Como a dificuldade de aceitar a própria existência se manifesta na aceleração mental?

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Como a dificuldade de aceitar a própria existência se manifesta na aceleração mental?
 Thomas Kehl
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
Ao lidar com a finitude da vida humana, é comum que a sensação de desolamento possa abater as pessoas. Podendo levar à sensações de tristeza e/ou ansiedade.
Se você sentir que esses pensamentos estão impactando a sua vida de forma significativa, um trabalho terapêutico (como a psicanálise) pode auxiliar a lidar com tal angústia. Se tiver interesse, estou à disposição para conversar mais sobre isso e ajudar no processo de entendimento e tratamento.

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A dificuldade de aceitar a própria existência pode gerar um estado constante de inquietação interna. A mente acelera como forma de evitar contato com o vazio, a dor ou o desconforto existencial. Pensar sem parar funciona como fuga preenchendo o silêncio em vez de encarar perguntas profundas sobre sentido, identidade e propósito.
em muitos casos, a aceleração mental não acontece apenas por excesso de tarefas ou preocupações, mas como uma dificuldade de permanecer em contato consigo mesmo.

quando existir se torna algo pesado, vazio ou difícil de sustentar internamente, a mente pode entrar em um movimento constante de ocupação: pensar demais, antecipar, consumir estímulos, planejar, se preocupar ou buscar distrações sem pausa.

o que chama atenção é que, para algumas pessoas, o silêncio e a desaceleração acabam sendo mais angustiantes do que o próprio excesso de pensamentos. porque é justamente nesses momentos que conteúdos emocionais, inseguranças, vazios ou conflitos internos tendem a aparecer com mais força.

nesse sentido, a aceleração mental pode funcionar como uma tentativa de evitar contato com experiências internas difíceis, não necessariamente de forma consciente, mas como um modo de funcionamento que vai se consolidando ao longo do tempo.

a logoterapia contribui ao trazer uma reflexão importante: quando a vida perde sentido ou conexão interna, a mente tende a buscar compensações externas para preencher esse espaço.

em muitos casos, a dificuldade não está apenas em “pensar demais”,
mas em conseguir sustentar a própria existência sem precisar fugir dela o tempo todo.

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