A tecnologia digital pode ser usada para promover o autocuidado das pessoas ?
3
respostas
A tecnologia digital pode ser usada para promover o autocuidado das pessoas ?
Sim, a tecnologia digital pode facilitar o autocuidado ao oferecer ferramentas de monitoramento emocional, acesso a informações, terapias online e recursos para prática de meditação, exercícios e hábitos saudáveis
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
A tecnologia digital pode ser uma ferramenta poderosa para promover o autocuidado das pessoas. Com a crescente digitalização, há uma gama de recursos e aplicativos disponíveis que podem ajudar as pessoas a cuidar de sua saúde física, mental e emocional de maneira prática e acessível.
Alguns exemplos: Aplicativos de meditação e mindfulness, plataformas que facilitam o acesso a terapia online com profissionais de saúde mental, aplicativos de monitoramento de saúde física, recursos educacionais e conteúdos de bem estar, redes de apoio para inspiração.
Vale lembrar que todos esses recursos são ferramentas aplicáveis a promoção de saúde mental, não substituindo um atendimento profissional especializado.
Alguns exemplos: Aplicativos de meditação e mindfulness, plataformas que facilitam o acesso a terapia online com profissionais de saúde mental, aplicativos de monitoramento de saúde física, recursos educacionais e conteúdos de bem estar, redes de apoio para inspiração.
Vale lembrar que todos esses recursos são ferramentas aplicáveis a promoção de saúde mental, não substituindo um atendimento profissional especializado.
Oi!Tudo bem?
Está aí uma pergunta que é de essencial importância na nossa realidade de vida e nos ambiente terapêuticos. Trarei aqui uma interpretação psicanalítica.
Sob uma perspectiva que leva em conta a profundidade da psique humana, podemos pensar que a tecnologia digital, como qualquer expressão da criatividade humana, carrega uma dualidade intrínseca.
Ela não é inerentemente boa ou má; mas atua a partir da função, sentidos a ela fornecidos, que reflete e amplia aquilo que já carregamos dentro de nós.
Vejo que a tecnologia digital pode ser usada para auxiliar a promover uma versão específica de autocuidado mas, no meu ver, de forma como uma introdução e auxiliar num possível processo de autocuidado.
Ela oferece alívios sintomáticos imediatos, mas pode, paradoxalmente, obstruir o caminho para uma elaboração psíquica mais profunda. Pode-se parar e deixar de trabalhar um ponto de suma importância no desenvolvimento da psique, retendo se a uma falta de interação com o outro que pode ser muito mais profundo e impactante.
Como a tecnologia funciona num aspecto estruturado e mensurável, vejo limitações numa busca limitada a razão lógico-dedutiva. Uma ilustração seria de que ao invés de elaborar se um processo de a angústia subjacente, por exemplo, o sujeito se engaja em um ritual obsessivo de auto-otimização, com resultados de que o cuidado de si pode se transformar em mais uma demanda superegóica, com deveres e obigações introjetadas, "Você deve meditar por 10 minutos", "você *deve* atingir 10.000 passos", "Você deve rastrear e controlar o seu humor", negando numa supercialidade os reais motivos que criaram a angústia, não olhando para esta de uma forma profunda e analítica que esta merece.
O superego, que já é internalizado e nos policia como referencial de ideal, ganha uma voz digital externa e constante, potencialmente aumentando a culpa e a sensação de inadequação quando as metas não são atingidas.
Outro ponto é o acesso ao inconsciente. Este, por definição, é inacessível à consciência direta e à quantificação. Vemos a sua existência através de suas manifestações, como os atos falhos, sonhos, chistes e sintomas, em que a tentativa de mapear o self através de dados pode ser uma forma de resistência, uma fuga da complexidade desorganizada e assustadora do inconsciente para a aparente ordem e previsibilidade dos gráficos e números.
Isto é, pode levar o sujeito numa relação com uma imagem de si mesmo e não com sua realidade psíquica conflituosa.
Sob um viés psicanalítico, a tecnologia digital não promove o autocuidado de forma direta, mas sim pode trazer imediato alívio de sintomas de ansiedade, tédio, solidão mas, podem servir como *tapas-buracos* que impedem a investigação das causas profundas.
Aqui, tem um outro perigo enorme: Reforçar defesas egóicas como a racionalização e a obsessão por controle em detrimento do contato com o inconsciente.
Para encerrar, jamais desprezaria totalmente a tecnologia, em que a vejo como um primeiro passo para pessoas que de outra forma não buscariam ajuda.
Pode servir como um objeto de contenção suficiente e basal para que o sujeito posteriormente busque uma análise ou terapia mais profundas, usando os conteúdos de reflexão gerados pelas tecnologias em geral e associá-las com críticas, reflexões mais qualitativas deste material, com associações e interpretações em conjunto com um profissional da área de saúde.
A tecnologia digital para o autocuidado é como um remédio sintomático, que age no sintoma mas, não diagnostica, não trata e analisa o que está causando.
Na atividade psicanalítica é menos sobre gerenciar sintomas e mais sobre se aventurar na escuridão do próprio desejo e conflito para, só então, encontrar uma forma mais autêntica e menos sintomática de viver.
Para vivenciarmos este e outros temas de conteúdos que te tragam questionamentos, ações imobilizadoras, convido para termos conversas e, quem sabe, um encontro psicanalítico que auxilie no seu processo de desenvolvimento e saúde mental.F
ico à disposição e, qualquer dúvida, entre em contato via site Doctoralia ou diretamente comigo nos meus contatos.
Até logo e sucesso!
Está aí uma pergunta que é de essencial importância na nossa realidade de vida e nos ambiente terapêuticos. Trarei aqui uma interpretação psicanalítica.
Sob uma perspectiva que leva em conta a profundidade da psique humana, podemos pensar que a tecnologia digital, como qualquer expressão da criatividade humana, carrega uma dualidade intrínseca.
Ela não é inerentemente boa ou má; mas atua a partir da função, sentidos a ela fornecidos, que reflete e amplia aquilo que já carregamos dentro de nós.
Vejo que a tecnologia digital pode ser usada para auxiliar a promover uma versão específica de autocuidado mas, no meu ver, de forma como uma introdução e auxiliar num possível processo de autocuidado.
Ela oferece alívios sintomáticos imediatos, mas pode, paradoxalmente, obstruir o caminho para uma elaboração psíquica mais profunda. Pode-se parar e deixar de trabalhar um ponto de suma importância no desenvolvimento da psique, retendo se a uma falta de interação com o outro que pode ser muito mais profundo e impactante.
Como a tecnologia funciona num aspecto estruturado e mensurável, vejo limitações numa busca limitada a razão lógico-dedutiva. Uma ilustração seria de que ao invés de elaborar se um processo de a angústia subjacente, por exemplo, o sujeito se engaja em um ritual obsessivo de auto-otimização, com resultados de que o cuidado de si pode se transformar em mais uma demanda superegóica, com deveres e obigações introjetadas, "Você deve meditar por 10 minutos", "você *deve* atingir 10.000 passos", "Você deve rastrear e controlar o seu humor", negando numa supercialidade os reais motivos que criaram a angústia, não olhando para esta de uma forma profunda e analítica que esta merece.
O superego, que já é internalizado e nos policia como referencial de ideal, ganha uma voz digital externa e constante, potencialmente aumentando a culpa e a sensação de inadequação quando as metas não são atingidas.
Outro ponto é o acesso ao inconsciente. Este, por definição, é inacessível à consciência direta e à quantificação. Vemos a sua existência através de suas manifestações, como os atos falhos, sonhos, chistes e sintomas, em que a tentativa de mapear o self através de dados pode ser uma forma de resistência, uma fuga da complexidade desorganizada e assustadora do inconsciente para a aparente ordem e previsibilidade dos gráficos e números.
Isto é, pode levar o sujeito numa relação com uma imagem de si mesmo e não com sua realidade psíquica conflituosa.
Sob um viés psicanalítico, a tecnologia digital não promove o autocuidado de forma direta, mas sim pode trazer imediato alívio de sintomas de ansiedade, tédio, solidão mas, podem servir como *tapas-buracos* que impedem a investigação das causas profundas.
Aqui, tem um outro perigo enorme: Reforçar defesas egóicas como a racionalização e a obsessão por controle em detrimento do contato com o inconsciente.
Para encerrar, jamais desprezaria totalmente a tecnologia, em que a vejo como um primeiro passo para pessoas que de outra forma não buscariam ajuda.
Pode servir como um objeto de contenção suficiente e basal para que o sujeito posteriormente busque uma análise ou terapia mais profundas, usando os conteúdos de reflexão gerados pelas tecnologias em geral e associá-las com críticas, reflexões mais qualitativas deste material, com associações e interpretações em conjunto com um profissional da área de saúde.
A tecnologia digital para o autocuidado é como um remédio sintomático, que age no sintoma mas, não diagnostica, não trata e analisa o que está causando.
Na atividade psicanalítica é menos sobre gerenciar sintomas e mais sobre se aventurar na escuridão do próprio desejo e conflito para, só então, encontrar uma forma mais autêntica e menos sintomática de viver.
Para vivenciarmos este e outros temas de conteúdos que te tragam questionamentos, ações imobilizadoras, convido para termos conversas e, quem sabe, um encontro psicanalítico que auxilie no seu processo de desenvolvimento e saúde mental.F
ico à disposição e, qualquer dúvida, entre em contato via site Doctoralia ou diretamente comigo nos meus contatos.
Até logo e sucesso!
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Quais são as suas consequências do cyberbullying ?
- . Quais são os gatilhos da raiva nos relacionamentos intrafamiliar e interpessoal ?
- Como a neuropsicologia explica o mindfulness? .
- Como a mindfulness pode ser praticada no cotidiano de uma pessoa ?
- Quais são algumas técnicas comuns de prática do mindfulness?
- Como fazer o registro de pensamentos disfuncionais?
- Como é feito o diagnóstico da imaturidade patológica?
- É possível superar a imaturidade patológica? .
- O que os psicólogos falam sobre o uso excessivo do celular?
- Quais são os sintomas emocionais/psicológicos da abstinência tecnológica digital ?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 1003 perguntas sobre Saude Mental
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.