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Ao pesquisar sobre alguma patologia que nos acomete, geralmente nos deparamos com um dos seguintes manejos: Controlar o estresse. O que exatamente seria controlar o estresse? Como qualquer curioso tendemos a pesquisar isso também, o que lemos é: Atividade Física, lazer, tomar chá de camomila e ou erva doce. Bom, é isso mesmo? Me imagino logo fazendo essas coisas stressado e ficando mais stressado por não fica livre do estreasse
Controlar o estresse não significa nunca mais sentir estresse. Significa ajudar o corpo e a mente a saírem do estado constante de alerta.

Atividade física, lazer e chá podem ajudar, mas não resolvem a raiz do problema quando existe sobrecarga emocional, ansiedade, pressão ou esgotamento.

Por isso muitas pessoas tentam “relaxar” e continuam estressadas. O verdadeiro manejo do estresse envolve entender o que está adoecendo você, criar limites, descansar de verdade e aprender a regular as emoções.

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Olá, boa tarde.

Essa é uma dúvida muito boa, porque “controlar o estresse” virou uma frase extremamente repetida, mas muitas vezes mal explicada. E você percebeu um ponto importante: controlar o estresse não significa nunca mais sentir estresse.

Na prática, controlar o estresse significa aumentar a capacidade do organismo de regular e recuperar o equilíbrio diante das pressões da vida, sem entrar em sobrecarga constante. Ou seja, não é “eliminar” a ativação, mas evitar que ela fique crônica e desorganize sua vida emocional, física e cognitiva.

Por isso, atividades como exercício físico, lazer ou técnicas de relaxamento ajudam, mas não porque “apagam” o estresse imediatamente. Elas funcionam mais como reguladores do sistema nervoso ao longo do tempo.

O problema é que muita gente tenta essas estratégias já no pico da exaustão esperando um efeito imediato, e aí surge exatamente a sensação que você descreveu: “estou fazendo tudo isso e continuo estressado”.

Além disso, estresse não é só excesso de tarefas. Muitas vezes envolve:
• autocobrança constante
• necessidade de controle
• dificuldade de descanso sem culpa
• ambiente invalidante
• preocupação contínua
• sensação de ameaça ou pressão prolongada

Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente nisso: entender o que mantém o sistema em alerta e desenvolver formas mais sustentáveis de responder às demandas, em vez de apenas “tentar relaxar”.

Na prática clínica, costumo explicar que regular o estresse é mais parecido com fortalecer um músculo do que apertar um botão. É um processo gradual de reorganização da rotina, pensamentos, hábitos e forma de lidar com pressão.

Então, sim, atividade física e lazer ajudam, mas o ponto central não é “tomar chá e ficar zen”. É construir uma relação mais equilibrada com exigência, descanso, emoções e limites.

Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Oi, é um prazer te ter por aqui.


Quando alguém lê “controle do estresse” como recomendação para lidar com uma condição psicológica, a impressão inicial costuma ser de frustração. Parece uma orientação vaga, superficial, quase como se dissesse:Oi, é um prazer te ter por aqui.

A sua pergunta é extremamente pertinente, porque toca em algo que muitas pessoas vivem: a frustração de ler recomendações genéricas como “controle o estresse” e, ao tentar aplicá-las, sentir exatamente o contrário, mais estresse, mais irritação, mais sensação de inadequação. Isso acontece porque “controlar o estresse” não é uma ação simples, e muito menos um conjunto de dicas prontas. É um processo psicológico complexo, que envolve compreender como o corpo e a mente reagem às demandas internas e externas.


Quando buscamos na internet, encontramos sugestões como atividade física, lazer, chás calmantes, respiração, meditação. Essas práticas podem ajudar, mas não são o núcleo do manejo do estresse. Elas são ferramentas, não o processo em si. E é justamente aí que surge a frustração: você pode fazer tudo isso e continuar estressado, porque o estresse não se resolve apenas com ações pontuais, mas com mudanças na forma como interpretamos, organizamos e respondemos às situações.


Controlar o estresse significa, antes de tudo, entender o estresse. Ele não é apenas “estar nervoso”. É um conjunto de respostas fisiológicas, cognitivas e emocionais que surgem quando percebemos que as demandas são maiores do que nossa capacidade de lidar com elas naquele momento. Por isso, controlar o estresse envolve:


Reconhecer sinais corporais e emocionais antes que eles escalem.

Identificar gatilhos — situações, pensamentos, padrões de comportamento.

Modificar interpretações automáticas que amplificam a tensão.

Desenvolver estratégias de enfrentamento realistas, não perfeccionistas.

Criar rotinas que previnam sobrecarga, não apenas intervenções emergenciais.

Aprender a regular emoções, não apenas tentar “se acalmar”.

Estabelecer limites, inclusive com nós mesmos.


Perceba que isso é muito diferente de “tome um chá e faça uma caminhada”. Essas práticas podem ajudar, mas não substituem o trabalho interno.


E existe outro ponto importante: quando estamos estressados, nosso cérebro entra em modo de sobrevivência. Isso reduz nossa capacidade de concentração, planejamento e tolerância à frustração. Então, tentar fazer atividades relaxantes enquanto o corpo está em alerta pode realmente gerar mais estresse, porque você sente que “não está funcionando”, e isso cria um ciclo de autocrítica.


Por isso, o manejo do estresse é um processo gradual, que envolve autoconhecimento, regulação emocional e mudança de padrões cognitivos. Não é sobre eliminar o estresse, mas sobre reduzir sua intensidade e aumentar sua capacidade de lidar com ele.


Se você quiser, posso aprofundar esse tema e explicar como construir um plano realista de manejo do estresse, baseado em psicologia clínica e neurociência.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line em Todo o Brasil e presencialmente em Vitória-ES
Abraços
Olá, tudo bem? É uma ótima observação. Nós humanos vivemos com várias sensações desconfortáveis em nossos corpos, sejam sentimentos, pensamentos ou sensações fisicas. Muitas estratégias já foram propostas no sentido de torná-las suportaveis, toleraveis, manejaveis ou até mesmo ignoráveis. Contudo, existe uma linha de psicólogos que tendem a concordar com sua observação, isto é, que a longo prazo essas estratégia não funcionam. A ideia de que podemos controlar nossos estados internos não funcionam, o que é importante é como convivemos com eles. Claro, isso não quer dizer que não existe uma correlato fisico evidente entre uma rotina de exercicio fisico e a redução de estresse. Mas, para além disso, é importante trabalhar a ideia de que precisamos aprender a conviver com o estresse, pois sempre sentiremos essa sensação em algum grau durante toda nossa vida. Se o estressse tem sido um fator que tem reduzido evidentemente sua qualidade de vida, pode ser interessante iniciar um processo psicoterapêutico. Nesse caso, estou disponível para te acompanhar. Abraços.
Olá, como vai?
Sim, essas são algumas formas de lidar com o estresse do dia a dia e conseguir alcançar o estado de relaxamento. Não só a atividade física, o lazer e os chás ajudam, mas fazer atividades que você não está acostumado, como pintar quadros, montar objetos, trabalhar com a terra e outras podem te proporcionar uma mudança na forma de pensar, por ser algo novo e desafiador, inicialmente. Estar em um processo psicoterapêutico também te auxilia a lidar com estresse, pois você poderá falar livremente sobre ele, se ouvir, o que realmente te para te deixar estressado e reconhecer qual é a sua responsabilidade desse processo. Procure ajuda profissional, pode ser transformador para você.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, muito boa sua pergunta!
O Estresse é uma condição emocional que sobrecarrega psicológica e energeticamente a cabeça, o pescoço e os ombros. Ocorre uma tensão emocional que se reflete no corpo físico da pessoa.
Dito isso, existem dois tipos de cuidados ou manejos do Estresse. Esses que você relacionou que procuram reduzir essa tensão emocional e física, comprovadamente com sucesso em todas as idades.
O segundo tipo de cuidado é a pessoa identificar as causas do estresse e manejá-las de um modo que aliviem esses sintomas. Existem causas externas como relações familiares dificeis, pressão no trabalho, relacionamento amoroso conturbado, como também existem causas internas, como baixa estima exacerbada, crenças limitantes. Ou seja, o manejo do estresse pode variar em muitos modos e combinações de fatores.
O segundo tipo de manejo é mais intrinsico a vida da pessoa, muitas vezes as causas não são conhecidas. Caso o seu estresse esteja num nível que você não consegue identificar as causas, procure um profissional da Psicologia para que ele te oriente a busca do autoconhecimento e do manejo para uma nova vida.
Espero tê-lo ajudado. Boa sorte!!!!
Controlar o estresse não significa eliminar completamente emoções difíceis ou nunca mais se sentir sobrecarregado. O estresse é uma resposta natural do organismo diante de pressões, preocupações, mudanças ou situações percebidas como desafiadoras. O problema costuma surgir quando ele se torna intenso, frequente ou difícil de manejar.

Atividade física, lazer e momentos de descanso podem ajudar, mas geralmente não funcionam como uma “cura imediata”. Muitas vezes, controlar o estresse também envolve compreender limites, padrões de pensamento, excesso de cobrança, dificuldade de descanso e a forma como lidamos emocionalmente com as situações da vida. A psicoterapia pode auxiliar justamente nesse processo de compreensão e desenvolvimento de estratégias mais saudáveis para lidar com o sofrimento emocional.
Controlar o estresse não significa eliminar completamente o estresse ou nunca mais se sentir sobrecarregado. Na prática, está mais relacionado a encontrar formas de lidar com ele para que não tome conta da sua rotina, da sua saúde ou da sua qualidade de vida. Atividade física, momentos de lazer, técnicas de relaxamento e outras estratégias costumam ser citadas porque ajudam muitas pessoas, mas isso não significa que funcionarão da mesma forma para todo mundo. Se você não se identifica com essas atividades, talvez o mais interessante seja buscar outras que sejam prazerosas para você e que favoreçam uma sensação de descanso, bem-estar ou relaxamento. O importante não é fazer exatamente o que aparece nas listas, mas encontrar recursos que façam sentido para a sua realidade e que possam te ajudar a diminuir a sobrecarga que está vivendo. Afinal, tentar se forçar a fazer algo que não combina com você pode acabar gerando ainda mais estresse.
talvez o problema não esteja no chá, no exercício ou no descanso em si. Essas experiências podem, sim, abrir espaços de cuidado. A questão é quando elas são apresentadas como técnicas de eliminação/controle de estresse. Como se o objetivo da existência fosse atingir um estado permanente de equilíbrio, serenidade e controle.

A perspectiva fenomenológico-existencial talvez nos convide a outro caminho. Não o de eliminar o estresse, mas o de interrogá-lo. O que em mim está tensionado? Que forma de vida estou sustentando? De que maneira meu corpo talvez esteja dizendo algo que minha consciência ainda não conseguiu escutar?

Porque nem toda tensão é um defeito. Às vezes, ela é linguagem. Às vezes, o sofrimento aparece justamente quando a vida que estamos vivendo se afasta demais da vida que poderíamos habitar de maneira mais autêntica. Existe também uma violência sutil na cultura do bem-estar: ela frequentemente transforma emoções humanas em falhas de gerenciamento. Como se sentir-se cansado, ansioso ou angustiado diante do mundo contemporâneo fosse simplesmente incapacidade individual de administrar emoções. Mas talvez exista algo profundamente saudável em não se adaptar completamente a certas formas de existência.

Talvez “controlar o estresse” não seja anestesiar a vida, mas construir uma relação menos bélica com aquilo que sentimos. Não perguntar apenas “como faço isso passar?”, mas também “o que isso revela sobre minha maneira de existir?”. Às vezes, o descanso não vem quando conseguimos nos livrar da angústia, mas quando deixamos de lutar o tempo inteiro contra ela.

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