Após ser diagnosticado o transtorno bipolar, como a familia do paciente deve se portar no dia a dia

Após ser diagnosticado o transtorno bipolar, como a familia do paciente deve se portar no dia a dia com ele?

12 respostas


O apoio da família ao paciente portador de Transtorno Bipolar é de extrema relevância. Tendo em vista que as alterações de humor constantes dificultam no convívio. No entanto a família deve levar em consideração que essas mudanças constantes de humor são de ordem neuroquímica e que o paciente necessita de cuidados especiais. Sendo necessário o acompanhamento psicoterapêutico e, dependendo do grau do transtorno, da mesma forma o tratamento com psicotrópicos. Uma boa dose de paciência, principalmente no ínicio do tratamento vai motivar o paciente a continuar lutando para vencer a psicopatologia. A psicoterapia que utiliza métodos catárticos vai possibilitar o aprendizado do paciente em lidar com seus próprios impulsos. A família pode auxiliar na escuta, fazendo com que o paciente se sinta acolhido e amparado. Um alerta: esses pacientes tem risco de suicídio, por conta do sentimento de culpa. O transtorno bipolar tem cura, desde que haja interesse e apoio da família.

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Acredito que seja interessante pensar para além do diagnóstico psiquiátrico. Assim seria interessante que o diagnosticado faça análise ( abordagem de sua escolha) para o diagnóstico estrutural diferencial que possibilitará um real esclarecimento so re como a família pode lidar com ele.


A família tem que estar atenta, bem orientada e livre de preconceito. Paciência e compreensão são fundamentais para uma convivência harmônica, enquanto durar o tratamento. É preciso que o paciente se auxilie, se monitorando, se policiando a fim de minimizar os sintomas e a família tem que ajudá-lo nesse processo com delicadeza, nunca com imposição, afinal estamos lidando com uma pessoa adoecida, em vias de cura, mas ainda adoecida.


Estou de acordo com a colega Psicóloga Bárbara.


A família deve se comportar normalmente para que o diagnosticado não se sinta desprezado ou inferiorizado. O apoio, a compreensão e a paciência da família é sempre muito importante, pelo fato de o transtorno bipolar causar emoções muito fortes (euforia) e muito fracas (depressão). Os familiares precisam estar atentos, mas sem pressionar. Não posso deixar de mencionar que este transtorno tem cura com a ajuda dos profissionais psicólogo e psiquiatra; no entanto é necessário procurar um profissional psicólogo especializado em transtornos mentais que utilizam a terapia cognitiva comportamental que tem bastante suporte para a estabilidade do diagnosticado.


Em primeiro plano, é importante sabermos que antes da doença existe um ser humano. Então, deve haver um grande cuidado para não rotular a pessoa como "bipolar" , "doente", "não confiável"... a família deve estar sempre atenta às situações que podem desencadear uma crise ou um surto e quando isso acontecer deve dar suporte para que seu familiar consiga a reinserção social e controle da crise. Como fazer isso? Primeiramente incentivando-o a fazer um tratamento, depois, diálogos construtivos para fazê-lo enxergar sua situação e muito incentivo para que não se sinta envergonhado.


A família deve promover e incentivar que o portador de transtorno bipolar faça tratamento psiquiátrico para estabilizar o humor e tratamento psicoterápico para que o indivíduo aprenda a lidar com sua impulsividade e fases depressivas. A família não deve super proteger nem exigir demais da pessoa, levando em conta que um baixo limiar `a frustração faz parte do quadro, mas que com esses cuidados a pessoa pode ter uma vida normal e produtiva.

Gissela Risnic

Gissela Risnic

Psicanalista

São Paulo

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Olá! o contexto familiar é de fundamental importância. Quando a pessoa adoecida tem uma familia bem estruturada e de um grau de instrução mais elevado, fica menos complexo o auxilio ao tratamento. Compreender que o Ser portador desse adoecimento age por impulso, e na maioria das vezes não são compreendidos. É de fundamental importância que o tratamento envolva: Psiquiatra, Psicologo e a família, simultaneamente.


A família ou a pessoa que convive com o portador do Transtorno bipolar tem que ter muita paciência, apoiá-lo nos momentos difíceis, incentivando-o a comparecer nas sessões de terapia e tomar os medicamentos na hora certa. Nos momentos de crise quando se percebe que o portador está falando muito em suicídio ou percebe-se muita tristeza, não deixá-lo sozinho, não superprotegendo, mas dando-lhe apoio, conversando, mostrar a ele que tem alguém que o ama muito e que ele é muito importante. E acima de tudo que ele possa trabalhar a sua espiritualidade, pois a fé cura.


Imagino que você pergunta por ser difícil conviver com a pessoa. Com ou sem diagnóstico. Ele muda nada. Pelo contrário, o diagnóstico pode diminuir a vontade dos familiares entender a pessoa, como se o rótulo fosse uma desculpa. Tudo depende da vontade dos familiares. Se acham que não dão conta, que o digam e procuram afastar a pessoa, se possível. Se acham que vão dar conta, que vam para frente. O peor é a hesitação. A pessoa bipolar não vai mudar assim. Quem precisa mudar são os familiares. Acostumar-se a conviver com a pessoa sem sentir que ela entenda os sentimentos que ela provoca, é o desafio. É duro, mas é o único caminho. Não é prometedor procurar condicionar a pessoa, por exemplo com amor quando ela se comporta bem e com punições quando ela se comporta mal. Este condicionamento -- mal feito -- provavelmente esteja na origem da bipolaridade, acontecido na infância. Não adianta continuar no mesmo caminho. Procurem apóio emocional onde poderem.


A família deve apoiar a pessoa portadora desse tipo de problema, mas de uma forma muito peculiar. É preciso ter em conta que apoiar não quer dizer ser complacente com todos os desejos da pessoa e sim se opor eventualmente, mas com boas conversas e diálogos. Alguns pacientes com esse tipo de transtorno diagnosticados acham que a família não os apóia, pois entendem erroneamente que todos tem que entender os seus altos e baixos e serem permissivos em excesso. DIálogo com a família é o melhor cenário.


São muitos aprendizados diários que podem ser produzidos pela participação da família na psicoterapia do paciente em questão ou a família procurar um outro profissional com abordagem familiar que irá ajudar nos diferentes desafios que forem surgindo no cotidiano.

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