A autocobrança excessiva faz parte do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
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A autocobrança excessiva faz parte do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Sim, a autocobrança excessiva pode estar ligada ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Muitas pessoas com TOC sentem que precisam ser perfeitas o tempo todo, e acabam vivendo com uma sensação constante de que nunca é suficiente. Essa cobrança interna cria pensamentos repetitivos (obsessões) e comportamentos repetidos (compulsões) que funcionam como uma forma de aliviar a ansiedade ou o medo de errar. Olhamos para essa cobrança não apenas como um sintoma a ser eliminado, mas como um sinal de que algo mais profundo está em jogo. Conversando e dando espaço para que a pessoa fale sobre o que sente, é possível compreender de onde vem essa voz interna tão crítica e encontrar formas de se relacionar consigo mesma com mais leveza, sem tanta culpa e sem precisar viver aprisionada em rituais.
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No TOC, a autocobrança e o perfeccionismo patológico frequentemente se manifestam como um tipo específico de obsessão ou atuam como o combustível cognitivo que impulsiona as compulsões. Por exemplo, a obsessão por simetria, ordem ou limpeza é, na essência, uma autocobrança rígida e irracional por um padrão de "perfeição" irreal. Essa intensa exigência interna gera uma ansiedade insuportável, que só é temporariamente aliviada pela execução das compulsões (rituais de verificação ou organização). Diferentemente do perfeccionismo saudável, a autocobrança no TOC é disfuncional: ela toma muito tempo, interfere na produtividade e causa sofrimento intenso, pois o indivíduo está preso em um ciclo de padrões impossíveis de atingir.
Olá! Sim, em muitos casos. Pessoas com TOC costumam ter um padrão elevado de autocobrança, responsabilidade exagerada e medo intenso de errar ou causar algum dano. Isso faz com que se sintam obrigadas a “garantir” que tudo esteja certo, o que alimenta as obsessões e os rituais.
Durante a terapia, trabalhar a flexibilidade, a tolerância ao erro e à incerteza é uma parte fundamental para reduzir o impacto do TOC e ajudar a pessoa a se relacionar de forma mais saudável consigo mesma.
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