Perguntas do paciente (124)
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua angústia e como essa confusão de sentimentos gera ansiedade. É muito comum que, após alguns anos, a animação intensa do início dê lugar a um afeto mais tranquilo e estável ligado à rotina. Muitas vezes interpretamos essa calmaria como se o amor tivesse acabado, mas o fato de você se sentir bem ao lado dele e reconhecer o cuidado mostra que a conexão continua presente, talvez apenas em uma nova fase. A ansiedade nos faz racionalizar e cobrar emoções de nós mesmos, ofuscando a naturalidade da relação. Você não precisa forçar nada agora, apenas acolher o que está sentindo. Para investigar essas questões com profundidade, compreendendo o que faz parte do amadurecimento a dois e o que pode ser carência, sugiro que busque um acompanhamento psicológico. A psicoterapia é o espaço ideal para você se escutar sem julgamentos e entender melhor seus desejos atuais.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É muito compreensível que você se sinta frustrada com essas cobranças, especialmente após reconhecer a sua evolução nas interações no trabalho ao longo desses meses. A timidez e o retraimento, fortalecidos por um histórico escolar difícil e de bullying, criam defesas que nos fazem ficar mais quietos. É importante entender que lidar com a ansiedade social não significa necessariamente mudar a sua essência para se tornar uma pessoa extremamente extrovertida, mas sim conseguir interagir sem que o medo a paralise, como você já tem feito. Lidar com a sensação de não pertencimento e com os comentários externos sobre o seu jeito de ser é um processo contínuo, e buscar um acompanhamento psicoterapêutico é um passo fundamental para olhar para essas questões com calma e ajudá-la a continuar tendo progressos na forma como você se sente e lida com essas situações.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você sente não é fútil, é uma necessidade humana genuína e profunda, e a angústia que vem com ela merece ser levada a sério.
Aos 25 anos, não há nenhum prazo que você esteja perdendo. A ideia de que "já deveria ter a resposta" ou de que precisa esperar a vida estabilizar para se relacionar são crenças que merecem ser questionadas, a vida raramente chega a um ponto de estabilidade completa, e conexões reais não dependem disso.
O que você descreve, o desejo de partilha genuína, a sensação de superficialidade nos vínculos que teve, são questões que a psicoterapia pode ajudar muito a explorar. Não para te dar uma fórmula, mas para entender o que está por trás dessa dificuldade de se conectar profundamente e o que você realmente busca. Isso vale mais do que qualquer resposta rápida.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A depressão tem uma característica que a neurociência e a clínica conhecem bem: cada episódio deixa o cérebro um pouco mais sensível ao próximo. Isso significa que, após um primeiro episódio, situações difíceis podem funcionar como gatilhos com mais facilidade, não porque a pessoa seja fraca, mas porque há uma vulnerabilidade que foi ativada.
Além disso, acontecimentos ruins frequentemente tocam em feridas antigas, perdas, medos ou padrões que já existiam antes. A depressão muitas vezes não é causada só pelo evento em si, mas pelo que ele mobiliza internamente.
O acompanhamento terapêutico contínuo, mesmo nos períodos de bem-estar, é justamente o que ajuda a construir recursos para atravessar esses momentos com mais suporte quando eles chegam.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve parece uma fobia específica, que é um medo intenso e desproporcional de um estímulo particular, neste caso, animais. É mais comum do que parece em crianças e tem tratamento eficaz.
O especialista indicado para avaliar e tratar é o psicólogo, de preferência com experiência em atendimento infantil. Em alguns casos, dependendo da intensidade do quadro, uma avaliação com psiquiatra infantil também pode ser útil. Buscar ajuda cedo faz diferença, pois fobias tendem a se intensificar quando não tratadas. Não hesite em procurar apoio profissional para ela.
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Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo
Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo que está sendo muito difícil, esse nível de irritabilidade e rigidez no dia a dia é exaustivo para toda a família.
Aos 3 anos, algum grau de birra e necessidade de controle é esperado para o desenvolvimento. Porém, quando a intensidade é muito alta, frequente e vem acompanhada de reações físicas como você descreve, vale buscar uma avaliação profissional para entender melhor o que está acontecendo.
O caminho indicado é começar com um psicólogo infantil ou neuropediatra, que poderão avaliar o desenvolvimento da sua filha com mais cuidado e orientar os próximos passos. Buscar ajuda é um gesto de cuidado com ela e com você.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão delicado e cheio de amor.
O que você sente é luto, e luto por um animal de companhia é tão real e legítimo quanto qualquer outra perda. Sua cachorra fazia parte da sua vida, dos seus planos, da sua rotina. Ver a imagem que você tinha do futuro, ela velhinha ao seu lado, se desfazer de forma inesperada aos 9 anos é muito doloroso.
Os pensamentos de "poderia ter feito mais" são muito comuns no luto e fazem parte de como a mente tenta dar sentido a uma perda que não faz sentido. Isso não significa que você falhou, significa que você amava muito.
O luto tem seu tempo, e não existe prazo certo para se conformar. Mas quando a dor persiste e interfere no dia a dia, como a dificuldade de ver outros cachorros sem sentir essa dor, pode ser um sinal de que um espaço de escuta e acolhimento profissional faria bem. Você não precisa carregar isso sozinha.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão íntimo e difícil, e quero que saiba: o que você sente é real, é sério, e merece atenção e cuidado.
O que você descreve, o coração acelerado, a vontade de chorar, a gagueira, a exaustão após interações, os ataques de ansiedade só de antecipar situações sociais, são sintomas reconhecidos de ansiedade social, e existem tratamentos eficazes para isso. Você não está exagerando, não está sendo fraca, e não está "perdendo tempo" ao buscar ajuda. Pelo contrário.
Entendo o medo de não ser levada a sério, mas um bom profissional de saúde mental vai ouvir exatamente o que você trouxe aqui, com respeito e sem julgamento. O psicólogo é o profissional indicado para começar, e em alguns casos o acompanhamento conjunto com um psiquiatra também pode ser muito útil. Você merece se sentir bem em interações, e isso é possível de construir. Dar esse primeiro passo pode ser o mais difícil, mas também o mais transformador.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É muito significativo perceber que algo no próprio comportamento está atrapalhando, isso já exige honestidade e coragem.
O que você descreve, a dificuldade de abrir mão de estar certo mesmo quando isso tem consequências concretas, como perder empregos, pode ter raízes em diferentes dinâmicas: insegurança que se disfarça de certeza, dificuldade em tolerar a sensação de "estar errado", ou padrões relacionais que se desenvolveram ao longo da vida. Não é uma questão de caráter, mas de algo que pode ser compreendido e trabalhado.
A psicoterapia é um espaço muito propício para explorar de onde vem essa necessidade e desenvolver mais flexibilidade nas relações, sem abrir mão de quem você é. Buscar esse apoio é um gesto de investimento em si mesmo e nas suas relações.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você traz é algo que muitas pessoas sentem, mas poucos falam com essa clareza, e merece ser acolhido com cuidado.
Existe uma pressão cultural enorme em torno de "quando" as coisas devem acontecer, e comparar o próprio ritmo com o dos outros quase sempre gera sofrimento, porque cada trajetória é singular. A raiva de si mesmo que você descreve, e a sensação de que a vida só começaria tarde, podem estar impedindo você de se sentir presente e motivado agora, no único momento em que, de fato, é possível agir.
A psicoterapia pode ajudar a desconstruir essa lógica de "tempo perdido" e a construir uma relação mais generosa com o próprio ritmo. Muitas pessoas descobrem, nesse processo, que suas conquistas tardias chegam com uma solidez e um autoconhecimento que as tornam ainda mais significativas. Você está indo atrás das suas metas, isso importa muito.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A forma como você traz essa questão, com honestidade sobre os próprios erros e clareza sobre o sofrimento, já é um passo importante.
Do ponto de vista psicológico, a terapia de casal costuma ser o caminho mais indicado em situações como essa. Ela oferece um espaço estruturado para que ambos possam falar e ser ouvidos, com a mediação de um profissional, o que muitas vezes desbloqueia conversas que parecem impossíveis de acontecer em casa. Quando há filhos envolvidos, buscar esse suporte com mais urgência faz diferença.
A psicoterapia individual também pode ser um suporte valioso para você nesse momento, independentemente do que acontecer com a relação.
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Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?
Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma distinção importante e que merece atenção cuidadosa.
De forma geral, uma dificuldade situacional está ligada a um contexto específico, uma perda, uma transição de vida, um conflito, e tende a melhorar à medida que a situação se resolve ou que a pessoa desenvolve recursos para lidar com ela. Já uma incapacidade psiquiátrica envolve um comprometimento mais persistente e abrangente do funcionamento, que vai além do contexto imediato e afeta múltiplas áreas da vida de forma duradoura.
Na prática, essa distinção não é sempre simples, porque dificuldades situacionais podem desencadear ou revelar vulnerabilidades mais profundas, e condições psiquiátricas muitas vezes se manifestam em momentos de crise. Por isso, uma avaliação clínica cuidadosa, feita por psicólogo ou psiquiatra, é fundamental para compreender o que está em jogo e definir o melhor caminho de cuidado.
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Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?
Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Compreender os padrões de apego é bastante relevante na prática clínica.
A teoria do apego nos mostra que as formas como aprendemos a nos vincular nas primeiras relações tendem a se repetir ao longo da vida, aparecendo nos relacionamentos amorosos, nas amizades e até na relação terapêutica. Reconhecer esses padrões ajuda o clínico a compreender comportamentos que à primeira vista parecem inexplicáveis, como o medo de abandono, a dificuldade de confiar ou a tendência a se distanciar quando as relações ficam próximas.
Essa compreensão permite trabalhar nas origens do sofrimento, e não apenas nos sintomas, o que torna o processo terapêutico mais profundo e duradouro.
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Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?
Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O ideal é comunicar ao seu psicólogo atual que você está encerrando o processo, com alguma antecedência, e ter ao menos uma sessão de encerramento. Esse momento permite falar sobre o que o processo significou e fechar o vínculo de forma saudável, o que também faz parte do trabalho terapêutico.
Você não deve nenhuma explicação detalhada sobre os motivos da troca. Um bom terapeuta vai acolher essa decisão com respeito.
Ao chegar ao novo psicólogo, o processo começa do zero, no seu tempo. Trocar de terapeuta é um direito seu.
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Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade
Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina ou até mesmo fazer refeições na presença de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba aumentando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
Já fiz acompanhamento psicológico em outros momentos da minha vida, mas sinto que não tive a melhora que esperava. Com o passar dos anos, percebo que esse problema continua me limitando e fazendo com que eu evite situações que gostaria de viver normalmente.
Eu tento lidar com isso da melhor forma possível. Já procurei técnicas para me acalmar, tentei me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e busquei mudar alguns comportamentos, mas ainda sinto que a ansiedade continua muito presente.
Gostaria de saber se existem abordagens terapêuticas mais indicadas para casos como o meu e como posso saber se vale a pena tentar a terapia novamente, mesmo não tendo tido bons resultados nas experiências anteriores.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve tem nome e é mais comum do que parece, esse padrão de ansiedade ligado a comer fora, medo de passar mal e evitação de situações específicas pode estar relacionado à ansiedade social, à emetofobia (medo de vomitar) ou a uma combinação de fatores que se retroalimentam ao longo dos anos.
O fato de experiências terapêuticas anteriores não terem trazido a melhora esperada não significa que terapia não funciona para você, pode significar que a abordagem ou o momento não eram os mais adequados. Diferentes abordagens terapêuticas têm indicações diferentes, e encontrar a combinação certa faz muita diferença.
Tentar novamente vale a pena, especialmente quando a limitação continua presente e você claramente já tem disposição e autoconsciência para trabalhar isso. Buscar um profissional com quem você se sinta segura para conversar sobre essas experiências anteriores é um bom ponto de partida.
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Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O estresse, quando pontual, é uma resposta natural e até útil do organismo. O problema começa quando ele se torna crônico, ou seja, quando o corpo e a mente ficam em estado de alerta por tempo prolongado sem recuperação adequada.
Nesse estado, o organismo libera continuamente hormônios como o cortisol, que em excesso afetam o sono, o sistema imunológico, a memória e a regulação emocional. Com o tempo, esse desgaste pode criar condições para o surgimento ou agravamento de transtornos como ansiedade, depressão e burnout.
O estresse raramente é a causa única de um transtorno mental, fatores genéticos, histórico de vida e contexto social também influenciam. Mas ele é frequentemente o gatilho que faz uma vulnerabilidade preexistente se manifestar. Cuidar do estresse antes que ele se torne crônico é uma forma importante de cuidar da saúde mental.
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A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?
A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Não, e essa é uma distinção importante. A própria Organização Mundial da Saúde define saúde mental não como ausência de transtornos, mas como um estado de bem-estar no qual a pessoa consegue lidar com os estresses normais da vida, trabalhar de forma produtiva e contribuir com sua comunidade.
Isso significa que alguém pode não ter nenhum diagnóstico e ainda assim estar sofrendo, esgotada ou desconectada de si mesma. E, ao contrário, pessoas com diagnósticos podem viver com qualidade, significado e equilíbrio com o suporte adequado.
Saúde mental é um processo contínuo, não um estado fixo, e cuidar dela é algo que faz sentido para qualquer pessoa, independentemente de ter ou não um transtorno.
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O que estuda a psicopatologia e qual sua importância na psicologia?
O que estuda a psicopatologia e qual sua importância na psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A psicopatologia é o campo da psicologia e da psiquiatria que estuda o sofrimento psíquico, como ele se manifesta, se organiza e se desenvolve. Ela busca compreender os sintomas não apenas como categorias diagnósticas, mas como expressões de algo que a pessoa está vivendo internamente.
Sua importância está em oferecer uma linguagem comum para identificar e compreender o sofrimento, sem reduzir a pessoa ao diagnóstico. Para o psicólogo, conhecer psicopatologia é essencial para escutar com profundidade e intervir de forma responsável, entendendo o que está por trás do que o paciente traz, e não apenas rotulando comportamentos
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Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha
Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve é muito doloroso, a sensação de não pertencer à própria família, de ser aceito só dentro de condições, é uma forma de rejeição que machuca profundamente, mesmo quando vem de quem diz amar.
Cortar laços familiares é uma decisão muito séria e pessoal, que não precisa ser tomada de uma vez ou de forma permanente. Muitas pessoas encontram um caminho do meio, um distanciamento que protege sem precisar ser uma ruptura definitiva. O importante é que qualquer decisão venha de um lugar de autocuidado, não de impulso ou culpa.
Um espaço terapêutico pode ajudar muito a organizar esses sentimentos, fortalecer a identidade e encontrar o caminho que faz sentido para você, sem pressão e sem julgamento.
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Comecei tomar ecitalopram a 5 dias é normal sentir tanta tontura e mal estar ?
Comecei tomar ecitalopram a 5 dias é normal sentir tanta tontura e mal estar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tontura e mal-estar nos primeiros dias de uso de antidepressivos, incluindo o escitalopram, são efeitos colaterais conhecidos e relativamente comuns no início do tratamento. O organismo precisa de um tempo para se adaptar.
Dito isso, é fundamental que você comunique esses sintomas ao médico que prescreveu a medicação, ele é o profissional indicado para avaliar se o que você está sentindo está dentro do esperado ou se precisa de ajuste. Não interrompa o uso por conta própria sem orientação médica.
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Perguntas frequentes
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Estou amamentando e meu bebê tem 10 meses. Posso tomar picolinato de cromo?
Picolinato de cromo durante a amamentação: Não há evidências suficientes…