Perguntas do paciente (146)

  • O que é um teste transdiagnóstico para Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intele

    O que é um teste transdiagnóstico para Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    m teste transdiagnóstico é um instrumento que avalia processos psicológicos gerais (como atenção, memória, linguagem, funções executivas, regulação emocional), sem se limitar a um diagnóstico específico.

    No caso do Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual), testes transdiagnósticos ajudam a compreender o perfil cognitivo e adaptativo do indivíduo, comparando-o a outros quadros (como TDAH, TEA ou dificuldades de aprendizagem).

    Em resumo:
    Um teste transdiagnóstico não busca confirmar apenas a deficiência intelectual, mas identificar funcionamentos comuns a diferentes transtornos — como déficits de atenção, linguagem ou regulação emocional — auxiliando no diagnóstico diferencial e no planejamento de intervenções.


  • Quais são as 4 abordagens da psicologia cognitiva?

    Quais são as 4 abordagens da psicologia cognitiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    As quatro principais abordagens dentro da Psicologia Cognitiva costumam ser apresentadas como diferentes modelos de compreensão do processamento mental. Embora existam variações dependendo do autor, o agrupamento mais aceito inclui:
    1. Abordagem Computacional
    • Compara a mente humana a um computador.
    • Estuda como a informação é codificada, armazenada e recuperada.
    • Enfatiza etapas de processamento, como entrada → processamento → saída.
    • Pesquisadores importantes: Newell, Simon, Marr.
    Aplicação: modelos de memória, atenção, tomada de decisão.
    2. Abordagem Representacional (ou Simbólica)
    • Foca nas representações mentais: imagens, conceitos, esquemas.
    • Entende o pensamento como manipulação de símbolos mentais.
    • Destaca estruturas como mapas mentais, scripts, esquemas.
    Aplicação: compreensão de linguagem, resolução de problemas, memória semântica.
    3. Abordagem Conectivista (ou Redes Neurais)
    • Inspirada no funcionamento do cérebro.
    • A mente é vista como uma rede de unidades simples interconectadas.
    • Aprendizagem ocorre por ajuste de conexões (fortalecimento/enfraquecimento).
    • Base para a inteligência artificial atual.
    Aplicação: reconhecimento de padrões, aprendizagem automática, modelagem da percepção.
    4. Abordagem Ecológica (ou Cognitiva Ecológica)
    • Defende que a cognição depende do contexto real.
    • Percepção é direta e guiada pelo ambiente, não apenas por processamento interno.
    • Inspirada em Gibson e autores posteriores.
    Aplicação: estudos de percepção, movimento, tomada de decisão em ambientes reais.


  • Qual a premissa da abordagem por processos para propor melhorias?

    Qual a premissa da abordagem por processos para propor melhorias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A abordagem por processos parte da premissa de que qualquer resultado organizacional depende de como as atividades são realizadas, e não apenas do que é feito. Assim, para propor melhorias, analisa-se o fluxo completo de trabalho — entradas, etapas, responsáveis e saídas — identificando gargalos, redundâncias e riscos. A lógica central é: melhorar o desempenho exige otimizar o processo como um todo, garantindo continuidade, integração e eficiência em cada etapa.


  • Quais são os grupos de transtornos de personalidade? .

    Quais são os grupos de transtornos de personalidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Cluster A — “Excêntricos ou Esquisitos”
    Caracterizados por comportamento e pensamento incomuns ou estranhos.
    Transtorno de Personalidade Paranoide
    Transtorno de Personalidade Esquizoide
    Transtorno de Personalidade Esquizotípica
    Cluster B — “Dramáticos, Emocionais ou Impulsivos”
    Envolvem emoções intensas, impulsividade e instabilidade nas relações.
    Transtorno de Personalidade Antissocial
    Transtorno de Personalidade Borderline
    Transtorno de Personalidade Histriônica
    Transtorno de Personalidade Narcisista
    Cluster C — “Ansiosos ou Medrosos”
    Marcados por medo, insegurança e evitação.
    Transtorno de Personalidade Evitativa
    Transtorno de Personalidade Dependente
    Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva
    Resumo
    Cluster Característica central Transtornos
    A Estranhos/Excêntricos Paranoide, Esquizoide, Esquizotípica
    B Dramáticos/Impulsivos Antissocial, Borderline, Histriônica, Narcisista
    C Ansiosos/Medrosos Evitativa, Dependente, Obsessivo-Compulsiva


  • Qual é o protocolo unificado para o tratamento transdiagnóstico de transtornos emocionais?

    Qual é o protocolo unificado para o tratamento transdiagnóstico de transtornos emocionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    O Protocolo Unificado é um tratamento transdiagnóstico voltado para transtornos emocionais, como ansiedade e depressão. Ele trabalha processos comuns, como dificuldade de lidar com emoções, evitação e pensamentos desadaptativos.
    O foco é ensinar o paciente a reconhecer, aceitar e regular emoções, usando estratégias como psicoeducação, atenção plena, reestruturação cognitiva e exposição gradual.
    Em resumo, o PU ajuda a aumentar a flexibilidade emocional e reduzir a evitação, promovendo respostas mais saudáveis diante do desconforto emocional.


  • Gostaria de saber quais os problemas que a neurociência pode resolver na "vida pessoal" ?

    Gostaria de saber quais os problemas que a neurociência pode resolver na "vida pessoal" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A neurociência pode ajudar a resolver diversos problemas da vida pessoal ao compreender como o cérebro influencia emoções, pensamentos e comportamentos. Ela contribui para melhorar o controle emocional, reduzir o estresse, fortalecer a memória e a atenção, além de auxiliar no tratamento de ansiedade, depressão e vícios. Também favorece o autoconhecimento, ajudando a pessoa a entender seus impulsos, hábitos e formas de reagir, promovendo escolhas mais conscientes e saudáveis no dia a dia.


  • Qual é o principal objetivo da neurociência comportamental?

    Qual é o principal objetivo da neurociência comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    O principal objetivo da neurociência comportamental é compreender como o cérebro e os demais sistemas biológicos produzem, modulam e sustentam o comportamento humano. Isso envolve investigar a relação entre processos neurais (como atividade cerebral, neurotransmissores, circuitos e redes) e fenômenos psicológicos, incluindo emoções, cognição, aprendizagem e tomada de decisão.


  • Quais são as aplicações da neurociência na gestão de pessoas?

    Quais são as aplicações da neurociência na gestão de pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A neurociência aplicada à gestão de pessoas ajuda a compreender como o cérebro reage à motivação, à pressão e ao reconhecimento. Com isso, gestores podem desenvolver lideranças mais empáticas, melhorar a comunicação, reduzir conflitos e criar ambientes que favoreçam o bem-estar e a produtividade. Ela também orienta estratégias para tomada de decisão, aprendizado e engajamento das equipes.


  • Como a deficiência intelectual pode afetar a memória autobiográfica?

    Como a deficiência intelectual pode afetar a memória autobiográfica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A deficiência intelectual pode afetar a memória autobiográfica — isto é, a capacidade de lembrar e organizar informações sobre a própria vida — de diversas formas, principalmente devido a limitações cognitivas relacionadas à atenção, linguagem e funcionamento executivo.
    Principais formas de impacto:
    - Dificuldade em organizar e armazenar informações pessoais
    Pessoas com deficiência intelectual podem ter mais dificuldade em sequenciar eventos, compreender a passagem do tempo e registrar detalhes de experiências vividas.
    - Lembranças menos detalhadas e específicas
    As recordações tendem a ser mais genéricas ou fragmentadas, com foco em aspectos concretos (o que aconteceu), mas com pouca elaboração emocional ou contextual (como e por que aconteceu).
    - Limitações de linguagem
    A dificuldade de expressar pensamentos e emoções pode reduzir a capacidade de recontar e consolidar memórias autobiográficas, o que influencia tanto a lembrança quanto a identidade pessoal.
    - Menor uso de estratégias cognitivas de recuperação
    Indivíduos com deficiência intelectual podem ter mais dificuldade em buscar pistas mentais para recordar experiências passadas, o que torna a evocação de memórias menos eficiente.
    - Impactos na construção da identidade
    Como a memória autobiográfica é essencial para formar o senso de “quem sou eu”, limitações nessa área podem influenciar a autoimagem, a autoestima e o entendimento de continuidade da própria história.


  • Como ajudar pessoas com rebaixamento intelectual leve lidar com a memória autobiográfica?

    Como ajudar pessoas com rebaixamento intelectual leve lidar com a memória autobiográfica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Pessoas com rebaixamento intelectual leve podem ser ajudadas a lidar com a memória autobiográfica por meio de estímulos concretos e afetivos, como fotos, músicas, objetos e relatos familiares. Atividades que envolvem contar histórias sobre si, registrar experiências em diários simples ou montar álbuns ajudam a reforçar lembranças e promover identidade e autoestima. O uso de repetição, rotinas estáveis e apoio emocional também facilita o resgate e a organização das memórias pessoais.


  • Como o autocuidado se aplica às pessoas com com “inteligência borderline”?

    Como o autocuidado se aplica às pessoas com com “inteligência borderline”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    O que é autocuidado para quem tem um funcionamento emocional mais sensível (borderline)?
    Quando falamos em “funcionamento borderline”, não estamos falando de “defeito”, nem de “rótulo”.
    Estamos falando de um jeito de sentir, geralmente muito intenso, muito profundo e, às vezes, difícil de organizar.
    Para você, autocuidar-se significa proteger seu mundo interno, para que seus sentimentos não fiquem pesados demais, nem te machuquem.
    1. Autocuidado é aprender a se regular quando a emoção vem forte
    Quem sente muito, às vezes sente tudo de uma vez.
    O autocuidado começa com pequenas ações que ajudam seu corpo a te dar suporte, como:
    • Respirar com mais calma por 30 segundos;
    • Beber água;
    • Tomar banho quente para relaxar o corpo;
    • Fazer uma pausa antes de responder alguém.
    Essas ações não “resolvem o problema”, mas diminuem a intensidade da emoção para você conseguir pensar com mais clareza.
    2. Autocuidado é criar limites sem medo de perder o outro
    É comum sentir medo de ser abandonado, rejeitado ou criticado.
    Por isso, colocar limites pode parecer arriscado.
    Mas autocuidado significa:
    • Dizer “eu preciso de um tempo para pensar”;
    • Reconhecer quando algo te feriu;
    • Falar do que você sente sem se atacar ou atacar o outro;
    • Proteger seu espaço interno.
    Limite não é afastamento.
    Limite é proteção.
    3. Autocuidado é perceber que seus vínculos não vão desaparecer do nada
    Quem tem um funcionamento emocional sensível pode viver as relações como tudo ou nada:
    “Ou a pessoa me ama completamente, ou vai me abandonar.”
    O autocuidado envolve aprender a:
    • Tolerar pequenas frustrações;
    • Acreditar que o outro continua ali, mesmo quando há conflito;
    • Pedir ajuda sem sentir vergonha;
    • Evitar conclusões impulsivas (como “ele não se importa comigo”).
    Isso diminui o sofrimento e te ajuda a construir relacionamentos mais seguros.
    4. Autocuidado é perceber quando a emoção quer virar impulso
    Quando a dor interna vem forte, pode dar muita vontade de agir imediatamente: enviar mensagens, discutir, cortar relações, se punir, desistir de coisas importantes.
    Autocuidado, nesse momento, é:
    • Fazer uma pausa de minutos;
    • Escrever o que você está sentindo;
    • Sair para caminhar;
    • Falar primeiro com alguém de confiança.
    Esse pequeno intervalo te protege de decisões das quais você pode se arrepender depois.
    5. Autocuidado é cuidar da sua identidade
    Quem tem oscilações emocionais fortes pode sentir, às vezes, que “não sabe quem é”, que muda muito rápido, ou que não tem um senso interno muito firme.
    Autocuidado envolve:
    • Reconhecer suas qualidades e valores;
    • Lembrar conquistas passadas;
    • Criar estabilidade nas rotinas;
    • Perceber que você é maior que seus momentos difíceis.
    Você tem um eu que existe além das emoções do momento.
    6. Autocuidado é vir para a terapia e se permitir ser cuidado
    A terapia é um espaço onde você aprende:
    • A ser visto sem ser criticado;
    • A falar sobre o que dói sem ser abandonado;
    • A receber limites sem sentir que está sendo punido.
    Isso também é autocuidado:
    deixar-se apoiar.
    Em resumo
    Para quem sente tudo muito intensamente, o autocuidado é:
    • Regular a emoção antes de ela te dominar;
    • Construir limites com carinho;
    • Evitar impulsos que te machucam;
    • Criar vínculos seguros;
    • Sustentar sua própria identidade;
    • Permitir-se receber ajuda.


  • Desejaria de saber se é verdade que os alunos com “inteligência borderline” são elegíveis para a edu

    Desejaria de saber se é verdade que os alunos com “inteligência borderline” são elegíveis para a educação especial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Sim — em muitos casos, podem.
    O termo “inteligência borderline” é antigo e hoje costuma ser descrito como funcionamento intelectual limítrofe, quando o aluno tem dificuldades importantes de aprendizagem, mesmo não tendo deficiência intelectual.
    Quando essas dificuldades prejudicam o desempenho escolar de forma significativa, o aluno pode ser elegível para atendimentos da educação especial, como:
    apoio pedagógico especializado,
    adaptações de material,
    tempo extra em avaliações,
    acompanhamento individualizado.
    Ou seja: não é automático, mas é possível, dependendo da avaliação da escola, equipe psicopedagógica e profissionais da saúde.
    O objetivo não é rotular, e sim garantir que o aluno receba o suporte necessário para aprender com dignidade e segurança.


  • Que tipos de doenças crónicas mentais podem levar a identificação introjetiva ?

    Que tipos de doenças crónicas mentais podem levar a identificação introjetiva ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A identificação introjetiva pode aparecer em diversas doenças mentais crónicas, especialmente naquelas que fragilizam a autoestima, a identidade e a capacidade de regular emoções. Entre as mais comuns:
    Transtornos de personalidade, sobretudo o borderline e o dependente, onde o self é instável e vulnerável à incorporação de figuras externas.
    Depressão crónica, em que o paciente internaliza vozes críticas ou exigentes do passado.
    Transtornos psicóticos (como esquizofrenia), quando há dificuldade em diferenciar pensamentos próprios de influências externas.
    Transtornos de ansiedade crónicos, especialmente quando baseados em medo de desaprovação ou punição.
    Histórias de trauma complexo, que favorecem a internalização de figuras controladoras ou agressivas como forma de sobrevivência.
    Em geral, quanto maior a fragilidade identitária e emocional, maior a probabilidade de o paciente recorrer — consciente ou inconscientemente — à identificação introjetiva.


  • Que sinais podem indicar um uso problemático da identificação introjetiva em doentes mentais?

    Que sinais podem indicar um uso problemático da identificação introjetiva em doentes mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Sinais de uso problemático da identificação introjetiva em doentes mentais geralmente aparecem quando a pessoa passa a agir, sentir ou pensar como se fosse outra figura significativa, de forma rígida e prejudicial. Alguns indicadores são:
    Autocrítica extrema que reproduz falas ou atitudes de alguém importante do passado (ex.: pais críticos, parceiros abusivos).
    Culpa e vergonha desproporcionais, como se estivesse sempre devendo algo.
    Confusão de identidade, dificuldade de saber o que é desejo próprio e o que é expectativa introjetada.
    Comportamentos autossabotadores que repetem padrões internalizados de desvalorização.
    Ansiedade intensa ao contrariar a figura introjetada, mesmo que ela não esteja presente.
    Relacionamentos marcados por submissão, medo ou necessidade de agradar para “não decepcionar” o introjeto.
    Em geral, esses sinais indicam que o introjeto deixou de ser um recurso adaptativo e passou a influenciar a autoestima, a autonomia e a capacidade de tomada de decisão.


  • Qual a diferença entre introjeção e outras formas de identificação no contexto de doenças crónicas?

    Qual a diferença entre introjeção e outras formas de identificação no contexto de doenças crónicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Diferença entre Introjeção e Outras Formas de Identificação no Contexto de Doenças Crônicas
    No campo psicológico, especialmente quando tratamos pacientes com doenças crônicas, é comum observar diferentes formas de identificação com a doença, com cuidadores ou com expectativas externas. A introjeção é apenas uma dessas formas.
    1. O que é Introjeção?
    A introjeção ocorre quando a pessoa incorpora internamente ideias, regras, expectativas ou atitudes de outra pessoa — como se fossem suas — sem questioná-las e sem digerir emocionalmente esse conteúdo.
    No contexto de doenças crônicas:
    • A pessoa aceita, sem elaborar, discursos como:
    “Tenho que ser forte o tempo todo.”
    “Não posso reclamar porque tem gente pior.”
    “Eu devo ser um peso para minha família.”
    • Ela internaliza exigências externas como se fossem verdades absolutas.
    • Isso pode gerar culpa, autocrítica e dificuldade em reconhecer suas necessidades reais.
    A introjeção funciona como uma voz interna que não é realmente dela, mas parece ser.
    2. Identificação Simples (ou identificação imitativa)
    Acontece quando a pessoa se inspira ou imita características de alguém emocionalmente significativo, mas sem perder a distinção entre o que é dela e o que é do outro.
    Em doenças crônicas:
    • Paciente que replica a postura otimista de um familiar que também tem a doença.
    • Paciente que imita comportamentos de cuidado que viu em modelos importantes.
    É mais superficial e menos rígida que a introjeção.
    3. Identificação Projetiva
    Envolve atribuir ao outro emoções, necessidades ou conflitos que a pessoa não consegue reconhecer em si mesma.
    Em doenças crônicas:
    • O paciente acredita que os outros sentem pena dele, quando na verdade ele se sente vulnerável.


  • Existem doenças mentais crónicas que são mais afetadas pela identificação introjetiva?

    Existem doenças mentais crónicas que são mais afetadas pela identificação introjetiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Sim. Algumas doenças mentais crónicas tendem a ser mais afetadas pela identificação introjetiva porque envolvem maior fragilidade do self e dificuldade de diferenciar pensamentos próprios dos internalizados. As principais são:
    Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) – instabilidade do self e medo intenso de abandono facilitam introjeções críticas ou controladoras.
    Transtorno de Personalidade Dependente – forte submissão e necessidade de aprovação tornam o paciente mais vulnerável a absorver vozes e padrões externos.
    Depressão crónica – o paciente costuma introjetar figuras críticas, exigentes ou desqualificadoras.
    Transtornos psicóticos – pela dificuldade de discriminação entre interno e externo, introjeções podem ganhar força e rigidez.
    Trauma complexo – especialmente quando o agressor é internalizado como forma de sobrevivência emocional.
    Esses quadros costumam mostrar formas mais persistentes e prejudiciais de identificação introjetiva.


  • Como posso melhorar as minhas funções cognitivas?

    Como posso melhorar as minhas funções cognitivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Melhorar memória, atenção e raciocínio não depende de “grandes mudanças”, mas de pequenos hábitos feitos com regularidade. Algumas estratégias que ajudam muito são:
    Dormir bem: o cérebro consolida memórias e organiza informações durante o sono.
    Mover o corpo: atividade física melhora a circulação cerebral e a clareza mental.
    Treinar a atenção: ler textos curtos, fazer exercícios de foco ou praticar mindfulness ajudam a diminuir distrações.
    Estimular o cérebro: jogos de lógica, palavras cruzadas, quebra-cabeças e aprender algo novo fortalecem as conexões neurais.
    Manter rotina organizada: usar agenda, alarmes e listas reduz sobrecarga e melhora a concentração.
    Cuidar das emoções: estresse e ansiedade atrapalham o desempenho cognitivo; trabalhar isso na terapia faz diferença.
    Ter alimentação equilibrada: água, frutas, vegetais e proteínas ajudam o cérebro a funcionar melhor.
    Pequenas práticas feitas todos os dias têm um impacto muito maior do que mudanças bruscas.
    Seu cérebro pode desenvolver novas habilidades em qualquer fase da vida.


  • Desejaria de saber se toda avaliação neuropsicológica acompanha um plano de reabilitação neuropsicol

    Desejaria de saber se toda avaliação neuropsicológica acompanha um plano de reabilitação neuropsicológica para pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    Nem toda avaliação neuropsicológica acompanha, automaticamente, um plano de reabilitação.
    O que costuma acontecer é: a avaliação identifica o perfil cognitivo, incluindo pontos fortes, fragilidades e impacto no funcionamento diário. A reabilitação neuropsicológica só é elaborada quando há indicação clínica — por exemplo, quando o funcionamento intelectual limítrofe gera prejuízos significativos na aprendizagem, atenção, memória ou habilidades adaptativas.
    Portanto, a avaliação e a reabilitação são etapas diferentes, mas complementares, e a segunda só é construída quando necessário e solicitado pelo paciente, família ou equipe clínica.


  • Gostaria de saber o porquê as pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) são imatu

    Gostaria de saber o porquê as pessoas com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) são imaturas mentalmente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A “imaturidade” em pessoas com funcionamento intelectual borderline não é falta de vontade ou de caráter — é consequência direta de como o cérebro processa informações.
    Elas costumam ter velocidade de processamento mais lenta, menor capacidade de abstração, dificuldades em planejamento, resolução de problemas e regulação emocional. Isso faz com que certas situações do dia a dia sejam vividas de forma mais concreta, impulsiva ou dependente, dando a impressão de imaturidade.
    Em resumo: não é imaturidade real, mas um jeito diferente de compreender, aprender e lidar com o mundo, que requer mais apoio, clareza e tempo.


  • Como ocorre a aprendizagem da pessoa com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?

    Como ocorre a aprendizagem da pessoa com funcionamento intelectual borderline (limítrofe) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Zuleide Silva

    A aprendizagem na pessoa com funcionamento intelectual borderline ocorre, mas de forma mais lenta, concreta e repetitiva.
    Geralmente elas precisam de:
    Instruções simples e diretas, sem abstrações;
    Repetição frequente para consolidar informações;
    Exemplos práticos em vez de explicações teóricas;
    Ritmo mais gradual, com pequenas metas;
    Ambiente estruturado, que facilita a organização e reduz distrações.
    Elas aprendem melhor quando o conteúdo é visual, contextualizado e vivenciado, e quando recebem apoio consistente para aplicar o que foi aprendido no cotidiano.


Perguntas frequentes

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