A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem dificuldade em entender os sinais soci

3 respostas
A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem dificuldade em entender os sinais sociais das outras pessoas ?
Ola,
Na verdade, a dificuldade principal não é entender os sinais, mas regulá-los emocionalmente. Pessoas com TPB muitas vezes captam sinais sociais com uma sensibilidade aguçada, até excessiva. O desafio está na interpretação emocional intensificada, tipo um tom de voz neutro pode ser lido como rejeição, ou uma breve pausa como abandono. É uma leitura enviesada pela hiper-reatividade afetiva e pelo medo subjacente, não por uma falta de compreensão cognitiva. A psicoterapia ajuda a "traduzir" essas percepções, separando o fato real da carga emocional projetada.

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Não exatamente. A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline geralmente percebe os sinais sociais, mas tem dificuldade em interpretá-los de forma neutra. As leituras que faz do outro são intensamente filtradas por emoções fortes, medo de abandono e experiências passadas de vínculo, o que pode distorcer o sentido do que está sendo comunicado. Pequenos gestos ou palavras podem ser vividos como ameaças ou rejeição, mesmo que não tenham essa intenção. Na análise, o trabalho consiste em ajudar o sujeito a diferenciar o que é projeção emocional do que é realmente do outro, promovendo uma compreensão mais clara de si e das relações.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta importante, porque ajuda a desfazer uma ideia comum de que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline teriam dificuldade em entender os sinais sociais dos outros. Na maioria das vezes, o que acontece não é uma incapacidade de entender, mas uma compreensão fortemente influenciada pelo estado emocional do momento.

Muitas pessoas com TPB percebem sinais sociais com bastante acuidade. Mudanças sutis no tom de voz, no olhar, no ritmo da conversa ou na disponibilidade emocional do outro costumam ser rapidamente notadas. O desafio aparece quando esses sinais são interpretados sob um nível elevado de ativação emocional, especialmente em situações que envolvem vínculo, medo de rejeição ou possibilidade de perda. Nessas condições, a leitura tende a ficar mais rígida e carregada de significado negativo.

Não se trata, portanto, de falta de empatia ou de dificuldade cognitiva para entender o outro. Pelo contrário, frequentemente há empatia e sensibilidade em excesso. O problema é que a emoção intensa ocupa tanto espaço que reduz a capacidade de considerar múltiplas explicações para o mesmo sinal social. Um comportamento ambíguo pode passar a ser vivido como confirmação de rejeição, mesmo sem evidências claras.

Vale refletir: você costuma perceber rapidamente quando alguém muda de humor ou de postura? Em momentos de maior envolvimento emocional, suas conclusões sobre o que isso significa ficam mais absolutas? Depois, quando a emoção diminui, você consegue enxergar outras interpretações possíveis? Essas perguntas ajudam a diferenciar dificuldade de compreensão de influência emocional na interpretação.

Na psicoterapia, o foco é ajudar a pessoa a manter essa sensibilidade como um recurso, sem que ela se transforme em fonte constante de sofrimento. Trabalhar a regulação emocional e a checagem das interpretações permite compreender melhor os sinais sociais sem reagir de forma automática. Se a pessoa já estiver em acompanhamento, levar esses exemplos para o profissional que a atende pode enriquecer muito o processo. Caso precise, estou à disposição.

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