Perguntas do paciente (141)
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Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me o
Tenho pensamentos que me causam muita culpa e ansiedade. Quando percebo que um homem pode estar me olhando, mesmo sem eu ter qualquer interesse nele, fico com medo de estar fazendo algo errado. Às vezes sinto que até me preocupar com a opinião desse homem seria uma forma de traição ao meu namorado. Por que tenho essa sensação de culpa e esses pensamentos, mesmo sabendo racionalmente que não estou fazendo nada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sentir uma culpa tão intensa mesmo sabendo racionalmente que não fez nada de errado é muito desgastante, e isso costuma acontecer porque a nossa mente nem sempre separa o que é um pensamento involuntário ou uma percepção automática de uma intenção real. Muitas vezes, uma autoexigência muito rígida e o próprio medo de falhar ou de machucar quem amamos criam um estado de hipervigilância, onde o simples fato de notar o olhar de alguém ou se importar com a imagem que transmite passa a ser sentido como uma transgressão grave. Esses pensamentos intrusivos ganham força justamente quando tentamos reprimi-los ou nos punimos por tê-los, gerando um ciclo de muita ansiedade. Em terapia, é possível olhar para essa questão com calma, investigando as raízes dessa cobrança tão severa para compreendê-la melhor e viver o seu relacionamento com mais leveza.
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O que é "Terapia de Exposição" (acho que era esse o nome)?
O que é "Terapia de Exposição" (acho que era esse o nome)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A terapia de exposição é um recurso terapêutico voltado para ajudar a pessoa a lidar com medos intensos, fobias, traumas ou quadros de ansiedade através do contato gradual, seguro e planejado com aquilo que gera sofrimento e costuma ser evitado. Embora seja uma técnica estruturada bastante conhecida dentro da abordagem cognitivo-comportamental, o movimento de se aproximar aos poucos das próprias angústias e situações temidas, em vez de fugir delas, também faz parte do processo de fortalecimento emocional em outras abordagens psicológicas, cada uma com o seu método de condução. A ideia central é que a evitação constante mantém o medo vivo, enquanto o enfrentamento cuidadoso permite que a mente processe a experiência sem se sentir paralisada. Na busca de um profissional, é possível olhar para a sua demanda com calma, entender como esse processo funciona na prática e compreender melhor qual caminho terapêutico faz mais sentido para você.
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Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicad
Como parar de duvidar de mim mesmo na vida adulta quando recebi descrédito em momentos muito delicados nas fases iniciais da minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que tu descreve faz muito sentido, quando recebemos descrédito em momentos delicados e importantes, especialmente na infância ou adolescência, isso deixa marcas na forma como nos enxergamos e na confiança que depositamos em nós mesmos.
Parar de duvidar de si não é uma decisão que se toma de uma vez, é um processo que envolve entender de onde vem essa dúvida, quais vozes internas a alimentam e como ela se manifesta nas escolhas do dia a dia. A psicoterapia é um dos caminhos mais eficazes para esse trabalho, justamente porque permite ir na raiz dessas experiências e não apenas nos sintomas que elas geram. Buscar esse espaço é um gesto importante de cuidado consigo mesmo.
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Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades
Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades em casa e desânimo. É normal ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo que é frustrante continuar sentindo esse desânimo e cansaço mesmo após um mês de uso da medicação. Embora a sertralina costume apresentar os primeiros efeitos entre duas e quatro semanas, cada organismo responde no seu próprio tempo, e a melhora mais consistente pode levar um pouco mais para se estabelecer ou exigir um ajuste de dosagem. Por isso, o ideal é conversar com o médico que acompanha o seu tratamento para avaliar como o seu corpo está reagindo. Além do cuidado medicamentoso, buscar um espaço de psicoterapia ajuda muito a olhar com calma para as questões emocionais por trás dessa ansiedade e falta de energia, permitindo compreender melhor o momento que você está vivendo.
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Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, enc
Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, encontro indiferença. Tenho medo de que a terapia esteja criando uma expectativa que a realidade não sustenta.
Porque o psicólogo me faz sentir acolhido e numa atmosfera e perspectiva de compreensão, reflexão, diálogo e atenção que não existe no mundo lá fora do consultório e das sessões? No mundo lá fora o que eu vejo são pessoas que não querem saber de mim e dos meus sentimentos. Sendo assim e isto constatado, porque o psicólogo faz parecer que o mundo é um lugar bom e fácil de encaixar e que é preciso ter amigos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma observação muito honesta e que merece ser levada a sério, inclusive dentro da própria terapia.
O que tu descreve aponta para algo real: o consultório é, de fato, um espaço com condições que não existem na maioria das relações cotidianas, atenção plena, ausência de julgamento, tempo dedicado exclusivamente a ti. Isso não é uma ilusão, mas também não é um modelo de como todas as relações deveriam ser.
O objetivo da terapia não é criar a expectativa de que o mundo será assim, mas ajudar a pessoa a se fortalecer internamente para navegar um mundo que nem sempre é acolhedor, e a encontrar, nesse mundo imperfeito, vínculos que sejam suficientemente bons. Vale levar essa dúvida diretamente para o teu psicólogo, pois ela é parte importante do processo.
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Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido
Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É muito comum sentir esse nervosismo e a impressão de estar falando de forma confusa nas primeiras sessões, especialmente sendo a sua primeira experiência em terapia. No processo terapêutico, não existe um jeito certo ou um roteiro pronto para se expressar, e essa sensação de travar ou não conseguir dizer o que realmente sente muitas vezes funciona como uma defesa emocional natural diante de um espaço novo e do contato com temas delicados. A confiança e a espontaneidade vão sendo construídas aos poucos, conforme o vínculo se fortalece. Uma excelente forma de lidar com isso é contar exatamente como tem se sentido para o profissional que te acompanha, pois falar sobre a própria dificuldade de se abrir já é um passo muito rico para olhar para essa questão com calma e compreendê-la melhor dentro da própria terapia.
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Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u
Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que tu descreve é muito frequente em pessoas que cresceram em ambientes onde as próprias necessidades emocionais não foram priorizadas, quando não aprendemos desde cedo que nossas necessidades importam, é natural que a ideia de se colocar em primeiro lugar pareça errada ou até perigosa.
A crença de que se priorizar é egoísmo costuma ser aprendida, não inata. E ela tem um custo alto: a energia que vai toda para fora, para os outros, acaba deixando pouco espaço para o próprio desenvolvimento e bem-estar.
Na psicoterapia, esse é um trabalho que pode ser feito com cuidado, entender de onde vem essa crença, o que ela protege e como construir uma relação mais generosa consigo mesmo sem culpa. Se priorizar não é abandonar os outros; é reconhecer que tu também merece cuidado.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A tua dúvida é muito pertinente, e o fato de tu já teres identificado essa relação entre perfeccionismo, intolerância à incerteza e ansiedade mostra um bom nível de autoconhecimento.
O que diferencia traços perfeccionistas do TOC não é apenas a presença de comportamentos repetitivos ou obsessivos, mas o grau de sofrimento que causam e o quanto interferem no funcionamento do dia a dia. No TOC, os pensamentos intrusivos e as compulsões tendem a ser egodistônicos, ou seja, a pessoa reconhece que são excessivos, mas sente que não consegue resistir a eles.
A impulsividade em meio à incerteza que tu descreves também merece atenção, pois pode apontar para dinâmicas diferentes que coexistem. O caminho mais indicado é buscar uma avaliação com psicólogo ou psiquiatra, que poderá olhar para esse conjunto de forma mais cuidadosa e te dar mais clareza sobre o que está acontecendo.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A lógica que tu descreve faz sentido como proteção, se investir dói e as pessoas partem de qualquer jeito, parece mais seguro não investir. Mas tem um custo alto nisso que vale a pena olhar.
O desapego que tu propõe não é neutro, ele também é uma resposta à dor de perder vínculos, não uma posição natural. A autossuficiência total, quando vira um objetivo em si, costuma ser mais um escudo do que uma escolha genuína.
As pessoas irem embora faz parte da vida, mas isso não invalida o que os vínculos oferecem enquanto existem, pois cultivar amizades é importante. A psicoterapia pode ser um espaço interessante para explorar o que está por trás dessa conclusão, para entender o que tu realmente quer das relações e o que está impedindo de buscá-las.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua angústia e como essa confusão de sentimentos gera ansiedade. É muito comum que, após alguns anos, a animação intensa do início dê lugar a um afeto mais tranquilo e estável ligado à rotina. Muitas vezes interpretamos essa calmaria como se o amor tivesse acabado, mas o fato de você se sentir bem ao lado dele e reconhecer o cuidado mostra que a conexão continua presente, talvez apenas em uma nova fase. A ansiedade nos faz racionalizar e cobrar emoções de nós mesmos, ofuscando a naturalidade da relação. Você não precisa forçar nada agora, apenas acolher o que está sentindo. Para investigar essas questões com profundidade, compreendendo o que faz parte do amadurecimento a dois e o que pode ser carência, sugiro que busque um acompanhamento psicológico. A psicoterapia é o espaço ideal para você se escutar sem julgamentos e entender melhor seus desejos atuais.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É muito compreensível que você se sinta frustrada com essas cobranças, especialmente após reconhecer a sua evolução nas interações no trabalho ao longo desses meses. A timidez e o retraimento, fortalecidos por um histórico escolar difícil e de bullying, criam defesas que nos fazem ficar mais quietos. É importante entender que lidar com a ansiedade social não significa necessariamente mudar a sua essência para se tornar uma pessoa extremamente extrovertida, mas sim conseguir interagir sem que o medo a paralise, como você já tem feito. Lidar com a sensação de não pertencimento e com os comentários externos sobre o seu jeito de ser é um processo contínuo, e buscar um acompanhamento psicoterapêutico é um passo fundamental para olhar para essas questões com calma e ajudá-la a continuar tendo progressos na forma como você se sente e lida com essas situações.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pesquisar sintomas na internet quando você está passando por um momento difícil costuma atrapalhar bastante o tratamento, pois embora funcione como uma tentativa de buscar respostas e controle, o excesso de informações fora de contexto acaba aumentando o estado de alerta e o medo antecipatório de ter novas crises. Como o escitalopram leva algumas semanas para fazer efeito de forma consistente, é esperado que o alívio ainda não seja total se você começou a tomar há pouco tempo. A terapia pode ajudar muito nesse cenário, pois oferece um acompanhamento próximo para trabalhar tanto as raízes da depressão e do isolamento quanto essa necessidade de buscar sintomas, criando um espaço seguro para olhar para essas angústias com calma, compreendê-las melhor e retomar a sua rotina aos poucos.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É muito compreensível sentir essa frustração ao ver um hábito que antes trazia prazer se tornar um peso, e muitas pessoas passaram a vivenciar exatamente esse desgaste na atenção após a pandemia. O uso constante de redes sociais acostuma a nossa mente a estímulos rápidos e imediatos, mas, para além disso, a dificuldade de sustentar o foco em leituras e estudos muitas vezes funciona como uma defesa emocional inconsciente ou um reflexo de cansaço mental, ansiedade e sobrecarga diante das cobranças da vida acadêmica. Em vez de encarar isso apenas como falta de força de vontade, o caminho envolve retomar o ritmo aos poucos, reduzindo os estímulos aos poucos e respeitando os seus limites atuais. Em terapia, é possível olhar para essa questão com calma e compreendê-la melhor, investigando o que está por trás dessa inquietação e resgatando a sua capacidade de presença nos estudos e nas atividades de que você gosta.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você sente não é fútil, é uma necessidade humana genuína e profunda, e a angústia que vem com ela merece ser levada a sério.
Aos 25 anos, não há nenhum prazo que você esteja perdendo. A ideia de que "já deveria ter a resposta" ou de que precisa esperar a vida estabilizar para se relacionar são crenças que merecem ser questionadas, a vida raramente chega a um ponto de estabilidade completa, e conexões reais não dependem disso.
O que você descreve, o desejo de partilha genuína, a sensação de superficialidade nos vínculos que teve, são questões que a psicoterapia pode ajudar muito a explorar. Não para te dar uma fórmula, mas para entender o que está por trás dessa dificuldade de se conectar profundamente e o que você realmente busca. Isso vale mais do que qualquer resposta rápida.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A depressão tem uma característica que a neurociência e a clínica conhecem bem: cada episódio deixa o cérebro um pouco mais sensível ao próximo. Isso significa que, após um primeiro episódio, situações difíceis podem funcionar como gatilhos com mais facilidade, não porque a pessoa seja fraca, mas porque há uma vulnerabilidade que foi ativada.
Além disso, acontecimentos ruins frequentemente tocam em feridas antigas, perdas, medos ou padrões que já existiam antes. A depressão muitas vezes não é causada só pelo evento em si, mas pelo que ele mobiliza internamente.
O acompanhamento terapêutico contínuo, mesmo nos períodos de bem-estar, é justamente o que ajuda a construir recursos para atravessar esses momentos com mais suporte quando eles chegam.
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Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,
Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
Muito obrigadoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve parece uma fobia específica, que é um medo intenso e desproporcional de um estímulo particular, neste caso, animais. É mais comum do que parece em crianças e tem tratamento eficaz.
O especialista indicado para avaliar e tratar é o psicólogo, de preferência com experiência em atendimento infantil. Em alguns casos, dependendo da intensidade do quadro, uma avaliação com psiquiatra infantil também pode ser útil. Buscar ajuda cedo faz diferença, pois fobias tendem a se intensificar quando não tratadas. Não hesite em procurar apoio profissional para ela.
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Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo
Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo que está sendo muito difícil, esse nível de irritabilidade e rigidez no dia a dia é exaustivo para toda a família.
Aos 3 anos, algum grau de birra e necessidade de controle é esperado para o desenvolvimento. Porém, quando a intensidade é muito alta, frequente e vem acompanhada de reações físicas como você descreve, vale buscar uma avaliação profissional para entender melhor o que está acontecendo.
O caminho indicado é começar com um psicólogo infantil ou neuropediatra, que poderão avaliar o desenvolvimento da sua filha com mais cuidado e orientar os próximos passos. Buscar ajuda é um gesto de cuidado com ela e com você.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão delicado e cheio de amor.
O que você sente é luto, e luto por um animal de companhia é tão real e legítimo quanto qualquer outra perda. Sua cachorra fazia parte da sua vida, dos seus planos, da sua rotina. Ver a imagem que você tinha do futuro, ela velhinha ao seu lado, se desfazer de forma inesperada aos 9 anos é muito doloroso.
Os pensamentos de "poderia ter feito mais" são muito comuns no luto e fazem parte de como a mente tenta dar sentido a uma perda que não faz sentido. Isso não significa que você falhou, significa que você amava muito.
O luto tem seu tempo, e não existe prazo certo para se conformar. Mas quando a dor persiste e interfere no dia a dia, como a dificuldade de ver outros cachorros sem sentir essa dor, pode ser um sinal de que um espaço de escuta e acolhimento profissional faria bem. Você não precisa carregar isso sozinha.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão íntimo e difícil, e quero que saiba: o que você sente é real, é sério, e merece atenção e cuidado.
O que você descreve, o coração acelerado, a vontade de chorar, a gagueira, a exaustão após interações, os ataques de ansiedade só de antecipar situações sociais, são sintomas reconhecidos de ansiedade social, e existem tratamentos eficazes para isso. Você não está exagerando, não está sendo fraca, e não está "perdendo tempo" ao buscar ajuda. Pelo contrário.
Entendo o medo de não ser levada a sério, mas um bom profissional de saúde mental vai ouvir exatamente o que você trouxe aqui, com respeito e sem julgamento. O psicólogo é o profissional indicado para começar, e em alguns casos o acompanhamento conjunto com um psiquiatra também pode ser muito útil. Você merece se sentir bem em interações, e isso é possível de construir. Dar esse primeiro passo pode ser o mais difícil, mas também o mais transformador.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É muito significativo perceber que algo no próprio comportamento está atrapalhando, isso já exige honestidade e coragem.
O que você descreve, a dificuldade de abrir mão de estar certo mesmo quando isso tem consequências concretas, como perder empregos, pode ter raízes em diferentes dinâmicas: insegurança que se disfarça de certeza, dificuldade em tolerar a sensação de "estar errado", ou padrões relacionais que se desenvolveram ao longo da vida. Não é uma questão de caráter, mas de algo que pode ser compreendido e trabalhado.
A psicoterapia é um espaço muito propício para explorar de onde vem essa necessidade e desenvolver mais flexibilidade nas relações, sem abrir mão de quem você é. Buscar esse apoio é um gesto de investimento em si mesmo e nas suas relações.
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posso tomar passalix pra ansiedade, creatina pra ganha massa muscular e vitamina b12, os 3 remedios
Em princípio, creatina e vitamina B12 não apresentam uma interação importante…