Como a hipervigilância somática se manifesta em rituais compulsivos?

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Como a hipervigilância somática se manifesta em rituais compulsivos?
A hipervigilância somática no TOC se manifesta em rituais compulsivos como verificar constantemente o corpo, realizar comportamentos repetitivos para aliviar sensações físicas ou evitar situações que possam aumentar a ansiedade relacionada aos sintomas, reforçando o ciclo de medo e controle.

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Ola,
Boa reflexão, ela vai ao cerne de como o sofrimento psíquico se ancora no corpo. A hipervigilância somática é um estado de alarme corporal constante, uma escuta amplificada e temerosa dos sinais internos (tipo batimentos do coração, respiração, uma coceira, um músculo esquisito). No contexto dos rituais compulsivos, essa sensação corporal assustadora se torna o gatilho e o foco da necessidade de controle.
Entenda assim, um pensamento ou emoção intolerável (medo de contaminar alguém) é, em parte, "deslocado" para o corpo. A mente, em vez de conseguir processar a ideia abstrata, fica capturada por uma sensação física concreta (a "sensação" de sujeira nas mãos). Surge então a hipervigilância, a atenção fica aprisionada nessa sensação, torna-se um perigo real e iminente. O ritual compulsivo (lavar as mãos) não é, nessa perspectiva, apenas uma resposta, mas uma tentativa desesperada de eliminar essa experiência corporal angustiante. É tipo um ciclo, a ansiedade gera a sensação, a sensação amplifica a vigilância, e o ritual busca um alívio físico, que nunca dura, nem resolve.
Na escuta analítica, trabalhamos para que a pessoa possa aos poucos nomear e tolerar os afetos e pensamentos que estão nesse processo. O objetivo é que a vigilância do corpo possa, aos poucos, ser reconectada ao mundo e as emoções. Esse é um trabalho delicado que se beneficia muito do acompanhamento profissional especializado.
Espero ter contribuído.

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