Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastr

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Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastreio,testes,linha investigativa um psicanalista deve iniciar?
 Indayá Jardim de Almeida
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá. Somente a partir do seu relato não é possível definir, pois a direção do tratamento será definida a partir das individualidades do caso, mas o TOC geralmente traz muitas dúvidas devido aos pensamentos obsessivos ou pensamentos intrusivos (que vão embora de forma mais rápida e espontânea) e podem gerar comportamentos compulsivos. Para psicanalise o TOC é caracterizado por pensamentos ou atos que têm como função substituir conteúdos inconscientes insuportáveis, esses mecanismos protegem o material recalcado, mas o sujeito fica em um lugar de sofrimento e auto-recriminação. Por isso é importante buscar um psicanalista/psicólogo não só para avaliar o quadro, mas também oferecer um espaço de escuta sensível e acolhimento, possibilitando encontrar saídas/elaborações para essas questões que têm a ver com a subjetividade da história de cada pessoa. Espero ter ajudado, estou á disposição!

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 Lisiane Hadlich Machado
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Boa tarde. Vai depender da experiencia clinica, formacoes/especializacoes em compulsao com protocolos especificos que o profissional segue. Importante esse psicanalista ser psicologo e ter a especializacao em sexualidade. Normalmente nao ha uma linha investigativa, mas sim um protocolo, habilidades tecnicas e subjetivas e estrategias para a melhora do paciente. Cada profissional aborda de uma forma, por exemplo na minha faco cada tratamento de forma individualizada e personalizada conforme a avaliacao.
 Valter Rodrigues
Psicanalista, Psicólogo
Contagem
O profissional que realmente é qualificado vai saber adequar o tipo de rastreio e manejo é necessário para cada paciente, tendo em vista que sua formação o capacita para tal. Procurar um profissional qualificado e ético na sua prática é de extrema imortancia. Caso precise, estou à disposição para um agendento de consulta para discutir essas questões.
Dr. Thiago Sales Lima
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
De acordo com as questões expostas, o Psicanalista dedicará diversas sessões para escutar livremente suas associações psiquicas relacionadas a esse tema em sua vida, a partir disso traçará um lógica estrutural nesse sintoma repetitivo. É nessa estrutura que se desvelará o inconsciente propriamente dito.
 Juliana Arango
Psicanalista
Niterói
O mais importante é a prática clínica e a análise e eventual supervisão de casos nos quais existam dificuldades para lidar de forma apropriada com a contratransferência. Os/As psicanalistas NÃO trabalham com métodos de rastreio, nem com testes. A linha investigativa, se pudermos chamar assim, é a "motivação", "disposição" de uma pessoa, que está angustiada o suficiente com o sofrimento psíquico, como para "querer" fazer algo para, talvez, mudar essa tendência. Nem toda pessoa que está sofrendo muito com o seu jeito de entender a vida e agir nela, está "pronta" para falar sobre aquilo que precisa ser falado, que de qualquer forma depende do caso, e não pode ser previsto em modalidade de hipóteses pré-estabelecidas.
Se você tiver perguntar técnicas ou até mesmo a necessidade de trabalhar no seu sofrimento psíquico, pode procurar o meu nome no ggl.
Juliana Arango.
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
A psicanálise não toma protocolos. O que não quer dizer que seja um tratamento aleatório ou sem parâmetros. Será a escuta minuciosa do discurso do paciente e da relação transferencial que indicará os caminhos possíveis a serem tomados. O sintoma carrega uma mensagem e será necessário decifra-la no percurso de tratamento deste paciente. Então o ritmo e a trilha deste percurso dependerão desta fina leitura do que é dito, a quem é dito, como é dito, quando é dito. Uma aposta que depende do compromisso do paciente com seu dizer e sua confiança em quem lhe ouve. Um psicanalista passa a vida estudando, participando de grupos, seminários, congressos e todo este saber para, por vezes, conseguir devolver uma palavra que faça eco ao paciente. A psicanálise se baseia em uma ética, não numa metodologia pré estabelecida.
 Thiago de Sousa
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Um psicanalista que leve a sério sua clínica irá buscar o tripé e nada mais. Sendo o tripé: análise pessoal, formação e supervisão - de preferência em uma escola de psicanálise.
Dr. Rubens Torres
Psicanalista
Hortolândia
Na psicanálise, a investigação do transtorno compulsivo sexual (TCS) não se baseia em testes padronizados ou rastreamentos típicos da psiquiatria ou psicologia comportamental. O trabalho clínico segue uma abordagem exploratória e interpretativa, levando em conta a singularidade do sujeito.

História do Sintoma e do Sujeito

Como e quando a compulsão sexual começou?

Há eventos traumáticos, conflitos ou mudanças significativas associados ao início do comportamento?

Qual a frequência, intensidade e impacto do comportamento na vida do paciente?


Relação com o Desejo e o Gozo

O paciente sente prazer ou culpa após os episódios?

A compulsão está ligada à busca de satisfação ou ao alívio de um sofrimento?

Como o paciente enxerga seu próprio desejo e sua sexualidade?

Dinâmica Inconsciente e Identificações

Há identificações com figuras parentais que influenciam a relação com o desejo e o corpo?

Como a questão do amor e do desejo se manifesta na história do paciente?

Há alguma relação entre a compulsão e o medo da castração ou da perda?

Construção da Demanda Analítica

O paciente vê a compulsão como um problema ou uma parte natural de si?

O que ele espera da análise? Modificação do comportamento ou um entendimento mais profundo?

Como lida com a frustração e a espera, elementos fundamentais no manejo clínico da compulsão?

O caminho na psicanálise não é o de diagnóstico nosográfico, mas de escuta da singularidade do sintoma e da posição subjetiva do paciente. Assim, a investigação se dá na transferência, permitindo que, ao longo do processo, o sujeito possa construir outra relação com seu desejo e seu sintoma.
Qualquer investigação de questões psíquicas de uma pessoa, deve iniciar por onde ela mesma entende que é favorável. Quando o terapeuta dirige ou encaminha a investigação, ele deixa de estar com as questões do paciente e começa a impor a sua própria agenda. Isso tira o protagonismo do paciente no processo de cura, o que é contra produtivo. Fico à disposição. Abraço.
 Alexandre Pedro
Psicanalista, Terapeuta complementar
São Paulo
O primeiro passo é entender causa do comportamento. Eu iniciaria entendendo o histórico emocional do paciente, possíveis traumas, apego e os gatilhos que disparam a compulsão. Muitas vezes, o problema não é o sexo em si, mas o vazio que ele está tentando preencher. É fundamental avaliar se há culpa, repressão ou um ciclo vicioso de prazer e frustração. Sem entender a origem, qualquer tentativa de compreensão fica superficial...
 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Um psicanalista não trabalha com testes ou rastreios no sentido médico, mas escuta o sujeito para entender o que essa compulsão diz sobre sua relação com o desejo, o gozo e a falta. A questão não é quantificar o comportamento, mas localizar como ele se inscreve na história e no discurso do paciente. Importa investigar se a compulsão aparece como uma tentativa de tamponar um vazio, evitar um encontro com a angústia ou repetir algo que escapa ao controle. O foco é menos no ato em si e mais na posição subjetiva que o sustenta.
Na clínica psicanalítica, a compulsão pode ser entendida como um sintoma que revela algo mais profundo. O prazer sexual, em muitos casos, aparece distorcido, acompanhado de culpa, vergonha ou sensação de insatisfação. A necessidade de repetição constante do ato compulsivo pode indicar um conflito psíquico não resolvido, onde o sujeito tenta preencher uma falta, lidar com frustrações ou reafirmar sua identidade. O psicanalista, ao invés de buscar uma solução imediata para conter o comportamento, convida o paciente a refletir sobre o significado do seu desejo e a reconhecer os mecanismos inconscientes que o aprisionam.

A terapia não tem como objetivo eliminar a sexualidade do indivíduo, mas ajudá-lo a reconstruir sua relação com o prazer e o desejo de forma mais saudável. Em alguns casos, quando a compulsão se torna severa e compromete gravemente a vida do paciente, uma abordagem interdisciplinar pode ser necessária, envolvendo acompanhamento psiquiátrico para controle da impulsividade. No entanto, mesmo nesses casos, a psicanálise mantém seu papel essencial de investigar a subjetividade e oferecer ao sujeito um espaço de compreensão e transformação. O processo analítico não busca apenas conter o sintoma, mas permitir que o paciente ressignifique sua experiência emocional, compreenda seus padrões e desenvolva novas formas de lidar com suas angústias, abrindo caminho para uma vivência mais equilibrada da própria sexualidade.
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Um psicanalista que inicia o tratamento de um paciente com transtorno compulsivo sexual deve começar com uma avaliação detalhada, focando na história de vida do paciente, incluindo sua infância, relacionamentos familiares, traumas e experiências sexuais. É importante investigar como o comportamento compulsivo afeta sua vida cotidiana, relacionamentos e saúde mental. O psicanalista deve também rastrear possíveis comorbidades psiquiátricas, como ansiedade, depressão, transtornos de personalidade ou uso de substâncias, que podem estar associados ao comportamento compulsivo.
A abordagem psicanalítica inclui a exploração de conflitos inconscientes, mecanismos de defesa e a dinâmica de transferência na relação terapêutica, buscando compreender os significados mais profundos por trás do comportamento compulsivo. Instrumentos como questionários e escalas podem ser usados para avaliar a gravidade do comportamento e possíveis traumas. Além disso, é essencial considerar fatores sociais e ambientais, como o uso de tecnologia e o contexto social do paciente.
O tratamento inicial pode incluir psicoterapia psicanalítica para explorar questões inconscientes, encaminhamento para grupos de apoio e, se necessário, avaliação psiquiátrica para considerar medicação. O acompanhamento deve ser contínuo, com reavaliações periódicas para monitorar o progresso e ajustar a abordagem terapêutica conforme necessário. A colaboração com outros profissionais de saúde mental pode ser fundamental para um tratamento eficaz.
Dr. Rafael Garbuio
Psicanalista
Juiz de Fora
Na Psicanálise, a investigação de um paciente com compulsão não se baseia em testes ou rastreios padronizados. A cocnentração está na escuta clínica, usando associação livre, transferência e repetição para entender a dinâmica inconsciente por trás do sintoma. Algumas perguntas importantes a serem investigadas no tratamento psicanalítico são: como e quando a compulsão começou? Quais eventos marcaram a vida do paciente? Qual o papel desse comportamento no seu psiquismo? O objetivo não é controlar a compulsão, mas compreender o que ela expressa e por que se repete. A escuta cuidadosa permite ao analista acessar esses significados e ajudar o paciente a elaborar seu funcionamento psíquico. Assim, alcança-se maior equilíbrio e diminui o sofrimento deste paciente.
Espero ter ajudado!
Na psicanálise, a investigação do Transtorno Compulsivo Sexual começa pela escuta da história do paciente, explorando traumas, dinâmica familiar e padrões repetitivos. Observa-se se a compulsão funciona como defesa contra angústia, vazio ou culpa. Avalia-se a relação com o desejo, dificuldades com a falta e a presença de comorbidades como ansiedade ou depressão. Também se investiga a relação do paciente com limites, vergonha e punição. O foco não é apenas conter o sintoma, mas compreendê-lo, permitindo sua ressignificação e uma elaboração mais profunda no processo analítico.
Um psicanalista se preocupa na escuta, na leitura do que diz o sujeito. Não há testes, isso não significa nada. Se há uma compulsão, há uma repetição, um sofrimento. Materia prima para escuta clínica.
Dr. Jansen Santana
Psicanalista
Petrópolis
O trabalho nesta linha versa por compreeender a estrutura e a influência sobre a compulsão. Tratar os conteúdos simbólicos que possam dissolver a defesa compulsiva ou compreender os arranjos não simbólicos que possam estar ligados a compulsão e tratá-los de maneira a produzir qualidade de vida em via de arranjos mais benéficos a subjetividade do paciente.
 José Antônio Sanches de Castro
Psicólogo, Psicanalista
Assis
Diante de um paciente com Transtorno Compulsivo Sexual (TCS), o psicanalista deve conduzir uma investigação aprofundada e abrangente, combinando elementos de rastreio, testes e uma linha investigativa específica. É crucial ressaltar que o TCS é um transtorno complexo, com causas multifacetadas e manifestações individuais.
Rastreio
O rastreio inicial deve buscar identificar a presença de comportamentos sexuais compulsivos, sua frequência, intensidade e impacto na vida do paciente. É importante investigar:
Comportamentos sexuais
Quais são os comportamentos específicos que o paciente realiza de forma compulsiva (masturbação excessiva, uso de pornografia, busca por sexo com múltiplos parceiros, etc.)?
Tempo gasto
Quanto tempo o paciente dedica a esses comportamentos diariamente?
Impacto na vida
Esses comportamentos interferem em outras áreas da vida do paciente, como trabalho, relacionamentos, saúde física e mental?
Sentimentos
Quais são os sentimentos associados a esses comportamentos (culpa, vergonha, prazer, etc.)?
Tentativas de controle
O paciente já tentou controlar ou reduzir esses comportamentos? Com que resultados?
Testes
Além do rastreio, o psicanalista pode utilizar testes psicológicos específicos para avaliar a presença de compulsões, impulsividade e outros transtornos que podem estar associados ao TCS, como:
Escala de Compulsão Sexual
Avalia a presença e a gravidade de comportamentos sexuais compulsivos.
Inventário de Ansiedade de Beck
Avalia a presença e a intensidade de sintomas ansiosos.
Escala de Depressão de Beck
Avalia a presença e a intensidade de sintomas depressivos.
Teste de Personalidade MMPI
Avalia traços de personalidade e psicopatologias.
Linha investigativa
A linha investigativa do psicanalista deve se concentrar na história de vida do paciente, buscando compreender:
Experiências na infância
Traumas, abusos, negligência ou outras experiências negativas na infância podem ter contribuído para o desenvolvimento do TCS.
Dinâmica familiar
Como eram os relacionamentos familiares? Havia alguma disfunção familiar?
Desenvolvimento da sexualidade
Como o paciente vivenciou sua sexualidade na adolescência e na vida adulta?
Conflitos emocionais
Quais são os conflitos emocionais que o paciente enfrenta? Há alguma dificuldade em lidar com raiva, tristeza, medo ou outros sentimentos?
Mecanismos de defesa
Quais são os mecanismos de defesa que o paciente utiliza para lidar com seus conflitos?
A partir da análise do rastreio, dos testes e da linha investigativa, o psicanalista poderá construir um quadro completo do paciente e de seu transtorno. É importante ressaltar que o tratamento do TCS é um processo complexo e de longa duração, que exige do paciente e do analista um compromisso mútuo.
Observação
É fundamental que o psicanalista tenha formação e experiência no tratamento de transtornos compulsivos sexuais.
 Francivaldo Brito de Oliveira
Psicanalista
Campinas
A psicanalise visa uma análise e esculta do inconsciente. Nada melhor que uma boa esculta analítica! Sendo um transtorno compulsivo, entende-se que o paciente tem pensamentos que causam dor e sofrimento, pensamentos esses que o paciente fez ou desejou fazer, na infância ou na vida adulta, gerando assim culpa. Esses conflitos sendo entendidos/Interligados, entre "inconsciente e Consciente" a energia causadora vai deixando de ser necessária, trazendo alivio ao paciente. Espero ter ajudado!
 Rosana Britva
Psicanalista
São Paulo
Na psicanálise, a investigação do transtorno compulsivo sexual (TCS) começa por uma escuta qualificada e uma abordagem clínica aprofundada para compreender a dinâmica psíquica do paciente. Diferente da psiquiatria, que pode recorrer a testes estruturados e diagnósticos diferenciais médicos, o psicanalista foca na construção da narrativa do paciente e na identificação de padrões inconscientes que sustentam o comportamento compulsivo.
Se necessário, o psicanalista pode sugerir um encaminhamento para psiquiatra (uso de inibidores seletivos de recaptação de serotonina pode ajudar na compulsão) ou para terapia cognitivo-comportamental, caso o paciente se beneficie de estratégias de controle comportamental.

O que você pensa sobre essa abordagem? Algum ponto que queira aprofundar? Estou à disposição caso queira conversar mais a respeito
 Rosana Cristina Viegas Barbarini
Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas


Na psicanálise, o Transtorno Compulsivo Sexual ou Hipersexualidade não é visto apenas como um problema comportamental, mas como um sintoma de conflitos inconscientes mais profundos.

O objetivo do psicanalista não é "controlar" o comportamento de forma direta, mas investigar as origens psíquicas desse excesso de desejo sexual.

Uma linha investigativa para um psicanalista pode ser:
- a associação livre e hsistórico do sintoma
- o rastreio de traumas e repressões, em muitos casos, a compulsão pode ser uma defesa contra sentimentos de vazio, rejeição ou angústia. – a investigação da relação do paciente com o prazer e o desejo
- análise de mecanismos de defesa e estruturas psíquicas

O psicanalista deve observar se a compulsão está ligada a um dos seguintes mecanismos de defesa: sublimação insuficiente, compulsão à repetição e desamparo psíquico.

Além disso, pode-se investigar se o paciente se encaixa em alguma estrutura psíquica específica:
• Neurótica (compulsão ligada à culpa e repressão).
• Borderline (uso do sexo para regular emoções intensas).
• Perversa (uso do sexo como mecanismo central da identidade psíquica).

Se houver suspeita de fatores biológicos (como desregulação dopaminérgica), pode ser indicado um encaminhamento para um psiquiatra para avaliação complementar.

Concluindo, o psicanalista deve escutar, investigar e interpretar o que a compulsão representa para o paciente, sem focar apenas no controle do comportamento. A compulsão sexual é um sintoma, e o objetivo é descobrir o que está por trás dela.

 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Oi, grato pela sua pergunta! Na psicanálise, não trabalhamos com testes ou rastreios padronizados, mas sim com a escuta atenta da história e dos significantes do paciente. Investigamos o que a compulsão sexual representa para ele, quais angústias ela tenta calar e como se insere em sua estrutura psíquica. Cada caso é único e merece um olhar singular. Se esse tema ressoa em você, conversar pode ser um caminho. Sinta-se à vontade para buscar ajuda. Um abraço!
 Thiago Sobral
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Sou psicanalista e especialista em saúde mental, com uma longa trajetória nos serviços de atenção psicossocial. Em relação a um paciente com transtorno compulsivo sexual, a abordagem inicial do psicanalista deve ser voltada para uma escuta profunda e cuidadosa das angústias, fantasias e comportamentos do paciente. O psicanalista deve buscar compreender as raízes emocionais e os significados inconscientes envolvidos nos impulsos sexuais e na compulsividade, sem focar unicamente nos sintomas.

Além disso, uma linha investigativa pode incluir explorar possíveis traumas passados, questões de autoestima, dinâmica de relações afetivas e a forma como a sexualidade está conectada com o emocional do paciente. O rastreio ou avaliação mais técnica de diagnósticos pode ser indicada com a colaboração de outros profissionais da saúde, como psicólogos ou psiquiatras, caso haja indicação de necessidade.

O trabalho psicanalítico, portanto, visa compreender o conflito interno que se manifesta no comportamento, ao invés de apenas tratar os sintomas, com o objetivo de promover uma mudança mais profunda e duradoura. Se você ou alguém precisar de acompanhamento, estou disponível para atendê-lo e ajudá-lo nesse processo.
Olá. Parece-me que você é um Analista Clínico. Por isso, vou fazer algumas injunções, expondo uma abordagem Psicanalítica ao Transtorno Compulsivo Sexual.
1. Anamnese Exploratória:
- Investigar a história libidinal do paciente, com ênfase em eventos marcantes do desenvolvimento psicossexual (ex.: experiências traumáticas, conflitos edípicos, fixações em fases pré-genitais).
- Mapear a relação entre compulsão e angústia: como o ato compulsivo se articula com fantasias inconscientes ou medos (ex.: punição, castração, perda de controle).

2. Rastreio de Dinâmicas Inconscientes:
- Priorizar a associação livre para identificar conteúdos recalcados ligados à sexualidade (ex.: desejos proibidos, identificações ambivalentes).
- Analisar sonhos e atos falhos como portas de acesso a conflitos entre pulsão (sexualidade) e defesas (superego).

3. Eixos de Investigação Clínica:
- Mecanismos de defesa predominantes: Verificar se a compulsão atua como formação reativa (ex.: sublimação de agressividade), repetição compulsiva (Freud, Além do Princípio do Prazer) ou tentativa de dominar um trauma.
- Transferência e contratransferência: Observar como a sexualidade do paciente se projeta na relação analítica, revelando padrões relacionais inconscientes (ex.: idealização, sedução, medo de julgamento).

4. Contextualização Simbólica:
- Interpretar o sintoma como metáfora de uma demanda não verbalizada (Lacan). Ex.: A compulsão sexual como substituto de uma carência afetiva ou busca de reconhecimento.
- Avaliar a função do gozo (jouissance) na repetição do ato: há prazer no sofrimento ou na transgressão?

Minha sugestão fibal é de que a investigação deve equilibrar a escuta das singularidades do paciente com referenciais teóricos (ex.: pulsão de morte, angústia de fragmentação). Como bem sabemos, o foco não é "curar" o sintoma, mas desvendar seu sentido na economia psíquica, abrindo espaço para ressignificações. A compulsão, assim, revela-se menos como patologia e mais como mensagem cifrada do inconsciente.

Sucesso!
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
Não é assim que um psicanalista trabalha...
 Andréa Carla Steffen
Psicanalista
São Paulo
Quando um paciente apresenta transtorno compulsivo sexual, o psicanalista não aplica testes, mas escuta com atenção para entender o sentido do sintoma na história do sujeito. O foco é:

1. Escutar sem julgar o que o paciente vive.


2. Identificar a estrutura psíquica (neurose, psicose ou perversão).


3. Investigar repetições e fantasias ligadas à compulsão.


4. Explorar a história afetiva e sexual do paciente.


5. Observar os mecanismos de defesa e sofrimento envolvido.


6. Indicar acompanhamento médico ou psiquiátrico, se houver risco à saúde ou à vida.
Na psicanálise, diferentemente da psiquiatria ou da psicologia clínica tradicional, não se trabalha com testes padronizados ou rastreios estruturados no início. O foco está na escuta, na associação livre e na investigação da história subjetiva do paciente. No entanto, diante de um paciente que relata comportamentos compulsivos de natureza sexual, o psicanalista deve seguir uma linha investigativa clínica e ética, com escuta cuidadosa
Olá,

A psicanalise possui uma abordagem que não inclui testes psicológicos, os encontros com o paciente são uma conversa, a investigação recai sobre o que acontece no AQUI E AGORA da sessão.
No caso de um paciente com suspeita ou diagnóstico de transtorno compulsivo sexual (TCS), o psicanalista, embora não utilize testes padronizados como em abordagens clínicas tradicionais, pode iniciar uma investigação clínica detalhada baseada em uma escuta cuidadosa e sistemática, que inclui:

Anamnese detalhada

Histórico sexual do paciente: padrões de comportamento, frequência e intensidade dos impulsos sexuais, tentativas de controle.

História pessoal e familiar: traumas, abusos, dinâmica familiar, história de outras compulsões ou transtornos mentais.

Impacto funcional: consequências sociais, profissionais e pessoais do comportamento compulsivo.

Sintomas associados: ansiedade, depressão, sentimentos de culpa ou vergonha.

Exploração dos conteúdos inconscientes

Investigação dos conflitos psíquicos subjacentes, possíveis defesas e mecanismos que sustentam o comportamento compulsivo.

Análise das transferências e resistências que surgem na relação terapêutica.

Avaliação do funcionamento psíquico global

Estado emocional, capacidade de reflexão, níveis de insight, qualidade dos vínculos interpessoais.

Embora o psicanalista não realize testes formais para rastrear o transtorno, ele pode encaminhar o paciente para avaliação psiquiátrica quando houver necessidade de diagnóstico diferencial, comorbidades ou para suporte medicamentoso.

O trabalho inicial da psicanálise será construir uma aliança terapêutica segura para que o paciente possa explorar e elaborar os conflitos que mantêm a compulsão, visando a transformação psíquica profunda.
Na clínica psicanalítica, o ponto de partida não são testes padronizados, mas a escuta qualificada e a investigação do funcionamento psíquico. A linha investigativa envolve a história do sintoma, início e repetição dos comportamentos, relação com angústia, culpa e vazio, além da função que a compulsão ocupa na economia psíquica do paciente. É fundamental explorar vínculos precoces, experiências traumáticas, mecanismos de defesa, impulsividade, regulação emocional e comorbidades frequentes, como ansiedade, depressão ou uso de substâncias. Quando necessário, pode-se articular com avaliação psiquiátrica para rastreio complementar, mantendo o foco terapêutico na compreensão do sintoma e não apenas no controle do comportamento.
A psicanálise busca as causas profundas do transtorno acessando o inconsciente, muitas vezes relacionadas a experiências traumáticas ou conflitos internos não resolvidos. O tratamento envolve a análise desses conflitos para trazer a consciência e, por consequência, possibilitar a superação. Espero ter ajudado!

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