    É muito comum mudanças comportamentais nessa idade, especialmente após grandes transições como:

    Mudança de escola, que exige adaptação a nova rotina e vínculos;

    Chegada de um irmão, que pode gerar insegurança, necessidade de atenção e mudanças no emocional da criança;

    Sono irregular, já que nessa idade o ideal seria de 10 a 12 horas de sono por noite.

    O comportamento que você descreve ainda pode estar dentro da normalidade, especialmente se ela é esperta e socialmente ativa. Continue observando por mais algumas semanas. Se os sintomas persistirem, vale buscar uma avaliação com psicólogo infantil ou psicopedagogo para entender melhor o que está acontecendo e, se necessário, intervir precocemente.


  • Olá minha filha tem 8 anos, está na segunda série em duas reuniões a professora fala q ela lê muito

    Olá minha filha tem 8 anos, está na segunda série em duas reuniões a professora fala q ela lê muito bem mas tem muita dificuldade em compreender informações implícitas e explicitas está tendo muita dificuldade não consegue entender oque leu e tirando notas baixas percebo que ela não está evoluindo nas atividades mas fui conversar com a professora e ela diz que é normal alguém pode me ajudar estou preocupada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    Dificuldade de compreensão de leitura é frequente no início do ensino fundamental. Porém, se está impactando o desempenho, vale investigar com mais profundidade.

    Pode haver dificuldades em:

    Atenção sustentada;

    Memória de trabalho;

    Processamento auditivo ou visual.

    É recomendável procurar um psicopedagogo ou um fonoaudiólogo especializado em linguagem e leitura. Com treino específico, esse tipo de dificuldade tem grande chance de ser superado.


  • Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanessa Casaro

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente ocorre com outras condições, que são chamadas de comorbidades. Essas comorbidades podem intensificar os sintomas do TPB e tornar o tratamento mais complexo. As comorbidades mais comuns do TPB incluem:

    1. **Depressão**: A depressão maior é uma das comorbidades mais comuns em pessoas com TPB. Muitos dos sintomas de depressão, como tristeza intensa, falta de energia e baixa autoestima, se sobrepõem aos sintomas de TPB, o que pode aumentar a vulnerabilidade emocional e a impulsividade.

    2. **Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)**: A ansiedade excessiva e crônica é comum em pessoas com TPB. Muitos relatam preocupações constantes e medos intensos, o que pode agravar a instabilidade emocional característica do transtorno.

    3. **Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)**: Uma porcentagem significativa de pessoas com TPB também foi exposta a traumas na infância ou adolescência, e desenvolve sintomas de TEPT. Isso inclui flashbacks, pesadelos e uma hipersensibilidade a ameaças, além de dificuldades em confiar nos outros.

    4. **Transtornos Alimentares**: Transtornos como bulimia nervosa, anorexia nervosa e transtorno da compulsão alimentar periódica são comuns entre pessoas com TPB. Esses transtornos são frequentemente associados a impulsividade, baixa autoestima e dificuldade em regular as emoções.

    5. **Transtornos por Uso de Substâncias**: O abuso de álcool e drogas é frequente em pessoas com TPB e está ligado à impulsividade e à busca por formas de alívio emocional imediato. O uso de substâncias pode intensificar os sintomas de TPB, dificultando o controle dos impulsos e o tratamento.

    6. **Transtorno Bipolar**: O transtorno bipolar compartilha alguns sintomas com o TPB, como mudanças de humor intensas. Embora sejam condições distintas, a presença de ambos pode levar a crises emocionais mais graves e a uma variação ainda maior nos estados de humor.

    7. **Transtornos Dissociativos**: Muitas pessoas com TPB experimentam episódios de dissociação, especialmente durante situações de estresse. Isso pode se manifestar como despersonalização (sentimento de estar desconectado de si mesmo) ou desrealização (sentimento de que o mundo ao redor é irreal).

    8. **Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)**: A impulsividade e a dificuldade de concentração comuns no TDAH também são vistas no TPB. A presença do TDAH pode intensificar os comportamentos impulsivos, tornando o controle emocional e a estabilidade ainda mais desafiadores.

    9. **Outros Transtornos de Personalidade**: Transtornos como o transtorno de personalidade antissocial, o transtorno de personalidade histriônica e o transtorno de personalidade narcisista podem coexistir com o TPB. Esses transtornos, no entanto, afetam cada pessoa de maneira única, e a combinação pode levar a desafios específicos na forma de lidar com os relacionamentos e com o autoconceito.

    10. **Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)**: O TOC também pode ocorrer em pessoas com TPB, com sintomas como obsessões e compulsões que acabam se misturando com o padrão de instabilidade emocional do TPB.

    ### Como essas comorbidades afetam o tratamento
    A presença de comorbidades no TPB pode complicar o diagnóstico e dificultar o tratamento, pois os sintomas se sobrepõem e se reforçam. A terapia dialética comportamental (DBT) é uma das abordagens mais eficazes para o TPB e costuma ser adaptada para incluir o manejo das comorbidades, enquanto a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia de esquemas também podem ser eficazes.


Perguntas frequentes

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