É verdade que uma pessoa com transtorno de personalidade borderline (TPB) internaliza uma má represe
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É verdade que uma pessoa com transtorno de personalidade borderline (TPB) internaliza uma má representação de si mesmo e enfrenta um intenso sentimento de abandono ?
Olá. Sobre a má representação de si é necessário avaliar cada caso e cada pessoa, mas o sentimento de abandono e desamparo é muito intenso mesmo. É um grande sofrimento!
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Sim, na TCC entende-se que pessoas com TPB frequentemente internalizam uma autoimagem negativa (esquemas de inadequação ou rejeição) e enfrentam medo intenso de abandono, o que ativa pensamentos automáticos disfuncionais e respostas emocionais intensas.
Olá, tudo bem?
Sim, essa ideia tem bastante relação com o que vemos no transtorno de personalidade borderline, mas vale fazer um pequeno ajuste conceitual para ficar mais preciso. Não se trata necessariamente de a pessoa “internalizar uma má representação de si” de forma simples ou fixa, e sim de viver uma autoimagem muito instável, dolorosa e facilmente abalada, junto com uma sensibilidade muito intensa ao abandono real ou imaginado. No TPB, é comum haver medo acentuado de ser deixado, rejeitado ou trocado, além de uma percepção de si que oscila bastante conforme o estado emocional e o contexto relacional. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Na prática, isso pode aparecer como sentimentos profundos de não ser bom o suficiente, de ser difícil de amar, de ser “demais” para o outro ou de poder perder vínculos a qualquer momento. Quando o sistema emocional entra em alerta, o cérebro pode interpretar sinais ambíguos como ameaça relacional, quase como se qualquer distância já soasse como prenúncio de abandono. Nessa hora, a pessoa pode oscilar entre se apegar intensamente, se afastar antes de ser ferida, testar o vínculo ou reagir com muita dor a pequenas mudanças no contato. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Ao mesmo tempo, é importante não transformar isso em caricatura. Nem toda pessoa com TPB pensa da mesma forma, sente da mesma forma ou vive abandono do mesmo jeito. O que costuma estar presente é uma combinação de instabilidade na forma de se perceber, relações intensas e dificuldade de regular emoções, e isso pode deixar antigas feridas relacionais muito mais sensíveis. Você percebe que sua visão sobre si mesmo muda muito dependendo de como o outro te trata? Pequenos sinais de distância te mobilizam como se algo maior estivesse prestes a acontecer? E, quando isso acontece, vem mais medo, raiva, vazio ou uma mistura de tudo ao mesmo tempo?
Esses temas costumam se beneficiar bastante de psicoterapia, justamente porque não se resumem a “falta de força” ou “dependência emocional”. Muitas vezes existe uma lógica emocional profunda por trás disso, que pode ser compreendida e trabalhada com seriedade. Se houver sofrimento intenso, impulsividade importante ou dúvida diagnóstica, também pode ser útil avaliação com psiquiatra. Caso precise, estou à disposição.
Sim, essa ideia tem bastante relação com o que vemos no transtorno de personalidade borderline, mas vale fazer um pequeno ajuste conceitual para ficar mais preciso. Não se trata necessariamente de a pessoa “internalizar uma má representação de si” de forma simples ou fixa, e sim de viver uma autoimagem muito instável, dolorosa e facilmente abalada, junto com uma sensibilidade muito intensa ao abandono real ou imaginado. No TPB, é comum haver medo acentuado de ser deixado, rejeitado ou trocado, além de uma percepção de si que oscila bastante conforme o estado emocional e o contexto relacional. :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Na prática, isso pode aparecer como sentimentos profundos de não ser bom o suficiente, de ser difícil de amar, de ser “demais” para o outro ou de poder perder vínculos a qualquer momento. Quando o sistema emocional entra em alerta, o cérebro pode interpretar sinais ambíguos como ameaça relacional, quase como se qualquer distância já soasse como prenúncio de abandono. Nessa hora, a pessoa pode oscilar entre se apegar intensamente, se afastar antes de ser ferida, testar o vínculo ou reagir com muita dor a pequenas mudanças no contato. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Ao mesmo tempo, é importante não transformar isso em caricatura. Nem toda pessoa com TPB pensa da mesma forma, sente da mesma forma ou vive abandono do mesmo jeito. O que costuma estar presente é uma combinação de instabilidade na forma de se perceber, relações intensas e dificuldade de regular emoções, e isso pode deixar antigas feridas relacionais muito mais sensíveis. Você percebe que sua visão sobre si mesmo muda muito dependendo de como o outro te trata? Pequenos sinais de distância te mobilizam como se algo maior estivesse prestes a acontecer? E, quando isso acontece, vem mais medo, raiva, vazio ou uma mistura de tudo ao mesmo tempo?
Esses temas costumam se beneficiar bastante de psicoterapia, justamente porque não se resumem a “falta de força” ou “dependência emocional”. Muitas vezes existe uma lógica emocional profunda por trás disso, que pode ser compreendida e trabalhada com seriedade. Se houver sofrimento intenso, impulsividade importante ou dúvida diagnóstica, também pode ser útil avaliação com psiquiatra. Caso precise, estou à disposição.
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