Bom dia. Minha filha tem 1 ano e 9 meses, tem síndrome de Down e é adotada. A mãe biológica era usuá
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Bom dia. Minha filha tem 1 ano e 9 meses, tem síndrome de Down e é adotada. A mãe biológica era usuária de drogas. O eletroencefalograma dela no sono revelou discreto grau de desorganização da arquitetura do sono. O que seria? Algo preocupante? Obrigada
Os achados tem de ser correlacionados com o exame físico da criança, além do mais, a seguimento tanto do exame físico (crescimento e desenvolvimento nos diversos domínios) e a critério clínico um exame (eletroenecefalograma) controle podem ajudar na tomada de decisão, principalmente quando a desorganização descrita é em grau leve (ou discreto).
Portanto, apenas o neurologista infantil ou neurofisiologista que acompanham o paciente poderá fazer a correlação e interpretação correta desses achados, que isoladamente, são inespecíficos.
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Excelente pergunta — e muito importante, pois o resultado de “discreto grau de desorganização da arquitetura do sono” no eletroencefalograma (EEG), especialmente em uma criança com síndrome de Down, raramente é um achado grave, mas merece interpretação dentro do contexto clínico. A arquitetura do sono corresponde à forma como o cérebro alterna entre as fases do sono leve, profundo e REM (sono dos sonhos). Em um EEG, um sono normal apresenta padrões elétricos bem organizados, com transições suaves entre essas fases. Quando o laudo indica “desorganização discreta”, isso significa que as transições ou os padrões elétricos esperados não estão perfeitamente regulares, podendo ocorrer mistura leve de ondas rápidas e lentas, interrupções curtas do sono profundo ou redução transitória da fase REM. Essa alteração não representa epilepsia nem lesão cerebral, e é comum em crianças pequenas, especialmente quando há imaturidade neurológica, uso prévio de medicamentos, sono agitado na hora do exame ou condições genéticas como a síndrome de Down, nas quais o ritmo cerebral tende a amadurecer de forma mais lenta. Além disso, crianças expostas a drogas durante a gestação podem apresentar variações sutis na organização elétrica cerebral, sem necessariamente haver comprometimento clínico. O mais importante é correlacionar o EEG com o desenvolvimento da criança: se ela dorme bem, tem ganho cognitivo e motor compatível, não apresenta crises convulsivas ou regressões, o achado é apenas fisiológico e sem gravidade. O acompanhamento neurológico e fonoaudiológico contínuo é fundamental para garantir estímulos adequados e observar o amadurecimento do sono e da atividade cerebral com o tempo. Em resumo: “discreto grau de desorganização da arquitetura do sono” não é preocupante isoladamente, sendo um achado leve e reversível, muito comum em crianças pequenas ou com atraso maturacional benigno. O EEG deve ser sempre interpretado junto à história clínica, e na ausência de sintomas neurológicos, não há motivo para alarme. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista infantil é essencial para monitorar a evolução e orientar os próximos passos. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neurodesenvolvimento infantil, síndrome de Down e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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