Perguntas do paciente (146)
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Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma cris
Minha filha tem 9 anos e disse q gosta de fica sozinha as vezes isso é normal? E tb já teve uma crise qundo a colega n quis falar com ela ela se arranhou isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é normal. Muitas crianças gostam de passar um tempo sozinhas de vez em quando. Isso pode indicar que ela:
• Gosta de atividades mais introspectivas (como desenhar, ler, brincar sozinha).
• Precisa de um tempo para descansar de interações sociais, principalmente se for mais tímida ou introvertida.
• Está desenvolvendo autonomia e criatividade.
Desde que ela também se relacione bem com outras crianças e não fique isolada a maior parte do tempo, isso não é preocupante.
Se arranhou quando a colega não quis falar com ela, esse comportamento merece atenção.
Crianças podem ter reações intensas diante de frustrações, especialmente se:
• Têm dificuldade para lidar com rejeição.
• Sentem emoções fortes e ainda não sabem expressá-las de maneira saudável.
• Já estão passando por algo mais sensível (baixa autoestima, ansiedade, dificuldades na escola ou em casa).
Se arranhar como forma de lidar com sentimentos pode ser um sinal de sofrimento emocional. Não é incomum, mas não deve ser ignorado. É importante ajudá-la a:
• Nomear o que sente (“Você estava com raiva? Triste? Com vergonha?”).
• Entender que o sentimento é normal, mas machucar o próprio corpo não é uma forma segura de lidar com isso.
• Aprender outras formas de se acalmar quando está frustrada ou triste.
O que você pode fazer:
• Converse com calma e acolhimento, sem julgamento.
• Ensine estratégias de regulação emocional (respirar fundo, escrever, conversar com um adulto).
• Observe se esse tipo de comportamento se repete ou se ela está mais sensível, retraída ou impulsiva.
Quando procurar ajuda profissional:
• Se episódios de se machucar voltarem a acontecer.
• Se ela apresentar tristeza frequente, isolamento ou irritabilidade constante.
• Se estiver com dificuldade de lidar com situações sociais ou escolares.
Um psicólogo infantil pode ajudar a identificar o que está por trás dessas reações e desenvolver estratégias com ela e com a família.
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É verdade que uma pessoa para ser diagnosticada com o Transtorno Afetivo (TAB), ela tem que passar p
É verdade que uma pessoa para ser diagnosticada com o Transtorno Afetivo (TAB), ela tem que passar por um período de mania ou hipomania?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para que uma pessoa seja diagnosticada com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), é necessário que ela apresente pelo menos um episódio de mania ou hipomania ao longo da vida — dependendo do subtipo do transtorno.
Sem mania ou hipomania, não se pode diagnosticar TAB. Se uma pessoa tem apenas episódios depressivos, ela pode ter um transtorno depressivo maior, mas não transtorno bipolar
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Como ajudar a criança ou o adolescente com transtorno bipolar?
Como ajudar a criança ou o adolescente com transtorno bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ideal é procurar ajuda profissional como o psicólogo e psiquiatra.
A Terapia Cognitivo Comportamental pode ajudar bastante crianças e adolescentes com transtorno bipolar, especialmente se for feita junto com o uso de remédios indicados pelo psiquiatra e com o apoio da família. O profissional vai explicar de um jeito fácil o que acontece no cérebro quando a pessoa está com mania (muito agitada) ou depressão (muito triste). Mostrar que o que ele sente não é “frescura” nem ”culpa dela”.
O profissional também vai ajudar os pais a entenderem o transtorno e como eles podem ajudar, como por exemplo:
Estabelecer uma rotina organizada.
• Ter horários certos para dormir, se alimentar, estudar e descansar.
• Mostrar que uma rotina ajuda o cérebro a funcionar melhor e evita oscilações de humor.
• Usar quadro de tarefas, listas ou lembretes coloridos para ajudar no dia a dia
Acompanhar o humor e os pensamentos
• Usar um caderno ou aplicativo para anotar como a criança ou o adolescente está se sentindo ao longo dos dias.
• Observar o que muda antes de uma fase de muita euforia ou de muita tristeza.
• Ensinar a perceber pensamentos que aparecem quando o humor muda (ex: “eu sou o melhor do mundo” ou “sou um lixo”).
Ensinar a lidar com as emoções
• Mostrar jeitos de se acalmar quando estiver nervoso ou muito animado (como respirar fundo, contar até 10, usar massinha ou ouvir música).
• Praticar como resolver conflitos e conversar melhor com os outros.
• Trabalhar o controle dos impulsos (como falar sem pensar ou gastar demais).
O mais importante é mostrar para a criança ou adolescente que ela não está sozinha, que ela pode aprender a se cuidar e que, com apoio, ela pode ter uma vida mais equilibrada e feliz.
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Com qual idade uma pessoa pode começar a apresentar sintomas do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)?
Com qual idade uma pessoa pode começar a apresentar sintomas do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é compreendido como um transtorno do humor que pode se manifestar em qualquer fase da vida, mas geralmente os primeiros sintomas aparecem entre os 15 e os 30 anos de idade.
Casos precoces (infantojuvenis) podem ocorrer, com sintomas a partir dos 10 anos de idade ou até antes, embora sejam mais difíceis de diagnosticar devido à sobreposição com outros transtornos (como TDAH ou transtornos de conduta).
Portanto, embora o início típico ocorra entre adolescência e início da vida adulta, é necessário estar sempre atenta a sinais precoces que podem surgir já na infância ou adolescência, especialmente quando há histórico familiar de TAB.
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É verdade que existem testes específicos neuropsicológicos para diagnosticar se uma pessoa é bipolar
É verdade que existem testes específicos neuropsicológicos para diagnosticar se uma pessoa é bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, não existem testes neuropsicológicos específicos para diagnosticar o transtorno bipolar.
O diagnóstico do transtorno bipolar é clínico, feito com base em entrevistas psicológica e psiquiátrica, histórico do paciente, relatos de familiares e critérios estabelecidos nos manuais diagnósticos. Embora não diagnostiquem o transtorno bipolar, os testes neuropsicológicos podem ser úteis para:
Avaliar funções cognitivas como atenção, memória, velocidade de processamento, função executiva etc.
Investigar comprometimentos cognitivos associados ao transtorno, principalmente em fases de mania, depressão ou mesmo na fase eutímica (sem sintomas).
Resumindo: testes neuropsicológicos não servem para confirmar o diagnóstico de bipolaridade, mas podem ajudar na compreensão do funcionamento cognitivo do paciente e no planejamento terapêutico.
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Como o transtorno afetivo bipolar (TAB) afeta amigos e família de uma pessoa com bipolaridade?
Como o transtorno afetivo bipolar (TAB) afeta amigos e família de uma pessoa com bipolaridade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Impactos Emocionais nos Familiares e Amigos
Sensação de Montanha-Russa Emocional
As mudanças imprevisíveis de humor — euforia intensa seguida de tristeza profunda — fazem com que os entes queridos sintam que estão sempre em alerta. Isso pode causar: Ansiedade, Exaustão emocional, Medo constante de recaídas
Familiares e amigos podem se culpar por não conseguirem "ajudar" ou evitar as crises, mesmo quando fazem o possível. Isso pode gerar sentimentos de: Frustração, impotência, Vergonha
Conflitos e Comunicação Prejudicada
Durante a mania, a pessoa pode agir de forma impulsiva ou agressiva, dizer coisas dolorosas, ou tomar decisões prejudiciais. Isso pode levar a: Discussões, Rompimentos temporários ou definitivos, Dificuldade de confiar novamente
Desinformação e Estigma: Amigos e familiares, se mal informados sobre o TAB, podem interpretar os sintomas como preguiça, egoísmo, fraqueza de caráter ou manipulação. A falta de conhecimento contribui para julgamentos, afastamento e isolamento da pessoa com o transtorno.
Mudanças na Rotina Familiar
Familiares, especialmente cônjuges ou pais, podem ter que reorganizar a rotina para acompanhar tratamentos, lidar com crises, administrar finanças ou até abdicar da própria vida social.
Isso pode sobrecarregar emocionalmente e fisicamente o cuidador, aumentando o risco de síndrome do cuidador.
Relações de Amizade
Alguns amigos se afastam por não saber lidar com os sintomas ou por se sentirem rejeitados durante episódios depressivos.
Outros tentam ajudar, mas podem não entender os limites, o que causa atritos e decepções mútuas.
Porém, amizades que resistem se fortalecem e se tornam redes de apoio importante.
Oportunidades de Crescimento Familiar
Apesar dos desafios, o convívio com alguém com TAB pode: Aumentar a empatia e a resiliência emocional da família, fortalecer os laços, especialmente quando há acolhimento e apoio mútuo, estimular o aprendizado sobre saúde mental, o que pode beneficiar todos os membros.
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Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológ
Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Avaliação Neuropsicológica pode ser altamente recomendada para pacientes com Transtorno Bipolar, dependendo da gravidade do quadro, do estágio do tratamento e dos sintomas apresentados.
Pacientes bipolares, mesmo fora das crises, podem apresentar dificuldades em áreas como:
- Memória de trabalho
- Tomada de decisão
- Controle inibitório e impulsividade
- Atenção e concentração
- Funções executivas (planejamento, organização)
A avaliação neuropsicológica ajuda a identificar quais áreas cognitivas estão mais afetadas, o que pode interferir diretamente na adesão ao tratamento, no desempenho profissional, na rotina e na qualidade de vida.
- A avaliação neuropsicológica não é obrigatória em todos os casos de Transtorno Bipolar, mas é altamente útil quando há suspeita de prejuízos cognitivos relevantes.
- Ela amplia a compreensão clínica e favorece intervenções mais assertivas, tanto cognitivas quanto comportamentais, com dados neuropsicológicos, o caminho terapêutico pode ser ainda mais eficiente.
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Como é a transição entre mania e depressão no Transtorno Bipolar?
Como é a transição entre mania e depressão no Transtorno Bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A transição entre mania e depressão no Transtorno Bipolar pode variar entre os indivíduos. Em algumas pessoas, ocorre de forma gradual, com os sintomas de um polo diminuindo antes que os do outro comecem. Em outros casos, a mudança é abrupta, sem um período claro de estabilidade entre as fases. Existe ainda o estado misto, em que sintomas de mania e depressão aparecem simultaneamente, como agitação com tristeza ou insônia com desesperança. Essas transições podem ser desafiadoras e exigem acompanhamento profissional contínuo.
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Todos os pacientes bipolares precisam de psicoterapia? Ou pode acontecer de o portador ser tratado a
Todos os pacientes bipolares precisam de psicoterapia? Ou pode acontecer de o portador ser tratado apenas com medicamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, nem todos os pacientes com Transtorno Bipolar (TAB) fazem psicoterapia — mas todos se beneficiariam se fizessem.
A combinação de medicamentos + psicoterapia é o que apresenta os melhores resultados.
O tratamento medicamentoso (como estabilizadores de humor, antipsicóticos, etc.) é fundamental para controle dos episódios de mania, hipomania e depressão.
• A psicoterapia ajuda o paciente a:
o Reconhecer os primeiros sinais de recaída;
o Melhorar a adesão ao tratamento;
o Lidar com o estigma e com o impacto funcional do transtorno;
o Reduzir comportamentos impulsivos (ex: em episódios de mania);
o Trabalhar comorbidades (ansiedade, abuso de substâncias, TDAH, etc.);
o Melhorar a qualidade de vida e os relacionamentos interpessoais.
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Em que idade o transtorno afetivo bipolar (TAB) se manifesta?
Em que idade o transtorno afetivo bipolar (TAB) se manifesta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Idade de Manifestação do TAB:
O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) geralmente se manifesta no final da adolescência ou no início da vida adulta, entre os 17 e 25 anos, que é quando os esquemas cognitivos começam a se consolidar com mais força, especialmente diante de eventos de vida estressores.
Na infância e adolescência, fatores como vulnerabilidade biológica, traços temperamentais, estilos de enfrentamento desadaptativos e experiências adversas (rejeição, crítica excessiva, negligência ou superproteção) começam a moldar esquemas disfuncionais.
O início do TAB, frequentemente, ocorre quando esses esquemas se ativam diante de situações estressoras, em conjunto com a predisposição genética e neurobiológica..
Sinais de atenção na perspectiva da Terapia Cognitivo Comportamental
-Na adolescência: impulsividade acentuada, alterações bruscas de humor, dificuldade na regulação emocional, baixa tolerância à frustração e traços de pensamento dicotômico (tudo ou nada).
- Na vida adulta jovem: início dos episódios mais estruturados, com padrões de pensamentos automáticos disfuncionais mais nítidos e manutenção do ciclo mania-depressão.
É muito importante buscar apoio profissional
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Uma pessoa com TAB se arrepende imediatamente das coisas que faz? Por um exemplo ter uma relação sex
Uma pessoa com TAB se arrepende imediatamente das coisas que faz? Por um exemplo ter uma relação sexual e logo após o orgasmo ter disforia
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), especialmente durante episódios de euforia (mania ou hipomania), a pessoa tende a agir de forma impulsiva, buscando gratificação imediata, incluindo comportamentos sexuais de risco, gastos excessivos, uso de substâncias, entre outros.
Sobre o arrependimento imediato:
• Nem sempre é imediato. Durante o pico do episódio, a pessoa geralmente não percebe os riscos, não sente culpa nem arrependimento no momento. Ela está dominada por uma sensação de grandiosidade, autoconfiança e prazer.
• O arrependimento costuma surgir depois, quando o humor se estabiliza ou entra em fase depressiva. Na depressão, é muito comum que a pessoa olhe para os comportamentos do episódio anterior com culpa, vergonha, disforia e sofrimento intenso.
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gostaria de saber mais sobre os direito de crianças portadores de TDAH pela LBI?
gostaria de saber mais sobre os direito de crianças portadores de TDAH pela LBI?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Direitos garantidos pela LBI para crianças com TDAH (quando reconhecidas como PCD):
1. Educação Inclusiva (Art. 28 da LBI)
• Direito de estudar na escola regular, com apoio especializado.
• Proibição de cobrança de valores adicionais por parte de escolas particulares.
• Adaptações curriculares, materiais e métodos de ensino.
• Apoio de profissionais de apoio escolar, quando necessário.
2. Acessibilidade atitudinal e comunicacional
• Respeito às diferenças de comportamento e aprendizagem.
• Professores e funcionários devem ser preparados para lidar com a condição, sem discriminação ou punições inadequadas.
3. Saúde e diagnóstico precoce (Art. 18 a 26)
• Direito a diagnóstico precoce, atendimento multidisciplinar (psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, etc.).
• Acesso gratuito a medicamentos e terapias pelo SUS, quando indicados.
4. Prioridade em serviços (Art. 9º e 14)
• Atendimento prioritário em repartições públicas, serviços de saúde e programas sociais.
• Preferência em filas, consultas, matrícula escolar (inclusive em escolas públicas).
5. Combate à discriminação (Art. 4º e 88)
• É crime recusar matrícula, excluir ou tratar de forma desigual uma criança com deficiência
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Quando o psicológico faz o encaminhamento ao psiquiatra. Deve constar no encaminhamento a hipótese
Quando o psicológico faz o encaminhamento ao psiquiatra.
Deve constar no encaminhamento a hipótese diagnóstica?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando o psicólogo faz um encaminhamento para o psiquiatra, nem sempre é necessário constar um diagnóstico fechado. Na verdade, o que colocamos no encaminhamento são as informações importantes sobre os sintomas, o que está sendo observado no acompanhamento e o motivo do encaminhamento.
Se já existe uma hipótese, ela pode ser mencionada para ajudar na compreensão do quadro, mas sempre de forma cuidadosa e responsável. O objetivo desse encaminhamento é que o psiquiatra tenha um panorama mais claro do que está acontecendo, para avaliar se há necessidade de algum tipo de intervenção medicamentosa ou até complementar o cuidado junto com a psicoterapia.
É um trabalho em conjunto, sempre pensando no seu bem-estar e na sua saúde mental.
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TENHO 19 ANOS E TENHO SINDROME DO PÂNICO A 5 MESES E NÃO CONSIGO SAIR DE CASA DPS DISSO E TBM TENHO
TENHO 19 ANOS E TENHO SINDROME DO PÂNICO A 5 MESES E NÃO CONSIGO SAIR DE CASA DPS DISSO E TBM TENHO TOC, SERÁ Q CONSIGO VOLTAR A TER UMA VIDA NORMAL?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tanto a Síndrome do Pânico quanto o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) são condições que possuem tratamento bem estruturado, com eficácia comprovada. A resposta direta é: sim, é totalmente possível voltar a ter uma vida normal e funcional, mesmo que agora isso pareça distante.
• A Terapia Cognitivo Comportamental entende que nossos pensamentos, emoções e comportamentos estão interligados. Na síndrome do pânico, geralmente há interpretações catastróficas das sensações corporais ("vou morrer", "vou enlouquecer", "vou desmaiar"), que acabam gerando mais ansiedade e mais sintomas físicos, criando um ciclo de medo.
• No TOC, surgem pensamentos intrusivos e indesejados (obsessões) que geram muito desconforto, levando a comportamentos repetitivos ou mentais (compulsões) para tentar aliviar a ansiedade — mas que, na prática, só alimentam o ciclo do TOC.
É POSSÍVEL MELHORAR?
Sim. Na TCC, você aprende a:
• Psicoeducação: entender como funciona o pânico e o TOC no cérebro.
• Reestruturação cognitiva: questionar e modificar pensamentos distorcidos que disparam ou mantêm a ansiedade.
• Exposição gradual: no caso do pânico, é feito um trabalho para enfrentar gradualmente os lugares e situações evitadas. No TOC, trabalha-se para enfrentar os pensamentos obsessivos sem realizar as compulsões.
• Treino de habilidades: técnicas de relaxamento, respiração, mindfulness e estratégias de enfrentamento.
PROGNÓSTICO
• A TCC tem uma taxa de eficácia muito alta nesses quadros, especialmente quando associada, se necessário, ao acompanhamento psiquiátrico. Muitas pessoas voltam a trabalhar, estudar, viajar e viver normalmente.
O fato de você estar procurando entender já mostra que você não é seu transtorno. Você está passando por isso, mas isso não te define. Com ajuda, é sim possível retomar sua vida.
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A pessoa que tem TOC e não tratar pode acabar desenvolvendo outros pensamentos obsessivos além de um
A pessoa que tem TOC e não tratar pode acabar desenvolvendo outros pensamentos obsessivos além de um?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode. O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), quando não tratado, tende a se intensificar e se expandir ao longo do tempo. Uma pessoa que inicialmente apresenta uma obsessão específica, por exemplo, medo de contaminação, pode, com o passar do tempo, desenvolver outras obsessões, como:
• Medo de causar mal a alguém involuntariamente (ex: medo de atropelar alguém sem perceber);
• Obsessões religiosas ou morais (ex: medo de blasfemar ou cometer pecados);
• Dúvidas constantes, ex: será que tranquei a porta? Será que sou uma boa pessoa?
• Necessidade de simetria ou exatidão, ex: sentir que algo está “errado” se não estiver perfeitamente alinhado.
Essa multiplicidade de obsessões ocorre porque o TOC é um transtorno de base ansiosa e tende a generalizar os gatilhos na tentativa de proteger o indivíduo de um desconforto interno que ele não consegue controlar.
Além disso, a evitação de tratamento como: psicoterapia e/ou medicamentos, pode levar a um ciclo de agravamento: o sofrimento aumenta, os rituais se tornam mais rígidos, e o indivíduo passa a viver mais limitado, o que contribui para o surgimento de novas obsessões e compulsões.
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Por que as crianças não conseguem ficar parada ou quietas?
Por que as crianças não conseguem ficar paradas ou quietas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O cérebro infantil ainda está em formação, principalmente o lobo pré-frontal, que é responsável por funções como atenção, controle de impulsos e planejamento.
Por isso, é normal que crianças tenham mais dificuldade em se concentrar por longos períodos e em inibir comportamentos impulsivos.
Alta energia física
• Crianças, especialmente entre 3 e 10 anos, têm muita energia acumulada e uma necessidade biológica de movimento. Elas aprendem e se desenvolvem por meio da ação: pulando, correndo, tocando, explorando.
• Ficar quietas ou sentadas por muito tempo vai contra essa natureza ativa.
Curiosidade e busca por estímulos
• Elas estão constantemente explorando o mundo e precisam de novidade, variedade e interação para se sentirem estimuladas.
• Ambientes muito controlados, silenciosos ou com atividades monótonas tendem a gerar inquietação.
Dificuldade de expressar emoções
• Crianças que estão ansiosas, entediadas, frustradas ou com alguma necessidade emocional não atendida, muitas vezes expressam isso com agitação física ou inquietação.
• O corpo acaba se tornando o canal para a emoção que ainda não conseguem Se a criança não consegue ficar parada em nenhuma situação, mesmo em momentos que exigem concentração (como para dormir, fazer tarefas, ouvir alguém falando), e isso afeta seu desempenho escolar ou social, é importante investigar com um psicólogo infantil ou neuropediatra.
Como ajudar uma criança a lidar com isso?
• Estabelecer rotinas claras, com momentos de movimento e de descanso.
• Oferecer atividades físicas diárias (pular corda, correr, brincar ao ar livre).
• Usar brincadeiras para ensinar autorregulação emocional.
• Modelar comportamentos de atenção plena, com exercícios simples de respiração, por exemplo.
• Evitar repreender constantemente, pois isso pode gerar mais ansiedade e aumentar a inquietação.
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Como lidar com um homem bipolar que foi ex-marido e tenho uma filha menor com ele? Ele é incompreens
Como lidar com um homem bipolar que foi ex-marido e tenho uma filha menor com ele? Ele é incompreensivo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com um ex-marido que tem transtorno bipolar, especialmente quando há uma filha menor envolvida, é realmente desafiador. Aqui vão algumas orientações práticas e realistas para você se proteger emocionalmente e, ao mesmo tempo, cuidar da sua filha:
1. Conhecimento é poder
Entenda o transtorno bipolar: ele é marcado por episódios de euforia (mania) e depressão, que afetam diretamente o humor, comportamento e, muitas vezes, a capacidade de diálogo.
• Saber reconhecer quando ele está em fase de mania ou depressão ajuda você a ajustar suas expectativas e sua comunicação.
2. Comunicação estratégica
• Seja objetiva e clara. Foque no tema da filha. Evite conversas paralelas ou emocionais.
• Use tom neutro, sem entrar em provocações, mesmo que ele esteja sendo ríspido ou incompreensivo.
• Prefira a comunicação escrita (mensagens, e-mails), que ajuda a evitar mal-entendidos e serve como registro.
3. Estabeleça limites firmes
• Defina claramente até onde você se envolve. Proteja seu espaço emocional.
• Se ele começar a te desrespeitar, encerre a conversa de forma firme e educada:
"Podemos conversar depois, quando ambos estivermos mais tranquilos, pelo bem da nossa filha."
4. Cuide da sua filha emocionalmente
• Converse com ela de forma lúdica, adaptada à idade, para que ela compreenda que, às vezes, o comportamento do pai não tem a ver com ela, e sim com as dificuldades dele.
• Ajude-a a nomear sentimentos e criar estratégias de autocuidado emocional.
5. Apoio jurídico e psicológico
• Verifique, se necessário, apoio legal para definir guarda, visitas e pensão, de forma que isso seja protegido formalmente.
• Busque apoio psicológico tanto para você, quanto para sua filha. Isso fortalece vocês emocionalmente.
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Como ajudar uma pessoa que está viciada em cocaína?
Como ajudar uma pessoa que está viciada em cocaína?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ajudar uma pessoa que está viciada em cocaína é um ato de amor, mas também exige cuidado, informação e, muitas vezes, apoio profissional. A dependência química é uma condição de saúde séria, complexa e multifatorial, que afeta aspectos biológicos, psicológicos e sociais da pessoa.
Aqui estão passos fundamentais para ajudar alguém nessa situação:
1. Informe-se sobre a dependência química
• Entenda que o vício não é falta de caráter ou fraqueza, mas uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
• A cocaína altera o funcionamento do cérebro, especialmente no sistema de recompensa, levando à compulsão.
2. Ofereça apoio, não julgamento
• Demonstre empatia, escuta ativa e acolhimento.
• Evite críticas, broncas ou acusações, que podem gerar mais isolamento e resistência.
• Frases como:
"Eu me preocupo com você e quero te ajudar."
"Percebo que você está passando por um momento difícil. Quer conversar?"
3. Estimule a busca por tratamento
• O tratamento ideal é multidisciplinar, incluindo:
o Psicoterapia, preferencialmente com profissionais especializados em dependência (como na abordagem cognitivo-comportamental).
o Acompanhamento psiquiátrico, se necessário, para controle de sintomas como ansiedade, depressão ou impulsividade.
o Grupos de apoio, como Narcóticos Anônimos (NA), Amor Exigente ou grupos terapêuticos.
o Em alguns casos, pode ser indicada uma internação voluntária ou involuntária, especialmente quando há risco à própria vida.
4. Sugira recursos e locais de ajuda
• CAPS-AD (Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) gratuitos pelo SUS.
• Clínicas de reabilitação (há opções particulares e algumas conveniadas).
5. Cuide de você também
• Conviver com alguém em dependência química é desgastante. Busque suporte emocional para si, como terapia individual ou grupos de familiares.
• Lembre-se: você pode oferecer apoio, mas não é responsável pela recuperação do outro.
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Boa tarde! Sou uma avó preocupada pois observo que meu neto de 4 anos parece que tem prazer em destr
Boa tarde! Sou uma avó preocupada pois observo que meu neto de 4 anos parece que tem prazer em destruir o brinquedo que vê o irmão montar! Me choco com a agressividade de jogar as coisas no chão quando está brabo, e não junta!
Também difícil o brinquedo que prenda ele. Brinca um pouco e já pergunta: brinca comigo vovó?
Parece que não sabe inventar uma brincadeira! Estou preocupada! ObrigadaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que pode estar acontecendo?
1. Dificuldade de regulação emocional
Aos 4 anos, muitas crianças ainda estão aprendendo a lidar com frustrações. Jogar coisas no chão, destruir o que o irmão constrói, pode ser uma forma de expressar raiva ou ciúme — especialmente se ele ainda não sabe nomear ou lidar com essas emoções.
2. Busca intensa por atenção e vínculo
Quando ele desmonta algo que o irmão fez, ou logo chama a vovó para brincar, pode estar dizendo:
“Olha pra mim, me dá atenção, quero me sentir importante também!”
3. Baixa tolerância à frustração e dificuldade de foco
Se ele brinca um pouco e já quer outra coisa, pode indicar que precisa de ajuda para desenvolver concentração e criatividade. Algumas crianças precisam de adultos como “facilitadores” até aprenderem a brincar sozinhas.
4. Possível fase de experimentação com o “poder” e os limites
Destruir algo pode dar uma sensação de controle, principalmente se ele sente que não consegue expressar seus desejos de outra forma.
Seu neto ainda está se desenvolvendo, e comportamentos desafiadores nessa idade são frequentes, mas precisam de acolhimento e direção. Com presença, rotina, e bons vínculos, ele pode aprender a se expressar de forma mais saudável.
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Estar sempre com vergonha e medo de erros do passado.Que não se repetem.Mas não me deixam seguir em
Estar sempre com vergonha e medo de erros do passado.Que não se repetem.Mas não me deixam seguir em frente.Que posso fazer para deixar de estar sempre escondido dentro do meu mundo onde não deixo ninguém entrar, nem mesmo os especialistas. Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensamentos automáticos: O que sua mente diz sobre os erros do passado?
O que sentimos vem do que pensamos, mesmo sem perceber. No seu caso, os pensamentos podem ser algo como:
• “Eu nunca vou superar isso.”
• “Se as pessoas soubessem, me rejeitariam.”
• “Eu não mereço ajuda.”
Esses são chamados de pensamentos automáticos negativos. Eles alimentam a vergonha e o medo, mesmo quando o erro já passou e não se repete.
Evitação e isolamento: O que o comportamento está mantendo?
Evitar pessoas e especialistas pode parecer seguro, mas entendemos que a evitação mantém o sofrimento.
A lógica é:
Evito = não enfrento = não tenho novas experiências = continuo acreditando que é perigoso me mostrar.
A Terapia Cgnitivo Comportamental propõe exposição gradual e planejada:
• Começar com pequenos passos para sair do isolamento (ex: escrever, conversar anonimamente, ouvir um podcast terapêutico);
• Com o tempo, buscar um espaço seguro com um profissional treinado para lidar com essa dor, alguém que vai te acolher, e não te julgar.
Perguntas frequentes
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Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já
Entendo seu desânimo; passar por vários psiquiatras, experimentar muitos…