Perguntas do paciente (53)

  • O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Sua pergunta é muito importante, pois a depressão é frequentemente confundida com uma tristeza passageira.
    ̃ é um transtorno de saúde mental que pode afetar a maneira como a pessoa pensa, sente e se relaciona consigo mesma e com o mundo. Além da tristeza persistente, podem surgir perda de interesse ou prazer nas atividades, cansaço, alterações no sono e no apetite, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa, desesperança e diminuição da energia para as atividades do dia a dia.
    É importante destacar que ̃ . Com uma avaliação adequada e acompanhamento profissional, é possível compreender as causas do sofrimento, aliviar os sintomas e recuperar a qualidade de vida.
    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Bom dia! Sempre fui gay não afeminado. É possível ser hetero? Tipo, nunca me relacionei com mulheres

    Bom dia! Sempre fui gay não afeminado. É possível ser hetero? Tipo, nunca me relacionei com mulheres mas nem eu me aceito ser assim. É possível deixar de ser gay e gostar de mulher? É meu maior desejo. Obg.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Obrigado por contribuir com uma pergunta tão importante e que pode ser uma dúvida de outros.

    A orientação sexual não é considerada uma escolha consciente nem algo que possa ser mudado por vontade própria ou por tratamentos.

    Se você sempre sentiu atração afetiva e/ou sexual por homens, não existe uma forma comprovada e saudável de "deixar de ser gay" para se tornar heterossexual.

    O que merece atenção, entretanto, é o sofrimento que você relata ao dizer que não se aceita como é.

    Muitas pessoas enfrentam conflitos internos relacionados à orientação sexual por razões familiares, culturais, religiosas ou sociais. Nesses casos, o trabalho terapêutico pode ser muito importante para compreender seus sentimentos, sua história e suas angústias, sem julgamentos e sem tentar impor uma orientação específica.

    Vale lembrar que ser gay e não ser afeminado são características independentes. A forma como uma pessoa se expressa não determina sua orientação sexual.

    Buscar acolhimento profissional pode ajudá-lo a construir uma relação mais tranquila consigo mesmo, independentemente de como sua orientação sexual se manifeste.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • É normal sentir vontade de estar com mais de um ao mesmo tempo?

    É normal sentir vontade de estar com mais de um ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Sua pergunta aborda um aspecto bastante comum da experiência humana e que costuma despertar muitas dúvidas, conflitos e reflexões.

    Sentir atração, interesse ou curiosidade por mais de uma pessoa ao mesmo tempo não é, por si só, algo anormal. Os sentimentos e desejos humanos são complexos e nem sempre se organizam de acordo com modelos rígidos de relacionamento. O que varia é a forma como cada pessoa compreende esses desejos, lida com eles e escolhe conduzir sua vida afetiva e sexual.

    Quando essa situação gera sofrimento, culpa, confusão ou conflitos nos relacionamentos, pode ser útil refletir sobre o significado desses sentimentos, suas expectativas em relação aos vínculos afetivos e aquilo que você busca em uma relação. O autoconhecimento é um importante aliado para compreender melhor seus desejos e fazer escolhas mais conscientes e alinhadas aos seus valores.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Quando estou ansioso não consigo engolir a comida fico com tosse também é normal

    Quando estou ansioso não consigo engolir a comida fico com tosse também é normal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Entendo sua preocupação, e é importante saber que a ansiedade pode se manifestar através de diversos sintomas físicos.

    Durante períodos de ansiedade intensa, algumas pessoas relatam sensação de aperto ou "nó" na garganta, dificuldade para engolir, tosse, necessidade frequente de pigarrear e até a impressão de que a comida desce com mais dificuldade. Essas reações podem estar relacionadas à tensão muscular e às alterações fisiológicas provocadas pela ansiedade.

    No entanto, embora esses sintomas possam ocorrer em contextos ansiosos, é importante não atribuí-los automaticamente apenas à ansiedade. Caso sejam frequentes, persistentes ou estejam se intensificando, recomenda-se uma avaliação médica para investigar outras possíveis causas e garantir um acompanhamento adequado.

    Cuidar tanto da saúde física quanto da emocional é fundamental para uma compreensão mais completa do que está acontecendo.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Psicanálise não tem competência para curar o Transtorno Afetivo Bipolar?

    Psicanálise tem competência para curar o Transtorno Afetivo Bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Agradeço pela sua pergunta. É muito importante buscar informações confiáveis quando falamos sobre saúde mental e transtornos que podem impactar significativamente a vida da pessoa.
    O Transtorno Afetivo Bipolar é uma condição complexa, que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais. Atualmente, não se fala em "cura" no sentido de eliminação definitiva do transtorno, mas sim em controle, estabilização dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
    A psicanálise pode contribuir de forma importante no acompanhamento do paciente, auxiliando na compreensão de conflitos emocionais, padrões de relacionamento, vivências subjetivas e no fortalecimento do autoconhecimento. No entanto, a psicanálise, isoladamente, não substitui o acompanhamento psiquiátrico quando este é indicado.
    Em muitos casos, os melhores resultados são obtidos por meio de um tratamento multidisciplinar, envolvendo psiquiatra, psicólogo ou psicanalista, além do suporte familiar e social adequado.
    Cada pessoa possui uma história e necessidades específicas, por isso uma avaliação individualizada é fundamental para a construção do plano terapêutico mais adequado.
    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Olá tenho 33 anos e ainda moro som meus pais, nunca consegui trabalhar tenho transtorno de ansiedade

    Olá tenho 33 anos e ainda moro som meus pais, nunca consegui trabalhar tenho transtorno de ansiedade, não diagnosticada, ,mas pelos sintomas seria isso, um amigo meu foi diagnosticado e me identifiquei, fico sem reação quando preciso falar
    com mais de uma pessoa, falo baixo como se a voz estivesse presa e tenho crises de pânico, tenho

    medo do que possa ser do meu futuro.
    Preciso fazer psicanalise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Antes de tudo, quero acolher sua preocupação. Pelo seu relato, percebo que esses sintomas têm causado sofrimento e impactado diferentes áreas da sua vida, o que merece atenção e cuidado.

    Embora alguns dos sintomas que você descreve possam estar presentes nos transtornos de ansiedade, não é possível confirmar um diagnóstico apenas pela identificação com a experiência de outra pessoa. O ideal é buscar uma avaliação com um profissional de saúde mental para compreender o que está acontecendo.

    A psicanálise pode ser uma importante aliada nesse processo, ajudando a compreender as origens da ansiedade, dos medos e das dificuldades nos relacionamentos e na vida profissional. Em alguns casos, também pode ser indicada uma avaliação psiquiátrica para complementar o tratamento, quando necessário.

    Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinho. Buscar ajuda é um passo importante e demonstra cuidado consigo mesmo.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Comecei o tratamento com escitalopram para ataques de ansiedade, porém a partir do segundo dia de us

    Comecei o tratamento com escitalopram para ataques de ansiedade, porém a partir do segundo dia de uso comecei a sentir angústia, tristeza, procrastinação e falta de vontade para fazer as coisas que eu fazia. Hj faz 10 dias que uso o remédio, mas esses sintomas não desapareceram. Pode ser efeito colateral do remédio? Porque antes de usar o mesmo eu não tinha esses sintomas. O escitalopram pode causar depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Sua observação é bastante importante e merece ser discutida com o médico que prescreveu a medicação.

    O escitalopram é um medicamento amplamente utilizado para o tratamento da ansiedade e da depressão. Nas primeiras semanas de uso, algumas pessoas podem experimentar efeitos adversos temporários, incluindo aumento da ansiedade, inquietação, angústia, alterações de humor, cansaço, apatia ou sensação de desmotivação. Em muitos casos, esses sintomas tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento.

    Embora o escitalopram seja utilizado no tratamento da depressão, algumas pessoas podem apresentar reações individuais que justificam uma reavaliação da medicação, da dose ou até mesmo do diagnóstico inicial. Por esse motivo, é fundamental informar ao psiquiatra que os sintomas surgiram após o início do tratamento e persistem após 10 dias de uso.

    Não interrompa a medicação por conta própria. O acompanhamento médico é essencial para avaliar o que está acontecendo e definir a melhor conduta para o seu caso.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Ai gente, tou sentindo medo do que eu já vivi na pele há 4 anos atrás medo de ter novamente tantas d

    Ai gente, tou sentindo medo do que eu já vivi na pele há 4 anos atrás medo de ter novamente tantas dúvidas no sentindo de fazer tantas perguntas sem respostas . Hoje me encontro com uma dúvida que é: O que significa valor de uma pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    O valor de uma pessoa não está no quanto ela produz, conquista, agrada os outros ou corresponde às expectativas alheias. O verdadeiro valor está na sua dignidade como ser humano, que permanece mesmo nos momentos de fragilidade, sofrimento ou incerteza.

    Muitas vezes, após vivências dolorosas, nossa autoestima fica abalada e começamos a acreditar que nosso valor depende da aprovação, do sucesso ou da ausência de erros. Esse é um pensamento comum, mas que pode ser trabalhado.

    Na psicanálise, buscamos compreender como essas crenças foram construídas ao longo da vida e por que elas exercem tanta influência sobre a forma como você se enxerga. Ao elaborar essas experiências, torna-se possível desenvolver uma relação mais acolhedora consigo mesmo e reconhecer que seu valor não diminui por causa das dificuldades que enfrenta.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito

    Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito nunca consegui sentir esse arrebatamento de mãe,sou bem fria com elas,inclusive elas reclamam que não abraço ou beijo constantemente.Não consigo sentir falta delas quando viajam,e mais velha quando casou,todos ficaram esperando que eu fosse chorar,ou algo assim.Mas não senti nada.Tenho muita culpa por isso e sempre pesquiso pra saber se mais pessoas tem esse problema.Devo fazer psicanálise pra descobrir o motivo desse desapego?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Antes de tudo, quero acolher sua sinceridade. Compartilhar esse tipo de sentimento exige coragem, especialmente quando ele costuma ser acompanhado de culpa e medo de ser julgada.

    O fato de você não vivenciar a maternidade da mesma forma que outras pessoas não significa, por si só, que haja algo de "errado" ou que você seja uma má mãe. Cada pessoa expressa afeto de maneira singular, e nem sempre o amor se manifesta por meio de abraços, beijos ou demonstrações emocionais intensas.

    A culpa que você relata e o desejo de compreender as razões desse desapego merecem atenção. A psicanálise pode ser um espaço importante para explorar sua história, seus vínculos afetivos e as experiências que influenciaram sua forma de sentir e se relacionar. Mais do que buscar um motivo isolado, o processo terapêutico pode ajudá-la a compreender a si mesma com menos culpa e mais acolhimento.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Terapia dialética pra transtorno bordeline é bom??

    Terapia dialética pra transtorno bordeline é bom??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Sim. A Terapia Comportamental Dialética (DBT) é uma das abordagens com maior evidência científica para o tratamento do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB).

    Ela pode ajudar especialmente na regulação das emoções, impulsividade, comportamentos autodestrutivos e dificuldades nos relacionamentos, além de desenvolver habilidades para enfrentar situações de sofrimento intenso.

    Outras abordagens psicoterapêuticas também podem contribuir, e a escolha do tratamento deve considerar as necessidades e particularidades de cada pessoa. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também é indicado.

    O mais importante é que o tratamento seja contínuo, estruturado e conduzido por profissionais capacitados.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Qual o papel que a terapia psicanalista pode exercer em um bipolar (tipo 1)?

    Qual o papel que a terapia psicanalista pode exercer em um bipolar (tipo 1)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Essa é uma questão muito relevante, especialmente porque o Transtorno Afetivo Bipolar tipo I exige um cuidado contínuo e, frequentemente, multidisciplinar.

    A psicanálise pode exercer um papel importante ao ajudar o paciente a compreender seus conflitos, relações, emoções e padrões de comportamento, além de favorecer autoconhecimento, percepção de fatores que antecedem descompensações e maior adesão aos cuidados necessários.

    Entretanto, no TAB tipo I, a psicanálise não substitui o acompanhamento psiquiátrico. A estabilização do humor e a prevenção de episódios de mania e depressão frequentemente requerem tratamento medicamentoso orientado pelo psiquiatra. Quando indicadas, as duas abordagens podem trabalhar de forma complementar.

    O objetivo é proporcionar maior estabilidade, autonomia, compreensão de si e qualidade de vida, respeitando a singularidade de cada paciente.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! Sim, é absolutamente possível desenvolver a autoestima na vida adulta, inclusive após os 40 anos. A autoestima não é uma característica fixa, mas uma construção que pode ser fortalecida ao longo da vida.

    Muitas vezes, a forma como nos percebemos está relacionada às experiências vividas, aos vínculos afetivos, às críticas recebidas e às crenças que desenvolvemos sobre nós mesmos. Essas percepções podem ser revistas e transformadas quando compreendemos suas origens.

    A psicanálise oferece um espaço para esse processo de autoconhecimento, ajudando a identificar padrões emocionais que enfraquecem a autoestima e favorecendo uma relação mais saudável consigo mesmo. Independentemente da idade, sempre é possível construir uma percepção mais realista, segura e acolhedora de quem você é.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


  • Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,d

    Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,dou murros nas coisas, dou murros em mim,puxo meus cabelos,e as vezes junta muita saliva na boca. Isso dura pouco tempo, depois passa e eu me sinto calma até demais. O que pode ser isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Wellington Leal

    Olá! O que você descreve merece atenção profissional, principalmente porque durante essas crises há perda de controle e comportamentos de autoagressão, como bater em si mesma e puxar os cabelos.

    Esses episódios podem estar relacionados a diferentes condições, como crises intensas de ansiedade, dificuldades de regulação emocional, transtornos do humor ou outras questões psicológicas e psiquiátricas. Apenas uma avaliação clínica detalhada poderá identificar o que está acontecendo; não é possível definir um diagnóstico somente por esses sintomas.

    Recomendo procurar avaliação com psiquiatra e acompanhamento psicoterapêutico/psicanalítico. A psicanálise pode ajudar a compreender os sentimentos, conflitos e situações que antecedem essas crises, enquanto a avaliação médica pode investigar outros fatores e a necessidade de tratamento complementar.

    Como você relata que chega a se machucar, caso perceba que pode perder o controle novamente ou provocar uma lesão mais grave, procure atendimento de urgência e permaneça próxima de alguém de confiança.

    Dr. Wellington Leal, Psicanalista.


Perguntas frequentes

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