A autocobrança excessiva faz parte do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

3 respostas
A autocobrança excessiva faz parte do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
 Géssica Sousa Pinheiro
Psicólogo, Psicanalista
Fortaleza
Sim, a autocobrança excessiva pode estar ligada ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Muitas pessoas com TOC sentem que precisam ser perfeitas o tempo todo, e acabam vivendo com uma sensação constante de que nunca é suficiente. Essa cobrança interna cria pensamentos repetitivos (obsessões) e comportamentos repetidos (compulsões) que funcionam como uma forma de aliviar a ansiedade ou o medo de errar. Olhamos para essa cobrança não apenas como um sintoma a ser eliminado, mas como um sinal de que algo mais profundo está em jogo. Conversando e dando espaço para que a pessoa fale sobre o que sente, é possível compreender de onde vem essa voz interna tão crítica e encontrar formas de se relacionar consigo mesma com mais leveza, sem tanta culpa e sem precisar viver aprisionada em rituais.

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 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
No TOC, a autocobrança e o perfeccionismo patológico frequentemente se manifestam como um tipo específico de obsessão ou atuam como o combustível cognitivo que impulsiona as compulsões. Por exemplo, a obsessão por simetria, ordem ou limpeza é, na essência, uma autocobrança rígida e irracional por um padrão de "perfeição" irreal. Essa intensa exigência interna gera uma ansiedade insuportável, que só é temporariamente aliviada pela execução das compulsões (rituais de verificação ou organização). Diferentemente do perfeccionismo saudável, a autocobrança no TOC é disfuncional: ela toma muito tempo, interfere na produtividade e causa sofrimento intenso, pois o indivíduo está preso em um ciclo de padrões impossíveis de atingir.
 Alicia Hasan
Psicólogo
Florianópolis
Olá! Sim, em muitos casos. Pessoas com TOC costumam ter um padrão elevado de autocobrança, responsabilidade exagerada e medo intenso de errar ou causar algum dano. Isso faz com que se sintam obrigadas a “garantir” que tudo esteja certo, o que alimenta as obsessões e os rituais.

Durante a terapia, trabalhar a flexibilidade, a tolerância ao erro e à incerteza é uma parte fundamental para reduzir o impacto do TOC e ajudar a pessoa a se relacionar de forma mais saudável consigo mesma.

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