Perguntas do paciente (141)
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você traz é algo que muitas pessoas sentem, mas poucos falam com essa clareza, e merece ser acolhido com cuidado.
Existe uma pressão cultural enorme em torno de "quando" as coisas devem acontecer, e comparar o próprio ritmo com o dos outros quase sempre gera sofrimento, porque cada trajetória é singular. A raiva de si mesmo que você descreve, e a sensação de que a vida só começaria tarde, podem estar impedindo você de se sentir presente e motivado agora, no único momento em que, de fato, é possível agir.
A psicoterapia pode ajudar a desconstruir essa lógica de "tempo perdido" e a construir uma relação mais generosa com o próprio ritmo. Muitas pessoas descobrem, nesse processo, que suas conquistas tardias chegam com uma solidez e um autoconhecimento que as tornam ainda mais significativas. Você está indo atrás das suas metas, isso importa muito.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que tu descreve merece atenção, essa tristeza que vem sem explicação aparente, a necessidade de se isolar e o choro frequente são sinais de que algo está pesando internamente.
A sensação de que precisa medir cada palavra antes de falar, e de que seus sentimentos não são compreendidos, é desgastante e pode contribuir muito para esse estado emocional. Muitas vezes, esse padrão tem raízes que vão além do relacionamento atual, e a psicoterapia pode ajudar a entender de onde vem essa tristeza, desenvolver formas mais seguras de expressar o que tu sente e construir uma comunicação mais genuína nas suas relações.
Tu não precisa escolher entre silenciar o que sente ou gerar conflito, existe um caminho do meio, e ele pode ser trabalhado.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A forma como você traz essa questão, com honestidade sobre os próprios erros e clareza sobre o sofrimento, já é um passo importante.
Do ponto de vista psicológico, a terapia de casal costuma ser o caminho mais indicado em situações como essa. Ela oferece um espaço estruturado para que ambos possam falar e ser ouvidos, com a mediação de um profissional, o que muitas vezes desbloqueia conversas que parecem impossíveis de acontecer em casa. Quando há filhos envolvidos, buscar esse suporte com mais urgência faz diferença.
A psicoterapia individual também pode ser um suporte valioso para você nesse momento, independentemente do que acontecer com a relação.
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Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?
Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma distinção importante e que merece atenção cuidadosa.
De forma geral, uma dificuldade situacional está ligada a um contexto específico, uma perda, uma transição de vida, um conflito, e tende a melhorar à medida que a situação se resolve ou que a pessoa desenvolve recursos para lidar com ela. Já uma incapacidade psiquiátrica envolve um comprometimento mais persistente e abrangente do funcionamento, que vai além do contexto imediato e afeta múltiplas áreas da vida de forma duradoura.
Na prática, essa distinção não é sempre simples, porque dificuldades situacionais podem desencadear ou revelar vulnerabilidades mais profundas, e condições psiquiátricas muitas vezes se manifestam em momentos de crise. Por isso, uma avaliação clínica cuidadosa, feita por psicólogo ou psiquiatra, é fundamental para compreender o que está em jogo e definir o melhor caminho de cuidado.
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Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es
Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que tu descreve é um exemplo muito claro de como a ansiedade afeta o corpo.
Quando estamos focados nos sintomas e em sensações internas, o sistema nervoso permanece em estado de alerta, e isso drena energia de verdade, não é apenas impressão. A experiência da volta, conversando com alguém e nem percebendo o percurso, ilustra bem como a atenção direcionada para fora interrompe esse ciclo.
Isso aponta sim para ansiedade, mas é importante fazer os exames médicos para descartar causas físicas antes de atribuir tudo ao emocional. Com esse quadro confirmado, o acompanhamento psicológico pode ajudar muito a desenvolver outras formas de interromper esse estado de hipervigilância, sem depender de uma distração externa para isso.
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Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?
Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Compreender os padrões de apego é bastante relevante na prática clínica.
A teoria do apego nos mostra que as formas como aprendemos a nos vincular nas primeiras relações tendem a se repetir ao longo da vida, aparecendo nos relacionamentos amorosos, nas amizades e até na relação terapêutica. Reconhecer esses padrões ajuda o clínico a compreender comportamentos que à primeira vista parecem inexplicáveis, como o medo de abandono, a dificuldade de confiar ou a tendência a se distanciar quando as relações ficam próximas.
Essa compreensão permite trabalhar nas origens do sofrimento, e não apenas nos sintomas, o que torna o processo terapêutico mais profundo e duradouro.
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Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?
Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O ideal é comunicar ao seu psicólogo atual que você está encerrando o processo, com alguma antecedência, e ter ao menos uma sessão de encerramento. Esse momento permite falar sobre o que o processo significou e fechar o vínculo de forma saudável, o que também faz parte do trabalho terapêutico.
Você não deve nenhuma explicação detalhada sobre os motivos da troca. Um bom terapeuta vai acolher essa decisão com respeito.
Ao chegar ao novo psicólogo, o processo começa do zero, no seu tempo. Trocar de terapeuta é um direito seu.
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Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade
Tenho problemas com ansiedade desde a infância. Uma das coisas que mais me incomoda é a dificuldade para comer fora de casa, estar em lugares fora da minha rotina ou até mesmo fazer refeições na presença de outras pessoas. Também tenho um medo muito grande de passar mal ou vomitar, e isso acaba aumentando ainda mais minha ansiedade nessas situações.
Já fiz acompanhamento psicológico em outros momentos da minha vida, mas sinto que não tive a melhora que esperava. Com o passar dos anos, percebo que esse problema continua me limitando e fazendo com que eu evite situações que gostaria de viver normalmente.
Eu tento lidar com isso da melhor forma possível. Já procurei técnicas para me acalmar, tentei me expor aos poucos às situações que me causam desconforto e busquei mudar alguns comportamentos, mas ainda sinto que a ansiedade continua muito presente.
Gostaria de saber se existem abordagens terapêuticas mais indicadas para casos como o meu e como posso saber se vale a pena tentar a terapia novamente, mesmo não tendo tido bons resultados nas experiências anteriores.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve tem nome e é mais comum do que parece, esse padrão de ansiedade ligado a comer fora, medo de passar mal e evitação de situações específicas pode estar relacionado à ansiedade social, à emetofobia (medo de vomitar) ou a uma combinação de fatores que se retroalimentam ao longo dos anos.
O fato de experiências terapêuticas anteriores não terem trazido a melhora esperada não significa que terapia não funciona para você, pode significar que a abordagem ou o momento não eram os mais adequados. Diferentes abordagens terapêuticas têm indicações diferentes, e encontrar a combinação certa faz muita diferença.
Tentar novamente vale a pena, especialmente quando a limitação continua presente e você claramente já tem disposição e autoconsciência para trabalhar isso. Buscar um profissional com quem você se sinta segura para conversar sobre essas experiências anteriores é um bom ponto de partida.
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Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O estresse, quando pontual, é uma resposta natural e até útil do organismo. O problema começa quando ele se torna crônico, ou seja, quando o corpo e a mente ficam em estado de alerta por tempo prolongado sem recuperação adequada.
Nesse estado, o organismo libera continuamente hormônios como o cortisol, que em excesso afetam o sono, o sistema imunológico, a memória e a regulação emocional. Com o tempo, esse desgaste pode criar condições para o surgimento ou agravamento de transtornos como ansiedade, depressão e burnout.
O estresse raramente é a causa única de um transtorno mental, fatores genéticos, histórico de vida e contexto social também influenciam. Mas ele é frequentemente o gatilho que faz uma vulnerabilidade preexistente se manifestar. Cuidar do estresse antes que ele se torne crônico é uma forma importante de cuidar da saúde mental.
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A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?
A saúde mental pode ser definida apenas pela ausência de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Não, e essa é uma distinção importante. A própria Organização Mundial da Saúde define saúde mental não como ausência de transtornos, mas como um estado de bem-estar no qual a pessoa consegue lidar com os estresses normais da vida, trabalhar de forma produtiva e contribuir com sua comunidade.
Isso significa que alguém pode não ter nenhum diagnóstico e ainda assim estar sofrendo, esgotada ou desconectada de si mesma. E, ao contrário, pessoas com diagnósticos podem viver com qualidade, significado e equilíbrio com o suporte adequado.
Saúde mental é um processo contínuo, não um estado fixo, e cuidar dela é algo que faz sentido para qualquer pessoa, independentemente de ter ou não um transtorno.
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O que estuda a psicopatologia e qual sua importância na psicologia?
O que estuda a psicopatologia e qual sua importância na psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A psicopatologia é o campo da psicologia e da psiquiatria que estuda o sofrimento psíquico, como ele se manifesta, se organiza e se desenvolve. Ela busca compreender os sintomas não apenas como categorias diagnósticas, mas como expressões de algo que a pessoa está vivendo internamente.
Sua importância está em oferecer uma linguagem comum para identificar e compreender o sofrimento, sem reduzir a pessoa ao diagnóstico. Para o psicólogo, conhecer psicopatologia é essencial para escutar com profundidade e intervir de forma responsável, entendendo o que está por trás do que o paciente traz, e não apenas rotulando comportamentos
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Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha
Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve é muito doloroso, a sensação de não pertencer à própria família, de ser aceito só dentro de condições, é uma forma de rejeição que machuca profundamente, mesmo quando vem de quem diz amar.
Cortar laços familiares é uma decisão muito séria e pessoal, que não precisa ser tomada de uma vez ou de forma permanente. Muitas pessoas encontram um caminho do meio, um distanciamento que protege sem precisar ser uma ruptura definitiva. O importante é que qualquer decisão venha de um lugar de autocuidado, não de impulso ou culpa.
Um espaço terapêutico pode ajudar muito a organizar esses sentimentos, fortalecer a identidade e encontrar o caminho que faz sentido para você, sem pressão e sem julgamento.
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Comecei tomar ecitalopram a 5 dias é normal sentir tanta tontura e mal estar ?
Comecei tomar ecitalopram a 5 dias é normal sentir tanta tontura e mal estar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tontura e mal-estar nos primeiros dias de uso de antidepressivos, incluindo o escitalopram, são efeitos colaterais conhecidos e relativamente comuns no início do tratamento. O organismo precisa de um tempo para se adaptar.
Dito isso, é fundamental que você comunique esses sintomas ao médico que prescreveu a medicação, ele é o profissional indicado para avaliar se o que você está sentindo está dentro do esperado ou se precisa de ajuste. Não interrompa o uso por conta própria sem orientação médica.
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Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado
Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve, o questionamento constante, a sensação de que nenhuma resposta é suficiente, a dificuldade de estar presente sem antecipar o próximo conflito, é algo que merece atenção.
Independentemente da intenção dele, o impacto desse padrão em você é real: você está deixando de ser feliz nos momentos bons porque está em estado de alerta. Isso é um sinal importante.
Relacionamentos saudáveis têm espaço para perguntas, mas também para confiança e tranquilidade. Se você está se sentindo constantemente na defensiva com apenas um mês de relacionamento, vale pausar e refletir se esse vínculo está te fazendo bem. Conversar com um psicólogo pode ajudar a organizar esses sentimentos e tomar decisões mais claras sobre o que você quer e merece em uma relação.
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Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela
Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?
Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que tu descreve é mais comum do que parece e tem uma explicação emocional e fisiológica.
Quando vivenciamos uma emoção intensa, mesmo que o conflito seja resolvido rapidamente, o corpo e a mente mobilizam muita energia para processar aquilo. O desânimo que vem depois é, em parte, esse sistema descarregando após o pico de ativação. É como uma ressaca emocional.
Se isso acontece com frequência e interfere no teu dia a dia, pode valer a pena explorar em terapia como tu processa e regula as emoções. Algumas pessoas têm uma sensibilidade emocional mais intensa, e aprender a lidar com isso faz muita diferença na qualidade de vida.
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Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns
Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns comportamentos que estão bem diferentes do que ela é. Na hora de escrever é perfeccionista ao ponto de escrever certo de primeira, mas se tiver uma letra maior ou menor, apaga quantas vezes forem precisos para corrigir e diz que nao está entendendo que letra é aquela e fala que escreve muito feio, que tem a letra horrível...(tentei varias vezes conversar com ela e ela nao acredita em mim). Não sai dali até terminar para passar para uma outra atividade da escola, está com dermatite atopica grave (pele bem inflamada) se coça de madrugada inconcientemente.(tenho passado pomada, cremes hidratantes próprio para isso), tem vergonha dos braços e pernas quando vai para a escola e não quer que ninguém veja ou fale alguma coisa...isso está afetando de um jeito que sensibiliza com qualquer palavra e fica triste. Há duas semanas teve crises de asma, (agora voltei com o tratamento para asma para controlar os episódios). Tem dormido pouco, acorda de madrugada perguntando se já terminou a tarefa da escola( caso a gente fale para ela que falta pouco ou que já terminou, ela acorda no meio da noite querendo terminar e volta na mesma tecla dizendo que não sabe escrever, não está enxergando a letra). Me separei do meu marido há quase 2 meses...não dava mais..estava muito sofrido para mim. e não sei se isso tem haver...mas gostaria de saber qual profissional cuida desta parte... ela muda de comportamento repentinamente...faz as coisas e depois não lembra...ja fiz de tudo para saber o que está acontecendo e não sei mais quem procurar..
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Percebo que tu está carregando muita coisa ao mesmo tempo, a separação, a preocupação com a tua filha e a incerteza sobre o que está acontecendo com ela. Obrigada por compartilhar com tanto detalhe.
O que tu descreve é um conjunto complexo de sinais, o perfeccionismo intenso na escrita, a dificuldade de transitar entre atividades, os episódios noturnos, as queixas sobre a própria letra, as reações emocionais intensas e as mudanças de comportamento sem memória do ocorrido. Associado à dermatite atópica, à asma e ao momento de separação familiar, é um quadro que merece uma avaliação cuidadosa e multidisciplinar.
O primeiro passo indicado é levar a tua filha a um psicólogo infantil, que poderá avaliar o desenvolvimento emocional e comportamental dela e, se necessário, orientar encaminhamentos para outros profissionais como neuropediatra ou pediatra. A separação recente pode estar impactando, mas os sinais que tu descreve sugerem que vale investigar além disso. Tu não precisas descobrir sozinha o que está acontecendo, esse é exatamente o papel do profissional.
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Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepç
Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepções C ele no passado hoje meu objetivo de está C ele somente é crescer juntos trabalhar juntos temos uma vida como marido e mulher nos respeitamos mas eu n amo.meu objetivo e vive C ele p um cuidar do outro na velhice e crescer juntos financeiramente.o q vcs me diz sobre???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão pessoal.
O que tu descreve é uma escolha que algumas pessoas fazem, construir uma vida baseada em respeito mútuo, parceria e segurança, sem que o amor romântico seja o centro. Não há uma resposta certa ou errada sobre isso.
O que vale refletir é se essa escolha está sendo feita com clareza e paz, ou se há algum sofrimento não resolvido por trás dela, as decepções que você mencionou, por exemplo. A psicoterapia pode ser um espaço útil para entender o que tu realmente quer e se o que está vivendo está alinhado com isso, sem julgamento.
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Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso
Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso apenas sonhando com isso. Recentemente consegui um emprego na minha área, tenho muito medo muito mesmo. Estou ha 3 dias sem dormir, sem comer, com ânsia de vomito e com o intestino desregulado. Não consigo me concentrar. Nem me sentir feliz. Não consigo pensar em mais nada, só sinto medo e passo mal e choro. Me dar falta de ar e piriri. Choro que falta o ar. Sinto angústia e me dói o peito. Me disseram que é frescura ou preguiça, mas não é. Eu sinto a mesma coisa quando penso que todo mundo consegue fazer coisas simples ou básicas (como arrumar um emprego) e eu não. E agora que consegui um emprego, me sinto ainda pior. Eu não sei o que fazer. Eu quero desistir e deixar o emprego, mas é muito difícil arrumar emprego na minha cidade e eu não cumpri nenhum dia de serviço ainda. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que tu está sentindo não é frescura nem preguiça, é sofrimento real e intenso, e merece ser levado a sério.
Três dias sem dormir, sem comer, com crises de choro, falta de ar e sintomas físicos são sinais de que o teu sistema está em sobrecarga. Esse nível de ansiedade antecipatória, especialmente quando compromete o sono, a alimentação e a capacidade de funcionar, precisa de atenção profissional, não de força de vontade.
Antes de tomar qualquer decisão sobre o emprego, é importante buscar apoio de um psicólogo ou psiquiatra o quanto antes. O que tu está vivendo tem tratamento, e você não precisa aguentar isso sozinha nem resolver na base do esforço. Cuidar de ti é o primeiro passo.
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O que é hiperfixação no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
O que é hiperfixação no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A hiperfixação no TEA é quando a pessoa direciona uma atenção muito intensa e prolongada a um tema, atividade ou interesse específico. Pode envolver pensar, falar ou se envolver profundamente com esse assunto por longos períodos.
Essas fixações podem trazer prazer, foco e sensação de conforto, mas às vezes também podem dificultar a mudança de atenção para outras atividades.
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Existe alguma diferença entre hiperfixação e interesses especiais?
Existe alguma diferença entre hiperfixação e interesses especiais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os dois termos estão relacionados, mas há uma diferença sutil:
Interesses especiais são temas ou atividades que despertam grande fascínio e dedicação, sendo muito comuns no TEA, por exemplo, um interesse profundo por trens, astronomia ou tecnologia.
Hiperfixação costuma ser mais momentânea e intensa, a pessoa pode ficar “presa” em um único assunto ou atividade por um período específico, com muita concentração e dificuldade de se desligar.
Em resumo: os interesses especiais fazem parte do modo como a pessoa se relaciona com o mundo, enquanto a hiperfixação é um estado de foco muito intenso dentro desses interesses ou em situações específicas.
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Perguntas frequentes
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posso tomar passalix pra ansiedade, creatina pra ganha massa muscular e vitamina b12, os 3 remedios
Em princípio, creatina e vitamina B12 não apresentam uma interação importante…