A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) percebe que está em "visão de túnel" quand
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A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) percebe que está em "visão de túnel" quando isso acontece?
Se o paciente já estiver em tratamento, consciente de si e implicado no seu tratamento, no que lhe causa esse fenômeno, as chances dele se perceber imerso nessa onda de sentimentos é maior, porém não há garantias. Estar em tratamento, falando sobre o seu diagnóstico, sobre aquilo que invade, que cega, que cala pode facilitar essa percepção mas não necessariamente impede que aconteça.
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Essa pergunta é muito boa — e mostra que você está tentando entender o que acontece por dentro da experiência, não apenas o que se vê de fora. Na maior parte das vezes, quando a “visão de túnel” se instala, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não percebe o que está acontecendo no momento. Isso porque o cérebro está tomado por uma onda emocional tão intensa que as áreas responsáveis pela autorreflexão e regulação — como o córtex pré-frontal — ficam temporariamente “desligadas”. É como tentar enxergar o horizonte no meio de uma tempestade: até ele está lá, mas a névoa emocional impede de vê-lo.
A consciência do que aconteceu geralmente vem depois, quando a intensidade da emoção começa a baixar. Nesse momento, a pessoa pode se sentir confusa, envergonhada ou até arrependida, ao perceber que reagiu de forma mais impulsiva do que gostaria. E é justamente aí que o trabalho terapêutico se torna tão importante: ele ajuda o cérebro a reconhecer, cada vez mais cedo, os sinais de que a “visão de túnel” está chegando — uma aceleração no corpo, pensamentos absolutos, uma sensação de urgência.
Você já reparou se existem pistas físicas ou mentais que avisam quando a emoção começa a tomar conta? E o que acontece quando tenta se ancorar em algo real, como a respiração ou o ambiente ao redor, antes da crise crescer? Essas pequenas pausas são como freios de emergência emocionais, que o cérebro aprende a usar com treino e consciência.
Com o tempo e a prática, essa percepção vai ficando mais nítida. A pessoa passa de “tomada pela emoção” para “testemunha da emoção” — e é nesse ponto que começa a verdadeira liberdade emocional.
Caso precise, estou à disposição.
Essa pergunta é muito boa — e mostra que você está tentando entender o que acontece por dentro da experiência, não apenas o que se vê de fora. Na maior parte das vezes, quando a “visão de túnel” se instala, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não percebe o que está acontecendo no momento. Isso porque o cérebro está tomado por uma onda emocional tão intensa que as áreas responsáveis pela autorreflexão e regulação — como o córtex pré-frontal — ficam temporariamente “desligadas”. É como tentar enxergar o horizonte no meio de uma tempestade: até ele está lá, mas a névoa emocional impede de vê-lo.
A consciência do que aconteceu geralmente vem depois, quando a intensidade da emoção começa a baixar. Nesse momento, a pessoa pode se sentir confusa, envergonhada ou até arrependida, ao perceber que reagiu de forma mais impulsiva do que gostaria. E é justamente aí que o trabalho terapêutico se torna tão importante: ele ajuda o cérebro a reconhecer, cada vez mais cedo, os sinais de que a “visão de túnel” está chegando — uma aceleração no corpo, pensamentos absolutos, uma sensação de urgência.
Você já reparou se existem pistas físicas ou mentais que avisam quando a emoção começa a tomar conta? E o que acontece quando tenta se ancorar em algo real, como a respiração ou o ambiente ao redor, antes da crise crescer? Essas pequenas pausas são como freios de emergência emocionais, que o cérebro aprende a usar com treino e consciência.
Com o tempo e a prática, essa percepção vai ficando mais nítida. A pessoa passa de “tomada pela emoção” para “testemunha da emoção” — e é nesse ponto que começa a verdadeira liberdade emocional.
Caso precise, estou à disposição.
Olá, como vai? Muitas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline não percebem imediatamente que estão em “visão de túnel”, pois o estado emocional costuma ser muito intenso e dominante naquele momento. É como se a emoção tomasse o primeiro plano e reduzisse a capacidade de enxergar nuances ou outras possibilidades. No entanto, algumas pessoas conseguem perceber o que está acontecendo depois que a crise diminui e o afeto se acalma.
Pela perspectiva psicanalítica, esse estreitamento do pensamento pode estar ligado a vivências internas marcadas por medo, abandono ou fragilidade do Eu, que dificultam a construção de uma percepção mais estável da realidade. O acompanhamento psicoterápico favorece o desenvolvimento de maior consciência desses momentos, ajudando a pessoa a reconhecer, nomear e transformar esses estados ao longo do tempo. Espero ter ajudado, fico à disposição.
Pela perspectiva psicanalítica, esse estreitamento do pensamento pode estar ligado a vivências internas marcadas por medo, abandono ou fragilidade do Eu, que dificultam a construção de uma percepção mais estável da realidade. O acompanhamento psicoterápico favorece o desenvolvimento de maior consciência desses momentos, ajudando a pessoa a reconhecer, nomear e transformar esses estados ao longo do tempo. Espero ter ajudado, fico à disposição.
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