Como a alexitimia, a dificuldade de identificar e descrever emoções, se relaciona com o Transtorno d

3 respostas
Como a alexitimia, a dificuldade de identificar e descrever emoções, se relaciona com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) feminino?
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Cada mulher autista sentem as emoções e reagem de maneira singular. Essa dificuldade de identificar e expressar emoções — que, quando não é compreendida, pode gerar sérios impactos físicos e mentais. A repressão constante do que se sente pode levar à somatização e aumentando o risco de doenças como hipertensão, ataques cardíacos e câncer, além de quadros de ansiedade, depressão e até ideação suicida. Por isso, encontrar formas alternativas de expressão emocional é essencial: escrever, desenhar, cantar ou usar outras formas criativas pode ajudar a liberar o que é sentido.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito pertinente — e, na verdade, fundamental para compreender uma parte profunda da experiência emocional no autismo feminino. A alexitimia, que é a dificuldade de identificar, compreender e descrever as próprias emoções, aparece com bastante frequência em pessoas autistas, mas em mulheres ela costuma ser ainda mais complexa, porque muitas aprenderam a mascarar o que sentem para se adaptar socialmente.

Enquanto o cérebro autista processa o mundo de forma mais analítica, a alexitimia dificulta a tradução do que o corpo sente em palavras. Assim, a mulher autista pode viver emoções muito intensas — ansiedade, tristeza, raiva, medo — sem conseguir nomeá-las. Em vez de perceber “estou frustrada”, o que aparece é uma sensação física de aperto no peito, tensão, ou vontade de se isolar. A neurociência mostra que há uma comunicação mais lenta entre as áreas do cérebro responsáveis por sentir (como a amígdala) e aquelas que transformam a emoção em linguagem (como o córtex pré-frontal e as regiões da ínsula). É como se a emoção chegasse antes da legenda.

Mas no caso das mulheres, há um componente social adicional: a pressão para parecer emocionalmente equilibrada, simpática ou compreensiva. Isso faz com que muitas aprendam a “atuar” emoções esperadas — sorrir quando estão confusas, parecer calmas quando estão sobrecarregadas — até perderem o contato com o que realmente sentem. Por fora, parecem reguladas; por dentro, estão tentando decifrar o próprio estado emocional.

Você já percebeu momentos em que sabia que algo estava errado, mas não conseguia explicar o quê? Ou que entendeu perfeitamente a emoção de alguém, mas travou quando tentava falar sobre a sua? E como costuma reagir quando alguém pergunta “o que você está sentindo agora?” — vem uma resposta automática ou um silêncio cheio de coisas sem nome?

A terapia costuma ser um espaço seguro para reconstruir essa ponte entre sentir e compreender. Com tempo e acolhimento, é possível reaprender o vocabulário emocional, não só para comunicar, mas para se reconhecer. Quando a emoção ganha nome, ela deixa de dominar e passa a dialogar. Caso queira explorar esse processo com mais calma, posso te ajudar a encontrar formas de reconexão entre o corpo, a mente e a linguagem emocional.
A alexitimia é relativamente comum no TEA feminino e está ligada à dificuldade de identificar, nomear e comunicar emoções internas. Em mulheres autistas, isso pode ser ainda mais complexo por causa da camuflagem social: muitas aprendem a reconhecer emoções nos outros, mas têm pouco acesso ao que sentem em si mesmas. Isso pode levar a confusão emocional, sobrecarga, somatizações e dificuldade de pedir ajuda, além de contribuir para diagnósticos tardios ou equivocados, como ansiedade ou depressão isoladas. A psicoterapia ajuda a ampliar a consciência emocional e a construir uma linguagem mais clara para os próprios estados internos.

Especialistas

Priscila Garcia Freitas

Priscila Garcia Freitas

Psicólogo

Rio de Janeiro

Daliany Priscilla Soriano

Daliany Priscilla Soriano

Psicólogo

Sertãozinho

Júlia Carvalho dos Santos

Júlia Carvalho dos Santos

Psicólogo

Cariacica

Antonia Kaliny Oliveira de Araújo

Antonia Kaliny Oliveira de Araújo

Psicólogo

Fortaleza

Lucas Bianchi

Lucas Bianchi

Psicólogo

Sorocaba

Maria De Oliveira

Maria De Oliveira

Psicopedagogo, Terapeuta complementar

São Paulo

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1072 perguntas sobre Transtorno do Espectro Autista
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.