Perguntas do paciente (146)

  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Aceite que algumas pessoas vão invejar, ironizar ou criticar. Isso não significa que você deva diminuir-se; significa apenas que você não controla a interpretação dos outros. Pratique exposição gradual: mostre suas qualidades sem justificá-las, exagerá-las ou pedir desculpas por elas.
    Questione o pensamento: “Se alguém zombar de mim, o que isso realmente prova sobre mim?”
    Não busque ser admirado por todos; busque ser coerente com quem você é e tolerar não ser aprovado por alguns.
    O medo diminui menos por convencimento e mais por experiência repetida de se expor e descobrir que você consegue suportar a desaprovação.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Perfeccionismo e ansiedade diante da incerteza não significam, por si só, TOC. A suspeita aumenta quando aparecem:
    pensamentos intrusivos e recorrentes que geram sofrimento, necessidade de realizar comportamentos ou rituais para aliviar a ansiedade, busca excessiva por certeza, confirmação ou checagem, dificuldade de resistir a esses comportamentos, mesmo reconhecendo que são exagerados, prejuízo significativo na rotina, relacionamentos ou trabalho.
    Um ponto importante: o que diferencia o TOC não é apenas ser perfeccionista, mas o ciclo obsessão → ansiedade → compulsão → alívio temporário → nova obsessão.
    Se esse ciclo estiver presente e consumindo tempo ou causando prejuízo, vale procurar avaliação psicológica.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A crença antiga pode ser reativada em situações de estresse, rejeição ou vulnerabilidade. Isso não significa que todo o trabalho terapêutico foi perdido.
    A diferença está em força, acessibilidade e influência da crença. Uma crença antiga pode continuar existindo, mas deixar de comandar o comportamento.
    Portanto, recaída não significa necessariamente que a crença “voltou ao que era”. Muitas vezes significa que ela foi reativada temporariamente. O objetivo terapêutico é desenvolver uma crença alternativa mais realista e fortalecer a capacidade do paciente de reconhecê-la e utilizá-la quando a antiga aparecer.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Porque o fato de algumas pessoas irem embora não torna os vínculos anteriores inúteis. Relacionamentos não precisam ser permanentes para serem significativos.

    Ser autossuficiente é saudável; usar a autossuficiência para não correr o risco de perder alguém é outra coisa. O problema não é se apegar às pessoas, mas acreditar que, para não sofrer com despedidas, você precisa evitar vínculos.

    Amizades mudam, terminam e se transformam. Ainda assim, podem oferecer conexão, aprendizado, afeto e experiências que o isolamento não oferece. O objetivo não é encontrar pessoas que nunca vão embora, mas construir vínculos sem exigir deles uma garantia de permanência.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    ideal é procurar alguém que tenha experiência com não monogamia consensual, relacionamentos abertos ou poliamor. Na primeira conversa, vocês podem perguntar diretamente: “Você tem experiência clínica com casais em relacionamentos não monogâmicos?”
    O mais importante é que o profissional não tente transformar a relação em monogâmica, mas ajude vocês a trabalhar comunicação, acordos, ciúmes, limites, segurança emocional e os dilemas que surgirem dentro da dinâmica escolhida pelo casal.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A TCC trabalha os três problemas de forma integrada, porque eles costumam se alimentar mutuamente:
    Baixa autoestima: identifica crenças como “não sou bom o suficiente” e trabalha evidências, autocrítica e construção de uma visão mais realista de si. Ansiedade social: trabalha o medo de julgamento e rejeição por meio de reestruturação cognitiva e exposição gradual às situações evitadas.
    Depressão: utiliza ativação comportamental, retomando atividades prazerosas, sociais e importantes, mesmo quando não há motivação.
    O objetivo é interromper o ciclo: “não sou capaz → evito → fico isolado → sinto-me pior → minha autoestima diminui → evito ainda mais.”


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Não necessariamente. Dormir com as mãos dobradas, na chamada "posição de T-Rex", é comum e geralmente está relacionado ao conforto durante o sono. Isoladamente, não indica nenhum transtorno. Só merece investigação se vier acompanhado de dor, rigidez, dormência, fraqueza ou outros sintomas neurológicos persistentes.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Sim. Pesquisar repetidamente sobre sintomas pode aumentar a ansiedade, reforçar o medo e manter o ciclo de evitação, dificultando a melhora. O escitalopram costuma levar algumas semanas para fazer efeito. A psicoterapia, especialmente a TCC, pode ajudar a reduzir esse comportamento, enfrentar o medo de sair de casa e recuperar sua confiança gradualmente. Se os sintomas persistirem ou piorarem, converse com o médico que acompanha seu tratamento.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    É mais comum do que parece. A pandemia mudou rotinas, aumentou o tempo de tela e acostumou o cérebro a estímulos rápidos, tornando tarefas que exigem concentração mais difíceis. O foco não costuma voltar pela motivação, mas pelo treino: reduza distrações, estabeleça períodos curtos de estudo (20–30 minutos), deixe o celular longe e aceite que, no começo, será desconfortável. O importante é não esperar vontade para começar; é a repetição que faz o cérebro recuperar a capacidade de atenção.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    O que você descreve é compatível com sintomas que podem ocorrer na depressão, mas também podem estar relacionados à ansiedade intensa, estresse ou outras condições. Como esses sintomas já duram cerca de dois meses e estão afetando sua vida, seus estudos e seu relacionamento, é importante procurar um psicólogo e um psiquiatra para uma avaliação. Se em algum momento surgirem pensamentos de que a vida não vale a pena ou vontade de se machucar, procure ajuda imediatamente e conte a alguém de confiança. Você não precisa enfrentar isso sozinha.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    É difícil diferenciar sozinho, porque a transferência pode incluir sentimentos de admiração, apego e até atração amorosa ou sexual. A principal diferença é que, na terapia, esses sentimentos costumam revelar padrões emocionais e relacionais importantes, mais do que um desejo de construir um relacionamento real. Em vez de tentar descobrir sozinho, vale levar isso para a terapia: falar sobre esses sentimentos costuma ser uma oportunidade valiosa de autoconhecimento, e um psicólogo está preparado para lidar com isso de forma ética e profissional.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Antes de tudo: você não é defeituosa. O que acontece com você é uma reação comum de quem passou por traumas tão graves. Esses gatilhos podem ser tratados com acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico. Não se force a situações íntimas enquanto isso e converse com seu namorado sobre seus limites. E evite usar álcool para lidar com essa dor, pois ele costuma intensificar os sintomas. Você merece cuidado e é possível melhorar com o tratamento adequado.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Nem toda dificuldade em aceitar a gravidez significa rejeição ao bebê. Muitas mulheres precisam de tempo para elaborar a notícia, especialmente se a gestação foi inesperada ou trouxe mudanças importantes. O que importa é observar como você tem se sentido e dar espaço para falar sobre isso sem culpa. Se esse sofrimento for intenso ou persistente, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender o que está acontecendo e atravessar esse momento de forma mais saudável.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A depressão não desaparece apenas porque os sintomas melhoram. Ela pode deixar o cérebro mais sensível ao estresse. Por isso, acontecimentos difíceis podem reativar pensamentos, emoções e comportamentos que favorecem uma recaída. O tratamento e a prevenção servem justamente para reduzir esse risco.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Quando a dor vem de alguém de quem esperamos proteção, como a mãe, o impacto costuma ser muito profundo. Mais do que o trabalho, parece que o que mais machucou foi não ter se sentido acreditado. Esse sentimento pode levar à desconfiança generalizada, mas nem todas as pessoas irão repetir essa experiência. Trabalhar essa ferida em terapia pode ajudar a diferenciar o que pertence ao passado do que é realidade hoje, permitindo reconstruir a confiança aos poucos.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Sim. A TCC pode ajudar a identificar o ciclo entre impulsividade, perfeccionismo e procrastinação, além de ensinar estratégias para manter o foco e concluir tarefas. A psicoterapia também trabalha as causas desse padrão, ajudando você a produzir mais sem ficar preso na busca incessante por mais conteúdo.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem ter várias causas, como ansiedade, estresse, privação de sono ou outros transtornos. O primeiro passo é buscar uma avaliação profissional. Enquanto isso, reduza distrações, trabalhe em blocos curtos com pausas e cuide do sono e da atividade física. Com o tratamento adequado, é possível recuperar o foco e a produtividade.


  • O Hiperfoco pode virar uma Ilha de Habilidade? .

    O Hiperfoco pode virar uma Ilha de Habilidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Sim, o hiperfoco pode contribuir para o desenvolvimento de uma ilha de habilidade, mas não são a mesma coisa.
    O hiperfoco é um estado de atenção intensa e prolongada em uma atividade específica — comum em quadros como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e Transtorno do Espectro Autista.
    Já a ilha de habilidade é uma competência muito acima da média em uma área específica, geralmente observada no Transtorno do Espectro Autista.
    Quando a pessoa direciona repetidamente seu hiperfoco para a mesma atividade, pode desenvolver alta performance nela. Porém, nem todo hiperfoco resulta em talento excepcional — ele é um processo atencional; a ilha de habilidade é um resultado consolidado.


  • O que é o "efeito de mascaramento" nas ilhas de habilidades ?

    O que é o "efeito de mascaramento" nas ilhas de habilidades ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    O efeito de mascaramento nas ilhas de habilidade ocorre quando uma capacidade muito desenvolvida em uma área específica esconde ou minimiza a percepção de dificuldades globais da pessoa.
    É um fenômeno frequentemente observado no contexto do Transtorno do Espectro Autista.
    Como funciona?
    Quando alguém apresenta:
    Memória excepcional
    Habilidade matemática avançada
    Talento musical incomum
    essas competências podem levar familiares, professores ou profissionais a superestimar o funcionamento global — enquanto dificuldades sociais, comunicativas ou adaptativas passam despercebidas.
    Por que isso acontece?
    Porque cognitivamente tendemos a:
    Associar talento a alto funcionamento geral.
    Reduzir a atenção às áreas deficitárias quando há desempenho extraordinário em outra.
    A ilha de habilidade funciona como uma “luz intensa” que ofusca vulnerabilidades coexistentes.


  • Comportamentos repetitivos podem ser ilhas de habilidade?

    Comportamentos repetitivos podem ser ilhas de habilidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Comportamentos repetitivos são padrões de ação que se repetem com pouca variação — muito comuns no Transtorno do Espectro Autista. Eles podem ter função de autorregulação, previsibilidade ou redução de ansiedade.
    Já ilha de habilidade é uma competência significativamente acima da média em uma área específica (memória, cálculo, música, desenho etc.).
    A diferença central:
    Repetição → pode ter função regulatória ou ritualística.
    Ilha de habilidade → envolve desempenho excepcional e funcionalmente observável.
    Contudo, existe interseção possível:
    Se um comportamento repetitivo envolve prática estruturada (por exemplo, repetir cálculos complexos ou tocar a mesma sequência musical com refinamento crescente), ele pode evoluir para uma habilidade elevada.
    Mas repetição, por si só, não é sinônimo de talento.
    Para ser ilha de habilidade, é necessário desempenho superior, não apenas frequência comportamental.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.