A hiperfixação é um sintoma do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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A hiperfixação é um sintoma do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Oi, tudo bem?
Essa é uma dúvida muito comum — e bem importante. A hiperfixação não é considerada um sintoma oficial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) segundo os manuais diagnósticos, como o DSM-5. No entanto, ela pode aparecer com frequência nesse quadro como um padrão de funcionamento emocional, e não como um critério clínico. Ou seja, não é algo que define o transtorno, mas pode fazer parte da maneira como a pessoa tenta lidar com emoções muito intensas e com o medo de perda.
No TPB, o que costuma estar por trás da hiperfixação é o desejo profundo de estabilidade e pertencimento. O cérebro, ao perceber uma relação ou uma situação como fonte de segurança, ativa uma espécie de “radar emocional” que se volta quase inteiramente para aquilo. A pessoa passa a pensar, sentir e agir em torno desse foco, como se o resto perdesse importância. É uma tentativa de manter viva uma sensação de conexão que, para quem tem TPB, é essencial e difícil de sustentar.
Mas diferente de uma obsessão, que é marcada por pensamentos repetitivos e ritualizados (como no TOC), a hiperfixação borderline está enraizada no vínculo emocional. É o apego intenso que surge do medo de ser esquecido, rejeitado ou abandonado. Por isso, mais do que um sintoma, é um reflexo da sensibilidade emocional e da necessidade de segurança afetiva que caracterizam o transtorno.
Talvez seja interessante refletir: o que acontece comigo quando sinto que alguém é muito importante? Consigo me perceber presente comigo mesmo(a) quando estou emocionalmente ligado(a) a alguém? E o que sinto quando essa pessoa se distancia um pouco? Essas perguntas costumam ajudar a compreender se o foco vem do afeto saudável ou da tentativa de evitar uma dor emocional antiga.
Esses temas podem ser muito trabalhados em terapia, com espaço para desenvolver regulação emocional e autonomia afetiva. Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma dúvida muito comum — e bem importante. A hiperfixação não é considerada um sintoma oficial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) segundo os manuais diagnósticos, como o DSM-5. No entanto, ela pode aparecer com frequência nesse quadro como um padrão de funcionamento emocional, e não como um critério clínico. Ou seja, não é algo que define o transtorno, mas pode fazer parte da maneira como a pessoa tenta lidar com emoções muito intensas e com o medo de perda.
No TPB, o que costuma estar por trás da hiperfixação é o desejo profundo de estabilidade e pertencimento. O cérebro, ao perceber uma relação ou uma situação como fonte de segurança, ativa uma espécie de “radar emocional” que se volta quase inteiramente para aquilo. A pessoa passa a pensar, sentir e agir em torno desse foco, como se o resto perdesse importância. É uma tentativa de manter viva uma sensação de conexão que, para quem tem TPB, é essencial e difícil de sustentar.
Mas diferente de uma obsessão, que é marcada por pensamentos repetitivos e ritualizados (como no TOC), a hiperfixação borderline está enraizada no vínculo emocional. É o apego intenso que surge do medo de ser esquecido, rejeitado ou abandonado. Por isso, mais do que um sintoma, é um reflexo da sensibilidade emocional e da necessidade de segurança afetiva que caracterizam o transtorno.
Talvez seja interessante refletir: o que acontece comigo quando sinto que alguém é muito importante? Consigo me perceber presente comigo mesmo(a) quando estou emocionalmente ligado(a) a alguém? E o que sinto quando essa pessoa se distancia um pouco? Essas perguntas costumam ajudar a compreender se o foco vem do afeto saudável ou da tentativa de evitar uma dor emocional antiga.
Esses temas podem ser muito trabalhados em terapia, com espaço para desenvolver regulação emocional e autonomia afetiva. Caso precise, estou à disposição.
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Não, hiperfixação não é um sintoma oficial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
Ela não aparece nos critérios diagnósticos do DSM-5 nem do CID-10/CID-11. A hiperfixação é um efeito secundário de duas características centrais do transtorno:
1. Hiperreatividade emocional
Quando uma emoção dispara forte demais, a atenção cola no estímulo que provocou aquilo. É automático.
2. Medo de abandono e necessidade de controle
O cérebro tenta achar segurança se fixando num único ponto: uma pessoa, uma mensagem não respondida, um conflito, um detalhe que virou ameaça.
É como se a hiperfixação fosse uma tentativa de “resolver” a instabilidade interna.
Ela não aparece nos critérios diagnósticos do DSM-5 nem do CID-10/CID-11. A hiperfixação é um efeito secundário de duas características centrais do transtorno:
1. Hiperreatividade emocional
Quando uma emoção dispara forte demais, a atenção cola no estímulo que provocou aquilo. É automático.
2. Medo de abandono e necessidade de controle
O cérebro tenta achar segurança se fixando num único ponto: uma pessoa, uma mensagem não respondida, um conflito, um detalhe que virou ameaça.
É como se a hiperfixação fosse uma tentativa de “resolver” a instabilidade interna.
A hiperfixação não é considerada um sintoma formal do Transtorno de Personalidade Borderline, mas é um fenômeno frequentemente observado, ligado à intensidade emocional, à impulsividade e ao medo de abandono. Ela reflete tentativas de controlar a ansiedade e buscar estabilidade emocional, sendo relevante para compreender a dinâmica relacional e afetiva do paciente, orientando estratégias terapêuticas.
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