A remissão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) muda a forma como o paciente lida com emo

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A remissão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) muda a forma como o paciente lida com emoções negativas?
Oi, é um prazer te ter por aqui.

Sim. Uma das mudanças mais marcantes da remissão é justamente a transformação na forma como o paciente lida com emoções negativas. Antes da remissão, emoções como raiva, tristeza, vergonha ou medo tendem a ser vividas como avassaladoras, intoleráveis e ameaçadoras. Isso leva a respostas impulsivas, autoagressão, rupturas relacionais e tentativas desesperadas de evitar abandono.

Na remissão, o paciente desenvolve maior capacidade de mentalização, ou seja, consegue observar suas emoções sem ser dominado por elas. A regulação emocional melhora, permitindo que sentimentos intensos sejam processados com mais clareza, nuance e tolerância. O paciente passa a reconhecer gatilhos, antecipar reações e utilizar estratégias aprendidas — respiração, grounding, reavaliação cognitiva, comunicação assertiva — antes que a emoção escale.

Além disso, conflitos deixam de ser interpretados como rejeição absoluta. A pessoa consegue diferenciar intenção de impacto, compreender ambivalências e tolerar frustrações sem desorganização. Isso reduz drasticamente comportamentos impulsivos e melhora a qualidade das relações.

Portanto, a remissão não elimina emoções negativas, mas transforma profundamente a forma como elas são vividas e manejadas.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
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Abraços

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Sim, a remissão no Transtorno de Personalidade Borderline pode mudar de maneira significativa a forma como a pessoa lida com emoções negativas. Isso não quer dizer que tristeza, raiva, medo, vergonha ou sensação de rejeição deixam de existir, mas que a relação com essas emoções tende a se tornar menos impulsiva, menos desesperadora e mais compreensível.

Quando o TPB está mais ativo, emoções negativas podem ser vividas como algo urgente, ameaçador e quase impossível de tolerar. Em remissão, a pessoa costuma desenvolver mais capacidade de observar o que sente antes de agir, nomear melhor a emoção, reconhecer gatilhos e perceber que uma emoção intensa não precisa, necessariamente, virar uma decisão imediata. Essa pequena pausa entre sentir e reagir costuma ser uma grande conquista clínica.

Uma pergunta importante seria: quando uma emoção difícil aparece, a pessoa consegue perceber o que ela está tentando comunicar? Ela consegue diferenciar tristeza de abandono, raiva de ameaça, medo de rejeição real? E consegue atravessar esse estado emocional sem recorrer automaticamente a comportamentos que depois geram arrependimento?

Na psicoterapia, esse amadurecimento emocional é um ponto central. A remissão não significa “não sentir”, mas conseguir sentir sem ser completamente tomado pela emoção. É como se a mente aprendesse, aos poucos, que uma onda emocional pode ser intensa, mas ainda assim passageira e possível de ser atravessada com mais consciência e menos dano.

Portanto, sim, a remissão tende a favorecer uma forma mais regulada, flexível e cuidadosa de lidar com emoções negativas. Ainda podem existir momentos difíceis, mas a pessoa passa a ter mais recursos para compreender, sustentar e responder ao que sente de maneira menos destrutiva. Caso precise, estou à disposição.
 Juliana  da Cruz Barros Neves
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Fico feliz que tenha trazido essa questão. De modo geral, sim, a remissão no Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar associada a mudanças importantes na forma como a pessoa lida com emoções negativas. O sofrimento emocional não desaparece completamente, porque emoções como tristeza, raiva, medo e frustração fazem parte da experiência humana, mas a maneira de se relacionar com elas tende a se tornar mais equilibrada.

Antes da remissão, é comum que determinadas emoções sejam vividas com intensidade muito elevada e provoquem reações impulsivas ou dificuldades significativas nos relacionamentos. Com a melhora clínica, a pessoa frequentemente desenvolve maior capacidade de reconhecer o que está sentindo, tolerar o desconforto emocional e escolher respostas mais alinhadas aos seus objetivos e valores.

Do ponto de vista da neurociência, podemos pensar que os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional passam a funcionar de forma mais integrada. Isso favorece uma pausa entre sentir e agir, criando espaço para reflexão. Quando uma emoção difícil surge, a pessoa consegue observá-la sem concluir imediatamente que precisa agir sobre ela? Consegue diferenciar um sentimento passageiro de uma ameaça real? Percebe que uma emoção intensa não define quem ela é?

Essa mudança costuma ser um dos sinais mais importantes de recuperação. A emoção continua existindo, mas deixa de conduzir a vida da pessoa da mesma forma que antes. Em vez de lutar contra cada sentimento desagradável ou ser arrastada por ele, ela passa a desenvolver uma relação mais consciente, flexível e estável com sua experiência emocional.

Caso preciso, estou à disposição.
Sim, costuma mudar. Em remissão, a pessoa pode continuar sentindo tristeza, raiva, medo ou frustração, mas tende a reconhecer essas emoções com mais clareza e agir com menos impulsividade. Ela também pode conseguir se acalmar mais rápido, pedir ajuda de forma mais saudável e diferenciar melhor emoção de realidade. Isso torna as crises menos desorganizadoras.

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