As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?

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As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?
Olá espero que esteja bem

Altas habilidades/superdotação é um tipo de perfil cognitivo, não é um diagnóstico e nem um transtorno do neurodesenvolvimento.

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Altas habilidades e superdotação não é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, mas sim uma neurodivergência. Ou seja, é um funcionamento neurológico que se desvia da norma, porém não é patológico. A pessoa diagnosticada com altas habilidades/superdotação pode passar por algumas dificuldades, como dificuldade de socialização, baixa autoestima, questões envolvendo o bem estar e a saúde mental e até mesmo baixo desempenho escolar, principalmente quando não diagnosticado. Caso precise de acompanhamento psicológico para lidar com as angustias e questões inerentes dessa neurodivergência, estou à disposição.
Ola tudo bem? Não, altas habilidades/superdotação não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento. Elas são classificadas como uma forma de neurodiversidade, onde o cérebro funciona de maneira diferente, mas não implica necessariamente em um transtorno. Enquanto a neurodiversidade pode incluir condições como o autismo, a superdotação é vista mais como uma variação natural do desenvolvimento humano, com potencial elevado em áreas específicas.
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Embora envolvam diferenças cognitivas importantes, AH/SP não representa um déficit no desenvolvimento neurológico — como ocorre, por exemplo, no autismo ou no TDAH. Representa um desempenho muito acima da média em áreas como raciocínio lógico, criatividade, liderança ou expressão artística. Apesar disso, muitas vezes crianças superdotadas enfrentam dificuldades emocionais, sociais ou escolares, por não se encaixarem nas demandas comuns. Por isso, mesmo não sendo um transtorno, a condição pode exigir acompanhamento psicológico e educacional especializado.
Não. As altas habilidades/superdotação não são classificadas como um transtorno do neurodesenvolvimento em nenhum dos principais manuais diagnósticos (DSM-5 ou CID-11). Pelo contrário, entendem‐se como um perfil de desenvolvimento atípico, mas não patológico. Por isso não há um diagnóstico de AH/SD e sim a identificação da condição. Contudo é sim possível que um indivíduo superdotado também tenha um transtorno do neurodesenvolvimento associado (por ex. TDAH, dislexia ou TEA). São os casos “dupla excepcionalidade”.
Ou seja, a superdotação é um perfil de diferenças cognitivas e não um transtorno. Enquanto transtornos do neurodesenvolvimento envolvem déficits e prejuízos funcionais, a alta habilidade reflete um potencial elevado que pode, isso sim, exigir adaptações educacionais e apoio socioemocional.
Boa noite,
Não, altas habilidades/superdotação não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento. Pelo contrário, elas representam um perfil de desenvolvimento atípico, mas em direção ao alto desempenho, especialmente nas áreas intelectual, acadêmica, criativa, artística ou psicomotora.
Abraços
Boa tarde. Altas habilidades não é um transtorno.
Não. Altas habilidades não é considerado transtorno mental. Mas a criança poderá ter questões de desenvolvimento diferentes das que não possuem superdotação, o que pode ser um desafio e que pode ser ajudada com psicoterapia. Podem ocorrer também comorbidades, estar associado a outras condições que são transtornos como TDAH, TEA, transtornos ansiosos. Por isso a importância do acompanhamento psicológico.
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Não as (AH/SD) não são consideradas um Transtorno do Neurodesenvolvimento, mas são uma condição de desenvolvimento atípico, caracterizadas por um funcionamento acima da média e uma ou mais áreas; capacidade intelectual;criatividade; habilidades academicas específicas; liderança; talento artistico ou psicomotor. No Brasil as AH/SD são reconhecidas como necessidades educacionais especiais e não transtorno.
Ola, bom dia! Altas habilidades por si só não caracterizam um transtorno do neurodesenvolvimento
Não, altas habilidades/superdotação não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento. A superdotação é mais vista como uma forma de neurodivergência, ou seja, um desenvolvimento neurológico diferente do padrão, mas não necessariamente problemático.
Não, as altas habilidades ou superdotação não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento. Elas representam um perfil de funcionamento intelectual acima da média, com habilidades cognitivas e criativas elevadas, sem implicar necessariamente em prejuízos ou dificuldades associadas a transtornos
Não. Altas habilidades/superdotação não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento.

Na classificação do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), os transtornos do neurodesenvolvimento incluem condições como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), entre outros — todos caracterizados por prejuízos no desenvolvimento cognitivo, adaptativo, social ou motor.
Já as altas habilidades/superdotação são entendidas como uma condição de desenvolvimento atípico para além da média, marcada por elevado potencial em uma ou mais áreas (intelectual, acadêmica, criativa, artística ou psicossocial). Em vez de prejuízo, o que se observa é um desempenho significativamente acima da média.
No entanto, é importante destacar que alunos superdotados podem apresentar vulnerabilidades emocionais, sociais ou comportamentais, e também podem ter transtornos associados (como TDAH ou TEA), condição conhecida como dupla excepcionalidade. Nesses casos, a avaliação cuidadosa é essencial para garantir o reconhecimento tanto das potencialidades quanto das dificuldades.
As altas habilidades/superdotação não são classificadas como um transtorno do neurodesenvolvimento. Segundo os principais manuais de diagnóstico, como a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, o termo "transtorno do neurodesenvolvimento" refere-se a condições como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), entre outros. Altas habilidades, por sua vez, são entendidas como manifestações excepcionais de competência intelectual, criatividade ou talento em áreas específicas, situando-se frequentemente acima do esperado para a idade e contexto do indivíduo.


Embora pessoas com altas habilidades/superdotação possam apresentar necessidades especiais educacionais e emocionais, elas não têm, por definição, uma disfunção neurológica ou atraso no desenvolvimento. Ao contrário, essas pessoas apresentam potencialidades acentuadas, que requerem oportunidades de estímulo e desafios adequados. O reconhecimento das altas habilidades/superdotação como uma condição diferenciada, mas não patológica, é fundamental para evitar equívocos e promover práticas educativas que favoreçam o pleno desenvolvimento desses estudantes. Portanto, é importante distinguir altas habilidades de transtornos do neurodesenvolvimento, garantindo uma abordagem sensível às particularidades e potencialidades de cada indivíduo.


Se precisar de mais informações sobre processos de avaliação, estratégias de intervenção, direitos ou recursos disponíveis, estou à disposição para ajudar. O diálogo aberto contribui para construir caminhos mais inclusivos e humanos.
Abraços
Altas habilidades ou superdotação não são vistas como um transtorno do neurodesenvolvimento! Na verdade, representam uma forma diferente, e avançada, funcionamento intelectual. Pessoas com esse perfil costumam ter facilidade em aprender, resolver problemas, criar ou se expressar com profundidade em áreas específicas, como matemática, arte ou linguagem.
Apesar disso, elas podem enfrentar desafios emocionais ou sociais, especialmente se não forem compreendidas ou estimuladas da forma certa. E quando existem outras dificuldades junto, como questões de atenção ou leitura, falamos em dupla-excepcionalidade, ou seja, quando a pessoa tem tanto altas habilidades quanto outra condição que merece cuidado.

Olá, como vai?

As altas habilidades ou superdotação não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento. Pelo contrário, tratam-se de um perfil de desenvolvimento atípico, caracterizado por um funcionamento cognitivo e criativo significativamente acima da média, que pode se manifestar em áreas específicas — como matemática, música, linguagem ou liderança — ou de forma mais ampla, envolvendo múltiplas habilidades. No entanto, embora não seja um transtorno, a superdotação exige atenção e suporte adequados, pois envolve desafios emocionais, sociais e pedagógicos que impactam diretamente o desenvolvimento da criança.

Do ponto de vista das neurociências, estudos mostram que pessoas com altas habilidades apresentam um funcionamento cerebral diferenciado, com padrões de conectividade neural e velocidade de processamento superiores, além de maior sensibilidade sensorial e emocional. Esses aspectos indicam que a superdotação é uma expressão singular do neurodesenvolvimento, e não uma patologia. No entanto, justamente por essa singularidade, essas crianças muitas vezes enfrentam dificuldades de adaptação escolar, frustrações com o ritmo da turma, e, em alguns casos, podem apresentar comportamentos mal interpretados como sintomas de transtornos.

Vale destacar que no Brasil as altas habilidades/superdotação são reconhecidas como uma necessidade educacional especial pela legislação vigente, o que garante o direito a atendimento educacional especializado (AEE). No entanto, esse suporte nem sempre está disponível na prática, o que reforça a importância de articulações entre família, escola e profissionais da saúde para favorecer o desenvolvimento integral dessas crianças e adolescentes.

Espero ter ajudado, fico à disposição.
 Fabio Villalva
Psicólogo
Santo Antônio de Posse
Não, as Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD) **não são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento** e não estão classificadas como uma psicopatologia nos principais manuais diagnósticos, como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).

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### **Por Que Não É um Transtorno?**

A AH/SD é entendida como uma **condição de desenvolvimento**, uma característica humana que se manifesta por um potencial significativamente acima da média em uma ou mais áreas do conhecimento, como a intelectual, criativa, artística, de liderança ou em áreas acadêmicas específicas.

Diferente de um transtorno, que implica em prejuízos ou disfunções que causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento no funcionamento, a superdotação é uma **capacidade elevada**. A pessoa com AH/SD nasce com esse potencial e o mantém ao longo da vida.

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### **Desafios e Necessidades Específicas**

Embora não seja um transtorno, é fundamental entender que indivíduos com Altas Habilidades/Superdotação podem enfrentar **desafios únicos** que demandam atenção e suporte específicos. Esses desafios podem surgir devido a:

* **Desajuste Social e Emocional:** Podem se sentir isolados ou incompreendidos pelos pares, já que seus interesses e ritmos de aprendizado podem ser diferentes. Isso pode levar a sentimentos de solidão ou dificuldades em formar relacionamentos.
* **Perfeccionismo e Ansiedade:** A busca pela excelência pode levar a um perfeccionismo excessivo, que muitas vezes está associado a altos níveis de ansiedade e medo de falhar.
* **Tédio e Desmotivação:** Em ambientes que não oferecem estímulos adequados ou desafios intelectuais, podem sentir tédio e desmotivação, o que pode ser confundido com desinteresse ou problemas de comportamento.
* **Comorbidades:** É importante ressaltar que a AH/SD pode **coexistir** com transtornos do neurodesenvolvimento (como o Transtorno do Espectro Autista ou TDAH) ou outros transtornos mentais (como ansiedade e depressão). Nesses casos, a identificação da superdotação é crucial para um diagnóstico e tratamento precisos de ambas as condições.

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### **Implicações na Saúde Mental e Educação**

Justamente por essas particularidades, o reconhecimento das Altas Habilidades/Superdotação é crucial para que esses indivíduos recebam o suporte adequado – tanto na educação (com enriquecimento curricular e adaptações) quanto na saúde mental (com acompanhamento psicológico que entenda suas necessidades específicas). O objetivo é garantir que eles desenvolvam todo o seu potencial e tenham uma boa qualidade de vida, evitando que os desafios se transformem em sofrimento psicológico.

Portanto, as Altas Habilidades/Superdotação são uma **característica do desenvolvimento humano** que, embora traga grandes potenciais, exige um olhar atento para suas particularidades e para as necessidades emocionais, sociais e educacionais que podem surgir.

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