Perguntas do paciente (53)

  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Antes de tudo, quero reconhecer a profundidade do seu relato. Percebo o quanto essa situação tem gerado sofrimento e o quanto você tem buscado compreender, de forma sincera, o que está acontecendo com o relacionamento e consigo mesmo.

    Sob a perspectiva psicanalítica, mais do que definir se o casal deve permanecer junto ou se separar, procura-se compreender os padrões emocionais, as expectativas, as escolhas afetivas e as formas de vínculo que cada pessoa construiu ao longo da vida. Muitas vezes, conflitos repetitivos, dificuldades de comunicação, sentimentos de abandono, culpa, medo da solidão ou da perda podem estar relacionados a experiências anteriores que influenciam a maneira como nos relacionamos.

    Quando há perda persistente do respeito, hostilidade constante e sofrimento para ambos, é importante olhar para essa dinâmica com seriedade. A psicanálise pode ajudar a identificar esses padrões, compreender o papel de cada um na relação e fortalecer a capacidade de tomar decisões mais conscientes, respeitando seus valores, seus limites e, sobretudo, o bem-estar emocional de toda a família, incluindo os filhos.

    Um processo terapêutico não oferece respostas prontas, mas favorece uma compreensão mais profunda de si mesmo, permitindo que as escolhas deixem de ser guiadas apenas pelo sofrimento ou pelo medo e passem a refletir aquilo que faz sentido para sua história e sua vida.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na

    “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Na perspectiva psicanalítica, o manejo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) baseia-se na construção de um vínculo terapêutico seguro, estável e consistente.

    A escuta analítica busca compreender os conflitos inconscientes, os padrões relacionais e o sofrimento emocional, favorecendo a elaboração psíquica e o fortalecimento da capacidade de lidar com as emoções.

    Quando necessário, a psicanálise pode atuar de forma integrada à psiquiatria. Enquanto o psiquiatra avalia a necessidade de tratamento medicamentoso, a psicanálise dedica-se à compreensão da história, dos conflitos e da dinâmica psíquica do paciente.

    Essas abordagens podem ser complementares, promovendo um cuidado mais amplo e individualizado.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz

    Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.

    E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse peso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Agradeço por compartilhar sua história com tanta sinceridade. Percebo que existe um desejo genuíno de encontrar um propósito e construir uma vida mais coerente com aquilo que faz sentido para você.

    O fato de ter encontrado motivação no mercado financeiro demonstra que você é capaz de se dedicar a um objetivo quando ele desperta significado. Ao mesmo tempo, as dificuldades para permanecer em empregos, estabelecer relacionamentos e sentir estabilidade merecem uma investigação mais aprofundada. Esses padrões podem estar relacionados a conflitos emocionais, formas de lidar com frustrações, expectativas ou experiências construídas ao longo da vida.

    A psicanálise não busca apenas aliviar os sintomas, mas compreender por que determinados comportamentos tendem a se repetir. Ao entender a origem desses padrões, torna-se possível desenvolver novas formas de se relacionar consigo mesmo, com o trabalho e com as outras pessoas.

    O desejo de "sentir-se livre desse peso" demonstra que você já reconhece a necessidade de mudança. Um processo terapêutico pode ajudá-lo a transformar esse sofrimento em autoconhecimento e construir escolhas mais conscientes e satisfatórias.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por

    Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá!
    Entendo que essa situação possa gerar dúvidas e inseguranças, especialmente após tantos anos de relacionamento.
    O uso de brinquedos eróticos, inclusive aqueles voltados para estimulação anal, não significa necessariamente que uma pessoa tenha desejo de se relacionar com homens ou que sua orientação sexual tenha mudado. A região anal possui muitas terminações nervosas e pode proporcionar prazer para homens independentemente de sua orientação sexual.
    A sexualidade humana é bastante ampla, e fantasias, fetiches e novas formas de experimentar o prazer podem surgir em diferentes momentos da vida. O mais importante é observar como vocês estão se comunicando sobre isso e se ambos se sentem confortáveis e respeitados dentro da relação.
    Antes de concluir que isso esteja relacionado a uma possível atração por homens, seria interessante buscar um diálogo aberto, acolhedor e sem julgamentos com seu marido, para compreender o que essa prática representa para ele.
    Caso essa situação esteja causando sofrimento, insegurança ou conflitos no relacionamento, a busca por acompanhamento psicológico ou terapia de casal pode ajudar a promover uma conversa mais profunda e segura sobre o tema.
    Um abraço.


  • Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu

    Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá!
    Os sonhos nem sempre devem ser interpretados de forma literal. Sonhar repetidamente que seu namorado termina o relacionamento não significa necessariamente que isso irá acontecer ou que exista algum problema real entre vocês.
    Pela sua descrição, você se sente segura, acolhida e vive uma relação leve e saudável. Sob a perspectiva psicanalítica, os sonhos podem representar medos, inseguranças, conflitos internos ou sentimentos inconscientes que nem sempre estão relacionados diretamente à realidade atual. Muitas vezes, quando algo é muito importante para nós, também surge o receio de perder aquilo que valorizamos.
    É possível que esses sonhos estejam expressando um medo de abandono, de rejeição ou de perda, mesmo que racionalmente você reconheça que o relacionamento está bem. O aumento da frequência dos sonhos pode indicar que alguma preocupação emocional esteja mais ativa neste momento da sua vida.
    Procure observar como você se sente ao acordar, quais emoções permanecem durante o dia e se existem situações recentes que possam ter despertado inseguranças, mesmo que de forma sutil. Essas informações podem ajudar a compreender melhor o significado desses sonhos para você.
    Caso os sonhos estejam causando sofrimento significativo ou ansiedade persistente, conversar sobre eles em psicoterapia pode ser uma excelente oportunidade para explorar os sentimentos e experiências que eles simbolizam.
    Lembre-se: os sonhos falam muito mais sobre nossos medos, desejos e emoções do que sobre previsões do futuro.
    Um abraço,
    Dr. Wellington Leal
    Psicanalista


  • Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi

    Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! É muito importante reconhecer aquilo que lhe causa sofrimento e buscar compreender suas origens. Esse já é um passo significativo no processo de mudança.

    A insegurança e o ciúme nem sempre fazem parte da personalidade de forma definitiva. Muitas vezes, estão relacionados a experiências de vida, padrões de vínculo, autoestima e medos que foram sendo construídos ao longo da história. A boa notícia é que esses aspectos podem ser compreendidos e transformados.

    A psicanálise oferece um espaço para investigar as raízes desses sentimentos, favorecendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de formas mais saudáveis de se relacionar consigo mesmo e com o outro. Mudar é um processo gradual, mas é possível quando há disposição para compreender o próprio funcionamento emocional.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de pers

    Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de personalidade paranóica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá... Agradeço sua dúvida e fico feliz em poder responder!

    O diagnóstico do transtorno de personalidade paranoide não costuma ser feito de forma imediata, pois envolve a observação de padrões persistentes de funcionamento emocional, comportamental e relacional ao longo do tempo.
    Em geral, avalia-se se características como desconfiança excessiva, hipervigilância, dificuldade em confiar e interpretações persecutórias estão presentes de maneira contínua em diferentes áreas da vida da pessoa, normalmente desde o início da vida adulta.
    Por isso, o diagnóstico requer uma avaliação clínica cuidadosa, levando em consideração a história do paciente, sua trajetória emocional e possíveis outros fatores psicológicos ou psiquiátricos que possam explicar os sintomas.
    Cada caso é único, e um acompanhamento profissional adequado é fundamental para uma compreensão mais precisa e ética do quadro.


  • Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai a

    Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai acontecer de mal a qualquer momento. Medo de perder alguém da minha família me deixa muito nervosa aí choro muito já passo com psicóloga e psiquiatra. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá!
    Sinto muito que você esteja passando por esse sofrimento. O que você descreve — uma sensação de vazio no peito, medo constante de que algo ruim aconteça, preocupação intensa com a perda de pessoas queridas e episódios de choro — pode estar relacionado a quadros de ansiedade, angústia ou a conflitos emocionais mais profundos que merecem atenção e acolhimento.
    Como você já está em acompanhamento com psicóloga e psiquiatra, este é um passo muito importante. Muitas vezes, esses sentimentos não surgem porque algo ruim realmente vai acontecer, mas porque a mente permanece em estado de alerta, antecipando perigos e perdas que ainda não existem no presente.
    Sob a perspectiva psicanalítica, essa sensação pode estar ligada a angústias relacionadas à separação, ao medo da perda, à insegurança ou a experiências emocionais que nem sempre são totalmente conscientes. O trabalho terapêutico permite compreender gradualmente o significado desses sentimentos e encontrar formas mais saudáveis de lidar com eles.
    Minha orientação é que você compartilhe com seus profissionais exatamente da forma como descreveu aqui, incluindo a intensidade do medo, o choro frequente e o impacto na sua rotina. Quanto mais detalhes eles tiverem, melhor poderão ajudá-la.
    Procure também observar se esses sentimentos aumentam em momentos específicos, após determinadas situações ou pensamentos. Esse registro pode ser muito útil para o processo terapêutico.
    Caso em algum momento surjam pensamentos de machucar a si mesma, desesperança intensa ou sensação de não conseguir se manter segura, procure ajuda imediata junto aos seus profissionais, familiares de confiança ou um serviço de emergência.
    Você não precisa enfrentar isso sozinha. O fato de já estar buscando ajuda demonstra cuidado consigo mesma e é um passo importante no caminho da melhora.
    Um abraço,
    Dr. Wellington Leal
    Psicanalista


  • O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Agradeço pela sua pergunta! No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o “erro de atribuição de intenção” acontece quando a pessoa interpreta atitudes do outro como negativas ou rejeitadoras, mesmo sem evidências claras. Isso pode gerar sofrimento e conflitos nas relações. Com o acompanhamento terapêutico, é possível trabalhar essas percepções e desenvolver formas mais equilibradas de compreender o outro e as situações. Conte comigo!


  • O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    O desmentido é um mecanismo em que a pessoa, de forma inconsciente, nega ou invalida uma realidade emocional vivida — seja por si mesma ou por outra pessoa. Isso pode acontecer, por exemplo, quando sentimentos, percepções ou experiências são ignorados, minimizados ou desacreditados.
    Ao longo do tempo, o desmentido pode gerar sofrimento psíquico, dúvidas sobre si mesmo, insegurança e dificuldades nas relações. No processo psicanalítico, é possível reconhecer essas vivências e construir um espaço de validação, escuta e elaboração emocional. Conte comigo!


  • Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou

    Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou nada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá!
    Sob a perspectiva psicanalítica, a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se apresentar de forma mais intensa e polarizada porque o indivíduo frequentemente vivencia profundas angústias relacionadas ao abandono, à rejeição e à estabilidade dos vínculos afetivos.
    Em muitos casos, o outro é percebido de maneira idealizada ou desvalorizada, dificultando a construção de uma imagem integrada e estável das relações. Assim, quando se sente acolhida e segura, a pessoa pode depositar uma confiança muito grande no outro; porém, diante de frustrações, ausências ou situações interpretadas como rejeição, essa confiança pode ser abalada rapidamente.
    Não se trata de falta de caráter ou manipulação, mas de um sofrimento psíquico relacionado à forma como os vínculos foram internalizados ao longo da história emocional do sujeito. Por trás dessas oscilações, muitas vezes existe um intenso desejo de pertencimento, amor e segurança emocional.
    O processo analítico busca justamente oferecer um espaço de escuta e elaboração dessas vivências, favorecendo relações mais estáveis, uma maior tolerância às frustrações e uma percepção mais integrada de si mesmo e do outro.
    Um abraço,
    Dr. Wellington Leal
    Psicanalista


  • Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quand

    Meu sobrinho com dois anos e cinco meses está apresentando um comportamento atípico como choro quando a professora predileta não está,não consegue dividir a atenção da professora com outras crianças.O que pode ser feito para ajudá-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá!
    Aos 2 anos e 5 meses, é comum que algumas crianças desenvolvam vínculos afetivos mais intensos com determinadas pessoas, especialmente aquelas que lhes transmitem segurança, acolhimento e previsibilidade, como uma professora de referência.
    O choro quando essa professora não está presente e a dificuldade em compartilhar sua atenção podem estar relacionados ao processo de desenvolvimento emocional, à ansiedade de separação ou à necessidade de maior segurança afetiva. Nessa faixa etária, a criança ainda está aprendendo a lidar com frustrações, esperas e divisões de atenção.
    Sob o olhar psicanalítico, esse comportamento pode indicar que a professora ocupa, naquele momento, um lugar afetivo muito significativo para a criança, funcionando como uma figura de segurança emocional. Quando ela não está presente ou quando sua atenção é direcionada a outras crianças, a criança pode vivenciar sentimentos de perda, insegurança ou frustração que ainda não consegue elaborar plenamente devido à sua etapa de desenvolvimento.
    Para ajudá-la, é importante acolher seus sentimentos sem críticas ou punições, validando sua tristeza e auxiliando-a gradualmente a construir confiança em outros vínculos dentro do ambiente escolar. A parceria entre família e escola é fundamental para que a criança se sinta segura e compreendida durante esse processo.
    Caso esse comportamento seja muito intenso, persistente ou venha acompanhado de outras dificuldades emocionais, sociais ou de desenvolvimento, uma avaliação com um psicólogo infantil poderá oferecer uma compreensão mais aprofundada das necessidades da criança.
    Cada criança possui seu próprio ritmo de amadurecimento emocional. Mais do que corrigir o comportamento, é importante compreender o que ele está comunicando. Muitas vezes, o choro e a busca exclusiva por uma figura específica representam uma forma de expressar necessidades afetivas que a criança ainda não consegue colocar em palavras.
    Um abraço.
    Dr. Wellington Leal
    Psicanalista


  • . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    . O que é o "Efeito Iatrogênico" no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Essa é uma excelente pergunta.

    O efeito iatrogênico refere-se a situações em que uma intervenção em saúde, mesmo realizada com boa intenção, acaba produzindo efeitos indesejados ou agravando o sofrimento do paciente. No contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), isso pode ocorrer, por exemplo, quando há abordagens inadequadas, comunicação invalidante, mudanças frequentes no tratamento ou condutas que reforçam padrões disfuncionais de relacionamento.

    Por isso, é fundamental que o acompanhamento seja realizado por profissionais capacitados, em um ambiente terapêutico estruturado, acolhedor e baseado em uma relação de confiança, respeitando as necessidades e a singularidade de cada paciente.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida

    O tratamento para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser curto ou pode durar a vida toda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Não existe um tempo fixo. Cada processo é único e depende da história e das necessidades de cada pessoa.
    No caso do borderline, o acompanhamento costuma ser mais contínuo, mas isso não significa que será para sempre. Com o tempo, você pode desenvolver mais estabilidade e compreensão de si, e a terapia vai se ajustando a isso.
    O mais importante não é o tempo, e sim o que você vai construindo ao longo do processo.


  • Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostari

    Eu descobri uma traição recentemente e percebo que isso está ocupando todo o meu pensamento. Gostaria de entender o que essa dor está revelando sobre a minha estrutura emocional agora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Antes de tudo, sinto muito que você esteja vivendo essa experiência. A descoberta de uma traição costuma ser profundamente dolorosa e pode despertar sentimentos de tristeza, raiva, insegurança, perda de confiança e intenso sofrimento emocional.

    Sob a perspectiva psicanalítica, mais do que compreender a traição em si, busca-se entender os significados que esse acontecimento assume para cada pessoa. Situações como essa podem reativar experiências anteriores de rejeição, abandono, desvalorização ou medo da perda, fazendo com que a dor ocupe grande parte dos pensamentos.

    Um processo terapêutico pode ajudá-lo a compreender o que essa vivência mobiliza em sua história, elaborar o sofrimento e fortalecer seus recursos emocionais para que suas decisões não sejam guiadas apenas pela dor, mas também pelo autoconhecimento e pelo cuidado consigo mesmo.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com el

    Namoro a 1 ano e moramos juntos, tivemos muitas brigas feias mesmo. A um tempo atrás eu errei com ele e tivemos uma briga feia, porém depois dessa briga, eu comecei a ficar muito apática em relação a ele, só que essa apatia se estendeu a todas as áreas da minha vida, como querer estudar, se arrumar, fazer tarefas básicas do dia. Eu fico tentando procurar respostas por meio se tarot e quando alguém diz "você ainda o ama" eu tenho um alívio imediato. Porém volta a mesma ansiedade, e o mais estranho é que não sinto mais atração física, fico comparando ele com outros caras, e eu me sinto mal pq eu quero sentir amor e atração por ele... As vezes do nada sinto um frio na barriga quando ele me beija, e fico feliz as vezes do nada em imaginar eu e ele se tornando pais. Porém essa falta de amor por ele volta muito forte e eu sinto culpa, não consigo terminar pq eu tenho muita gratidão por tudo que vivemos e tenho medo de se arrepender. Quero muito voltar a amar ele, muito mesmo. O que pode ser isso que está acontecendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Primeiramente, gostaria de agradecer por compartilhar sua experiência e seus sentimentos.

    Talvez o que você esteja vivenciando possa envolver uma culpa inconsciente, possivelmente relacionada à briga que tiveram e ao fato de você já ter mencionado anteriormente que cometeu um erro na relação. Essa culpa pode atuar no inconsciente e se manifestar indiretamente por meio de um bloqueio afetivo, perda de desejo, distanciamento emocional ou até mesmo uma forma de autopunição psíquica.

    Em alguns casos, o psiquismo pode expressar algo como: “Talvez eu não me sinta mais merecedor(a) desse amor, nem do prazer que essa relação me proporcionava.”

    Esse movimento pode gerar uma espécie de apatia emocional, funcionando como um mecanismo inconsciente de defesa. O desligamento afetivo, em muitas situações, aparece justamente como uma forma de proteção diante de conflitos internos.

    Outro ponto possível é o conflito entre o desejo e o superego. Quando esses elementos entram em tensão, podem gerar uma intensa dúvida interna entre permanecer ou ir embora da relação, o que muitas vezes se manifesta como ansiedade constante.

    A ambivalência psíquica também pode levar o objeto amado (o parceiro) a ser momentaneamente deslocado para outros objetos, surgindo comparações com outras pessoas. Isso dialoga com o que Sigmund Freud descreve na psicanálise: amor e hostilidade podem coexistir dentro do mesmo vínculo afetivo.

    Além disso, o relato de apatia que se estende para outras áreas da vida — como falta de motivação para estudar, se arrumar ou realizar tarefas básicas — pode sugerir uma retração libidinal, na qual a energia psíquica se retira do mundo externo e se volta para o interior do aparelho psíquico, onde conflitos emocionais e culpas inconscientes estão sendo elaborados.

    Ao observar o quadro sob uma perspectiva psicanalítica, também é possível considerar que o objeto amoroso ainda está investido psiquicamente. Caso esse investimento tivesse sido totalmente retirado, o discurso tenderia a aparecer mais próximo de: indiferença, ausência de culpa ou um desejo claro de terminar a relação.

    Por isso, deixo como reflexão que, em um processo analítico, não haveria pressa em decidir se você ainda ama ou não essa pessoa, nem em tomar decisões precipitadas.

    O trabalho seria investigar, com cuidado, as camadas mais profundas dessa experiência — como quem analisa uma árvore até chegar à semente que deu origem a tudo.

    Esse processo poderia ocorrer por meio de perguntas que favoreçam o autoconhecimento, como por exemplo:
    • O que essa briga representou para você?
    • Quais sentimentos podem estar reprimidos dentro dessa relação?
    • O que significa, para você, o “erro” que mencionou?

    Essas reflexões podem ajudar a compreender melhor o que está acontecendo no seu mundo interno.

    Espero ter contribuído, de alguma forma, para ampliar sua compreensão sobre essa experiência e mostrar como esse tema poderia ser trabalhado em um processo psicanalítico, trazendo à consciência conteúdos que ainda podem estar atuando no inconsciente.

    Caso você que esteja lendo esta resposta sinta que precisa conversar com um psicanalista, entre em contato para agendarmos uma sessão.


  • boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?

    boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    O valor da sessão é de R$ 251,00. Trata-se de um processo clínico e terapêutico, que envolve aspectos subjetivos, considerando que a demanda de cada paciente, assim como suas necessidades, é individual e singular.
    O ideal é iniciar o tratamento sem apego ou expectativa em relação ao tempo de alta; ao contrário, permitir-se perceber e, ao se perceber, sentir as mudanças que ocorrem ao longo do processo terapêutico.


  • Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim

    Em 2020 me casei porém um dia antes do casamento meu esposo disse não gostava de mim mais msm assim no dia seguinte nos casamos .ele ficou por muito tempo distante no começo até ficou uns dias na casa da mãe passou meses ele melhorou e eu voltei a ver alegria nele depois de 6 anos parece q ele voltou a ter esse bloqueio.teve várias dias com insônia,irritado ,teve dias com altos e baixos.ate q um dia desses ele me pediu um tempo chorou bastante e já está fazendo 46 dias q está na casa da mãe porém todos os domingos ele faz questão de vir ficar comigo agente namora e tudo com muita conexão.porem quando ele vai embora ele muda completamente fica totalmente distante.agora está se sentindo mal por a gente fazer sexo aos domingos,está sentindo q está me usando.ele parece confuso ,diz q lembra de coisas no nosso casamento q machuca muito ele .ele age como só eu que o machuquei.agora já está falando q não tem vontade de dormir em nossa casa e q não tem quase vontade nenhuma de voltar pra casa .eu e a família dele sabe q tem algum problema na cabeça dele .pq ele sempre chora ,fala q dói nele está fazendo isso pq quem quer se separar pega e se separa e não chora e não tem dúvidas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Percebo o quanto essa situação tem sido dolorosa e confusa para você.
    Pelo que descreve, seu esposo parece estar vivenciando um sofrimento emocional importante, marcado por dúvidas, tristeza, insônia, irritabilidade e ambivalência em relação ao relacionamento. No entanto, à distância, não é possível afirmar se existe um transtorno psicológico específico ou qual seria sua causa.
    O fato de ele chorar, demonstrar culpa, buscar sua companhia e, ao mesmo tempo, afastar-se, sugere um conflito interno que merece ser compreendido com mais profundidade. Muitas vezes, questões emocionais não elaboradas, ressentimentos, dificuldades pessoais, depressão, ansiedade ou conflitos relacionados à própria história de vida podem influenciar a forma como alguém vive um relacionamento.
    O mais importante neste momento é que ele seja incentivado a buscar acompanhamento psicológico ou psiquiátrico para compreender o que está acontecendo consigo. Da mesma forma, cuidar da sua própria saúde emocional também é fundamental, para que você não carregue sozinha o peso dessa situação.
    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    Qual é a diferença entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e reflexão filosófica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá!
    A principal diferença entre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial e a reflexão filosófica está na forma como os pensamentos são vivenciados e no impacto que produzem na vida da pessoa.
    A reflexão filosófica é uma atividade natural do ser humano. Questionamentos como "Qual é o sentido da vida?", "Quem sou eu?" ou "O que acontece após a morte?" podem despertar curiosidade, promover autoconhecimento e gerar novas compreensões. Mesmo sem respostas definitivas, a pessoa geralmente consegue tolerar a incerteza e seguir com suas atividades cotidianas.
    Já no TOC existencial, essas mesmas questões tendem a surgir de forma repetitiva, invasiva e angustiante. A pessoa sente uma necessidade intensa de encontrar uma resposta absoluta ou uma certeza impossível de alcançar. Os pensamentos deixam de ser uma busca livre por conhecimento e passam a gerar sofrimento, ansiedade e ruminação mental excessiva.
    Sob a perspectiva psicanalítica, é importante observar não apenas o conteúdo das perguntas, mas a função psíquica que elas exercem. Enquanto a reflexão filosófica amplia a capacidade de pensar, o TOC existencial frequentemente aprisiona o sujeito em ciclos repetitivos de dúvida, funcionando como uma tentativa de controlar angústias profundas por meio do pensamento.
    Um dos sinais mais importantes é o grau de sofrimento envolvido: a filosofia abre caminhos para a reflexão; o TOC costuma restringir a liberdade psíquica, consumindo tempo, energia emocional e comprometendo a qualidade de vida.
    Caso esses questionamentos sejam persistentes, causem sofrimento significativo ou interfiram nas relações, no trabalho ou nos estudos, uma avaliação profissional pode auxiliar na compreensão do que está acontecendo.
    Um abraço,
    Dr. Wellington Leal
    Psicanalista


  • O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?

    O que pode desencadear Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Agradeço pela sua pergunta.
    O TOC existencial pode ser desencadeado por uma combinação de fatores, como predisposição à ansiedade, períodos de estresse intenso, mudanças importantes na vida, perdas, crises emocionais ou situações que despertem questionamentos profundos sobre a existência, a realidade, a identidade ou o sentido da vida. Nesses casos, pensamentos filosóficos naturais tornam-se repetitivos, angustiantes e difíceis de controlar, gerando sofrimento significativo.
    Uma avaliação profissional é importante para compreender cada caso de forma individualizada e indicar o melhor caminho de cuidado.
    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


Perguntas frequentes

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