Como a dissociação afeta a saúde mental de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Como a dissociação afeta a saúde mental de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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A dissociação, em sua função protetiva, pode ser uma forma de desligamento da experiência quando esta se torna intensa ou ameaçadora. Em pessoas com TPB, esse mecanismo é comum diante de situações de estresse emocional elevado. No entanto, quando recorrente, a dissociação pode dificultar a consciência emocional, a integração das experiências e a construção de sentido pessoal. Isso impacta diretamente na capacidade de se autorregular, de se engajar em relações consistentes e de agir com base em valores. Ao invés de ser apenas “fuga”, a dissociação merece ser compreendida como um sinal de sobrecarga do sistema de percepção e integração do self.
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Dissociação no Transtorno Borderline: sintomas, causas e tratamento pela psicanálise A dissociação é um sintoma comum em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e, na psicanálise, é compreendida como um mecanismo de defesa que rompe temporariamente a continuidade da experiência de si e da realidade externa. Ela surge quando emoções intensas e dolorosas, muitas vezes ligadas a experiências precoces de abandono ou instabilidade afetiva, se tornam insuportáveis para o psiquismo. No TPB, a dissociação pode se manifestar como sensação de estar “fora do corpo”, lapsos de memória, dificuldade para reconhecer emoções ou distorções na percepção do tempo. Embora alivie momentaneamente a tensão emocional, ela compromete a construção da identidade, fragiliza os vínculos e dificulta a simbolização das experiências vividas. A psicanálise vê essa reação como fruto de falhas no desenvolvimento inicial do self, em que partes da experiência não puderam ser integradas. No tratamento, o trabalho analítico busca criar um espaço seguro, constante e acolhedor para que o paciente possa reconhecer, nomear e integrar esses estados. Com o tempo, em vez de “desligar” diante da dor, a pessoa passa a desenvolver recursos internos mais estáveis e criativos para lidar com o sofrimento, fortalecendo a continuidade de ser e melhorando a qualidade das relações.
Olá! Seja muito bem-vindo(a). É um prazer responder a cada uma das suas perguntas. A dissociação atua como um mecanismo de defesa primitivo (fuga mental) frente a dores insuportáveis, mas traz sérios prejuízos: Desconexão da Realidade e Relacionamentos: Dificulta a resolução assertiva de conflitos, pois a pessoa parece "ausente" ou fria durante discussões importantes. Risco Aumentado de Autolesão: Estados dissociativos profundos (despersonalização) podem diminuir a percepção da dor física, facilitando comportamentos impulsivos de automutilação como tentativa de "sentir-se real" novamente. Aumento da Confusão Mental: Sensação de desorientação crônica sobre quem são e o que estão sentindo. Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo (@psifernandosegundo | fernandosegundo.com) Ofereço psicoterapia presencial em Vitória‑ES e atendimento online para todo o Brasil e no exterior. Abraços
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