A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) percebe que está com "visão de túnel"?
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A pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) percebe que está com "visão de túnel"?
Geralmente, não no momento da obsessão, a pessoa percebe depois, quando o foco extremo já passou e nota que perdeu a noção do entorno.
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Em muitos casos, sim, a pessoa com TOC percebe que está presa a pensamentos ou rituais repetitivos, mas essa percepção nem sempre é suficiente para interromper o ciclo. A “visão de túnel” pode ser reconhecida como foco excessivo, rigidez mental ou incapacidade de considerar alternativas, mas a ansiedade intensa mantém o indivíduo ligado à obsessão ou compulsão, dificultando a mudança espontânea do comportamento.
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito rica, porque a resposta não é totalmente “sim” nem totalmente “não”. Depende muito do momento do ciclo obsessivo. Em muitos casos, a pessoa com TOC não percebe imediatamente que está em visão de túnel. Quando o pensamento intrusivo surge e a ansiedade dispara, o cérebro entra tão rápido no modo de ameaça que a pessoa sente como se aquilo fosse a única realidade possível. A percepção fica estreita e a consciência crítica diminui, não por falta de inteligência, mas porque o sistema emocional assume o comando.
Mas existe algo importante: em alguns instantes, especialmente antes ou depois da crise, muitas pessoas conseguem notar que a mente funcionou de forma “afunilada”. Talvez você já tenha vivido isso. Depois que o episódio passa, você olha para trás e pensa: “Como é que eu não consegui ver além disso?”. Ou percebe que naquele momento tudo parecia urgente, absoluto, inquestionável. A pergunta que pode te ajudar a mapear isso é: em que momento do ciclo você percebe que perdeu amplitude mental? É antes da ansiedade subir, no meio dela, ou só depois? E o que o seu corpo costuma te avisar quando isso está começando?
Com o tempo e a psicoterapia, essa consciência vai ficando mais precoce. A pessoa começa a perceber sinais sutis — respiração que muda, foco que se fixa, urgência que cresce — e essa percepção é exatamente o que abre espaço para quebrar o ciclo. É como se a visão de túnel deixasse de ser automática e passasse a ser reconhecida como um padrão. E esse reconhecimento é um dos maiores avanços no tratamento, porque devolve à pessoa a capacidade de escolha.
Se quiser, posso te ajudar a identificar os sinais internos que antecedem esse estado e entender como isso pode fortalecer seu processo terapêutico. Caso precise, estou à disposição.
Mas existe algo importante: em alguns instantes, especialmente antes ou depois da crise, muitas pessoas conseguem notar que a mente funcionou de forma “afunilada”. Talvez você já tenha vivido isso. Depois que o episódio passa, você olha para trás e pensa: “Como é que eu não consegui ver além disso?”. Ou percebe que naquele momento tudo parecia urgente, absoluto, inquestionável. A pergunta que pode te ajudar a mapear isso é: em que momento do ciclo você percebe que perdeu amplitude mental? É antes da ansiedade subir, no meio dela, ou só depois? E o que o seu corpo costuma te avisar quando isso está começando?
Com o tempo e a psicoterapia, essa consciência vai ficando mais precoce. A pessoa começa a perceber sinais sutis — respiração que muda, foco que se fixa, urgência que cresce — e essa percepção é exatamente o que abre espaço para quebrar o ciclo. É como se a visão de túnel deixasse de ser automática e passasse a ser reconhecida como um padrão. E esse reconhecimento é um dos maiores avanços no tratamento, porque devolve à pessoa a capacidade de escolha.
Se quiser, posso te ajudar a identificar os sinais internos que antecedem esse estado e entender como isso pode fortalecer seu processo terapêutico. Caso precise, estou à disposição.
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