A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) age de forma a manipular os outros intenci

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A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) age de forma a manipular os outros intencionalmente devido à invalidação?
Bom dia,
Essa é uma questão crucial. Ações que possam parecer manipuladoras (como explosões ou ameaças) raramente são um cálculo consciente. Elas emergem de um desespero emocional intenso e de uma incapacidade de regular e comunicar a dor psíquica. A invalidação crônica, muitas vezes na história de vida, ensinou a pessoa que suas emoções "normais" não são ouvidas. Assim, em momentos de angústia extrema (medo de abandono), o comportamento pode se tornar dramático e coercitivo como um grito de socorro inconsciente, uma tentativa desesperada de fazer o outro sentir a dimensão de seu sofrimento. Na terapia, trabalha-se para nomear essa dor e desenvolver formas mais adaptativas de pedir apoio, transformando a "manipulação" em comunicação.
Lembre-se, caso esse seja o caso, de buscar acompanhamento e ajuda para a angustia.

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Não. A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline não age para manipular os outros de forma intencional, mesmo quando já sofreu invalidação. O que muitas vezes é percebido como manipulação surge de tentativas de comunicar sofrimento intenso, manter vínculos ou evitar abandono, não de um plano consciente de controlar alguém. A invalidação prévia aumenta a insegurança e a urgência emocional, tornando as reações mais dramáticas ou difíceis de compreender, mas não transforma a pessoa em propositalmente manipuladora. Na psicoterapia, é possível compreender essas dinâmicas, ajudar a pessoa a expressar suas necessidades de forma mais clara e construir relações mais seguras e menos dolorosas.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Não, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline não age de forma intencional ou planejada para manipular os outros por causa da invalidação. O que costuma acontecer é que a invalidação emocional, especialmente quando vivida de forma repetida ao longo da vida, compromete a forma como a pessoa aprendeu a expressar necessidades, pedir ajuda e buscar conexão.

Quando emoções são desconsideradas ou desacreditadas desde cedo, a pessoa não desenvolve confiança de que pode dizer diretamente “eu preciso”, “isso me machucou” ou “tenho medo de te perder” e ser ouvida. Em situações de ativação emocional intensa, o sistema emocional entra em modo de urgência e o comportamento surge como tentativa imediata de aliviar a dor ou garantir o vínculo. Para quem observa de fora, isso pode parecer manipulação; para quem vive, é uma reação desesperada de autoproteção emocional.

A invalidação também faz com que a pessoa sinta que precisa “provar” o que sente para ser levada a sério. Assim, emoções podem ser expressas de forma mais intensa, dramática ou contraditória, não para controlar o outro, mas porque experiências mais sutis no passado não funcionaram. Você percebe se, quando se sente desacreditado ou ignorado emocionalmente, suas reações ficam mais intensas? O que costuma estar por trás dessas reações, medo de abandono, sensação de invisibilidade, necessidade de cuidado?

Na psicoterapia, trabalha-se justamente a reconstrução dessa confiança emocional, ajudando a pessoa a reconhecer suas necessidades, validá-las internamente e comunicá-las de forma mais clara e segura. À medida que a validação interna e externa se fortalecem, comportamentos que antes pareciam “manipuladores” tendem a diminuir, porque deixam de ser a única forma conhecida de pedir vínculo e proteção. Caso precise, estou à disposição.

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